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Doença cerebrovascular aguda : análise do tipo de cuidados recebidos pelos doentes que recorrem ao serviço de urgência do Hospital Sousa Martins - Guarda
Publicaçãopor Ramos, Ana Isabel de AzevedoOrigem: uBibliorumIntrodução: A doença cerebrovascular aguda e, por sua vez, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) constitui, em Portugal, a primeira causa de morte, sendo o país da União Europeia com a mais elevada taxa de mortalidade por esta patologia. Como se compreende é essencial assegurar cuidados adequados em todas as fases, nomeadamente, um rápido acesso dos doentes na fase aguda das doenças cerebrovasculares a cuidados médicos adequados. Para tal, Portugal dispõe desde há alguns anos, em várias regiões, das Unidades de AVC e da respetiva Via Verde. O objetivo deste estudo é avaliar até que ponto à população que recorre ao Hospital Sousa Martins na Guarda são disponibilizados recursos e práticas, de acordo com o estado da arte, idênticos aos disponibilizados aos doentes que sofrem um AVC noutra região do país. Métodos: Realizou-se um estudo de caráter observacional descritivo e de direção retrospetiva dos pacientes que deram entrada no serviço de urgência do Hospital Sousa Martins (HSM) com o diagnóstico de doença cerebrovascular aguda durante o período compreendido entre 1 de Janeiro e 30 de Junho de 2011. Os dados recolhidos através da consulta dos processos clínicos e do preenchimento de um protocolo de análise, foram posteriormente codificados e analisados estatisticamente recorrendo ao programa Microsoft Office Excel 2007®. Resultados: Estudaram-se 123 doentes sendo que 58,5% eram do sexo feminino e 41,5% do sexo masculino. A faixa etária dos 75 aos 79 anos foi a que registou maior número de casos (média ± DP, 75,0 ± 12,2 anos). Quanto ao tipo de AVC, 78% dos pacientes foram diagnosticados com o tipo isquémico, 17% com o tipo hemorrágico e 5% apresentaram-se com AIT. A taxa de ativação da VV foi de 12%. Durante o período em estudo, nenhum doente teve alta no mesmo dia, com 58,5% dos doentes internados na Unidade de AVC versus os 34,1% no serviço de Medicina. A média geral de internamento foi de 14,6 dias (DP±9,2 dias). No que respeita ao AVC Isquémico, dos 98 doentes estudados apenas 6 realizaram Trombólise. Nestes a VV foi ativada em 100% dos casos. No HSM o tempo [AVC-Agulha] médio foi de 156 minutos, superior ao valor das guidelines, mas inferior ao máximo estipulado de 180 minutos (3 horas). O tempo [Porta-Agulha] foi de 62,0 minutos, inferior aos valores referência. Conclusão: Os resultados obtidos neste estudo sugerem que o AVC Isquémico é o tipo de AVC mais frequente, à semelhança do que acontece a nível nacional. No 1º semestre de 2011, as mulheres foram o sexo mais afetado e com uma incidência de AVC mais tardia, em comparação com o sexo masculino. O número de ativações da VV ficou aquém do esperado e ativada, concluiu-se que apesar do atraso registado na via extra-hospitalar, a via intra-hospitalar funciona adequadamente. A apreciação global da abordagem ao doente com AVC, no HSM, em contexto de urgência, é média. -
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Qual a melhor abordagem na terapêutica secundária do enfarte agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST?
