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Immunohistochemical expression of vimentin and HHF-35 in giant cell fibroma, fibrous hyperplasia and fibroma of the oral mucosa
Publicationby Miguel, Márcia Cristina da CostaOther Authors: Andrade, Emanuel Savio de Souza; Rocha, Danielle Albuquerque Pires; Freitas, Roseana de Almeida; Souza, Lélia Batista deOrigin: OasisbrO fibroma de células gigantes, a hiperplasia fibrosa e o fibroma constituem algumas das mais freqüentes lesões fibrosas orais, compartilhando características clínicas e histopatológicas. Este estudo teve o objetivo de investigar a imunorreatividade das células gigantes estreladas mono, bi ou multinucleadas, características do fibroma de células gigantes e, ocasionalmente presentes na hiperplasia fibrosa e no fibroma, a anticorpos anti-vimentina e anti-actina de músculo (HHF-35), visando detectar características fenotípicas destas células. Os resultados demonstraram que na maioria dos casos houve imunorreatividade para a vimentina, sugerindo um fenótipo fibroblástico para estas células. -
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Imunoterapia oral : onde aplicar?
Publicationby Venâncio, Margarida AlvesA dermatite atópica canina (DAc) tem sido progressivamente melhor compreendida, o que tem permitido o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes. A imunoterapia com alergénios (ICA), reconhecida como a única forma de tratamento definitivo para a dermatite atópica, tem vindo a ser explorada através de diferentes vias de administração. Estas visam facilitar a aplicação dos alergénios, promovendo uma maior adesão por parte dos titulares, sem comprometer a eficácia terapêutica. A ICA oral surge como uma via promissora devido às caraterísticas únicas da mucosa oral; no entanto, os locais de administração podem ser distintos quanto à eficácia e segurança. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo identificar a região da mucosa oral mais adequada para a aplicação da ICA, considerando que áreas com maior densidade de células de Langerhans (CLs) são mais propícias ao sucesso terapêutico, enquanto que regiões com maior número de mastócitos apresentam um risco acrescido de reações adversas. Para tal, foram recrutados seis cadáveres de cães submetidos a eutanásia no Hospital Escolar Veterinário (HEV) da Faculdade de Medicina Veterinária (FMV), e realizadas biópsias de cinco regiões da mucosa oral potencialmente viáveis para a ICA - bucal, vestibular, sublingual, palatina e gengival. As amostras foram processadas no laboratório, sendo coradas com Hematoxilina-Eosina (H&E) e Azul de Toluidina a 0,5% para a identificação de mastócitos. Além disso, foi utilizada a técnica de imunohistoquímica para a identificação das CLs. Posteriormente, as lâminas foram analisadas ao microscópio, permitindo a contagem de mastócitos e CLs nas diferentes regiões. A densidade celular em cada região da mucosa oral foi calculada e estes valores foram submetidos a análise estatística. Os resultados não revelaram diferenças estatisticamente significativas na densidade de mastócitos entre as regiões (p = 0,38). No entanto, verificaram-se diferenças significativas na densidade de CLs, sendo a região bucal a que apresentou a maior densidade destas células (8,25 ± 4,06). Foram registadas diferenças significativas entre a mucosa bucal e as regiões vestibular (p = 0,043), sublingual (p = 0,039) e palatina (p < 0,001). Conclui-se, assim, que a mucosa bucal é a região mais adequada para a administração de alergénios no âmbito da ICA oral. Estes resultados abrem caminho para novas investigações, já em curso, que confirmem a eficácia clínica deste método, promovendo também uma maior adesão dos titulares ao tratamento -
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Quality by Design (QbD) approach for the development of oromucosal drug delivery systems
