Able to speak Latin “as his own language” (Castelo Branco 2016: 86), Calisto knew all the great Latin authors. Famous sentences of Horace (Od. II, 19, 2; Epist. I, 7, 44; II, 5, 51), Virgil (Aen. I, 462; II, 774; III, 48; Georg. III, 513), Juvenal (X, 122) and Quintilian (IX, 4, 41; XI, 1, 24; XII, 10, 74) adorn the erudite character’s speech and the narrator’s words about him. The eminent Latinist also quotes Terence (Andria, 194), Pliny the Elder (HN 35, 36), and Suetonius (Titus, 8). The meaning of these quotations is the aim of this paper.
No conjunto da obra terenciana, somente encontramos um exemplo de soldado fanfarrão: o miles Trasão, no Eunuchus. Esta personagem, tirada do Kolax de Menandro, foi moldada à imagem de Terêncio e contribuiu, decisivamente, para o enriquecimento do cómico da peça e para o sucesso que alcançou aquando da sua representação.
O presente artigo apresenta uma tradução da Vida de Terêncio, de Suetônio, discute os critérios utilizados para a versão das passagens em verso contidas no texto e apresenta os principais problemas de interpretação que a vita suscita.
O presente trabalho tem por objetivo, a partir do referencial teórico-metodológico da tradução teatral e poética, apresentar a nossa tradução versificada para o português brasileiro da peça latina Heautontimorumenos, do comediógrafo Terêncio, bem como discutir questões que concernem à composição da peça, como linguagem e metro, que influenciaram nossas escolhas tradutórias. A escolha do corpus e da metodologia se justificam tanto pelo ineditismo – pois não encontramos até o presente momento traduções versificadas da peça em português brasileiro, tendo sido a única tradução versificada no idioma vernáculo realizada pelo português Leonel da Costa Lusitano, por volta do século XVII, – quanto pelo fato de se tratar de uma peça cuja recepção, desde a antiguidade, mostrou menos interesse como o fato de ser o único texto terenciano que carece dos comentários do gramático Élio Donato. A tradução que aqui empreendemos, como nas palavras de Haroldo de Campos, busca se colocar em uma perspectiva de tradução e de crítica do texto, suscitando discussões e reelaborações, leituras e renovando os olhares para a comédia que traduzimos, além de fornecer uma contribuição ao campo dos Estudos da Tradução, sobretudo no campo da tradução teatral e da tradução versificada. É de nosso interesse, portanto, contribuir para a tradução do teatro clássico em versos, partindo de reflexões sobre os efeitos de sentido proporcionados pelas diversas possibilidades do texto teatral, analisando o que seria o conceito de performabilidade, entendendo a tradução teatral como uma atividade de interpretação e criação, passível de ser performada, não necessariamente pela suposta decodificação dos elementos teatrais do texto, mas por ser a performance uma potência que abrange as mais diversas formas textuais e não- textuais. Nossas reflexões acerca da tradução teatral partem de Bassnett (1991) e perpassam por Aaltonen (2010), Cruz (2019) e Pinto (2012). Ao tratarmos da tradução poética, partimos de Britto (2012), Laranjeira (2003) e Chociay (1974).
From the direct and personal attack, which characterized the powerful and didactic tone of ancient Greek comedy, an echo stands out for the one who has been, if one considers the progress of the genre throughout all Antiquity, the last great name: Terence. He was now motivated by a clear purpose: defending from the animosity of rivals and contestants and clarifying artistic criteria by which he tried to guide his production. That preoccupation wasn't overlooked by the old Athenian poets. That's why it is possible, in spite of all the differences separating two remarkable moments in the history of comedy, to join two poets - Aristophanes and Terence - through something that has interested them both passionately: the struggle for the renewal and progress of an elevated art, which they were ab]e to cultivate by means of two indispensable qualities: the spark of genius and the experience of the long joumey that, through relentless effort, leads to success.
In Terence's work only two parasites appear, one being very different from the other: Gnatho (from Eunuchus.) and Phormion (from Phormio). The first plays a secondary role, is nothing but a cynical flatterer, boastful of his origimlity and successful career as a parasite. The second, who gave the play its name, isn't just another Gnatho, far from it. In fact, though Phormion only takes part in a scene twice (w. 315-440 and 829-1055), he plays a mijor role, for his presence dominates the action from the beginning to the end of the play, not only because he is constantly being referred to, but also because his plans are put into practice. In contrast with what the parasite usually stands for, Phormion is generous and disinterested.