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Conhecimento e aplicação de medicina preventiva em diferentes especialidades médicas
Publicationby Pinto, Daniel RodriguesIntrodução: A medicina preventiva é o campo da medicina que se foca em diminuir a ocorrência e gravidade da doença, incapacidade ou morte, atuando preventivamente no indivíduo e na comunidade. Este estudo foi realizado com o objetivo de analisar se os conhecimentos preventivos de médicos de várias especialidades se encontram em concordância com as recomendações mais atuais, bem como avaliar as possíveis diferenças que possam surgir entre especialidades, entre as diferentes zonas do país e ao longo da progressão na carreira. Materiais e Métodos: Estudo piloto observacional e transversal, realizado através de um questionário online, com caso clínico sobre diversas intervenções de carácter preventivo. O objetivo foi avaliar a concordância com as recomendações da United States Preventive Services Task Force e da American Diabetes Association, sendo particularmente dirigido a médicos especializados em MGF, medicina interna, ginecologia, urologia e endocrinologia. Efetuou-se uma análise descritiva e inferencial dos dados com comparações entre especialidades, ARS em que trabalha, serviço de saúde onde exerce e grau de carreira em que estava com o teste de Kruskall-Wallis. Foram também avaliadas correlações entre número de respostas certas, a idade e o número de anos de prática médica, com o teste de correlação de Spearman.Resultados: A amostra foi constituída por 137 médicos. Observou-se uma taxa de respostas certas de 78,7% e verificou-se uma prevalência de respostas certas igual ou superior a 90%, em 51,5% do questionário. Não obstante, observaram-se seis perguntas em que houve um maior número de respostas incorretas: realização de toque retal; teste anti-HCV e HIV; de Clamídea e Gonorreia e na regularidade com que se realizaria medição da glicose em jejum/HbA1/PTGO. Houve significativamente melhores respostas em assistentes e internos dentro dos diferentes graus de carreira (p=0,043), em MGF dentro das diferentes especialidades (p<0,001) e entre os médicos que trabalham exclusivamente no serviço público (p=0,044). Foi possível também constatar que o número de repostas certas se correlacionou negativa e significativamente com a idade (p<0,001) e número de anos de prática médica (p<0,001).Discussão e conclusão: As principais limitações do estudo estão na sua amostra reduzida, especialidade em especialidades hospitalares, e de ter sido realizado online. Os médicos da amostra apresentaram conhecimentos satisfatórios de acordo com as recomendações da UPSTF e ADA, com uma taxa de respostas certas de 78,7%, concordante com estudos feitos apenas com médicos de família. A principal área em que se verificou um défice de conhecimento foi na realização de toque retal; teste anti-HCV e HIV; de Clamídea e Gonorreia e na regularidade com que se realizaria medição da glicose em jejum/HbA1/PTGO. Constatou-se uma diferença significativa entre especialidades, entre graus de carreira, modalidade de serviço em que exerce, idade e tempo de carreira. -
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Medicina Preventiva: atitudes em diferentes especialidades médicas - Estudo transversal.