Publicationby Silva, Francisca de Barros Bastos Gaudêncio eOromucosal administration appears as a recent holy grail for patient-centered treatments likely due to the enormous potential to promote the rapid onset of action in emergencies, and the convenience and ease of use for geriatric, pediatric, dysphagic, or non-cooperative populations. Patient-centered drug development strives to promote correct therapeutic regimens and patient compliance to guarantee treatment efficacy. Several companies are currently developing oromucosal drug products, with some exploring innovative technologies to bolster product efficacy and safety while addressing patients’ current needs and expectations. Potentially driven by repurposing strategies, this presents an opportunity for the pharmaceutical industry to foster incremental innovation across a drug product's lifecycle. This thesis outlines the development of an innovative oromucosal technology with the primary objective of creating a patient-centric approach to address unmet medical needs and enhance patient compliance with treatments. The proposed technological platform entails a non-sterile liquid preparation that relies on the use of key polymers with mucoadhesive properties, intended for administration using a spray device. The scientific work focuses on formulation development for this technological platform. The Quality by Design (QbD) methodology was employed for this development, beginning with the identification of the quality target product profile (QTPP) for the technology, followed by the identification of the critical quality attributes (CQAs). Design of Experiments (DoE) was employed to establish a final design space, ensuring that the formulated product characteristics align with the intended quality targets. As an oromucosal spray technology, an extensive investigation was conducted on the quality attributes of a spray drug product, specifically for the development of an oromucosal spray proof-of-concept (PoC). This comprehensive study investigated the influence of formulation features such as viscosity and density on the spray performance. The findings indicated that formulations with higher viscosities are generally delivered as a spray jet, while lower viscosity formulations can be delivered as a plume, depending on the design of the spray device used. Upon establishment of the technological platform and elucidation of the interplay between the spray device and formulation, technical PoCs were conducted to showcase the platform’s versatility. In particular, drug substances from different Biopharmaceutics Classification System (BCS) classes were incorporated into the platform. Overcoming solubility and permeation challenges were among the strategies explored in this innovative endeavor. In the context of the BCS Class II drug (low solubility, high permeability), a comprehensive investigation using risk assessment tools, DoE, and statistical modeling was employed to obtain a design space. After conducting preliminary studies and achieving a PoC with one-month stability under different storage conditions, the development continued with formulation optimization to ensure the maintenance of CQAs during storage. This optimization considered both drug substance degradation and organoleptic features, which are critical for an oromucosal product. For the BCS Class III drug characterized by high solubility and low permeability, strategies were explored to enhance its permeation. Among these strategies, the incorporation of a permeation enhancer, specifically benzalkonium chloride, exhibits promising outcomes in augmenting the apparent permeability of the drug. This enhancement was observed in both in vitro and ex vivo buccal permeation assessments.This work is a comprehensive research that encompasses the initial Research and Development of an innovative technology/product up to the clinical study. The development, characterization, and optimization of the formulations were conducted using QbD methodology. This approach has contributed to advancing the state of the art by identifying CQAs for oromucosal spray products, as well as a comprehensive understanding of spray product quality requirements. -
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Melanoma primário oral : uma revisão da etiopatogenia, clínica e diagnóstico diferencial
Publicationby Jesus, Ana Margarida de AguiarO melanoma da mucosa oral é um tumor pouco frequente, estando, contudo, associado a um mau prognóstico. Origina-se pela transformação maligna e expansão clonal de melanócitos derivados da crista neural que residem na camada de células basais do epitélio oral ou na lâmina própria da mucosa oral. A sua etiopatogenia permanece pouco esclarecida e os fatores de risco externos parecem ter um papel pouco preponderante nesta patologia. Apresenta-se sob a forma de lesões na mucosa oral que podem ser pigmentadas ou não pigmentadas (menos frequentes). De um modo geral, são lesões indolores e de crescimento rápido, pelo que, aquando do diagnóstico, a doença encontra-se habitualmente em estadio avançado. Esta evolução rápida, associada a uma variedade de diagnósticos diferenciais de lesões hiperpigmentadas na mucosa