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    Descrição de uma nova espécie de anfíbio (Tetrapoda Temnospondyli) para a formação Rio do Rasto (Permiano da Bacia do Paraná) e revisão do status filogenético de Archegosauroidea...

    Publicação
    por Pacheco, Cristian Pereira
    Origem: Oasisbr
    Temnospondyli é um grupo bastante diversificado de tetrápodes basais que surgiu no início do carbonífero passando por grandes fases de radiação e extinção, com picos de diversidade no Permiano e no Triássico. Dentro desse grande grupo inclui-se Archegosauroidea, grupo abundante no Leste Europeu, com registro ainda escasso na América do Sul (até o momento, restritos ao Brasil). Esse grupo é dividido em duas famílias, Archegosauridae e Melosauridae. Até então, os registros indiscutíveis de arquegossauróides formalmente descritos para o Gondwana pertenciam à família Archegosauridae, a saber: Prionosuchus plummeri um platiopossauríneo encontrado no estado do Maranhão (Formação Pedra de Fogo) e Bageherpeton longignathus encontrado no Rio Grande do Sul na divisa entre Bagé e Aceguá (Formação Rio do Rasto). Neste trabalho apresenta-se a descrição e análise filogenética do espécie basal do gênero Konzhukovia (anteriormente exclusiva da Rússia) para o Permiano do Gondwana permite fazer novas considerações acerca de sua origem e irradiação, que tanto pode ter se dado na Laurasia com Konzhukovia sendo parte da primeira irradiação de arquegossauróides para o Gondwana ou mesmo Konzhukovia ter se originado no Gondwana e migrado para a Laurásia onde as espécies mais derivadas evoluíram. Além disso, o fato de Konzhukovia fazer parte de uma família basal a Stereospondyli reforça a hipótese de que estes se originaram e diversificaram no Oeste do Gondwana antes do fim do Permiano ao contrário do que sugere a hipótese de que os Stere ospondyli teriam ficado em um refúgio no Leste do Gondwana e teriam se diversificado após a grande extinção no final do Paleozóico.
  2. 2

    Análise paleoambiental da Formação Teresina, Permiano da Bacia do Paraná (Brasil), e suas implicações paleoclimáticas

    Publicação
    por Rocha, Viviane dos Santos
    Origem: Oasisbr
    A Formação Teresina, que compõe a porção média do Grupo Passa Dois, Permiano da Bacia do Paraná, possui registros litológicos passíveis de um estudo quimioestratigráfico de detalhe envolvendo técnicas isotópicas que permitem auxiliar a caracterização paleoambiental e climática deste intervalo temporal. Amostras da Formação Teresina foram coletadas de dois testemunhos dos furos de sondagem FP-04-PR e FP-11-PR, do projeto “A Borda Leste da Bacia do Paraná”, para análises de isótopos estáveis de C e O em rochas carbonáticas e siliciclásticas, carbono orgânico total (COT) em folhelhos e para estudo petrográfico. Foi observado, na descrição dos furos de sondagem, que a Formação Teresina é constituída predominantemente por rochas heterolíticas, compostas por arenitos muito finos, intercalados com siltitos e folhelhos, apresentando acamamento wavy, flaser e lenticular, com diferentes níveis de bioturbação. As rochas carbonáticas, que ocorrem intercaladas às rochas heterolíticas, foram analisadas em estudo petrográfico, sendo caracterizadas quatro microfácies: microbiais, incluindo estromatólitos colunares, dômicos, planos e trombólitos, floaststone intraclástico, wackestone bioclástico e grainstone oolítico. Em relação à história diagenética destas rochas, foi observado que ela engloba processos que ocorreram durante a eodiagênese, mesodiagênese e telodiagênese. No furo de sondagem FP-04-PR, as razões isotópicas em rocha total de C e O (δ13C, δ18O) foram obtidas a partir de 24 amostras de rochas carbonáticas e heterolíticas. No furo de sondagem FP-11-PR, as análises isotópicas foram realizadas em 62 amostras de rochas carbonáticas e heterolíticas. Com base nos valores obtidos de δ13C e δ18O nas amostras, foram definidos diferentes intervalos quimioestratigráficos. Em ambos os furos foram observadas excursões negativas nos valores de δ 13C no intervalo B, alcançando no furo FP-04-PR o valor de -4,51‰ (62,6 metros), e no furo FP-11-PR, -9,02‰ (181,3 metros). Em relação à curva isotópica de δ18O, foi observado que os valores são negativos durante o evento e vão se tornando menos negativos para o topo da seção, o que poderia indicar que os carbonatos teriam sido precipitados em um ambiente com maior salinidade. Para avaliar a influência da diagênese, foram plotados os gráficos δ18O versus δ13C dos três intervalos quimioestratigráficos. Foi visto que os dados isotópicos do furo FP-11-PR teriam sido mais afetados durante a diagênese. As excursões negativas em δ13C registradas nestes furos podem estar relacionadas ao evento de extinção em massa do Mesocapitaniano, e indicariam o aumento de 12C na água, devido a uma severa redução da produtividade primária, resultante da mudança climática, possivelmente relacionado às erupções vulcânicas. A correlação ao evento seria suportada pelos estudos bioestratigráficos prévios e datações radiométricas recentes realizadas na Formação Teresina.
    2021 dissertação de mestrado Brasil acesso aberto
  3. 3

