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A Importância dos rastreios médicos para os utentes
Publicaçãopor Teixeira, Ana Carolina DiasOrigem: uBibliorumIntrodução: A prevenção secundária tem como finalidade detetar precocemente um problema de saúde num indivíduo assintomático, por forma a condicionar favoravelmente a sua evolução. Nesse sentido, os rastreios em saúde são, atualmente, propostos em diversas situações, sendo, por isso, essencial perceber a importância que a população lhes atribui. Metodologia: Estudo observacional e transversal, através da aplicação de um questionário a uma amostra de 365 utentes do Centro de Saúde da Covilhã. As respostas obtidas foram analisadas em função das variáveis grupo etário, género, atividade profissional, toma regular de medicação, grau de formação académica e qualidade de saúde. Resultados: O questionário foi aplicado a uma amostra de 365 utentes, com idades compreendidas entre os 18 e os 90 anos (média de 53,6 anos + 16,9), dos quais 68,2% são do sexo feminino, 63% tomam medicação regularmente, 55,3% são profissionalmente não ativos, 52,6% possuem baixo grau de formação académica e 57,5% avaliam a sua saúde como sendo fraca/razoável. Dos inquiridos, 92,1% aceitam realizar um rastreio médico sempre que lhes é proposto e 86,8% julgam que fazer um rastreio permite saber que têm uma doença. Das razões que motivam os utentes a realizar rastreios, 70,41% dos inquiridos querem saber que estão saudáveis, 50,14% confiam nos rastreios, 40,27% querem saber que têm doença e 26,85% aceitam as consequências de os fazer. Discussão e conclusão: É incontestável a grande aceitação da população na realização de rastreios em saúde e a maioria dos inquiridos considera que fazer um rastreio permite identificar a presença de uma doença. Importa realçar a importância de transmitir conceitos de promoção em saúde, bem como reforçar a pertinência da prevenção quaternária, através da análise das decisões clínicas na utilização eficiente dos métodos diagnósticos e terapêuticos. -
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Cessação tabágica em Portugal: conhecimento e utilização dos recursos pela população: Um estudo transversal
Publicaçãopor Oliveira, Daniela Filipa dos SantosOrigem: uBibliorumIntrodução: O consumo de tabaco é uma das principais causas preveníveis de morte prematura. A Convenção Quadro de Controlo do Tabaco da Organização Mundial de saúde fornece uma linha de ação no sentido de reduzir a prevalência do consumo tabágico e a exposição ao fumo ambiental do tabaco. Os objetivos globais apenas serão alcançados quando os atuais fumadores cessarem o consumo e ter assistência profissional aumenta significativamente a sua taxa de sucesso. Objetivos: Avaliar o comportamento tabágico da população portuguesa, a motivação para deixar de fumar e as dificuldades da cessação tabágica; assim como o conhecimento e a utilização dos recursos de cessação tabágica pela população. Metodologia: Estudo observacional e transversal de caráter descritivo. Os dados foram recolhidos por questionário aplicado através de sistemas CATI (computer-assisted telephonic interview) por entrevistadores formados e selecionados pela empresa GfK Metris, Portugal, durante os meses de junho e julho de 2012. O questionário foi aplicado a uma amostra estratificada e tendencialmente representativa da população portuguesa residente em Portugal Continental, com uma taxa de colaboração de 96%. Resultados: Participaram 1002 indivíduos, 52,4% eram mulheres, com uma média de idade 46,5 ± 17,9 anos. A prevalência geral de tabagismo foi de 22,2%: 27,0% nos homens e 17,7% nas mulheres, p<0,001; e 29,1% nos menores de 45 anos e 14,8% nos maiores de 45 anos, p<0,001. Entre os menores de 45 anos 13,8% deixaram de fumar e entre os maiores de 45 anos 28,3% são ex-fumadores, p<0,001. Dos fumadores 63,4% têm grau de dependência nicotínica baixo e 79,3% estão em fase de pré-contemplação para a mudança. Tanto a cessação do consumo (59,8%) como as tentativas de cessação (51,1%) foram na sua maioria despoletadas por motivos de saúde. Apenas 18,8% dos fumadores e 10,0% dos exfumadores tiveram apoio profissional para deixar de fumar. A privação nicotínica e os hábitos associados ao comportamento tabágico foram os aspetos mais difíceis de ultrapassar. O médico de família (77,9%) e o farmacêutico (14,3%) foram os profissionais de saúde mais associados ao apoio à cessação; os locais onde pedir ajuda profissional mais referidos foram: centro de saúde (75,2%), hospital (21,9%) e farmácia (9,4%). Conclusão: A abordagem do tabagismo, bem como o aconselhamento e apoio à cessação tabágica são fundamentais para a melhoria da saúde dos portugueses. As falhas detetadas no apoio profissional para a cessação deverão ser colmatadas com incentivo à atuação proativa, sistemática e adequada por parte dos profissionais de saúde. Para isto, é necessário investimento em: formação pré e pós graduada, implementação da intervenção breve nos sistemas de saúde, linha telefónica de apoio, e melhoria da capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde. -
