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    The silent voices of the past and the abstract thought on the agricultural landscape: a dialogic reading of Sumerian and Latin literatures

    Publicação
    por Ferreira, Nelson Henrique Silva
    Many authors devoted to the study of ancient social systems pointed out the great dependence on farming and herding for complex society’s genesis. In that sense, such dependence must have had an intrinsic influence on the cultural matrix of cultures sustained by agriculture, as the entire Mesopotamian and italic regions. Farming and herding regulated the daily activities, interfering with the conceptualization of the surrounding cosmos. The natural world was reflected in the abstract thought and that inevitably stated the basis for linguistic creativity an expression based on signs of meaning inspired by the agricultural landscape. A variety of media often shows such potential ‘metaphoric’ language, which surpasses the simple expression of literary telluric feelings; it is the manifestation of obvious images to an interlocutor who recognizes meaning in signs culturally transmitted by empirical experience within the agricultural cosmos or by traditional preconceptions. In this sense, through the identification and crystallization of what modern semiotics call ‘signs of meaning’, the empirical visualization of fertility, abundance and quality of production would work as source for the creation of imagery constructed upon the common sense and upon the experience of rural life and natural phenomena. Those images compounded by cristalyzed signs of meaning would be converted in linguistic symbols, which semantics would reflect the symbiosis of three conceptual planes: rural life, natural phenomena and welfare. The aim of this dissertation is to analyse the way the prejudgment on meanings from nature, based on common sense, is constructed and maintained in a defined cultural context, far behind the exclusivity and artificiality of literary expression. And, at same time, how can such prejudgment help us to understand better an ancient culture and help to approach the thoughts of the silent people of the ancient world. In order to interpret how the allegorical images and mechanics on crystallization of traditional bias are built, I intend to identify possible traces of ancient traditional linguistic thought in Sumerian literature and Latin instructions on farming, which matrix was formed by the contact with the natural world and goes back to pre-historical times. The objective is to identify meaning in images transmitted by literary language applying the same method to two unrelated cultures, in order to attest that different cultures may have the same mechanisms of building abstract meaning, with similar results, when agriculture and nature are the main background context.
    2019 tese de doutoramento Portugal acesso embargado
  3. 3

    El complejo concepto de "res" en el libro VII de Escalígero

    Publicação
    por Miguel Mora, Carlos de
    El concepto de res es uno de los más escurridizos en la teoría poética de Escalígero. Utilizado abundantemente en toda su obra, se encuentra particularmente presente en los inicios del séptimo libro. Su particular concepción de la poesía, centrada sobre todo en el aspecto externo, lo que lo lleva a una inversión de los tradicionales términos materia y forma, hace que la res escaligeriana no coincida con la de otros autores. En este trabajo intentamos aportar reflexiones que ayuden a echar alguna luz sobre este concepto en el último libro de la Poética de Escalígero.
    2007 artigo Portugal acesso aberto
  4. 4