    Redescription of Brazilichthys macrognathus Cox & Hutchinson, 1991 (Actinopterygii) and a new coelacanth for the Permian (Cisuralian) Pedra de Fogo Formation, Brazil

    Publicação
    por Figueroa, Rodrigo Tinoco
    Origem: Oasisbr
    The Pedra de Fogo Formation represents the Lower Permian, Cisuralian, interval of the Parnaíba Basin, extending through the states of Piauí, Maranhão and Tocantíns. Despite its considerably diverse vertebrate fauna, there are few studies regarding its bony fishes. Most of the studies focus on the chondrichthyan and tetrapod faunas. Several bony fish groups are known for this formation, including actinopterygians, lungfishes and coelacanths, normaly based on fragmentary and poorly preserved specimens. The only partially articulated osteichthyan formally described is Brazilichthys macrognathus, but only superficially described. The osteichthyans from the upper Paleozoic are poorly known for western Gondwana, being few species described on the basis of articulated specimens. This leads to the negligence of these South American taxa on large phylogenetic analysis for Actinopterygii and Sarcopterygii. Here I redescribe Brazilichths, as well as describing a new coelacanth genus from the same locality, using new data of microcomputed tomography, as well as their phylogenetic position based on parsimony and Bayesian analyses. The data presented herein highlights the fossiliferous potential of the Pedra de Fogo Formation, due to the presence of well-preserved and partially articulated three-dimensional specimens. In addition, the phylogenetic position of the two taxa indicate a mixture of derived and primitive traits for the Permian, suggesting that novel evolutionary traits were emerging during the Permian. This reinforces the need of detailed studies regarding the South American Paleozoic paleoichthyofauna, which could shead light on important questions about the diversification and evolution of bony fishes during the late Paleozoic
    2020 dissertação de mestrado Brasil acesso aberto
  4. 4

    Caracterização estratigráfica, petrográfica e qualidade de rochas reservatório dos arenitos do Membro Siderópolis na região carbonífera de Santa Catarina