Publicaçãopor Sousa, Keissy Joselin de JesusOrigem: uBibliorumIntrodução: O enfarte agudo do miocárdio é uma das formas de apresentação da doença coronária aterosclerótica para a qual estão identificados vários factores de risco, alguns dos quais modificáveis. Dentro das diversas situações em que pode manifestar-se, o enfarte agudo do miocárdio com supradesnivelamento ST (EAMSST) é o resultado da oclusão aguda duma das artérias coronárias com um elevado impacto na morbi-mortalidade mundial. A suspensão do fluxo sanguíneo desencadeia um processo de isquémia e necrose tecidular que se desenvolve ao longo do tempo. Sendo prioritária a recanalização do vaso comprometido, tal poderá ser feito através de fármacos por trombólise ou mediante angiografia coronária percutânea (ACP) por cateterismo. Mesmo nos casos inicialmente abordados por trombólise poderá posteriormente indicar-se a realização de ACP de modo a verificar o grau de obstrução dos vasos coronários e assim proceder a uma abordagem secundária mais adequada através da intervenção coronária percutânea (ICP), vir a colocar-se indicação cirúrgica com revascularização através de bypass aortocoronário nos casos da lesão se manifestar mais grave (CG) ou não realizar mais nada (CL). Objectivo: Avaliar os resultados do programa de intervenção coronária do CHCB aos doentes afectados com EAMSST em 2003, estudando a sobrevivência em função das opções terapêuticas e da sua temporização após o evento agudo. Materiais e métodos: Utilizou-se o método retrospectivo, tendo sido consultados os processos dos doentes com o diagnóstico de EAMSST durante o ano 2003. Foram recolhidos dados dos factores de risco, da localização do enfarte, da realização de trombólise durante o evento agudo, da intervenção secundária adoptada, dos internamentos de causa vascular e da ocorrência de mortalidade até 31 de Dezembro de 2007. Os doentes foram agrupados em função do tipo de tratamento a que foram submetidos e do intervalo de tempo que mediou entre o episódio agudo e a realização da angiografia (≤4 e > 4 dias). Estes foram examinados através do programa SPSS® com a análise de frequências, médias e respectivos desvio-padrão, medianas, métodos de regressão logística, curvas de Kaplan-Meier e significância estatística através do qui-quadrado, ANOVA ou log rank test. Resultados e Discussão: 52.2% dos doentes realizaram trombólise, 66% foram submetidos a angiografia coronária e destes 66% foram submetidos a ICP. No que respeita à temporização não se verificam diferenças significativas na mortalidade em qualquer dos tratamentos adoptados (p=0.660 no caso de ACP) pelo que foi retirada esta análise dos restantes parâmetros. No que respeita à média de idades, os doentes mais velhos (74 anos) ficam mais vezes sem tratamento e os mais novos (58 anos) realizam mais ICP (p<0.001). Relativamente ao género, as mulheres destacam-se por não serem submetidas a nenhum tratamento, enquanto o género masculino é abordado com ICP (p=0.014). Poderá existir uma relação significativa nos doentes que são fumadores, têm hipertensão arterial ou dislipidemia e maior abordagem com ICP, no entanto não se demonstra relação com a mortalidade. A doença renal crónica está provavelmente relacionada com a ausência de tratamento secundário (p<0.001), além de se mostrar como um factor de risco acrescido de mortalidade. A realização de trombólise e ICP estão possivelmente associadas (p<0.001) e demonstram mortalidade mais tardia, apesar do efeito da trombólise em ACP não parecer significativamente benéfico (p=0.738). Apenas a demonstração de doença coronária grave no cateterismo aparenta ser um factor de risco acrescido para a ocorrência de internamentos (odds-ratio=5.600; p=0.027) sendo estes medianamente mais precoces (5 meses). Os internamentos ocorreram durante todo o período de seguimento. Realizar qualquer intervenção secundária é sugestiva protecção de mortalidade, demonstrando-se um possível efeito benéfico na sobrevivência (p<0.001), no entanto a diferença entre as três opções não é significativa. É de realçar a significância que a ICP (p<0.001) e a CL (p=0.013) manifestam na ausência de eventos. Conclusão: Realizar qualquer tipo de tratamento secundário é indicado com consequências benéficas, nomeadamente na sobrevivência, utilizando o método de intervenção mais justificado durante a ACP, não existindo diferenças no período de realização pós-evento. -
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Doença cerebrovascular isquémica aguda: avaliação de protocolo de trombólise