Publicationby Silva, Tiago João Oliveira daIntrodução: A Medicina Preventiva compreende a aplicação de uma série de atitudes médicas que preveem evitar o surgimento de doença e da morbilidade/mortalidade associadas não só ao decurso natural expetável da mesma, mas também ao excesso de diagnóstico e tratamento, abrangendo as várias vertentes da prevenção, desde primária a quaternária. A sua aplicação antevê a aplicação de uma série de medidas e atitudes, sendo o recurso às mesmas dependente do conhecimento científico e experiência clínica do profissional, bem como das expetativas do doente. Apesar da existência de estudos prévios que investigam o conhecimento de médicos de família na aplicação de atitudes preventivas, a aplicação destas por médicos das demais especialidades permanece pouco estudado.Objetivos: Determinar as atitudes dos profissionais de saúde de várias especialidades perante um doente assintomático e sem fatores de risco e determinar a sua concordância face à evidência científica atualizada. Verificar se fatores demográficos e profissionais, nomeadamente especialidade, experiência e tipo de serviço em que exercem funções, influenciam os resultados obtidos. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal. Foi aplicado um questionário composto por 27 questões dicotómicas e 6 de resposta curta, incidindo sobre a aplicação e regularidade de diversas atitudes preventivas para um paciente assintomático. Foi atribuída uma pontuação, consoante as respostas fornecidas neste questionário e a concordância com as recomendações da USPSTF e ADA, que poderia alcançar um máximo de 31 pontos. Recorrendo a análise estatística bivariada e multivariada, definiu-se a influência das variáveis demográficas e profissionais nesta pontuação.Resultados: Foram inquiridos 294 médicos portugueses, com uma média de idades de 43,14 ± 13,75 anos. Destes, 136 tinham como especialidade Medicina Geral e Familiar (MGF). Foi observado um desempenho médio de 23,43 ± 3,35 pontos no questionário, traduzindo uma concordância média, pelos profissionais inquiridos, de 75,58% face às recomendações consideradas, tendo os profissionais formados/formandos de MGF alcançado pontuações médias 3,87 pontos superiores aos demais profissionais (p<0,001). Foi determinada uma percentagem de respostas corretas superior a 90% em 16 das questões colocadas. Há, no entanto, temáticas com uso exagerado de métodos de rastreio, nomeadamente no que toca ao rastreio do cancro da próstata, da tiróide, da DPOC, de fatores de risco cardiovascular através de ECG e de diabetes/pré-diabetes em doentes com excesso de peso. Encontraram-se, também, resultados inferiores a 50% no que toca à realização dos rastreios de Clamídea e Gonorreia, Hepatite C e HIV. Determinou-se que as variáveis “Idade” e “Especialidade (MGF vs Outra)” influenciaram, de modo independente e estatisticamente significativo, em análise multivariada, a concordância do médico face às recomendações consideradas.Conclusões: Os médicos portugueses revelam uma concordância elevada com as recomendações consideradas para as atividades preventivas. Os profissionais mais velhos e de especialidades que não MGF apresentaram pontuações médias significativamente inferiores. -
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Conhecimentos de Medicina Preventiva dos Alunos de Medicina nos seus Anos Clínicos
Publicationby Peixoto, Jose Nuno Leite da SilvaIntrodução: A Medicina Preventiva é um dos pilares na maximização da saúde e da qualidade de vida existindo um reconhecimento crescente por parte dos educadores médicos da necessidade de melhorar a educação para a prevenção e a saúde da população. O estudo teve como objetivo analisar se os conhecimentos preventivos dos estudantes de medicina dos anos clínicos se encontravam em concordância com as recomendações mais atuais assim como avaliar a sua evolução ao longo do curso. Adicionalmente, foi ainda investigado se o sexo do doente influenciava as decisões dos alunos. Materiais e Métodos: Estudo observacional e transversal efetuado através de um questionário online, com 2 casos clínicos (sexo masculino e sexo feminino), sobre diversas intervenções de carácter preventivo, disponibilizado aos alunos do 4º, 5º e 6º ano da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, com o objetivo de avaliar a concordância com as recomendações da United States Preventive Services Task Force, da American Diabetes Association e com as normas do Serviço Nacional de Saúde português. A amostra foi constituída por 166 alunos. Efetuou-se uma análise descritiva e inferencial dos dados e uma comparação entre os 3 anos com teste qui quadrado. Foram também comparadas as respostas dos estudantes entre os 2 casos. Resultados: Quanto à realização de intervenções