    Publicação
    por Assis, Fernanda Botelho de
    Origem: Oasisbr
    O presente trabalho tem como escopo principal a caracterização petrográfica, petrofísica e estratigráfica dos arenitos do Membro Siderópolis pertencentes à Formação Rio Bonito, na região carbonífera de Santa Catarina. A fim de aprimorar essa caracterização, foi também realizado o modelo de soterramento da unidade; além de perfis estratigráficos; seções geológicas; bem como mapas estrutural e paleogeográficos. O mapa estrutural da base da camada Barro Branco permitiu identificar o rebaixamento estrutural no centro da área de estudo, ressaltando dois sistemas principais de falhas na região (NW-SE e NE-SW). Treze faciologias foram determinadas a partir da descrição dos testemunhos, as quais compõem seis associações de fácies interpretadas como depositadas em ambiente costeiro associado à laguna-ilha barreira. As seções cronoestratigráficas permitiram compreender a evolução deposicional do Membro Siderópolis e identificar um ciclo transgressivo-regressivo completo. No evento transgressivo houve o desenvolvimento e avanço dos depósitos de barreira sobre os lagunares. Enquanto no evento regressivo, o empilhamento progradacional do pacote sedimentar é caracterizado pelo registro deposicional lagunar em todos os poços e a formação das principais camadas de carvão da região. A evolução diagenética dos arenitos do Membro Siderópolis é composta pelos três estágios diagenéticos: a eodiagênese (cujos principais constituintes são: argila infiltrada, caulinita, crescimento de quartzo, cimentos de siderita e calcita); a mesodiagênese (composta por calcita poiquilotópica, crescimentos de feldspato e quartzo, além de ilita, clorita e albita); e a telodiagênese (óxidos/ hidróxidos de ferro). Relacionando a diagênese com a história térmica e de soterramento (realizado segundo a técnica backstripping), nota-se que a unidade estratigráfica permaneceu no campo da eodiagênese na maior parte de seu tempo. Fato este que, associado à presença de percolação de água meteórica pelas camadas de carvão, acentuou a atuação dos processos eodiagenéticos como a caulinitização e dissolução. Ainda, a precipitação relativamente rasa em temperatura mais fria (aprox. 1450m e 100ºC) de albita, assim como as cimentações assíduas de clorita, ilita e crescimentos de quartzo na área de estudo, sugerem influência de circulação de fluidos quentes relacionados ao magmatismo Serra Geral. Quatro petrofácies foram definidas para o membro estudado utilizando dados petrofísicos e petrográficos, dentre as quais a petrofácies A é a que apresenta o melhor potencial para reservatório. De todo modo, este estudo mostra que é necessário maior cuidado na caracterização destes arenitos como reservatório. Uma vez que, a variedade faciológica, zonas com maior cimentação carbonática, níveis de intensa concentração de argilominerais autigênicos, e intensa cimentação de quartzo e feldspato geram grande heterogeneidade e compartimentação, tornando a distribuição da porosidade e permeabilidade bastante diversa no reservatório.
    2021 dissertação de mestrado Brasil acesso aberto
  5. 5

    Um novo arquegossauróide (tetrapoda: temnospondyli) para a formação rio do rasto (permiano da bacia do paraná)

    Publicação
    por Pacheco, Cristian Pereira
    Origem: Oasisbr
    No ano de 2008, material craniano parcialmente completo de um anfíbio temnospôndilo foi encontrado na localidade Posto Queimado no município de São Gabriel na região central do RS. Os afloramentos desta localidade pertencem à Formação Rio do Rasto, a qual corresponde a um pacote de rochas do Permiano Médio e Superior (do Wordiano ao Changhsingiano). Este material foi inicialmente reportado como pertencendo à Superfamília Archegosauroidea, família Archegosauridae, e subfamília Melosaurinae. Após o final da preparação mecânica do espécime, este espécime foi analisado filogeneticamente e, como resultado, a monofilia da subfamília Melosaurinae foi confirmada e o espécime brasileiro se incluiu dentro desse clado menos inclusivo. Desta forma, esse novo espécime apresenta características diagnósticas para sua inclusão no gênero de melossauríneo russo Konzhukovia. Além disso, o material apresenta uma combinação de características distintivas que indicam que o mesmo se trata de uma segunda espécie desse gênero. No estado do RS apenas uma espécie de arquegosauróide foi descrita previamente com base em um longo fragmento mandibular: o longirrostrino Bageherpeton longignathus. Além de B. longignathus, na América do Sul, os arquegossauróides são representados por mais dois registros, fragmentos de platioposaurinos ainda não formalmente descritos (Serra do Cadeado, Estado do Paraná) e Prionosuchus plummeri (limite meridional do Estado do Maranhão). Esta nova espécie corrobora a hipótese de que os arquegossauróides teriam sido amplamente distribuídos e diversificados tanto no Gondwana quanto na Laurásia. Também agrega informações úteis para correlação bioestratigráfica (da localidade Posto Queimado com as do Leste Europeu) permitindo assim datar esta localidade dentro do intervalo Wordiano- Capitaniano.
    2019 trabalho de fim de curso Brasil acesso aberto
  6. 6

    Detrital zircon U-Pb geochronology of the Moatize and N’Cond´edzi coalfields, Zambezi Karoo Basin of Mozambique: Implications for provenance, sediment dispersal and basin evolution...