Publicaçãopor Rocha, Sara Isabel MendesOrigem: uBibliorumIntrodução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) continua a ser a principal causa de morte em Portugal e a principal causa de incapacidade nas pessoas idosas. Sendo este um problema tratável, é conveniente oferecer tratamento aos doentes para diminuir a morbi-mortalidade por AVC. Existe actualmente um único fármaco disponível para a fase aguda do AVC de tipo isquémico: o factor Activador do Plasminogénio tecidular recombinante (rt-PA), de nome comercial Alteplase. As indicações para a administração deste fármaco são restritas e baseiam-se em múltiplos estudos internacionais. Em Portugal, também este tratamento tem vindo a ser aplicado em Unidades especializadas. No Centro Hospitalar Cova da Beira (CHCB), E.P.E., existe uma Unidade de AVC (UAVC), que recebe os doentes da Beira Interior e que iniciou a trombólise com Alteplase em Junho de 2006, segundo um Protocolo de Serviço. Objectivo: Avaliar a aplicação do Protocolo de Trombólise na UAVC do CHCB, comparando-o com as directrizes nacionais e internacionais, e apurar a eficácia do tratamento em 2007. Métodos: Neste estudo observacional descritivo, de direcção retrospectiva, foram analisados os processos clínicos dos doentes internados na referida unidade com o diagnóstico de AVC isquémico durante o ano de 2007. Esses doentes foram divididos em dois grupos: o que realizou e o que não realizou tratamento trombolítico. No primeiro grupo, analisaram-se as etapas do Protocolo de Trombólise e os resultados obtidos com o tratamento. No segundo, investigaram-se os motivos que o impediram. Resultados e Discussão: Em 2007, estiveram internados na UAVC 311 doentes com AVC, dos quais 252 de natureza isquémica. A trombólise foi efectuada em 16 doentes (6,3%). Nesses doentes verifica-se que apenas 4 contactaram os serviços de emergência médica (25%) e que o tempo médio entre o início dos sintomas e a chegada ao hospital foi de 78 minutos (13 minutos depois do recomendado internacionalmente e 17 minutos depois da média nacional). No contexto intra-hospitalar, averiguaram-se taxas de activação da VV de 100%, registo da hora de início dos défices em 87,5%, realização de TC-CE e análises de 100% e de ECG de 50%. Os tempos decorridos entre a entrada no SU e a realização de E.C.D. e entre a entrada no SU e a obtenção de resultados foi de, respectivamente, 28 e 96 minutos para as análises, 25 e 69 para a TC-CE e 30 minutos para o ECG. O início da trombólise aconteceu 70 minutos depois da entrada no SU (4 minutos mais tarde do preconizados nas guidelines internacionais, mas 10 minutos mais cedo que a média nacional) e 148 minutos após a instalação dos sintomas. Todos os doentes receberam o tratamento segundo as orientações do Protocolo e todos se encontraram monitorizados (100%). Com o tratamento obteve-se melhoria franca em 5 doentes (31%), melhoria significativa em 7 doentes (44%), melhoria pouco significativa em 3 doentes (19%) e ausência de melhoria em 1 doente (6%). Complicações imediatas (reacção alérgica/anafiláctica) detectaram-se em 2 doentes (12,5%), que interromperam o tratamento (notificação ao Infarmed) e 1 doente (6,3%) apresentou, posteriormente, uma gengivorragia leve. Todos os doentes realizaram um exame de imagem cerebral de controlo (100%). As taxas de hemorragia cerebral e mortalidade associadas ao tratamento foram nulas (0%). A não realização de trombólise nos restantes 236 doentes foi justificada por 7 motivos: idade superior a 80 anos (29%), hora de instalação dos défices desconhecida (12%), mais de 3 horas desde o início dos sintomas (33%), défices minor ou em recuperação (15%), outra contra-indicação (5%), mau funcionamento da VV (2%) e motivo desconhecido (4%). Conclusões: A apreciação global da aplicação do Protocolo de Trombólise é francamente positiva, com boa execução dos procedimentos, rentabilização do tempo e boa eficácia terapêutica. -
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Tratamento agudo do AVC após a janela terapêutica recomendada
Publicaçãopor Oiteiro, Margarida Santos doOrigem: uBibliorumApesar de tanto a trombólise como a trombectomia mecânica se terem provado formas de tratamento eficazes para doentes com AVC isquémico, o acesso a estas terapêuticas é dificultado pelos restritos limites temporais para administração de tratamento impostos pelas guidelines. Estudos anteriores mostraram que a partir de algumas horas após o início dos sintomas (6h para a trombectomia e 3h para a trombólise) a relação riscobenefício deixava de estar em favor da administração de tratamento. No entanto, trabalhos mais recentes indicam que através de exames de neuroimagem, nomeadamente da Ressonância Magnética e da TC de perfusão, é possível identificar doentes que, independentemente do tempo de evolução dos seus sintomas, possam ainda beneficiar dos efeitos do tratamento. -
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Avaliação de procedimentos para o acidente vascular cerebral isquémico Unidade de Acidentes Vasculares Cerebrais, Centro Hospitar Cova da Beira, E. P. E.
