RESUMO Os autores descrevem o caso c1inico de um paciente que apresentou um granuloma piogênico como complicação de uma tarsoconjuntivoceratoplastia, discutindo e fazendo uma revisão das indicações da cirurgia e da literatura acerca do comprometimento ocular pelo granuloma piogênico.
RESUMO A degeneração marginal de Terrien, a degeneração marginal pelúcida e o ceratoglobo são patologias ectásicas da córnea. Essas degenerações produzem áreas de afinamento periférico que causam ectasia, astigmatismo irregular e maior suscetibilidade a perfurações corneanas. São apresentados 4 casos de degenerações ectásicas com perfuração corneana (1 caso de ceratoglobo, 2 casos de degeneração marginal de Terrien, e 1 caso de degeneração marginal pelúcida). O tratamento cirúrgico dessas degenerações é controverso. As técnicas descritas são pouco estudadas devido ao pequeno número de casos. Geralmente requerem grande habilidade do cirurgião. As perfurações são complicações graves e de difícil manejo. Assim, justificam-se medidas preventivas.
RESUMO Foi desenvolvido equipamento de geração e registro de pressão intraocular, com faixa de medida de 0 a 480 mmHg, para medida da resistência à pressão intra-ocular em ferimentos perfurantes cornéanos colados com fibrina.
RESUMO Estudou-se em córneas de cães perfuradas e tamponadas com fibrina, a pressão intra-ocular suportada nos períodos pós-operatórios: 2 horas e 3,7,10,14 e 28 dias. Para este estudo foram selecionados 50 olhos de 56 cães, que após a trepanação de córnea com diâmetro de 3 mm e a colagem do orifício resultante com fibrina, evoluíram com câmara anterior profunda, sem sinéquia anterior e sem infecção. A pressão intra-ocular minima suportada foi de 11 mmHg, com ruptura da região colada, no período pós-operatório de 2 horas. A pressão máxima suportada foi maior que480 mmHg, limite de medição do equipamento. A pressão intra-ocular suportada pelas córneas, seguida de ruptura, aumentou progressiva e linearmente entre 2h e 10 dias de pós-operatório (p≤0,05). O estudo histopatológico demonstrou epitelização sobre o orifício tamponado com fibrina no 3º dia pós-operatório. Ao longo dos 28 dias pós-operatórios, o estudo histopatológico demonstrou progressiva substituição da cola de fibrina por cicatriz na região correspondente ao estroma corneano. A pressão intra-ocular suportada por perfuração corneana colada por fibrina aumentou ao longo do tempo, à medida que a fibrina foi substituída por cicatriz.