    Publicação
    por Fernandes, Paulo
    Outros Autores: Jorge, Raul CG Santos; Albardeiro, Luís; Chew, David; Drakou, Foteini; Pereira, Zélia et al.
    ABSTRACT: Detrital zircon U-Pb geochronology of the Moatize and N'Condedzi coalfields in the Zambezi Karoo Basin of Mozambique provides key insights into the regional provenance, sediment dispersal pathways and basin evolution. Borehole cores from the two coalfields reveal a stratigraphy spanning the early Roadian (middle Permian) to the Carnian (Upper Triassic). The Permian sandstones of the Moatize Coalfield (MC) yield three detrital zircon populations, with ages ranging from 1150 to 950 Ma, 900-780 Ma and 650-490 Ma. In contrast, the Permian sandstones of the N'Condedzi Coalfield (NC) have only one population, which ranges from 1150 to 950 Ma. During the Permian, the provenance area for the NC was the Tete-Chipata Terrane and Malawi Complex (1150-950 Ma) to the north-northeast. In the MC, the detrital zircon populations of the early lake delta depositional setting (Roadian to Wordian) indicate a main provenance in the Zambezi Belt (900-780 Ma) located to the south of the MC, with minor sourcing from the Nampula Block (1150-950 Ma and 650-490 Ma) to the east. The transition from a lake delta to an alluvial depositional setting is attributed to a major tectonic event in the MC, which involved the formation of a braided channel belt. Sandstones from this braided channel belt yield three detrital zircons populations (650-490 Ma, 900-780 Ma and 1150-950 Ma), indicating provenance from both the Zambezi Belt and the Nampula Block. The overlying sandstones in the MC show only a minor population from the Zambezi Belt (900-780 Ma), implying a shift in provenance to the Nampula Block that was likely induced by tectonics. The absence of detrital zircon populations of 900-780 Ma and 650-490 in the Permian sandstones of NC implies that the two coalfields were not connected during the mid to late Permian. It is likely that an intra-rift horst (the Mesoproterozoic Gabbro-Anorthosite Tete Suite) separated the two coalfields. The Lower Triassic sandstones of the NC yield a main detrital zircon population indicating provenance from the TeteChipata Terrane and Malawi Complex (1150-950 Ma). A minor population at 650-490 Ma is linked to increased aridity at the Permian - Triassic boundary, which caused expansion of the watershed across the Tete-Chipata Terrane and the Malawi Complex. The Upper Triassic sandstones in the NC yield a 1150-950 Ma detrital zircon population, indicating provenance from the Tete-Chipata Terrane and Malawi Complex and a return to the source-to-sink conditions seen in the mid to late Permian.
    2024 artigo Portugal acesso aberto
  7. 7

    Assessing Thermal Maturity through a Multi-Proxy Approach: A Case Study from the Permian Faraghan Formation (Zagros Basin, Southwest Iran)

    Publicação
    por Spina, Amália
    Outros Autores: Cirilli, Simonetta; Sorci, Andrea; Schito, Andrea; Clayton, Geoff; Corrado, Sveva et al.
    ABSTRACT: This study focuses on the thermal maturity of Permian deposits from the Zagros Basin, Southwest Iran, employing both optical methods (Thermal Alteration Index, Palynomorph Darkness Index, Vitrinite Reflectance, UV Fluorescence) and geochemical analyses of organic matter (Rock Eval Pyrolysis and MicroRaman spectroscopy) applied to the Faraghan Formation along two investigated Darreh Yas and Kuh e Faraghan surface sections. Furthermore, an integrated palynofacies and lithofacies analysis was carried out in order to integrate the few studies on the depositional environment. The Faraghan Formation, which is widely distributed in the Zagros area, generally consists of shale intercalated with sandstones and pebble conglomerates in the lower part, followed by a succession of sandstone, siltstone and shaly intercalations and with carbonate levels at the top. The integrated palynofacies and lithofacies data confirm a coastal depositional setting evolving upwards to a shallow marine carbonate environment upwards. Rock Eval Pyrolysis and Vitrinite Reflectance analysis showed that the organic matter from samples of the Darreh Yas and Kuh e Faraghan sections fall in the mature to postmature range with respect to the oil to gas generation window, restricting the thermal maturity range proposed by previous authors. Similar results were obtained with MicroRaman spectroscopy and optical analysis such as Thermal Alteration Index and UV Fluorescence. Palynomorph Darkness Index values were compared with Rock Eval Pyrolysis and vitrinite reflectance values and discussed for the first time in the late stage of oil generation.
    2021 artigo Portugal acesso aberto
  8. 8