a proporção média de respostas corretas no caso 1 foi de 72.2%, muito próxima do caso 2, onde foi de 70.4%. Quanto à frequência de repetição das intervenções não existiram áreas muito satisfatórias. Não houve diferenças significativas na comparação das respostas dos casos do sexo masculino e feminino. Na comparação entre os diferentes anos, o 5º ano e 6º ano destacaram-se em relação ao 4º ano, existindo diferenças significativas (p ≤ 0,05).Discussão: As principais limitações do estudo ocorreram devido ao número reduzido da amostra e ao facto de ter sido realizado online, em uma única universidade e a meio do ano letivo. Os alunos de medicina nos anos clínicos da FMUC apresentam conhecimentos satisfatórios de Medicina Preventiva, especialmente a partir do 5º ano. Porém, foram identificados alguns défices, especialmente quando consideradas a frequência das intervenções preventivas, à semelhança de outros estudos. Apesar de parecer existir uma evolução dos conhecimentos ao longo dos anos clínicos ainda são necessárias melhorias. -
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Rastreios Cardiovasculares - Perspetiva do Doente
Publicationby Viveiros, Catarina CordeiroIntrodução: A prevenção secundária tem mantido um crescente impacto na população e éimportante perceber de que forma é que esta altera as atitudes de cada indivíduo em relaçãoà sua saúde, uma vez que este tipo de prevenção pode ter grande influência na população,quando submetida a intervenções diagnósticas e sobretudo terapêuticas desnecessárias.Objetivo: Perceber como é que os resultados dos rastreios cardiovasculares afetam ocomportamento da população, qual a importância que lhes é atribuída em contraponto àspráticas que contribuem para um estilo de vida saudável.Métodos: Estudo observacional transversal através da aplicação de um questionário com 11perguntas elaborado com base na bibliografia consultada sobre o tema. Foi estudada umaamostra de conveniência de 190 pessoas que frequentavam Unidades de Saúde e outroslocais públicos da região de S. Miguel, Açores. Foram utilizadas estatísticas descritiva einferencial, segundo o tipo e a normalidade de dados, para estudo da amostra no softwareSPSS, versão 25 da IBM, com p<0,05 como nível de significância.Resultados: Para 95,6 % dos inquiridos há aceitação em realizar rastreio cardiovascularsempre que lhes é proposto verificando-se uma elevada percentagem de confiança nosresultados (99,4%) e nos conselhos dados após se submeterem aos rastreios (98,9%). Amaioria (73,1%) afirmou que é mais importante ter uma boa alimentação e atividade física doque fazer análises. As gerações mais velhas dão mais importância aos exames médicos doque as gerações mais novas que demonstram uma clara preferência por um estilo de vidasaudável. A frequência de consultas no Centro de Saúde no último ano mostrou-se maiselevada nas Classes sócio-económicas mais baixas.Conclusão: Foi possível verificar que existem insuficiências por colmatar na área daPromoção da Saúde da Prevenção da Doença, contudo, continua a ser atribuída importânciaà prática de estilos de vida saudáveis, principalmente pelos mais jovens. O papel do médicona vertente de educação para a saúde é essencial e pode vir a contribuir para uma melhoriana perspetiva do doente em relação à influência dos hábitos saudáveis na atenuação dosfatores de risco. -
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Fatores de Adesão à Vacina contra a Gripe na Diabetes Mellitus
Publicationby Ribeiro, Andreia Filipa Russo CorreiaA Diabetes Mellitus constitui um fator de risco importante para a maior prevalência, recorrência e severidade de diversos tipos de infeções, como as infeções respiratórias, de que é exemplo a Gripe. Por este motivo, a Diabetes Mellitus constitui, por si só, uma indicação para a vacinação anual contra a Gripe em Portugal, apesar de as taxas de vacinação neste grupo de doentes rondar apenas 63,6% (2017/2018), o que, ainda que represente um crescimento face às épocas anteriores, continua a ficar aquém do alvo (75%).O objetivo deste estudo foi identificar quais as variáveis implicadas na decisão de adesão ou não dos diabéticos à vacinação contra a Gripe, com vista a possibilitar uma melhor e mais personalizada abordagem a estes doentes, no sentido de aumentar a sua taxa de vacinação. Para isso, construiu-se um questionário, que foi aplicado a estes doentes em 3 Centros de Saúde. Conseguiram-se 71 questionários preenchidos, cujas respostas foram posteriormente alvo de análise estatística adequada.Os resultados deste estudo permitiram concluir que a adesão à vacinação contra a Gripe nos participantes deste estudo foi superior nos diabéticos que nunca fumaram, nos doentes aconselhados pelo seu médico a aderir à vacinação (quer pelo