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O programa de controle da tuberculose do munic??pio de Coari - Amazonas: avaliando a sua implanta????o e operacionaliza????o
Publicaçãopor Heufemann, Nicol??s Esteban CastroOrigem: OasisbrMade available in DSpace on 2015-04-22T22:06:39Z (GMT). No. of bitstreams: 1 DISSERTACAO NICOLAS.pdf: 1414851 bytes, checksum: e504dcc5b9d8a1f2563d7cee6644a1ec (MD5) Previous issue date: 2010-07-30 -
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Public health hazards among workers along the Trans-Amazon highway
Publicaçãopor Pinheiro, Francisco de PaulaOutros Autores: Bensabath, Gilberta; Rosa, Amélia Paes de Andrade Travassos da; Lainson, Ralph; Shaw, Jeffrey Jon; Ward, Richard Douglas et al.Origem: OasisbrMinistério da Saúde. Fundação Instituto Oswaldo Cruz. Instituto Evandro Chagas. Belém, PA, Brasil. -
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Conhecimento e aplicação de medicina preventiva em diferentes especialidades médicas
Publicaçãopor Pinto, Daniel RodriguesIntrodução: A medicina preventiva é o campo da medicina que se foca em diminuir a ocorrência e gravidade da doença, incapacidade ou morte, atuando preventivamente no indivíduo e na comunidade. Este estudo foi realizado com o objetivo de analisar se os conhecimentos preventivos de médicos de várias especialidades se encontram em concordância com as recomendações mais atuais, bem como avaliar as possíveis diferenças que possam surgir entre especialidades, entre as diferentes zonas do país e ao longo da progressão na carreira. Materiais e Métodos: Estudo piloto observacional e transversal, realizado através de um questionário online, com caso clínico sobre diversas intervenções de carácter preventivo. O objetivo foi avaliar a concordância com as recomendações da United States Preventive Services Task Force e da American Diabetes Association, sendo particularmente dirigido a médicos especializados em MGF, medicina interna, ginecologia, urologia e endocrinologia. Efetuou-se uma análise descritiva e inferencial dos dados com comparações entre especialidades, ARS em que trabalha, serviço de saúde onde exerce e grau de carreira em que estava com o teste de Kruskall-Wallis. Foram também avaliadas correlações entre número de respostas certas, a idade e o número de anos de prática médica, com o teste de correlação de Spearman.Resultados: A amostra foi constituída por 137 médicos. Observou-se uma taxa de respostas certas de 78,7% e verificou-se uma prevalência de respostas certas igual ou superior a 90%, em 51,5% do questionário. Não obstante, observaram-se seis perguntas em que houve um maior número de respostas incorretas: realização de toque retal; teste anti-HCV e HIV; de Clamídea e Gonorreia e na regularidade com que se realizaria medição da glicose em jejum/HbA1/PTGO. Houve significativamente melhores respostas em assistentes e internos dentro dos diferentes graus de carreira (p=0,043), em MGF dentro das diferentes especialidades (p<0,001) e entre os médicos que trabalham exclusivamente no serviço público (p=0,044). Foi possível também constatar que o número de repostas certas se correlacionou negativa e significativamente com a idade (p<0,001) e número de anos de prática médica (p<0,001).Discussão e conclusão: As principais limitações do estudo estão na sua amostra reduzida, especialidade em especialidades hospitalares, e de ter sido realizado online. Os médicos da amostra apresentaram conhecimentos satisfatórios de acordo com as recomendações da UPSTF e ADA, com uma taxa de respostas certas de 78,7%, concordante com estudos feitos apenas com médicos de família. A principal área em que se verificou um défice de conhecimento foi na realização de toque retal; teste anti-HCV e HIV; de Clamídea e Gonorreia e na regularidade com que se realizaria medição da glicose em jejum/HbA1/PTGO. Constatou-se uma diferença significativa entre especialidades, entre graus de carreira, modalidade de serviço em que exerce, idade e tempo de carreira. -
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Medicina Preventiva: atitudes em diferentes especialidades médicas - Estudo transversal.