    Megaspores from coals of the Triunfo Member, Rio Bonito Formation (Lower Permian), northeastern Paraná State, Brazil

    Publicação
    por RICARDI-BRANCO,FRESIA
    Outros Autores: ARAI,MITSURU; RÖSLER,OSCAR
    Origem: Oasisbr
    This paper presents the results of a detailed study of megaspores occurring in coal seams of the Triunfo Member, Rio Bonito Formation at Figueira, Paraná State, Brazil. This coal-bearing sequence accumulated in a marine delta system during the Early Permian. Four species are described and illustrated: Lagenoisporites triunfensis, L. scutiformis, Sublagenicula cf. brasiliensis, and Setosisporites cf. furcatus. Of these, the two species of Lagenoisporites are predominant. Relationships to other megaspore species are discussed; and the temporal and spatial distributions of the four species in the Paraná Basin are documented.
    2002 artigo Brasil acesso aberto
  9. 9

    Geochemical paleoredox indicators in organic-rich shales of the Irati Formation, Permian of the Paraná Basin, southern Brazil

    Publicação
    por Goldberg,Karin
    Outros Autores: Humayun,Munir
    Origem: Oasisbr
    ABSTRACT: Paleoredox indicators were used to assess the depositional environment of the Permian Irati Formation, and discuss the controls on the accumulation of organic-rich sediments. Geochemical data were measured for 43 drill-core samples in southern Paraná Basin. We infer that redox boundary was located at the sediment-water interface during the accumulation of these sediments. Trace-element data demonstrate that Irati shales were similar to average shales, except during deposition of two organic-rich beds in which U and Mo are enriched, suggesting fully anoxic conditions. The variable degree of oxygenation of bottom waters is also attested by DOPT, FeT/Al, and sedimentological indicators of episodic ventilation. DOPT and Fe and S correlation points to an iron-limited environment, where the main sulfur sink is organic matter rather than pyrite. Cu and Cu/Mo ratio suggests bottom-water anoxia driven by increased organic flux. The Irati Formation was probably deposited in a salinity-stratified body of water, with positive water balance. The main control on the accumulation of the organic-rich sediments was the high organic carbon flux resultant from high primary productivity in surface waters. Anoxia arose as a consequence of increased productivity, not as the primary driver in the formation of these organic-rich rocks.
    2016 artigo Brasil acesso aberto
  10. 10

    A Permian methane seep system as a paleoenvironmental analogue for the pre-metazoan carbonate platforms

    Publicação
    por Warren,Lucas Veríssimo
    Outros Autores: Quaglio,Fernanda; Simões,Marcello Guimarães; Assine,Mario Luis; Alessandretti,Luciano; Luvizotto,George Luiz et al.
    Origem: Oasisbr
    ABSTRACT: Following the rise of metazoans, the beginning of bioclasticity and substrate competition, the saga of microbial mats was in a fluctuating decline in the end of the Neoproterozoic era. Increases in diversity during the Phanerozoic and punctual upturns in the microbial carbonate production occured after the events of global mass extinctions. Gradually along the Phanerozoic, the microbial colonies occupied isolated niches and grazers-free environments, characterized by physically and/or geochemically stressful conditions, such as those found in saline bays, alkaline lakes and hydrothermal or cold seep vents. Here we report one of the oldest occurrences of a vent camp coupled with cold seepage of methane in the geologic record, associated with well-preserved microbialites and elephant skin structures. During the seep activity, oxygen depletion and high salinity conditions are prohibitive for complex animal life, clearing the way to microbial colonies to flourish. Due to the co-occurrence of high adaptability and low competitiveness of microbial forms, they became highly specialized in stressful conditions. We argue that the sporadic microbial mat upturns in Earth’s history are not restricted to geological periods, following massive death of metazoan species; they also may occur in response to punctual paleoenvironmental conditions that enable microbial colonies to growth. Indeed, the Phanerozoic geological record is punctuated of these examples, in a kind of hide-and-seek game of Precambrian times.
    2017 artigo Brasil acesso aberto