oral, realçam a importância da avaliação clínica precoce e seguimento em consultas diferenciadas. Este trabalho tem como objetivo sistematizar os principais mecanismos inerentes à etiopatogenia do melanoma da cavidade oral, identificar as principais manifestações clínicas desta patologia e como proceder ao seu diagnóstico diferencial, de forma a realizar uma correta abordagem primária destas lesões. Foi realizada uma revisão da literatura que incluiu artigos redigidos sobre o tema entre 2014 e 2020, de forma a sintetizar a informação disponível até à data. Para que possamos melhorar a sobrevida destes doentes, é necessário adquirir um maior conhecimento desta patologia, não só a nível etiopatogenico para desenvolver novas terapêuticas, como também a nível do diagnóstico precoce, de forma a evitar o diagnóstico em estádios avançados. -
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O papel da endoscopia de contacto no cancro oral
Publicationby Silvestre, Miguel Jorge TrigoO Cancro oral é um desafio na prática clínica, sendo com frequência diagnosticado em estadios tardios. Dado o seu caráter localmente invasivo e multifocal, pode requerer abordagens terapêuticas com graves danos funcionais e estéticos para o doente. Por sua vez, a lesões prémalignas da cavidade oral são uma janela de oportunidade, pois têm um elevado potencial de malignização, e se detetadas atempadamente poder-se-á evitar a transformação maligna. Aliado ao facto de os fatores de risco para este cancro estarem bem estabelecidos, é possível a implementação de rastreio oportunístico, focado nas pessoas de alto-risco, tendo-se verificado em estudos recentes que o mesmo é custo-benéfico, em diferentes partes do mundo. De forma a ajudar na identificação precoce deste cancro, promovendo um tratamento atempado, surgem técnicas de visualização microscópicas. A Endoscopia de Contacto permite em ambiente de consulta e sem anestesia, observar in vivo e in situ as alterações microvasculares e celulares superficiais da mucosa oral, tendo um enorme potencial para o estudo das lesões epiteliais da cavidade oral e da orofaringe. Esta técnica, que foi introduzida e desenvolvida na área de ORL no Serviço de ORL do Hospital de Santa Maria/ Faculdade de Medicina de Lisboa pelos Profs Mário Andrea e Óscar Dias, traz diversos benefícios e elevados valores de sensibilidade e especificidade, especialmente quando combinada com outras técnicas, como a NBI (narrow band imaging) ou a SPIES (Storz professional image enhancement system). De acordo com a literatura atual, os grandes objetivos são caracterizar a patologia oral e ajudar a guiar as zonas que devem realizar biópsia, mas há autores que chegam mesmo a sugerir que a técnica da Endoscopia de Contacto possa substituir a biópsia excisional, como método de eleição no diagnóstico das lesões pré-malignas e malignas da cavidade oral. A aceitação deste conceito preconiza o desenvolvimento da técnica de Endoscopia de Contacto na cavidade oral, pois os resultados parecem ser promissores. Na realização desta revisão bibliográfica não sistemática recorreu-se à pesquisa no PubMed de artigos e na leitura de livros e outros documentos com datas entre 1995 e 2018, tendo-se posteriormente alargado a pesquisa para artigos mais antigos, abordando a história da técnica. -
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The effects of chitosan in the healing process of the oral mucosa
Publicationby Jesus, Gonçalo João Pereira deIntrodução: A cicatrização de tecidos é um processo dinâmico, caracterizado por uma sequência de fases que se manifestam através de sinais e sintomas inflamatórios entre os quais o rubor, o edema, a dor e a perda de função1. O quitosano é um polímero natural derivado da desacetilação da quitina com a capacidade de facilitar o processo regeneração e cicatrização de tecidos2. Possui, também, outras propriedades fundamentais tais como a biocompatibilidade, biodegrabilidade, capacidade hemostática e antimicrobiana3. O quitosano é solúvel em meio ácido e possui uma boa afinidade com os tecidos, podendo ser usado na forma de gel4,5. Objetivos: O objetivo deste estudo experimental foi avaliar a influência do quitosano no processo de cicatrização da mucosa oral. Materiais e Métodos: Este estudo experimental é do tipo split-mouth design. A população em estudo é constituída por 8 pacientes que foram submetidos a duas cirurgias, uma utilizando o quitosano e outra de controlo. A informação foi registada fotograficamente e recorrendo a uma ficha de controlo