facto de ser diabético, quer seja por outras indicações), nos diabéticos com mais indicações para a vacinação contra a Gripe e naqueles com maior conhecimento face aos grupos de pessoas com indicação para vacinação contra a Gripe, bem como nos diabéticos que reconhecem a Diabetes Mellitus como indicação, por si só, para vacinação contra a Gripe e a respetiva gratuitidade. De igual forma, percebeu-se que os doentes com um maior tempo de evolução da Diabetes Mellitus, tendem a apresentar também mais anos de vacinação. Quanto às razões mais apontadas para a adesão à vacinação, destaca-se o aconselhamento médico como a justificação mais apontada para tal, ao passo que a Diabetes Mellitus foi umas das razões menos apontadas como motivação para a vacinação. O medo de efeitos secundários e o sentir-se suficientemente saudável para considerar não ser necessária vacinação, foram as razões mais apontadas para a não adesão à vacinação.Com estes resultados, percebe-se que o papel do médico pode ser fulcral na adesão à vacinação contra a Gripe na Diabetes Mellitus, seja através do aconselhamento para tal, seja na capacitação dos doentes diabéticos, através da promoção de um maior conhecimento relativo à Diabetes Mellitus e seu possível impacto em infeções como a Gripe. -
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Rastreios populacionais organizados na população feminina em portugal: os resultados dos indicadores em 2017 e 2018
Publicationby Sá, Adélia Filipa Lopes deIntrodução: As neoplasias constituem a segunda causa de morte em Portugal. Em 2018, 1788 senhoras faleceram por cancro da mama e 225 por cancro do colo uterino. A avaliação e monitorização dos programas de rastreio é uma medida crucial permitindo a redução da mortalidade por essas doenças. Assim, este estudo teve como objetivo analisar indicadores que exprimem a proporção de mulheres elegíveis com registo dos rastreios das neoplasias em questão. Realizou-se uma avaliação temporal e geográfica, para verificar a evolução da implementação dos programas e eventuais diferenças de desempenho regional em Portugal.Métodos: Realizou-se um estudo observacional transversal de dados colhidos da plataforma online, Bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários, cuja amostra incluiu 31 Agrupamentos de Centros de Saúde das 5 Administrações Regionais de Saúde (ARS). Analisaram-se dados de dois indicadores, ID44 - “Proporção de mulheres entre [50; 70[ anos, com mamografia registada nos últimos dois anos” e ID45 - “Proporção de mulheres entre [25; 60[ anos, com rastreio do cancro do colo do útero efetuado”, em indicador flutuante, do mês de Dezembro de 2017 e 2018. Compararam-se as médias nacionais e das ARS, em ambos os anos. Verificou-se distribuição estatística normal e aplicou-se estatística paramétrica (Teste T de Student e ANOVA), considerando-se diferença estatística significativa para p<0,001. Resultados: Não se verificou diferença significativa entre as médias nacionais no biénio, de ambos os indicadores (ID44: p=0,725 e ID45: p=0,904). Já entre as médias das ARS, detetou-se uma diferença significativa, em ambos os anos, nos dois indicadores. No ID44, a ARS do Alentejo obteve o melhor resultado em 2017 e a ARS do Centro em 2018, com a ARS do Algarve em último lugar nos dois anos. No ID45, a ARS do Norte alcançou o valor mais elevado e a ARS do Algarve, novamente, o mais baixo, quer em 2017, quer em 2018. Discussão: A eficácia de um programa de rastreio depende de uma sequência de intervenções. Neste caso, uma falência da identificação da população alvo, da convocatória, da adesão das utentes ou do registo dos resultados pode fundamentar os valores obtidos.Conclusão: Apesar de se ter verificado uma evolução positiva no número de rastreadas, de 2017 para 2018, este não foi significativo. Detetou-se também uma persistência da inequidade dos mesmos entre as regiões de saúde. Conclui-se assim que são necessárias medidas de reforço e de maior discriminação dos indicadores. . -
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Vacina contra a tosse convulsa na gravidez: avaliação da adesão, barreiras e motivações na grávida
