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Patologias do ouvido decorrentes da prática de surf
Publicationby Baptista, João Humberto Sousa LemosO surf atualmente é um desporto muito popular em Portugal, estimando-se um total de 200 mil praticantes, com consequente impacto socioeconómico marcado no país. A prática deste desporto implica exposição crónica, a humidade, vento, radiação UV e trauma decorrente das forças do mar, durante várias horas. Estes fatores, cujo impacto alterna ao longo das várias sessões feitas, suscitam o desenvolver de um conjunto de doenças no âmbito de ORL, sendo o ouvido externo e o ouvido médio as estruturas mais afetadas. No ouvido externo, pela exposição à humidade principalmente, a curto prazo, existe elevada probabilidade de desenvolver-se uma OTE. A longo prazo, somando-se à humidade, o fator vento e erosão do mar por contacto direto, quase que inevitavelmente, todos os surfistas ao fim de 20 anos de prática terão desenvolvido exostose. No ouvido médio, salientam-se a rutura da membrana do tímpano e o barotraumatismo do ouvido médio. Ambas as anteriores, decorrem maioritariamente de situações súbitas, agressivas, nas quais o surfista é, após um wipe-out, impacto contra onda ou a realizar um duck dive, exposto a elevadas pressões sem grande possibilidade de se defender das mesmas. As patologias descritas, são passíveis de serem prevenidas através de simples medidas, como instilação de determinados agentes após a sessão, evicção da prática em dadas circunstâncias, reforço/consistência no tratamento de doenças prévias. Além disto, uma consulta pré-prática e um seguimento anual consolidariam a estratégia preventiva. -
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Associação entre déficit de elastina e retrações da membrana timpânica : um estudo transversal e comparado em pacientes portadores de Síndrome de Williams
Publicationby Oliveira, Marcelo Wierzynski deOrigin: OasisbrObjetivo: Comparar os resultados encontrados no exame otoscópico em pacientes com síndrome de Williams e participantes sem a síndrome, a fim de estabelecer correlação entre anormalidades na elastina e retrações da membrana timpânica. Desenho do estudo: Estudo de prevalência, controlado. Local: Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre Pacientes: Pacientes com diagnóstico definitivo de Síndrome de Williams e controles. Avaliação: Avaliação otoscópica digital de pacientes com Síndrome de Williams e controles, e classificação do grau da retração da membrana timpânica por dois avaliadores independentes. Principal medida de desfecho: Concordância entre avaliadores, prevalência de retrações em ambos os grupos. Resultados: A concordância entre os avaliadores foi de 71,1% para a retração da pars tensa e 65% para a retração da pars flaccida (p<0,001). As retrações da pars tensa e da pars flaccida apresentaram um resíduo ajustado de -2,8 (p=0.011) e -2,6 (p=0,022), respectivamente, em paciente portadores da síndrome de Williams, em comparação com os pacientes sem a síndrome. Conclusão: Neste estudo as retrações da membrana timpânica não foram significativamente prevalentes em pacientes com alterações na elastina. -
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Estudo da função da tuba de eustáquio em pacientes com retrações da membrana timpânica e em indivíduos normais
Publicationby Canali, InesângelaOrigin: OasisbrIntrodução: O diagnóstico das disfunções da tuba auditiva é essencial para o melhor entendimento da patogênese da otite média crônica. Estão descritos, na literatura, uma série de testes que avaliam a função tubária, entretanto, entre eles, há uma diversidade metodológica que varia desde os protocolos de aplicação até a padronização dos testes e seus resultados. Objetivo: Avaliar a variação da pressão na orelha média em pacientes com retração da membrana timpânica e em indivíduos normais, durante a realização dos testes de função tubária, bem como avaliar a variação intraindividual desses testes. Este estudo também tem por objetivo avaliar o número de movimentações da membrana timpânica na orelha contralateral, durante a realização dos testes. Métodos: Estudo observacional do tipo transversal e contemporâneo, onde o fator em estudo foi a variação de pressão na orelha média, durante a realização dos testes de função tubária (Manobra de Valsalva, Sniff Test, Manobra de Toynbee) em indivíduos normais e em pacientes com retrações timpânicas leves e moderadas/severas. Foram incluídos 38 pacientes, totalizando 76 orelhas. Os pacientes foram submetidos, em dois momentos diferentes, aos testes de função tubária para determinar a medida da pressão após cada manobra. Durante a realização dos testes, videotoscopia era realizada concomitantemente na outra orelha, a fim de se observar a movimentação da membrana timpânica. A análise estatística foi realizada por meio do programa SPSS versão 18.0, em que foram considerados como estatisticamente significativos os valores de p< 0,05. Resultados: A média ± desvio-padrão da idade foi de 11 ± 2,72 anos; 55,3% dos pacientes foram do sexo masculino e 44,7% do sexo feminino. A prevalência de curva A foi maior nos grupos de orelhas normais e retrações leves, enquanto que de curva C foi maior no grupo de retrações moderadas/severas. Observamos aumento das pressões