Publicaçãopor Abreu, Diana GasparOrigem: uBibliorumIntrodução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) constitui a primeira causa isolada de mortalidade em Portugal, sendo igualmente a principal causa de morbilidade e de anos potenciais de vida perdidos. Sendo este um problema tratável, é fundamental oferecer tratamento aos doentes para diminuir a morbi-mortalidade por AVC, existindo actualmente um único fármaco disponível para a fase aguda do AVC tipo isquémico: o factor Activador do Plasminogénio tecidular recombinante (rt-PA), de nome comercial Alteplase. As indicações para a administração deste fármaco são restritas e baseiam-se em múltiplos estudos internacionais. Em Portugal, este fármaco tem vindo a ser aplicado em Unidades Especializadas – Unidades de AVC (UAVC’s). No Centro Hospitalar Cova da Beira (CHCB), E.P.E., existe uma UAVC, que recebe os doentes da Beira Interior e que iniciou a trombólise com Alteplase em Junho de 2006, segundo um Protocolo de Serviço. Objectivo: Actualizar a avaliação da aplicação do Protocolo de Trombólise na UAVC do CHCB, comparando-o com o estudo realizado, em 2007, por Sara Rocha e com as directrizes nacionais e internacionais, e apurar a eficácia do tratamento. Métodos: Neste estudo de carácter observacional descritivo e de direcção retrospectiva, foram analisados os processos clínicos dos doentes internados na referida unidade com o diagnóstico de AVC entre 01 de Janeiro e 28 de Junho de 2009. Os doentes com o diagnóstico de AVC isquémico foram dividos em dois grupos de acordo com a realização ou não de tratamento trombolítico. No primeiro grupo, analisaram-se as etapas do Protocolo de Trombólise e os resultados obtidos com o tratamento. No segundo, investigaram-se os motivos que o impediram. Resultados e Discussão: No período definido foram internados na UAVC 151 doentes com AVC, dos quais 88 de natureza isquémica. A trombólise foi realizada em 7 doentes. Nesses doentes verifica-se que 4 contactaram os serviços de emergência médica, e o tempo médio entre o início dos sintomas e a chegada ao hospital foi de 62 minutos. No contexto intra-hospitalar, avaliaram-se as taxas de activação da VV, o registo da hora de início dos défices , a coincidência entre as informações do relatório de Urgência e do processo clínico da UAVC), a realização de TC-CE, outros meios complementares de diagnóstico, incluindo o ECG. Os tempos decorridos entre a entrada no Serviço de Urgência (SU), a realização de Exames Complementares de Diagnóstico (E.C.D.), entre a entrada no SU e a obtenção de resultados foi de, respectivamente 13 e 92 minutos para as análises, 30 e 265 para o TC-CE e 45 minutos para o ECG. O início da trombólise verificou-se em média 107 minutos depois da entrada no SU e 169 minutos após a instalação dos sintomas. Todos os doentes receberam o tratamento de acordo com as orientações do Protocolo e todos foram devidamente monitorizados. Com o tratamento obteve-se melhoria franca em 5 doentes e ausência de melhoria em 2 doentes. Em relação às complicações 1 doente apresentou gengivorragias, 1 apresentou descontrolo do esfíncter urinário e em 2 casos ocorreu transformação hemorrágica, tendo estes doentes vindo a falecer. Todos os doentes realizaram exames de imagem cerebral de controlo. A taxa de hemorragia cerebral e de falecimentos foi de 28,6%. A não realização de trombólise nos restantes 81 doentes foi justificada por 6 motivos: idade superior a 80 anos (2 doentes), hora de instalação dos défices desconhecida (26 doentes), mais de 3 horas desde o início dos sintomas (14 doentes), défices minor ou em recuperação (6 doentes), outras contra-indicações (4 doentes) e motivo desconhecido (35 doentes), tendo alguns doentes mais que um motivo. Conclusões: A apreciação global da aplicação do Protocolo de Trombólise é positiva, com boa execução dos procedimentos, rentabilização do tempo e boa eficácia terapêutica. Não obstante é de considerar a possibilidade de se efectuarem melhorias designadamente nos processos de registo, nos vários tempos analisados e na identificação de sintomas e acesso aos cuidados. -
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Trombose Venosa Cerebral. Trombólises Mecânica e Química
Publicaçãopor Fernandes, AOutros Autores: Ribeiro, C; Marques, C; Reis, JA trombose venosa cerebral é uma entidade ainda não completamente compreendida no que se refere à sua fisiopatologia, história natural e prognóstico. A abordagem terapêutica não é consensual, preconizando-se contudo o uso de anticoagulantes associados ou não à trombólise. Os autores reportam a repermeabilização com sucesso dos seios venosos durais após trombólise mecânica e quimica (rt-PA). -
