This research focused on public and private television, analyzing issues of ethics and media ideology at local broadcasters: RBS-TV, TV Bandeirantes and TVE. The objective of this study was to detect the strategies used by the vehicles in order to be aligned with the "governments of the day", interpreting the discourses of the editorial content of the main news programs, published between August 5 and October 3, 2000, Time of the first round of municipal elections across the country.
Dois tipos de mudanças interessam ao futuro da televisão pública do Rio Grande do Sul. A primeira é tecnológica, fruto de um processo de longo prazo que está imprimindo atualmente o ápice da virada entre o predomínio das mídias de massa e a convergência múltipla da comunicação. A segunda mudança, esta periódica e intermitente, refere-se às trocas de governo do Estado e as consequências diretas nos rumos da Fundação Piratini, mantenedora da TVE/RS, interferindo em sua autonomia e independência. Este duplo contexto interessa à pesquisa que estamos desenvolvendo sobre a televisão pública, com vistas à integração dela, de maneira ampla, a um Centro de Produção e Pós-Produção de Conteúdos Digitais Criativos, ligado ao setor de produção audiovisual e à Universidade.
Este trabalho tem como preocupação os princípios consagrados pelo campo jornalístico, pela legislação brasileira e por documentos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) referentes ao funcionamento dos serviços públicos de radiodifusão. Para tanto, usa como exemplo o caso do Nosso Jornal, telejornal local diário veiculado entre 2006 e 2009 pela TV Universitária do Recife. Procuramos buscar pistas sobre os impactos da mudança do regime fordista-keynesiano para o de acumulação flexível em meados da década de 1970 sobre o Estado e sua responsabilidade de regulamentação da “ecologia” da radiodifusão a fim de garantir a liberdade de expressão. Dentro desse contexto, com base nos conceitos de autonomia do campo jornalístico de Pierre Bourdieu e na ideia de telejornalismo como lugar de referência, se debruça sobre os efeitos desse fenômeno no jornalismo, tomando como referência a emissora em questão.
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Resumo Esta pesquisa apresenta uma reflexão analítica sobre a atuação de emissoras públicas de televisão brasileiras no ambiente mediático sociodigital de uma plataforma de streaming, nomeadamente, o YouTube, à luz dos princípios da radiodifusão pública preconizados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Bucci et al., 2012; Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura, 2001). Como eixo de articulação metodológica, o estudo adota também a abordagem cartográfica aplicada à pesquisa em comunicação (Kastrup, 2007; Rosário & Coca, 2018) e a perspectiva do estudo de casos múltiplos (Yin, 1994/2015) ao mapear a presença de duas emissoras públicas brasileiras, a TV Brasil e a TV Cultura, no YouTube. Sem desconsiderar o complexo momento político brasileiro, que impacta o Serviço de Radiodifusão Pública do país, especialmente por ocasionar a extinção do Conselho Curador (órgão de natureza consultiva e deliberativa) e, portanto, promover a exclusão da participação da sociedade na gestão da Empresa Brasil de Comunicação, a análise revela um momento específico do processo de plataformização (Poell et al., 2019) da televisão pública no Brasil, no qual é possível: verificar adequações e inadequações das emissoras estudadas ao ambiente da plataforma digital; registrar como as mudanças tecnológicas seguem a afetar a televisão enquanto meio e linguagem; e sublinhar alguns efeitos da comunicação via plataformas na sociedade.
Embora os estudos de história da televisão — como os dos meios audiovisuais em geral — estejam francamente limitados pela inexistência de arquivos sistemáticos dos conteúdos produzidos e emitidos, sobretudo no que diz respeito às primeiras décadas do pequeno ecrã, uma tentativa de reconstituição das práticas jornalísticas televisivas põe em evidência que a liberdade de Abril também teve impacto nos respetivos noticiários. Numa análise dos alinhamentos do Telejornal da RTP, de 1959 a 1991, conclui-se que, embora com sinais lentos, as narrativas jornalísticas explicitam traços de mudança que só a ausência de censura poderia autorizar.