Publicaçãopor Silva, Tiago João Oliveira daIntrodução: A Medicina Preventiva compreende a aplicação de uma série de atitudes médicas que preveem evitar o surgimento de doença e da morbilidade/mortalidade associadas não só ao decurso natural expetável da mesma, mas também ao excesso de diagnóstico e tratamento, abrangendo as várias vertentes da prevenção, desde primária a quaternária. A sua aplicação antevê a aplicação de uma série de medidas e atitudes, sendo o recurso às mesmas dependente do conhecimento científico e experiência clínica do profissional, bem como das expetativas do doente. Apesar da existência de estudos prévios que investigam o conhecimento de médicos de família na aplicação de atitudes preventivas, a aplicação destas por médicos das demais especialidades permanece pouco estudado.Objetivos: Determinar as atitudes dos profissionais de saúde de várias especialidades perante um doente assintomático e sem fatores de risco e determinar a sua concordância face à evidência científica atualizada. Verificar se fatores demográficos e profissionais, nomeadamente especialidade, experiência e tipo de serviço em que exercem funções, influenciam os resultados obtidos. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal. Foi aplicado um questionário composto por 27 questões dicotómicas e 6 de resposta curta, incidindo sobre a aplicação e regularidade de diversas atitudes preventivas para um paciente assintomático. Foi atribuída uma pontuação, consoante as respostas fornecidas neste questionário e a concordância com as recomendações da USPSTF e ADA, que poderia alcançar um máximo de 31 pontos. Recorrendo a análise estatística bivariada e multivariada, definiu-se a influência das variáveis demográficas e profissionais nesta pontuação.Resultados: Foram inquiridos 294 médicos portugueses, com uma média de idades de 43,14 ± 13,75 anos. Destes, 136 tinham como especialidade Medicina Geral e Familiar (MGF). Foi observado um desempenho médio de 23,43 ± 3,35 pontos no questionário, traduzindo uma concordância média, pelos profissionais inquiridos, de 75,58% face às recomendações consideradas, tendo os profissionais formados/formandos de MGF alcançado pontuações médias 3,87 pontos superiores aos demais profissionais (p<0,001). Foi determinada uma percentagem de respostas corretas superior a 90% em 16 das questões colocadas. Há, no entanto, temáticas com uso exagerado de métodos de rastreio, nomeadamente no que toca ao rastreio do cancro da próstata, da tiróide, da DPOC, de fatores de risco cardiovascular através de ECG e de diabetes/pré-diabetes em doentes com excesso de peso. Encontraram-se, também, resultados inferiores a 50% no que toca à realização dos rastreios de Clamídea e Gonorreia, Hepatite C e HIV. Determinou-se que as variáveis “Idade” e “Especialidade (MGF vs Outra)” influenciaram, de modo independente e estatisticamente significativo, em análise multivariada, a concordância do médico face às recomendações consideradas.Conclusões: Os médicos portugueses revelam uma concordância elevada com as recomendações consideradas para as atividades preventivas. Os profissionais mais velhos e de especialidades que não MGF apresentaram pontuações médias significativamente inferiores. -
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Conhecimentos de Medicina Preventiva dos Alunos de Medicina nos seus Anos Clínicos
Publicaçãopor Peixoto, Jose Nuno Leite da SilvaIntrodução: A Medicina Preventiva é um dos pilares na maximização da saúde e da qualidade de vida existindo um reconhecimento crescente por parte dos educadores médicos da necessidade de melhorar a educação para a prevenção e a saúde da população. O estudo teve como objetivo analisar se os conhecimentos preventivos dos estudantes de medicina dos anos clínicos se encontravam em concordância com as recomendações mais atuais assim como avaliar a sua evolução ao longo do curso. Adicionalmente, foi ainda investigado se o sexo do doente influenciava as decisões dos alunos. Materiais e Métodos: Estudo observacional e transversal efetuado através de um questionário online, com 2 casos clínicos (sexo masculino e sexo feminino), sobre diversas intervenções de carácter preventivo, disponibilizado aos alunos do 4º, 5º e 6º ano da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, com o objetivo de avaliar a concordância com as recomendações da United States Preventive Services Task Force, da American Diabetes Association e com as normas do Serviço Nacional de Saúde português. A amostra foi constituída por 166 