pós-operatório. Resultados: Neste estudo, foram verificadas diferenças no processo de cicatrização da mucosa oral entre os casos de controlo e os casos em que foi utilizado o quitosano. Numa fase inicial, verificaram-se sinais e sintomas inflamatórios em ambos os casos, sendo que, naqueles em que foi administrado o quitosano, estes observaram-se num menor período de tempo. Nestes mesmos casos, também se observou uma diminuição da dor e ausência de hemorragia. Conclusões: De acordo com a bibliografia e os resultados observados, o quitosano acelera a cicatrização através da atração e ativação dos neutrófilos e macrófagos e da estimulação da agiogénese6. Também devido às suas propriedades antimicrobiana e hemostática, conclui-se que o quitosano pode melhorar a qualidade pós-operatória dos pacientes, permitindo uma rápida cicatrização com menos complicações. -
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Prevalência e caracterização de lesões de tecidos moles em pacientes com deficiência
Publicationby Figueiredo, Bárbara MotaIntrodução: Indivíduos com deficiência apresentam vulnerabilidades acrescidas, sendo a identificação de lesões de tecidos moles um indicador da sua condição de saúde e do acesso a cuidados. Estudos direcionados a este grupo são escassos, limitando a compreensão das suas reais necessidades clínicas. Objetivo: Este estudo propôs-se a determinar a prevalência e a caracterizar clinicamente lesões de tecidos moles orais em adultos com deficiência, institucionalizados na APPACDM-Viseu, investigando a sua relação com diferentes variáveis, além de avaliar potenciais fatores predisponentes e referenciar casos suspeitos. Métodos: Foi conduzido um estudo observacional transversal, baseado num exame clínico intraoral e na aplicação de um questionário estruturado ao cuidador. Os dados recolhidos foram alvo de análise estatística descritiva e inferencial, com recurso ao software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 26.0, estabelecendo-se p<0,05 como nível de significância. Resultados: A prevalência global de lesões foi de 22,95%. As entidades mais frequentes corresponderam a lesões de mordisqueio, lesões vasculares, papilomas e candidíases pseudomembranosas. Registou-se um predomínio pelo sexo masculino, em particular com idade média mais avançada. Constatou-se uma associação estatisticamente significativa entre o uso de prótese e a presença de lesões inflamatórias/infeciosas, sugerindo um possível fator de risco. Conclusão: A presente investigação surge como um contributo pioneiro para esta temática, evidenciando a importância da monitorização sistemática da mucosa oral deste grupo tão vulnerável. Os resultados obtidos sustentam a necessidade de estratégias preventivas específicas e de protocolos clínicos adaptados, promovendo a equidade em saúde oral. -
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Diagnóstico radiológico em medicina dentária e alterações citogenéticas na mucosa oral : revisão da literatura
Publicationby Alonso, Susana Manuela FélixIntrodução: Durante a utilização das técnicas de diagnóstico radiológico em Medicina Dentária, a mucosa oral está diretamente exposta a radiação ionizante, um agente reconhecidamente mutagénico e cancerígeno. Objetivo: Averiguar a existência de uma eventual relação entre a utilização de técnicas de diagnóstico radiológico em medicina dentária e a ocorrência de alterações citogenéticas na mucosa oral. Material e métodos: Revisão sistemática realizada através da metodologia PRISMA, tendo por base os critérios PICO. A busca foi realizada nos bancos de dados PubMed e Web of Science, usando uma expressão de busca baseada nos seguintes termos MeSH: (Mouth mucosa) AND ((Chromosome Aberrations) OR (Cytogenetic Analysis) OR (Cytogenetics) OR (DNA damage) OR (Mutagenicity Tests)) AND ((Dental radiography) OR ((Dentistry) AND (Diagnostic imaging))). Resultados: Dos 246 registos obtidos através da pesquisa nos motores de busca, foram selecionados 30 artigos. A maior parte dos estudos envolveu o uso de Radiografia panorâmica (PAN) (63,3%), foi realizada em células esfoliadas da mucosa oral (50,0%) com amostragem antes (controlo) e após irradiação, maioritariamentea 10 dias (56,7%). Na larga maioria dos estudos (66,7%) procedeu-se a análise citológica com determinação da frequência de micronúcleos (MN) e de alterações nucleares degenerativas (picnose, cariólise e cariorrexia). Em todos os estudos, independentemente da técnica imagiológica radiográfica utilizada, a irradiação diagnóstica foi associada a aumentos