    Séneca em cena : enquadramento na tradição dramática greco-latina

    Publicação
    por Ferreira, Paulo Sérgio Margarido
    Visto que não conhecemos qualquer depoimento histórico e irrefutável sobre o modo como as peças de Séneca efectivamente chegaram ao público da tempo do dramaturgo e sobre quem seria esse público, e visto que os argumentos contextuais, como se verificou na parte I, se revelam vulneráveis e ambíguos, esta dissertação procura estabelecer continuidade entre as práticas literárias e dramatúrgicas anteriores a Séneca e as que podemos inferir a partir do texto do autor, de modo a avaliarmos a representabilidade do drama senequiano. Estabelecidos, na parte I, alguns pressupostos relativos à autenticidade e à cronologia, a parte II conclui que, embora possamos encontrar no drama senequiano longos diálogos, monólogos e descrições que perturbam a aristotélica unidade orgânica do todo, as longas mirror scenes, como notou Taplin, eram relativamente frequentes no drama grego, e as longas descrições resultavam da influência da épica. Como a Aeneis de Virgílio, contudo, demonstra, a interferência era mútua. Séneca lança o público in medios affectus das suas personagens: é por isso que elas parecem estranhas (cf. Verfremdung de Brecht). Mas a origem humana da doença também era explicada por Fedra no Hippolytus de Eurípides. As personagens senequianas devem muito aos dramaturgos republicanos, a Virgílio e Ovídio, ao direito e à sociedade romanos, e à retórica. Mas a épica, o direito, a sociedade e a retórica influenciaram também o drama grego e isabelino, e não obstaram à representabilidade desse drama ou à profunda caracterização psicológica das personagens. A parte IV centra-se na identidade e na função dos coros. Não existem embólima na tragédia senequiana e os coros genericamente obedecem aos preceitos horacianos sobre a moral e sobre a interacção com as personagens. às vezes, contudo, Horácio é o ponto de partida para Séneca expor a sua própria filosofia. Considerando, por fim, um possível uso de máscaras, a obediência à regra horaciana dos três actores, os movimentos das personagens entre o palco e o extracénico, alguns precedentes da violência senequiana, uma solução dramatúrgica para a cena do extispicium do Oedipus, as diferentes localizações das Troades, o número de membros do coros senequianos e a sua presença ou ausência do palco, a última parte sugere, como hipótese mais provável, que Séneca escreveu as suas peças para serem representadas em privado e num palco de tipo republicano.
    2007 tese de doutoramento Portugal acesso embargado
  5. 5

    O principe ideal no séc. XVI e o De regis institutione et disciplina de D. Jerónimo Osório

    Publicação
    por Soares, Nair de Nazaré Castro
    Desde a Antiguidade, sobretudo a partir de Isócrates, até aos tempos modernos que é possível rastrear as componentes essenciais dos tratados de educação de príncipe, apurar-lhes a sua identidade própria, adaptada a cada momento temporal. Pode mesmo considerar-se que é a ideologia imperial romana, imbuída da espiritualidade helenística, um sólido alicerce do modelo de príncipe cristão. É na época carolíngia que os tratados medievais de inspiração cristã se definem, com as principais linhas de orientação que a época moderna seguiu: por isso se nos pôs o problema da especificidade deste género, dentro de cada época. Diversos eram, na verdade, os tratados renascentistas dos tratados medievais. A filosofia que lhes serviu de base, conferia-lhes uma estrutura diferente e uma diversidade e amplitude temáticas, que ultrapassam em muito os limites do, quase sempre, esquemático manual de preceitos religiosos, morais e políticos da Idade Média. No séc. XVI, os tratados de educação de príncipes, pela sua dimensão cultural, desempenham um papel de relevo - como os tratados de educação para crianças, adolescentes e homens adultos - no grande movimento pedagógico, de renovação de estruturas de pensamento, de conduta humana, moral e social, de que foi pioneiro o Quattrocento italiano. O príncipe, arquitecto e responsável por todo o edifício público, deve encarnar o ideal de sapientia que a doutrina pedagógica do Renascimento pretende atingir. Na tratadística portuguesa, significativa é a obra de D. Jerónimo Osório, De regis institutione et disciplina, dedicado em 1572 a D. Sebastião, que segue as normas ético-jurídicas da teorização aristotélico-tomista, imbuída do idealismo ético de Platão - síntese digna de um Cícero. Não fora o célebre bispo de Silves intitulado, sobretudo pelo colorido e vigor da sua frase límpida e ritmada, o Cícero português ! Assim se compreende que a obra deste autor, humanista corresponsável na condução da respublica e orientação do seu príncipe, se torne o modelo paradigmático do ideal de príncipe, no século áureo da nossa história. Em suma, o De regis institutione et disciplina, verdadeiro espelho das realidades sociais e políticas do tempo, revela-nos a dimensão do humanismo estético-ideológico de um autor representativo de uma época, a sua concepção de príncipe ideal e a sua forma de encarar a problemática do homem, enquanto ser social e político, e enquanto pessoa, na sua finitude e transcendência.
    1990 tese de doutoramento Portugal acesso embargado
  6. 6
  7. 7