Publicationby Brito, Patricia da CunhaIntrodução: Depois de, em 2012, Portugal ser considerado um país com reemergência de tosse convulsa pela Organização Mundial de Saúde e de se verificar a existência de uma maior morbimortalidade em lactentes com idade inferior à recomendada para a primovacinação, a Direção-Geral da Saúde criou, em 2016, uma norma com vista a introduzir a vacina contra a tosse convulsa na grávida. A finalidade desta medida foi maximizar a resposta imunitária materna e a transferência placentar de anticorpos para o feto, providenciando proteção passiva aos lactentes durante o período de maior suscetibilidade. Em 2017, cerca de 75% das grávidas foram vacinadas. No entanto, o problema da hesitação na vacinação tem-se mostrado uma preocupação na área da saúde, exigindo esforços tanto a nível de investigação como de formação dos profissionais de saúde e educação das grávidas. Objetivos: O objetivo deste trabalho foi analisar a realização da vacina contra a tosse convulsa na grávida e averiguar as barreiras e motivações das mães, de modo a serem pensadas medidas para combater a hesitação na vacinação e, assim, melhorar a qualidade da prestação dos cuidados de saúde e otimizar a percentagem de grávidas vacinadas em Portugal.Métodos: Conduzimos um estudo observacional e transversal que permitiu avaliar a proporção de vacinação contra a tosse convulsa na gravidez numa amostra de conveniência em 6 Unidades de Cuidados de Saúde Primários. Foram estudadas mulheres com filhos nascidos entre 1 de julho de 2017 e 30 de junho de 2019. Aplicámos um questionário que avaliou as motivações e barreiras à vacinação e recolhemos dados sociodemográficos para posterior análise descritiva. Resultados: Numa amostra de 74 mulheres, 87,84% foram vacinadas. Para 60,81% não havia conhecimento da necessidade de ser vacinada até ficar grávida e, depois de vacinadas, 5,41% sabiam o nome da vacina que tinham recebido e 22,97% a semana de gestação em que ocorrera a vacinação. O médico de família foi a principal fonte de informação sobre esta recomendação (54,41%), seguido do enfermeiro de família (43,24%). As principais barreiras à vacinação foram “Opinião/convicção pessoal” (44,44%) e “Outra” (77,78%), sendo que, dentro desta última, a razão mais invocada foi a falta de recomendação da vacina (57,14%). As motivações mais apontadas foram a recomendação do médico (90,77%) e a intenção de proteger o filho e a própria (84,62% e 70,77%, respetivamente). Todas as mulheres que foram vacinadas nesta última gravidez, mostraram intenção de ser vacinadas numa futura gravidez. Discussão e Conclusões: A proporção de vacinação contra a tosse convulsa das grávidas desta amostra é superior à estimada em 2017, sendo similar ou superior à de outros países. Esta pode ser otimizada através da educação das mães pelo médico de família e sua equipa. -
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Conhecimentos sobre cuidados preventivos em alunos dos 3º e 6º anos de medicina da Universidade de Coimbra
Publicationby Rodrigues, Filipa Alexandra NunesIntrodução:A Medicina Preventiva tem como objetivo a melhoria e manutenção do estado de saúde de indivíduos assintomáticos. Porém, estudos recentes revelam existir uma falta de conhecimentos significativa nesta área, em particular na prevenção quaternária, o que leva ao aumento do sobrediagnóstico e do sobretratamento. O objetivo deste estudo é analisar o conhecimento dos estudantes de Medicina, da Faculdade de Medicina, da Universidade de Coimbra sobre as recomendações de caráter preventivo baseadas na evidência e avaliar a evolução na sua aquisição ao longo do curso. Métodos: Um estudo observacional e transversal foi feito com uma amostra de conveniência constituída por alunos dos 3.º e 6.º anos do Mestrado Integrado em Medicina, da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Foi-lhes distribuído um inquérito, adaptado de outro já anteriormente utilizado com profissionais de medicina geral e familiar, com o intuito de averiguar a concordância das ideias dos alunos nesta área com as recomendações da United States Preventive Services Task Force (USPSTF) e da American Diabetes Association (ADA).Foi realizada estatística descritiva e inferencial com testes do qui-quadrado e estudada a diferença entre as respostas corretas a cada pergunta entre o 3.º e 6.º anos. Resultados:A amostra era de 252 alunos, destes 137 eram do 3.º ano e 115 do 6.º ano.Às 32 perguntas sobre a utilidade da realização dos processos preventivos, a maioria dos alunos respondeu corretamente a 20. Houve 13 áreas em que se obtiveram significativamente melhores valores no 6.º do que no 3.º ano. Verificou-se o contrário em apenas 2: no aconselhamento de exercício físico a doentes sedentários mulheres (p=0.039) e na realização de toque retal (p=0.001).Às perguntas sobre a periodicidade das intervenções, a maioria dos alunos do 6.º ano respondeu acertadamente apenas a uma, considerando um intervalo de tempo mais frequente do que o recomendado em 6 áreas e menos frequente em 2. A menor concordância com as recomendações verificou-se para a medição dos níveis séricos de colesterol no homem, onde apenas 0.9% dos alunos responderam corretamente. Os alunos do 3.