significativos (p < 0,05) em pelo menos um dos parâmetros indicadores de citotoxicidade. A maioria de estudos considerados evidenciou ainda resultados positivos para genotoxicidade (46,7%). Na análise estratificada por técnica radiológica e por endpoint analisado, verificou-se uma maior frequência de resultados positivos para genotoxicidade em estudos envolvendo o uso de CBCT (23,3% vs 63,3% na radiografia panorâmica) e em estudos empregando o ensaio cometa (10,0% vs 86,7% na análise da frequência de MN). Conclusão: De acordo com os estudos incluídos nesta revisão sistemática, a utilização de técnicas de diagnóstico radiológico em medicina dentária está IV associada a alterações citotóxicas e, eventualmente, genotóxicas na mucosa oral. Considerando a frequência de utilização destas técnicas, são necessários mais estudos para confirmar uma eventual genotoxicidade das mesmas e o reforço de medidas que minimizem os efeitos deletérios destas técnicas de ampla utilização e utilidade clínica indiscutível. -
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Alterações da cavidade oral dos idosos como consequência da polimedicação: revisão de escopo
Publicationby Khoury, AdrienObjetivo: Esta revisão de escopo teve como objetivo mapear e analisar criticamente as alterações da cavidade oral em idosos associadas ao uso simultâneo de cinco ou mais medicamentos, prática conhecida como polimedicação. Metodologia: A pesquisa bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed e LILACS entre fevereiro e abril de 2025, seguindo a metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI) e as diretrizes PRISMA-ScR. Foram incluídos 22 estudos publicados entre 2014 e 2025, que analisaram pessoas com 65 anos ou mais em regime de polimedicação, com manifestações orais documentadas. Os dados extraídos foram organizados em três categorias clínicas principais: alterações salivares e sintomas funcionais, modificações patológicas e infeciosas, e impactos funcionais e psicossociais. Resultados: A maioria dos estudos apontou uma forte associação entre a polimedicação e a xerostomia, hipossalivação, disgeusia, candidíase e aumento da incidência de cáries radiculares. Medicamentos com ação anticolinérgica, antidepressiva, sedativa e imunossupressora foram os mais frequentemente implicados. Em diversos casos, a polimedicação promoveu alterações no microbioma oral, com desequilíbrio da flora bacteriana e aumento da vulnerabilidade a infeções. Adicionalmente, verificou-se uma deterioração funcional e psicossocial, com impacto negativo na mastigação, deglutição, nutrição, comunicação e qualidade de vida. Subgrupos como mulheres idosas, indivíduos institucionalizados e polimórbidos mostraram-se mais suscetíveis. Apesar da consistência dos achados, os estudos apresentaram heterogeneidade metodológica, escassez de ensaios clínicos controlados e fraca representatividade de idosos não institucionalizados. Conclusão: A polimedicação tem um impacto multifatorial sobre a saúde oral dos idosos, comprometendo a integridade funcional da cavidade oral e agravando a vulnerabilidade clínica dessa população. Estes achados reforçam a necessidade de estratégias preventivas, revisão terapêutica periódica e atuação integrada entre médicos, dentistas e farmacêuticos. A saúde oral deve ser considerada uma componente essencial dos cuidados geriátricos, especialmente em contextos de regimes farmacológicos complexos. -
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Expressão imuno-histoquímica da vimentina e do HHF-35 em fibroma de células gigantes, hiperplasia fibrosa e fibroma da mucosa oral
Publicationby Miguel,Márcia Cristina da CostaOther Authors: Andrade,Emanuel Savio de Souza; Rocha,Danielle Albuquerque Pires; Freitas,Roseana de Almeida; Souza,Lélia Batista deOrigin: OasisbrO fibroma de células gigantes, a hiperplasia fibrosa e o fibroma constituem algumas das mais freqüentes lesões fibrosas orais, compartilhando características clínicas e histopatológicas. Este estudo teve o objetivo de investigar a imunorreatividade das células gigantes estreladas mono, bi ou multinucleadas, características do fibroma de células gigantes e, ocasionalmente presentes na hiperplasia fibrosa e no fibroma, a anticorpos anti-vimentina e anti-actina de músculo (HHF-35), visando detectar características fenotípicas destas células. Os resultados demonstraram que na maioria dos casos houve imunorreatividade para a vimentina, sugerindo um fenótipo fibroblástico para estas células.
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