alunos. Efetuou-se uma análise descritiva e inferencial dos dados e uma comparação entre os 3 anos com teste qui quadrado. Foram também comparadas as respostas dos estudantes entre os 2 casos. Resultados: Quanto à realização de intervenções a proporção média de respostas corretas no caso 1 foi de 72.2%, muito próxima do caso 2, onde foi de 70.4%. Quanto à frequência de repetição das intervenções não existiram áreas muito satisfatórias. Não houve diferenças significativas na comparação das respostas dos casos do sexo masculino e feminino. Na comparação entre os diferentes anos, o 5º ano e 6º ano destacaram-se em relação ao 4º ano, existindo diferenças significativas (p ≤ 0,05).Discussão: As principais limitações do estudo ocorreram devido ao número reduzido da amostra e ao facto de ter sido realizado online, em uma única universidade e a meio do ano letivo. Os alunos de medicina nos anos clínicos da FMUC apresentam conhecimentos satisfatórios de Medicina Preventiva, especialmente a partir do 5º ano. Porém, foram identificados alguns défices, especialmente quando consideradas a frequência das intervenções preventivas, à semelhança de outros estudos. Apesar de parecer existir uma evolução dos conhecimentos ao longo dos anos clínicos ainda são necessárias melhorias. -
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Rastreios Cardiovasculares - Perspetiva do Doente
Publicaçãopor Viveiros, Catarina CordeiroIntrodução: A prevenção secundária tem mantido um crescente impacto na população e éimportante perceber de que forma é que esta altera as atitudes de cada indivíduo em relaçãoà sua saúde, uma vez que este tipo de prevenção pode ter grande influência na população,quando submetida a intervenções diagnósticas e sobretudo terapêuticas desnecessárias.Objetivo: Perceber como é que os resultados dos rastreios cardiovasculares afetam ocomportamento da população, qual a importância que lhes é atribuída em contraponto àspráticas que contribuem para um estilo de vida saudável.Métodos: Estudo observacional transversal através da aplicação de um questionário com 11perguntas elaborado com base na bibliografia consultada sobre o tema. Foi estudada umaamostra de conveniência de 190 pessoas que frequentavam Unidades de Saúde e outroslocais públicos da região de S. Miguel, Açores. Foram utilizadas estatísticas descritiva einferencial, segundo o tipo e a normalidade de dados, para estudo da amostra no softwareSPSS, versão 25 da IBM, com p<0,05 como nível de significância.Resultados: Para 95,6 % dos inquiridos há aceitação em realizar rastreio cardiovascularsempre que lhes é proposto verificando-se uma elevada percentagem de confiança nosresultados (99,4%) e nos conselhos dados após se submeterem aos rastreios (98,9%). Amaioria (73,1%) afirmou que é mais importante ter uma boa alimentação e atividade física doque fazer análises. As gerações mais velhas dão mais importância aos exames médicos doque as gerações mais novas que demonstram uma clara preferência por um estilo de vidasaudável. A frequência de consultas no Centro de Saúde no último ano mostrou-se maiselevada nas Classes sócio-económicas mais baixas.Conclusão: Foi possível verificar que existem insuficiências por colmatar na área daPromoção da Saúde da Prevenção da Doença, contudo, continua a ser atribuída importânciaà prática de estilos de vida saudáveis, principalmente pelos mais jovens. O papel do médicona vertente de educação para a saúde é essencial e pode vir a contribuir para uma melhoriana perspetiva do doente em relação à influência dos hábitos saudáveis na atenuação dosfatores de risco. -
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Fatores de Adesão à Vacina contra a Gripe na Diabetes Mellitus
Publicaçãopor Ribeiro, Andreia Filipa Russo CorreiaA Diabetes Mellitus constitui um fator de risco importante para a maior prevalência, recorrência e severidade de diversos tipos de infeções, como as infeções respiratórias, de que é exemplo a Gripe. Por este motivo, a Diabetes Mellitus constitui, por si só, uma indicação para a vacinação anual contra a Gripe em Portugal, apesar de as taxas de vacinação neste grupo de doentes rondar apenas 63,6% (2017/2018), o que, ainda que represente um crescimento face às épocas anteriores, continua a ficar aquém do alvo (75%).O objetivo deste estudo foi identificar quais as variáveis implicadas na decisão de adesão ou não dos diabéticos à vacinação contra a Gripe, com vista a possibilitar uma melhor e mais personalizada abordagem a estes doentes, no sentido de aumentar