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Cuidados de enfermagem à pessoa com AVC isquémico submetida a trombólise na UCI
Publicaçãopor Gil, Ana Isabel ChavesIntrodução: O presente Relatório de Estágio surge no âmbito da Unidade Curricular Rela- tório, parte integrante do 6o Mestrado em Enfermagem em Associação, na área de especiali- dade Enfermagem Médico-Cirúrgica: A Pessoa em Situação Crítica. Objetivo: Descrever as atividades e estratégias desenvolvidas durante o percurso académico e Estágio Final e o seu contributo para o desenvolvimento e aquisição de competências comuns e específicas do enfermeiro especialista em Enfermagem Médico- Cirúrgica: A Pes- soa em Situação Crítica e de Mestre em Enfermagem. Metodologia: Método descritivo e análise crítico-reflexiva das atividades desenvolvidas du- rante a Unidade Curricular Estágio Final. O Projeto de Intervenção Profissional desenvolvido é igualmente descrito, com recurso à Metodologia de Projeto e baseado no Modelo para Mu- dança da Prática Baseada em Evidências de June Larrabee. . Resultados: Análise crítico-reflexiva de aquisição e desenvolvimento de competências so- bre as atividades desenvolvidas durante o Estágio Final em contexto de Unidade de Cuidados Intensivos. Promoção da qualidade e segurança dos cuidados prestados à Pessoa em Situação Crítica, em contexto do desenvolvimento de um Projeto de Intervenção Profissional, através da elaboração de um Protocolo de Atuação, Instrumento de Registo e produção de um Do- cumento de Consulta prático sobre o doente com AVC Isquémico submetido a trombólise. Conclusão: Promover a uniformização e uma melhoria da qualidade e segurança dos cuida- dosdeenfermagemprestadosaodoentecríticocomAVCIsquémicosubmetidoatrombólise, baseados em evidência científica. A elaboração deste relatório permitiu descrever todo o percurso formativo e realizar uma análise crítico-reflexiva fundamentada do processo de aquisição e desenvolvimento de competências. -
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Trombólise na embolia pulmonar
Publicaçãopor Rocha, Ana Carolina dos Santos SilvaIntrodução: A embolia pulmonar é uma condição clínica potencialmente letal em todos os grupos etários, pelo que é considerada uma emergência cardiovascular. O diagnóstico é difícil de estabelecer, pela pouca especificidade do quadro clínico, condicionando, diferentes prognósticos e riscos de mortalidade. O tratamento depende da apresentação clínica e a terapêutica trombolítica tem um papel decisivo na melhoria do outcome dos doentes, em situações seleccionadas. Objectivos: A actual revisão tem por objectivo a reflexão sobre a fisiopatologia da embolia pulmonar, as indicações mais recentes da terapêutica trombolítica e das terapêuticas alternativas, enfatizando a importância do tratamento agressivo no controlo de uma entidade clínica que envolve risco de vida. Desenvolvimento: A embolia pulmonar e a trombose venosa profunda são o espectro da mesma doença, o tromboembolismo venoso. Distinguem-se principalmente pelo risco de morte inerente, sendo que na embolia pulmonar o risco é superior, variando entre os 15% e 58%, dependendo da estabilidade hemodinâmica dos doentes e da celeridade do tratamento. Nos doentes normotensos, sem disfunção ventricular direita e com marcadores de lesão do miocárdio negativos, a anticoagulação é a terapêutica de escolha e o prognóstico é extremamente favorável. Na presença de disfunção ventricular direita e/ou de um marcador de lesão do miocárdio positivo, o risco de morte é intermédio. As situações de choque cardiogénico ou de hipotensão arterial mantida são de mau prognóstico, pelo que o tratamento deve ser agressivo e a trombólise cumpre esse objectivo, diminuindo a taxa de mortalidade. Em relação à sua indicação nas situações de risco intermédio, a literatura não é consensual. A avaliação clínica deve ser feita caso a caso, com base na gravidade, prognóstico e risco hemorrágico. Alternativas à trombólise incluem: embolectomia pulmonar cirúrgica, embolectomia por cateterização percutânea e inserção de filtros venosos. Devem ser sempre Trombólise na Embolia Pulmonar Ana Carolina Rocha 9 consideradas na presença de contra-indicações absolutas à trombólise, ou quando a primeira tentativa farmacológica é ineficaz. Conclusões: As situações de embolia pulmonar de intermédio e alto risco beneficiam de um sistema de triagem para centros com competência na administração de trombolíticos e com capacidade para realização de técnicas trombolíticas alternativas. A estratégia terapêutica a adoptar deve ter em consideração o risco hemorrágico e as contra-indicações absolutas para a trombólise farmacológica, que se poderão transformar em relativas, se o benefício se mostrar superior ao risco. Com o intuito de prestar os melhores cuidados aos doentes, o conhecimento mais profundo acerca da estratégia terapêutica impõe-se. -
