Desde la década de 1990, el concepto de prática espacial ha Ganado protagonismo en el enfoque geográfico de los espacios urbanos. Esto ocurrió especialmente en el contexto del giro cultural de la geografía y su acercamiento a la sociología, psicología social y linguística. En este trabajo buscamos, a partir de una revision teórica, reflexionar sobre las practices espaciales y discutir el aporte del concepto de habitus, a partir de Bourdieu (1986, 2001, 2006, 2007, 1996, 2013), como element instituyente de practices en la vida cotidiana, lo que abre la posibilidad de un abordaje crítico de las mismas, implicando el desvelamiento de procesos de estigmatización socioespacial.
Resumo O artigo discute o emergente conceito de pedagogia sócio-espacial, situando-o diante da necessidade de democratização do conhecimento espacial, ao propor o deslocamento do debate e da reflexão crítica encerradas em instituições e centros de pesquisa, que passam a ser entendidos como questões de interesse público, no sentido de informar e qualificar a prática espacial cotidiana. Dentro do escopo de possibilidades e práticas para a pedagogia sócio-espacial, apresenta-se a experiência de uma série de quatro oficinas, baseadas em jogos de tabuleiro desenvolvidos por estudantes de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para serem jogados com grupos de jovens moradores de favelas na periferia de Belo Horizonte. Os jogos serão analisados à luz da pedagogia sócio-espacial, enfatizando o papel dos jogos no processo de conscientização dos jogadores. A reflexão promovida pelo jogo adquire uma dimensão política na medida em que este possibilita a reconfiguração das relações entre sujeito e espaço.
Esta pesquisa busca compreender o grafite como um conjunto de tendências. Neste sentido, o esforço da análise será evidenciar a lógica operatória que compõe cada tendência. Primeiramente, mostrou-se necessário o entendimento da dimensão imagética e, posteriormente, a comunicativa, sendo estes os dois principais modos de operação que orientam as questões teóricas sobre o tema. A análise de oito artistas objetivou identificar os modos como os grafiteiros se apropriam do local de intervenção. Esta análise colocou em evidência um ponto em comum entre dois modos de operação: o uso do espaço urbano como suporte para a expressão artística. Mas também se identifica um uso performativo do espaço, um uso que rompe com a condição de suporte e aproxima o grafite das práticas espaciais.
Esta tese aborda as imbricações do lugar e do convívio, tomados como práticas espaciais, na medida em que participam do engendramento da tessitura cênica, tendo como objeto de estudo as performances urbanas do Coletivo Contraponto MG. Dois campos, então, foram investigados de forma imbricada e se alimentando mutuamente: o da prática teórica e o da prática artística. O primeiro incide sobre quatro temas principais. Começa-se por traçar uma genealogia possível das práticas artísticas que se fazem como práticas espaciais, focando na arte site-specific. Em seguida, procura-se delinear os tensores da cena site-specific, em que o lugar e o convívio, de condição material de toda e qualquer cena presencial, tornamse tessitura cênica. O terceiro aborda os fatores contingenciais do convívio e ao estatuto do espectador/participante. Por fim, dedica-se à questão da espacialidade, desdobrada na discussão sobre os espaços, as ações cotidianas e artísticas e o convívio como prática espacial. Na parte relativa à prática artística, incide sobre uma pesquisa em que a performance busca se infiltrar nos tecidos da cidade, de modo a surgir uma cena de interstícios. Através dainstauração de territorialidades nômades e abertas, trabalha-se com o lugar e o convívio, usando estratégias de aproximações e negociações com as texturas e presenças do urbano. Como elementos de composição, utiliza-se da formação de paisagens, de situações e decompartilhamentos de uma duração. O lugar aparece com os traços físicos e contextuais, enquanto o convívio é visto nas práticas do viver no lugar, do observar/participar e da prática constituída pela própria performance.
A urbanização do final do século XX no Brasil foi marcada por significativas características, a começar pelo ritmo bastante acelerado de crescimento das cidades e pela sua abrangência, agora mundial. Essas características contribuíram para que este processo se desencadeasse em diversas cidades também da região Nordeste, mesmo naquelas onde a industrialização não foi tão representativa como na cidade de Natal/RN. Até poucas décadas atrás, o Estado do Rio Grande do Norte era exemplo de um estado de economia agrária e população majoritariamente rural, mas que vem mudando aceleradamente esse quadro. Natal/RN com uma população que em 1980 era de 416.898 habitantes e que 2013 duplicou alcançando a surpreendente marca de 853.929 habitantes que produziram um altissonante crescimento populacional ao longo das duas ultimas décadas materializando fortes influências urbanísticas na cidade através do processo de urbanização. Nesse contexto, a Av. Eng. Roberto Freire desempenha um papel fundamental no sistema viário da zona do município de Natal, articulando e distribuindo o tráfego local para bairros como Capim Macio, Neópolis e cidades vizinhas da região metropolitana como Parnamirim, bem como servindo ao tráfego de passagem que se dirige ao bairro de Ponta Negra e ao litoral sul do Estado. Hoje, oito em cada dez brasileiros vivem em cidades e essa concentração de pessoas nestes centros urbanos traz uma série de implicações espaciais e urbanísticas, sejam elas de ordem social, econômica ou ambiental. Diante desse atual ritmo acelerado em que o processo de urbanização vem transformando e produzindo o espaço urbano da cidade de Natal/RN, objetivou-se entender as espacialidades e materialidades do planejamento urbano, do urbanismo e do processo de urbanização na Av. Eng. Roberto Freire/Natal/RN nos últimos 20 anos para entender o contexto contemporâneo da via. Desta forma, a Av. Eng. Roberto Freire tornou-se para a pesquisa a base onde se averiguou as materialidades e as influências desse processo de urbanização, que está fortemente aliado aos ditames do desenvolvimento da atividade turística na cidade de Natal/RN nas últimas duas décadas e que tem influências materiais significativas nas práticas espaciais e nos territórios usados dos usuários da via atualmente.