a sua taxa de vacinação. Para isso, construiu-se um questionário, que foi aplicado a estes doentes em 3 Centros de Saúde. Conseguiram-se 71 questionários preenchidos, cujas respostas foram posteriormente alvo de análise estatística adequada.Os resultados deste estudo permitiram concluir que a adesão à vacinação contra a Gripe nos participantes deste estudo foi superior nos diabéticos que nunca fumaram, nos doentes aconselhados pelo seu médico a aderir à vacinação (quer pelo facto de ser diabético, quer seja por outras indicações), nos diabéticos com mais indicações para a vacinação contra a Gripe e naqueles com maior conhecimento face aos grupos de pessoas com indicação para vacinação contra a Gripe, bem como nos diabéticos que reconhecem a Diabetes Mellitus como indicação, por si só, para vacinação contra a Gripe e a respetiva gratuitidade. De igual forma, percebeu-se que os doentes com um maior tempo de evolução da Diabetes Mellitus, tendem a apresentar também mais anos de vacinação. Quanto às razões mais apontadas para a adesão à vacinação, destaca-se o aconselhamento médico como a justificação mais apontada para tal, ao passo que a Diabetes Mellitus foi umas das razões menos apontadas como motivação para a vacinação. O medo de efeitos secundários e o sentir-se suficientemente saudável para considerar não ser necessária vacinação, foram as razões mais apontadas para a não adesão à vacinação.Com estes resultados, percebe-se que o papel do médico pode ser fulcral na adesão à vacinação contra a Gripe na Diabetes Mellitus, seja através do aconselhamento para tal, seja na capacitação dos doentes diabéticos, através da promoção de um maior conhecimento relativo à Diabetes Mellitus e seu possível impacto em infeções como a Gripe. -
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Rastreios populacionais organizados na população feminina em portugal: os resultados dos indicadores em 2017 e 2018
Publicaçãopor Sá, Adélia Filipa Lopes deIntrodução: As neoplasias constituem a segunda causa de morte em Portugal. Em 2018, 1788 senhoras faleceram por cancro da mama e 225 por cancro do colo uterino. A avaliação e monitorização dos programas de rastreio é uma medida crucial permitindo a redução da mortalidade por essas doenças. Assim, este estudo teve como objetivo analisar indicadores que exprimem a proporção de mulheres elegíveis com registo dos rastreios das neoplasias em questão. Realizou-se uma avaliação temporal e geográfica, para verificar a evolução da implementação dos programas e eventuais diferenças de desempenho regional em Portugal.Métodos: Realizou-se um estudo observacional transversal de dados colhidos da plataforma online, Bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários, cuja amostra incluiu 31 Agrupamentos de Centros de Saúde das 5 Administrações Regionais de Saúde (ARS). Analisaram-se dados de dois indicadores, ID44 - “Proporção de mulheres entre [50; 70[ anos, com mamografia registada nos últimos dois anos” e ID45 - “Proporção de mulheres entre [25; 60[ anos, com rastreio do cancro do colo do útero efetuado”, em indicador flutuante, do mês de Dezembro de 2017 e 2018. Compararam-se as médias nacionais e das ARS, em ambos os anos. Verificou-se distribuição estatística normal e aplicou-se estatística paramétrica (Teste T de Student e ANOVA), considerando-se diferença estatística significativa para p<0,001. Resultados: Não se verificou diferença significativa entre as médias nacionais no biénio, de ambos os indicadores (ID44: p=0,725 e ID45: p=0,904). Já entre as médias das ARS, detetou-se uma diferença significativa, em ambos os anos, nos dois indicadores. No ID44, a ARS do Alentejo obteve o melhor resultado em 2017 e a ARS do Centro em 2018, com a ARS do Algarve em último lugar nos dois anos. No ID45, a ARS do Norte alcançou o valor mais elevado e a ARS do Algarve, novamente, o mais baixo, quer em 2017, quer em 2018. Discussão: A eficácia de um programa de rastreio depende de uma sequência de intervenções. Neste caso, uma falência da identificação da população alvo, da convocatória, da adesão das utentes ou do registo dos resultados pode fundamentar os valores obtidos.Conclusão: Apesar de se ter verificado uma evolução positiva no número de rastreadas, de 2017 para 2018, este não foi significativo. Detetou-se também uma persistência da inequidade dos mesmos entre as regiões de saúde. Conclui-se assim que são necessárias medidas de reforço e de maior discriminação dos indicadores. .
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