na orelha média durante a realização da Manobra de Valsalva no primeiro momento de avaliação nos três grupos de orelhas (p= 0,012). A variação da pressão não foi significativa nem para o Sniff Test, nem para o Toynbee nos dois momentos de avaliação (p≥0,05). A concordância das medidas nos dois diferentes momentos foi de fraca a moderada para os testes nos três grupos de orelhas, e as variâncias da discrepância entre as medidas foram maiores nas orelhas com retrações moderadas/severas. Apesar de não ter atingido significância estatística, o número de movimentações da membrana timpânica foi maior durante a manobra de Valsalva nos três grupos de orelhas. Conclusão: Na população estudada, a média das pressões na cavidade timpânica apresentou uma variação significativa somente durante a Manobra de Valsalva, no primeiro momento de avaliação, nos três grupos de orelhas. As orelhas normais e as com retração leve se comportaram de forma semelhante entre si em todos os testes. As manobras utilizadas apresentaram uma variação intraindividual de fraca a moderada, sendo que maior variação ocorreu em orelhas com retrações moderadas/severas. O número de movimentações da membrana timpânica foi maior durante a manobra de Valsalva nos três grupos de orelhas. -
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Estudo das retrações moderadas e severas da membrana timpânica
Publicationby Canali, InesângelaOrigin: OasisbrIntrodução: A falta de padronização entre os estudos das retrações, existentes na literatura, dificulta a determinação da sua real prevalência. As diferentes características das retrações entre crianças e adultos devem ser estudadas, bem como a avaliação do padrão audiométrico nesses casos. Objetivos: Analisar a prevalência das retrações moderadas e severas nas diferentes áreas da MT; avaliar o padrão audiométrico dessas orelhas; comparar o efeito da efusão no tamanho do gap aero-ósseo (gap) e na via óssea (VO); comparar as diferenças entre crianças e adultos. Delineamento: Estudo transversal Materiais e Métodos: Foram incluídas orelhas com retração moderada e/ou severa da MT. As retrações foram classificadas conforme a classificação de Sadé e Berco, modificada pelo nosso grupo de estudo, sendo a MT dividida em três segmentos: região atical, quadrantes posteriores e quadrantes anteriores. Foram excluídas orelhas com histórico de cirurgia otológica prévia. Presença de efusão foi avaliada. Limiares de via aérea (VA), VO e gap foram descritos através da média quadritonal (pure tone average - PTA) dos limiares em 500 Hz, 1.000Hz, 2.000 Hz e 4.000 Hz. Resultados: Foram incluídos 540 pacientes (661 orelhas), com idade média de 32 20 anos (4 - 81 anos). Alterações exclusivamente aticais estiveram presentes em 24,9% das orelhas, exclusivamente de quadrantes posteriores em 10,6%, e em mais de uma região, simultaneamente, em 64%. Não houve correlação entre a localização das retrações nas diferentes áreas da MT. Efusão esteve presente em 30,7% das orelhas. A prevalência das retrações foi maior na PF entre adultos e na PT isoladamente, ou não, em crianças (p= 0,00). As medianas do PTA da VA, VO e gap foram 25 dB, 10 dB e 12,5 dB, respectivamente e 72% das orelhas apresentaram gap ≤ 20 dB. Houve diferença na mediana do PTA conforme a severidade das retrações somente para a VA e gap, somente na PT. A mediana do PTA do gap foi menor nas orelhas com retração isolada da PF do que nas retrações de pars tensa, isoladas ou não (p <0,05). Observamos diferenças em relação ao tamanho do PTA do gap e da VO entre as orelhas com e sem efusão (p ≤ 0,05). Discussão: A prevalência da localização das retrações nas diferentes regiões da MT encontradas em nosso estudo, pode ser explicada pela fisiopatologia das vias de ventilação da orelha média. O envolvimento da PF, mesmo quando mais grave, não influencia a no tamanho do gap. No entanto, a gravidade da erosão ossicular nos quadrantes posteriores foi preditiva de um aumento nos limiares da VA e do gap. A repercussão do grau da perda auditiva nesses casos, principalmente do gap, está na decisão de quais pacientes se beneficiarão ou não de intervenção precoce. Conclusão: A região atical foi a mais acometida. A maior parte das retrações acometem PF e PT simultaneamente. A diferença entre crianças e adultos aconteceu basicamente em relação à localização das retrações. A severidade da retração determinou aumento dos limiares de VA e gap somente para PT. -
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Influência da migração epitelial na cicatrização da perfuração timpânica em Chinchilla laniger
Publicationby Viana Pereira, CorinthoOrigin: OasisbrCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior -
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Análise morfofisiológica associada à reprodução e envelhecimento de Gryllus assimilis (Fabricius, 1775) (Orthoptera: Gryllidae)
