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  1. 1

    Relevância política ‘perfecta multitudo’ no De potestate regia et papali de João Quidort de Paris

    Publicação
    por Rosa, José Maria Silva
    Origem: uBibliorum
    Quem hoje toma em mãos o texto« De Potestate Regia et Papali» de João de Paris, e o lê com atenção, tentando situá-lo no contexto político, jurídico, social e eclesiológico de princípios de séc. XIV, não pode deixar de fi car surpreendido por, no seu tempo, o autor ter sido considerado Quidort, Dormiens, como se se tratasse de um dominicano de coro, sonolento e à margem dos acontecimentos da sua época. Tão mais surpreendente por, ao contrário, ele ter sido de facto um espírito atento e interventivo na questão mais escaldante do seu tempo: as relações entre a «potestas spiritualis» e a «potestas temporalis», entre o Papa Bonifácio VIII e o Rei Filipe, o Belo.
    2018 capítulo de livro Portugal acesso aberto
  2. 2

    From Aquina’s Civitas Perfecta to Quidort’s Perfecta Multitudo. A ‘slight’ shift in meaning

    Publicação
    por Rosa, José Maria Silva
    Origem: uBibliorum
    According to Arendt and Habermas, the reinterpretation of Aristotle made by Thomas Aquinas, identifying 'politicus' and 'socialis', has weakened the nature of classical Aristotelian politics by introducing in the polis (now 'regnum' / monarchy) relations and private interests that the Greeks had reserved for domestic space ('oikos'). Moreover, being the concept of 'societas' in this context naturally Christian, the purpose of the society is no longer self-sufficiency and acquisition of natural virtue, which allow us to live together in order to the good life, but requires supernatural virtue given by God in order to achieve the true supreme good. Therefore, the possibility of happiness (eudaimonia) now refers to eschatology ('communio sanctorum'), reason because kings are to be subject to priests, especially the pope, Christ’s representative, whose role is to take care of the highest aim of our existence ('visio et fruitio Dei'). However, the application of a pyramidal and hierarchical scheme of spiritual power over the temporal realm is subverted by Juan Quidort of Paris, introducing a «small» shift: the kingdom understood as perfecta 'multitudo'. In this perfect multitude, an upward causality is a basis for distinction and non-subordination of the temporal power by the spiritual; at the same time freedom of individuals to choose their leaders is essential. This view undermines the dynastic transmission’s model of power in a kingdom (from father to son) as well as, at the ecclesial level, points to the superiority of the General Council in relation to the pope.
    2016 artigo Portugal acesso aberto
  3. 3

    “Non ad unum, sed sub uno”: Rejeição do imperium e elogio das diversae politiae, em Jean Quidort de Paris

    Publicação
    por Rosa, José Maria Silva
    Origem: uBibliorum
    A ideia de ‘Império’ é uma noção complexa e polissémica. Mesmo que se possa encontrar um núcleo semântico que se mantém estável, as determinações concretas do que se entende por ‘Império’ variaram muito ao longo da História, desde a Antiguidade aos nossos dias. Pierre Chantraine, no Dicionário Etimológico da Língua Latina, diz-nos que imperium designava originariamente um poder soberano absoluto, incluindo o direito de vida e de morte sobre súbditos ou membros de um clã ou de uma família.
    2016 capítulo de livro Portugal acesso aberto