    D. Jerónimo Osório e o Tratado "De Gloria"

    Publicação
    por Torrão, João Manuel Nunes
    Esta obra estruturada em dois volumes, apresenta no primeiro um estudo sobre o De gloria de D. Jerónimo Osório e, no segundo, a edição crítica do tratado osoriano. O estudo começa por clarificar alguns aspectos relacionados com a vida do autor quinhentista, nomeadamente, a data do seu nascimento para depois se encaminhar para a obra em si. Apresenta-se uma descrição comentada do manuscrito e das diversas edições do De gloria, para depois tratar o problema da forma e das fontes. Merece particular destaque o tema do diálogo e a forma como ele é apresentado por Osório, mas também são tratadas, ainda que de forma mais ligeira, as cláusulas métricas. No que se refere às fontes, merecem particular tratamento as raízes bíblicas, as influências gregas, as fontes latinas e a matriz ciceroniana. A terminar o primeiro tomo, antes dos índices - nominum, locorum e geral - são apresentadas as conclusões. O segundo tomo apresenta, antes da edição crítica dos cinco livros De gloria, a indicação das siglas e abreviaturas utilizadas e os critérios usados pelo editor no que se refere ao corpus, à grafia, à pontuação e ao aparato crítico.
    1991 tese de doutoramento Portugal acesso embargado
  8. 8

    Mal de ausência : o canto do exílio na lírica novilatina portuguesa do século XVI

    Publicação
    por André, Carlos Manuel Bernardo Ascenso
    Desde tempos remotos, o exílio constitui marca profunda na personalidade dos que têm de o suportar. Os exemplos abundam. O escritor e, em particular, o poeta, adquirem lugar de relevo em qualquer estudo sobre o assunto; a quantidade de obras nascidas sob o signo do exílio comprovam-no. Além disso, a definição do quadro conceptual de exílio não é fácil, conheceu oscilações ao longo dos séculos e não se circunscreve à ciência jurídica, antes é merecedora de tratamento transdisciplinar. Na relação com a literatura, o facto merece olhar especial: importa considerar a literatura produzida por autores desterrados, mas também a que, não sendo essas as circunstâncias, faz de tal situação o centro das atenções. A primeira parte (Exílio e exílios) aborda o conceito jurídico, as relações com a literatura e, por fim, procede a uma visão diacrónica, da Antiguidade (Ulisses, o cosmopolitismo estóico, Cícero, Séneca, Ovídio) até ao Renascimento. As segunda e terceira partes, intituladas, respectivamente, O canto do exílio no humanismo português e Três figuras paradigmáticas, são integralmente dedicadas a poetas portugueses. Estuda-se, primeiro, O sentimento nostálgico das raízes, isto é, manifestações poéticas de uma relação intensa com o lugar de origem, o canto do exílio propriamente dito e os poemas que manifestam o caso especial do chamado exílio interno; a seguir, o fenómeno da separação - os poemas de despedida, aqueles em que os poetas não ausentes exprimem a saudade dos que se encontram longe e os cantos festivos compostos no momento do regresso; depois, os modelos, bíblicos, colhidos na Antiguidade Clássica, ou encontrados na história portuguesa; e ainda os casos de adesão portuguesa (escassa) ao cosmopolitismo do século XVI. Um longo capítulo analisa reflexos do pensamento bíblico e platónico que considera o homem um desterrado da pátria celeste, dedica largas páginas ao salmo Super flumina Babylonis e às inúmeras paráfrases de que foi objecto entre nós, e compara-as com mais de duas dezenas de paráfrases feitas por humanistas estrangeiros. Na última parte, seleccionam-se três poetas: Henrique Caiado (nostalgia de uma pátria que lhe não era vedada), António de Gouveia (consciência dissimulada de um exílio voluntário) e o caso paradigmático de Diogo Pires (exílio real e desesperado).
    1990 tese de doutoramento Portugal acesso embargado
  9. 9