º ano responderam corretamente em 2, e consideraram um intervalo de tempo mais frequente do que o recomendado em 7. Nas perguntas sobre a medição dos níveis séricos de colesterol no homem e a medição da glicose em jejum na mulher nenhum dos alunos acertou na periodicidade correta. Houve uma diferença estatisticamente significativa com melhores resultados no 6.º ano em quatro situações e piores em uma situação.Discussão:Os conhecimentos dos alunos têm muitas discrepâncias em relação às recomendações da USPSTF e da ADA, ainda mais quando é tida em conta a periodicidade em que as intervenções deveriam ser realizadas. Na maioria das vezes, os alunos consideraram o tempo de intervalo entre intervenções mais curto do que o recomendado, tornando necessário o debate sobre a prevenção quaternária. Parece haver, no entanto, uma melhoria nos conhecimentos sobre intervenções de caráter preventivo após os anos clínicos do curso.Conclusão:Os estudantes de Medicina, da Universidade de Coimbra, têm baixo nível de conhecimentos gerais sobre recomendações de caráter preventivo. Contudo, parece haver melhoria destes durante o curso. É essencial a formação dos estudantes em cuidados preventivos e especialmente na prevenção quaternária. -
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Medicina Preventiva: a sua prática vista pelos alunos finalistas de mestrado integrado em medicina em Portugal
Publicationby Matias, Filipa AraújoIntroduction: Preventive medicine (PM) can be effective if based on the most up-to-date evidence, conducted through "check-ups" or "preventive consultations," and should be studied even at the undergraduate level.Objectives: To assess the knowledge of final-year students of the Integrated Master's in Medicine (IMM) in the year 2024-2025 in Portugal regarding the practice of PM and its risks.Methods: After ethical approval, a cross-sectional observational study was conducted via an online questionnaire across all Medical Schools, presenting a clinical case for preventive intervention, specifically exams to request, recommendations to give, and the recommended frequency, for a healthy 53-year-old woman. Possible consequences of PM were inquired. The recommendations of the United States Preventive Services Task Force and the Directorate-General for Health were followed.Results: In a sample of 119 students, 68.9% female and 2.5% with no declared gender, each student selected, on average, 70% of the suggested preventive exams. Highlighted, with annual frequency, were the lipid profile (60.5%), fasting blood glucose (61.4%), and complete blood count (61.4%). An average of 92% of preventive recommendations were proposed, with a particularly high rate of oncological screenings (breast: 97.5%; cervical: 92.4%; colorectal: 91.6%). For 66.7% of the students, routine check-ups should be annual. Consequences related to overdiagnosis (51.3%), overtreatment (37.8%), and the performance of more exams (37%) were less considered compared to "Improvement in risk factor control" (80.7%), "Feeling of security in their well-being" (73.9%), and "Greater control of their health status" (71.4%), which were the most selected.Discussion: The preventive guidelines questioned and the usefulness of routine consultations in pre-graduation were well known, while quaternary prevention was less valued.Conclusion: The appropriate frequency for exams and routine check-ups and the understanding of their risks are aspects to improve, in an environment of good knowledge regarding the conduct of a PM consultation. -
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Why is quaternary prevention important in prevention?
Publicationby Tesser,Charles DalcanaleOrigin: OasisbrABSTRACT Quaternary prevention consists in the identification of persons at risk of excessive medicalization and their protection against new unnecessary interventions, avoiding iatrogenic damages. Here, we argue about the importance of quaternary prevention in specific primary and secondary prevention. The recent great development of preventive medicine, biomedicalization of risks and their treatment as if they were diseases, and the powerful influence of the commercial interests of pharmaceutical industries on the production of medical-sanitary knowledge alter classifications, create diseases and pre-diseases, lower cutoff points, and erase the distinction between prevention and healing. This situation converts larger amounts of asymptomatic persons into sick individuals and diverts clinical attention and resources from sick persons to the healthy, from older adults to young persons, and from the poor to the rich. Quaternary prevention facilitates and induces the development and systematization of operational knowledge and guidelines to contain hypermedicalization and the damages of preventive actions in professional care, especially in primary health care.
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