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    Editorial

    Publicação
    por Veloso, João
    Outros Autores: Silva, Fátima; Martins, Pedro Tiago
    Origem: elingUP
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    Entrevista com o Professor Francisco Lacerda (Universidade de Estocolmo)

    Publicação
    por Lacerda, Francisco
    Outros Autores: Veloso, João; Martins, Pedro Tiago
    Origem: elingUP
    Francisco Lacerda é foneticista na Universidade de Estocolmo. Engenheiro de formação (licenciado pelo Instituto Superior Técnico), vive e trabalha na Suécia desde 1979. Foi durante vários anos membro da Comissão de Acompanhamento Científico do Centro de Linguística da Universidade do Porto. Nessa qualidade, visitou o Centro em várias ocasiões, tendo sempre deixado sugestões e ideias criativas, válidas e importantes para o melhoramento do trabalho realizado e a realizar. A necessidade de o Centro se abrir mais ao exterior e de se tornar visível fora do meio estritamente académico, a urgência de passarmos a integrar activamente estudantes de pré- e pós-graduação nas actividades do CLUP e a sugestão de uma revista como esta foram algumas das ideias em que Francisco Lacerda insistiu nessas visitas. Francisco Lacerda é reconhecido internacionalmente como um foneticista produtivo e inovador. A convite da FCT, integrou e coordenou várias comissões de avaliação internacional de unidades e projectos de investigação. A sua atitude perante a ciência pode ser vista como um exemplo para os que se iniciam na investigação. Por todas estas razões, escolhemos o seu nome para ser o primeiro entrevistado da eLingUp, com a devida anuência da Comissão Científica do CLUP. A entrevista decorreu no gabinete de Francisco Lacerda, em Estocolmo, na tarde do dia 30 de Novembro de 2009 e foi conduzida por dois dos membros da equipa redactorial da revista: João Veloso e Pedro Tiago Martins. A conversa - rica, produtiva, instrutiva, como são sempre as conversas com Francisco Lacerda - estendeu-se por mais de duas horas. A transcrição que se segue não dá conta dos entusiasmos e das ironias que atravessaram alguns momentos da entrevista e tenta dar forma a um discurso oral fluido, em constante formulação e reformulação e sempre marcado por uma grande informalidade. Vários tópicos foram abordados. Na passagem a escrito, foram reformuladas, com o assentimento do entrevistado, algumas afirmações e foram introduzidas algumas supressões, de que as mais extensas vão devidamente assinaladas no texto. Na opinião dos entrevistadores, o testemunho que passamos a apresentar - e orgulhamo-nos por termos conseguido obtê-lo e publicá-lo neste número inaugural da revista - reveste-se de um grande simbolismo e de um grande interesse.
  3. 3

    "dd tc" - Alteração à estrutura da sílaba nos chats

    Publicação
    por Silva, Cláudia Alexandra Moreira da
    Origem: elingUP
    A escrita dos chats apresenta mecanismos de abreviação que possibilitam o aumento da velocidade da troca conversacional requerido pelas interacções em tempo real. A supressão de grafemas é um destes mecanismos. Realizou-se um estudo de corpus para verificar se a supressão de grafemas atinge algum constituinte silábico em particular. Chegou-se à conclusão de que é a rima o constituinte silábico mais passível de elisão devido à sua previsibilidade contextual. A manutenção do ataque pode sugerir a sua preponderância em termos de valor informacional e do processamento de palavras. A preservação do núcleo e da coda em certas circunstâncias pode estar relacionada com o seu contributo na clarificação de casos de ambiguidade.
  4. 4

    A importância da sílaba: uma reflexão fonológica

    Publicação
    por Henriques, Isabel
    Origem: elingUP
    Um estudo sobre as características especiais das fricativas coronais não podia deixar de contemplar um capítulo sobre a sílaba, visto que em muito dos processos fonológicos, algumas das questões problemáticas acontecem no domínio da sílaba, resultado da hierarquia e organização deste constituinte prosódico, nomeadamente no âmbito das regras fonotácticas. Assim, procurámos obter uma definição de sílaba, analisar os seus constituintes, a sua organização e os princípios pelos quais se rege. Em suma, tentámos encontrar a resposta para a questão da importância da sílaba na teoria fonológica.
  5. 5

    Breve Abordagem Semântica e Pragmática de Aqui, Aí e Ali

    Publicação
    por Pereira, Mário Crescêncio
    Origem: elingUP
    O estudo que aqui apresentamos tem como objectivo principal reflectir sobre as estruturas dícticas construídas com aqui, aí e ali. Sabendo que estas palavras são classificadas pelas gramáticas tradicionais como advérbios de lugar, remetendo apenas para a localização espacial, pretendemos mostrar que, além da expressão de lugar na sua função díctica, anafórica e catafórica, lhe estão associados outros valores semânticos, nomeadamente o seu emprego como meio de referência ou de significação temporal. Por outro lado, procuraremos demonstrar que estes termos podem também conceber valores que se identificam com a modalidade no discurso e que, por vezes, se relacionam com o cumprimento de um acto ilocutório, não se apagando, contudo, inteiramente a noção de localização espacial.
  6. 6

    Havia ou haviam?

    Publicação
    por Leitão, Dinis Rebelo
    Origem: elingUP
    O estudo que aqui apresentamos tem como objectivo principal reflectir sobre as dificuldades que os falantes têm ao utilizar o verbo haver como verbo impessoal, ou seja, na acepção de existir. Para isso, depois de consultarmos diferentes gramáticas de conhecidos autores portugueses, entregámos questionários a estudantes de diferentes níveis de ensino e analisámos excertos de notícias do CETEMPúblico. Após a análise destes dois meios de investigação, perante a ocorrência de inúmeros casos de haver em formas de plural, colocámos a hipótese de estarmos perante uma situação de mudança, tendo em conta que haver pode estar a tornar-se num verbo inacusativo.
  7. 7

    Porque ou por que?

    Publicação
    por Santos, Catarina
    Origem: elingUP
    Há uma certa hesitação por parte dos falantes do português, no acto da escrita, no que toca à distinção de porque e por que, bem como aos contextos em que devem ser aplicados. Neste texto mostro que por que é a expressão a usar em orações relativas e em interrogativas independentes e subordinadas, porque está associado a um argumento ou a um adjunto sem valor causal. Porque deve ocorrer em orações subordinadas causais e em interrogativas sempre que esteja associado a um complemento oblíquo ou a uma oração com sentido causal.
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    Editorial

    Publicação
    por Veloso, João
    Outros Autores: Silva, Fátima; Martins, Pedro Tiago
    Origem: elingUP
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