    Inácio de Morais : vida e obra

    Publicação
    por Couto, Aires Pereira do
    Com esta tese procurámos contribuir para tirar do esquecimento em que se encontrava envolto o humanista português Inácio de Morais, a quem cabe efectivamente um lugar de relevo na cultura portuguesa do século XVI, nomeadamente na Literatura Quinhentista Novilatina. Para isso, estabelecemos, na primeira parte da tese, o percurso biográfico do Humanista que, à semelhança do que acontece com grande parte dos humanistas portugueses, levanta várias dificuldades. Dentro desta temática biográfica, debruçámo-nos também sobre as relações sociais ou de amizade que Inácio de Morais manteve com proeminentes figuras da época, como: Frei Brás de Braga, Frei Diogo de Murça, Jerónimo Cardoso, D. Sancho de Noronha, André de Resende, Luís Pires, Aquiles Estaço, António de Cabedo, Miguel de Cabedo, Diogo Mendes de Vasconcelos, Pedro Sanches, Manuel da Costa, Aires Pinhel e ainda a família real, nomeadamente D. João III. A segunda parte da tese é, toda ela, dedicada à obra literária de Inácio de Morais. Começámos por salientar a dispersão e o desconhecimento da obra do Humanista e as dificuldades que daí advêm para quem pretende localizar e reunir a sua obra, e terminámos com a apresentação dos textos, hoje conhecidos, do autor (cartas, orações, obras poéticas, poemas dispersos), conseguindo reunir uma parte significativa (sobretudo quando comparado com o que até aqui fora feito) da obra de Inácio de Morais: Duas orações, quatro obras poéticas, uma dezena de poemas dispersos, e sete cartas. De todos estes textos apresentamos tradução e comentários, tendo sido dada uma especial atenção às suas fontes (bíblicas, clássicas gregas e latinas, e humanísticas) e ao seu estudo estilístico, linguístico, histórico e cultural. Em suma, com este trabalho pretendeu-se tornar mais conhecida e mais acessível, sobretudo aos estudiosos da Literatura Novilatina e aos historiadores, a vida e obra de um dos mais importantes autores da Literatura Novilatina Portuguesa do século XVI.
    1995 tese de doutoramento Portugal acesso embargado
  10. 10

    O poema da velhice de Lopo Serrão

    Publicação
    por Pinho, Sebastião Tavares de
    Esta tese estuda o poema De senectute et aliis utriusque sexus aetatibus et moribus da autoria do humanista português Lopo Serrão, publicado em Lisboa em 1579. Trata-se de uma das obras mais representativas da poesia novilatina portuguesa do século XVI, e baseia-se no tratado de Cícero De Senectute ou Cato Maior, cujo conteúdo foi aí exaustivamente parafraseado. Mas, além desta fonte principal, Lopo Serrão revela no seu poema a influência directa de muitos outros autores: da literatura clássica greco-latina, dos textos bíblicos, de humanistas estrangeiros e nacionais, de fontes em latim e em vulgar, etc. A tese sobre este poema apresenta uma introdução de 326 páginas em que são reunidos os dados biográficos sobre o autor e se estudam vários aspectos daquela sua obra, entre eles a crítica textual e a análise de variantes, algumas questões de autoria e o problema das fontes. A introdução termina com a apresentação dos critérios e metodologia seguidos nesta edição. Segue-se, depois, o texto latino do poema acompanhado de aparato crítico e de tradução portuguesa. A última parte é preenchida por cerca de 100 páginas de notas ao texto e à tradução, num total de mais de um milhar. Entre os aspectos de maior interesse neste estudo, está o da crítica textual, que vem revelar a intervenção da cencura literária da Inquisição portuguesa sob uma forma talvez inédita – a de fazer recompor tipograficamente uma parte considerável do poema, já depois de impresso e provavelmente divulgado, como o provam as variantes existentes entre os exemplares conhecidos da mesma 1.ª edição de 1579. Outra questão importante, sob o ponto de vista literário, é o estudo das fontes desta obra, que apresenta uma influência clara e verdadeiramente plagiária de pelo menos, cerca de uma centena de autores.
    1983 tese de doutoramento Portugal acesso embargado