Publicationby Limberger, Guilherme MartinsOrigin: OasisbrDurante a história de vida dos organismos, diferentes vias metabólicas devem ser otimizadas para garantir a ocorrência exitosa de processos fisiológicos distintos, como a reprodução e o investimento somático (manutenção). Neste viés, as reservas energéticas do animal nem sempre são suficientes para sustentar estes dois processos em paralelo, fazendo com que ocorra o trade-off entre a reprodução e a sobrevivência/longevidade, ou seja, animais que investem em reprodução, como típico de fêmeas, dispõe de menos energia para investir em reparos, acelerando o envelhecimento e reduzindo o tempo de vida, como mostrado por alguns estudos. Este fenômeno também é conhecido como "custo da reprodução". Porém, distintos resultados vêm sendo encontrados ao relacionar estes aspectos, pois além da reprodução propriamente dita, o momento em que ela ocorre na história de vida também tem relação com a longevidade. Com o avanço da idade, a resposta das fêmeas de grilo ao chamado para a cópula emitido pelos machos é menor, podendo ser o resultado do envelhecimento de estruturas cruciais para a captação do som nestes insetos, o tímpano. Estudos acerca do envelhecimento morfológico deste órgão são inexistentes. Quando iniciada, a reprodução altera a taxa metabólica dos organismos pelo aumento da demanda energética, refletindo seus custos sobre o acúmulo de um pigmento derivado principalmente da oxidação de macromoléculas, denominado lipofuscina (LF). Neste estudo, grupos experimentais com fêmeas de Gryllus assimilis foram formados para determinar os efeitos da reprodução sobre a sobrevivência, ajustando-se o modelo de Gompertz e sobre o envelhecimento fisiológico, por meio da quantificação de neurolipofuscina (nLF), além do registro de danos morfológicos no tímpano causados ao longo do envelhecimento por meio de análise ultraestrutural em microscopia eletrônica de varredura (MEV). Para isto, um grupo foi privado de cópula, um grupo teve reprodução normal (como início aos 14 dias de vida) e outro, reprodução tardia (com início aos 30 dias de vida). Diferenças na longevidade máxima entre os grupos não foram observadas, porém em fêmeas virgens houve um atraso no início da queda exponencial da sobrevivência, enquanto em fêmeas de reprodução normal esta queda ocorreu mais cedo. Fêmeas de reprodução tardia ficaram em situação intermediária. Não foram encontradas diferenças significativas na taxa de acúmulo de nLF entre os grupos ao longo do tempo. Estes resultados podem ser explicados pela produção de ovos ocorrer em todas as condições reprodutivas, tendo custos semelhantes, refletidos no acúmulo de nLF, além de terem sido alimentadas ad libitum, mascarando maiores efeitos do trade-off entre reprodução/sobrevivência. No entanto, efeitos deletérios da cópula sobre a longevidade de fêmeas de G. assimilis não foram encontrados. Relativo ao envelhecimento morfológico do tímpano, cinco lesões foram descritas pela primeira vez: excrescência, perfuração, fungos, formação de placas e rachaduras, sendo as três primeiras significativas em relação ao tempo, possivelmente prejudicando o funcionamento do aparelho auditivo. Não houve diferenças nos danos encontrados entre os grupos experimentais, embora o aumento destes acentuou-se após o período reprodutivo (senescência). Portanto, a reprodução parece modular a história de vida das fêmeas de grilo e interferir na manutenção de estruturas importantes para este processo, como o tímpano. -
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Cicatrização da menbrana timpânica na timpanocentese com laser de argônio comparado à técnica com microlanceta : estudo experimental em ratos
Publicationby Castagno, Lucio AlmeidaOrigin: OasisbrIntrodução: Otite média secretora (OMS) e otite média aguda recorrente (OMAR) podem necessitar tratamento cirúrgico para adequada ventilação da orelha média. A abertura clássica do tímpano (timpanocentese) requer incisão por microlanceta sob controle de microscópio cirúrgico e mantém-se patente por alguns dias. Estudos recentes sugerem que a timpanocentese feita por diferentes lasers pode permanecer permeável por maior tempo, o que possibilitaria a normalização da otite média. Objetivo: Comparar a técnica de timpanocentese incisional com microlanceta à timpanocentese feita com laser de argônio. Material e métodos: Estudo experimental com 34 ratos linhagem Wistar, albinos, machos adultos pesando cerca de 300g, anestesiados com cetamina 27 mg/kg e xilazina 2,7 mg/kg, e submetidos à timpanocentese incisional com microlanceta no ouvido direito (ML-OD), e à timpanocentese mediada por laser de argônio no ouvido esquerdo (LA-OE). As timpanocentes foram avaliadas periodicamente até a cicatrização. Resultados: Não houve diferença significativa no tempo de cicatrização das timpanocenteses feitas com laser de argônio ou microlanceta. Todas timpanocenteses cicatrizaram dentro de 10 dias. Conclusão: A timpanocentese com laser de argônio apresentou patência e cicatrização semelhantes à técnica clássica com microlanceta realizada em ratos Wistar sem enfermidades de orelha média. -
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Perfurações da membrana timpânica
Publicationby Sousa, JéssicaOther Authors: Queirós, Orlando; Tomé, DavidA perfuração da membrana timpânica (MT) é um problema otológico relativamente frequente nos dias atuais, causada, na maioria das vezes, por traumatismos. Esta patologia provoca comprometimento da impermeabilidade da membrana que separa o ouvido externo do médio, sendo que a colocação de um fragmento de celulose bacteriana tornou-se um método eficaz para a recuperação anatómica e fisiológica.
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