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Terapêutica endovascular na isquemia mesentérica aguda
Publicaçãopor Lopes, Simão CarvalhoIntrodução: A isquémia mesentérica aguda é uma causa de ventre agudo associada a altas taxas de morbimortalidade. As recomendações atuais para tratamento inicial desta patologia incluem a revascularização endovascular ou cirúrgica, no entanto estas recomendações são baseadas em estudos retrospetivos com pequenas amostras. O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão da literatura das técnicas de tratamento endovascular disponíveis, avaliando os seus resultados.Materiais e métodos: Em agosto de 2020 foi realizada uma pesquisa dos últimos 15 anos nas bases de dados PubMed e EMBASE, com recurso às palavras-chave "Mesenteric Ischemia [MeSH]", "Acute Disease [MeSH]", "Endovascular Procedures [MAJR]”, "Thrombectomy [MeSH]” e “Thrombolysis”. Foram excluídos artigos de revisão, revisões sistemáticas e meta-análises, guidelines, estudos de caso e artigos de opinião, estudos que não apresentassem pelo menos um dos outcomes pretendidos (sucesso técnico, sucesso clínico, taxa de recorrência, complicações e taxas de mortalidade) e artigos referentes a isquemia mesentérica de etiologia arterial com amostra inferior a 10 (n < 10).Resultados: De 482 registos inicialmente pesquisados foram incluídos 19 estudos nesta revisão, 14 referentes a isquémia mesentérica aguda de etiologia arterial e 5 a etiologia venosa. As taxas de sucesso técnico variaram entre 81 e 100% na etiologia arterial e foram de 100% na etiologia venosa, com sucesso clínico de 53 a 71,4% na etiologia arterial e de 87,5% a 100% na etiologia venosa. As taxas de mortalidade precoce variaram entre 9,5% e 44,7% na etiologia arterial e entre 0% a 12,5% na etiologia venosa.Conclusão: O uso de técnicas endovasculares mostrou ser uma opção viável no contexto de isquémia mesentérica aguda, contribuindo para uma melhoria nos outcomes desta patologia que continua a estar assocada a um prognóstico sombrio. -
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One-shot diagnostic and prognostic assessment in intermediate- to high-risk acute pulmonary embolism: the role of multidetector computed tomography
Publicaçãopor Baptista, Rui TerenasOutros Autores: Santiago, Inês; Jorge, Elisabete; Teixeira, Rogério; Mendes, Paulo; Semedo, Luís Curvo et al.Introduction: Contrast-enhanced multidetector computed tomography (MDCT) is useful for the diagnosis of pulmonary embolism (PE). However, current guidelines do not support its use for risk assessment in acute PE patients. Objectives: We compared the prognostic impact of MDCT-derived indices regarding mediumterm mortality in a population of intermediate- to high-risk PE patients, mostly treated by thrombolysis. Methods: Thirty-nine consecutive patients admitted to an intensive care unit with acute PE were studied. All patients had a pulmonary MDCT on admission to the emergency room as part of the diagnostic algorithm. We assessed the following MDCT variables: right ventricular/left ventricular diameter (RV/LV) ratio, arterial obstruction index, pulmonary artery-to-aorta diameter ratio and azygos vein diameter. A 33-month follow-up was performed. Results: Mean age was 59.1±19.6 years, with 80% of patients receiving thrombolysis. Followup all-cause mortality was 12.8%. Of the MDCT-derived variables, only the RV/LV ratio had significant predictive value, being higher in patients who suffered the endpoint (1.6±0.5 vs. 1.9±0.4, p=0.046). Patients with an RV/LV ratio ≥1.8 had 11-fold higher medium-term allcause mortality (3.8% vs. 38.8%, p<0.001). Regarding this endpoint, the c-statistic was 0.78 (95% CI, 0.60---0.96) for RV/LV ratio and calibration was good (goodness-of-fit p=0.594). No other radiological index was predictive of mortality. Conclusions: MDCT gives the possibility, in a single imaging procedure, of diagnosing and assessing the prognosis of patients with intermediate- to high-risk PE. Although further studies are needed, the simple-to-calculate RV/LV ratio has good discrimination and calibration for predicting poorer outcomes in patients with acute PE.
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