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  1. 1

    Suspeita de oclusão do ramo da veia central da retina, adaptação de lentes de contacto em hipermétrope astigmata, estrabismo acomodativo

    Publicação
    por Dias, Andreia Manuela Martins
    Origem: uBibliorum
    A elaboração deste relatório representa o culminar do período de estágio relativo ao Mestrado em Optometria em Ciências da Visão desenvolvido entre Outubro de 2012 e Janeiro de 2013 na clínica OcularEyeCare, sediada na cidade de Aveiro. Este estágio teve como principais objetivos a aquisição de novas competências, a consolidação dos conhecimentos previamente adquiridos, e o estabelecimento de uma relação prática e autónoma com casos clínicos reais. Ainda, desenvolver competências de comunicação e relação interpessoal e perceber o modo de funcionamento da clínica em questão foram também pontos importantes. Ao longo deste período de aplicação prática e formação, desenvolveram-se as diferentes áreas da Optometria, tais como, Optometria Pediátrica, Optometria Geriátrica, Baixa visão, Visão binocular Estrábica e não Estrábica, Contactologia e Saúde ocular. Ainda, fez parte das tarefas realizadas o acompanhamento de consultas, permitindo assim perceber de uma forma prática os vários casos que se enquadravam nos diferentes temas estudados, e, numa fase seguinte a realização de consulta de forma autónoma. Neste relatório são abordados três casos clínicos: um caso de suspeita de oclusão do ramo da veia central da retina, um caso de adaptação de lentes de contacto em hipermétrope astigmata e ainda um caso de estrabismo acomodativo.
    2013 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  2. 2

    Lentes de contacto em idade pediátrica

    Publicação
    por Mota, M
    Outros Autores: Vendrell, C; Ramalho, M; Santos, C; Pedrosa, C; Coutinho, I et al.
    Revisão sobre os tipos de lentes de contacto para utilização na idade pediátrica. Regras de adaptação, indicações e contraindicações ao uso de lentes de contacto na criança. Descrição das melhores opções na afaquia.
    2015 documento de conferência Portugal acesso aberto
  3. 3

    Queratocone e lentes de contacto

    Publicação
    por Coutinho, I
    Outros Autores: Ramalho, M; Pedrosa, C; Pina, S; Mota, M; Santos, C et al.
    Nos doentes com queratocone quando os óculos não possibilitam boa visão, as lentes de contacto são uma boa alternativa terapêutica. Há vários desenhos de lentes de contacto que podem ser utilizados na correção óptica do queratocone e a sua adaptação deve assegurar o menor trauma da córnea e conforto ao doente. Este trabalho pretende fazer fazendo-se breve revisão das lentes de contacto disponíveis no tratamento do queratocone.
    2014 documento de conferência Portugal acesso aberto
  4. 4

    Dispositivos biomédicos com capacidade melhorada de captura e libertação de oxigénio

    Publicação
    por Marques, Gustavo Filipe Bastos Silva Pinho
    O uso de lentes de contacto é um dos fatores com maior responsabilidade no crescimento do número de casos de hipóxia ocular nos últimos anos. Sendo a córnea um tecido avascular, a obtenção de oxigénio está dependente, quer da difusão direta com a atmosfera, quer do oxigénio dissolvido no fluido lacrimal.Vários investigadores apresentaram, como resposta a este problema, algumas propostas, como colírios que aliviam certos sintomas (como a síndrome do olho seco) ou lentes de contacto com maior permeabilidade ao oxigénio. Porém, nenhuma das soluções apresentada foi, ainda, capaz de resolver o problema.O objetivo desta dissertação passou pela criação de uma lente de contacto do tipo hidrogel modificada, de forma a que a sua capacidade de captação, retenção e libertação de oxigénio fosse superior quando comparada com uma lente controlo. Para, tal foi necessária a síntese de micro/nano cápsulas de sílica porosa, carregadas de perfluorodecalina (componente responsável pela elevada solubilidade do oxigénio).A síntese deste sistema de cápsulas foi conseguida através de uma emulsão, seguida da sua estabilização, através do método sol-gel em meio aquoso. De realçar que, para estabelecer a concentração de surfactantes a usar, calculou-se a concentração micelar crítica (método do anel de du Noüy). Por outro lado, para estabelecer os tempos de sonicação foram avaliados os diâmetros hidrodinâmicos, a cinética de formação e a cinética de degradação (método da dispersão dinâmica da luz – DLS).Paralelamente foram sintetizados filmes usados como controlo (HEMA reticulado), que permitiram definir alguns parâmetros, tais como tempos de agitação, desgaseificação e de fotopolimerização. Foram ainda estudadas propriedades como a espessura e a massa das lentes obtidas a partir dos filmes de HEMA, verificando-se a homogeneidade do material. Esta informação permitiu verificar que o molde para a polimerização era adequado, bem como a ferramenta usada no seu corte. Caracterizaram-se propriedades do polímero como a sua capacidade de absorver água, hidrofilicidade, transmitância, morfologia (Scanning Electron Microscopy - SEM), temperatura de degradação (TGA). Foi calculada a temperatura de transição vítrea (Differential Scanning Calorimetry - DSC) e, por fim, realizaram-se ensaios de oxigenação.Deste modo, fundiram-se os dois conceitos e, após síntese dos primeiros filmes (HEMA + micro/nano cápsulas de sílica, carregadas de PFD), procedeu-se à caracterização deste sistema.Com os dados obtidos foi possível concluir que a incorporação de micro/nano cápsulas de sílica, carregadas de PFD nos filmes de HEMA aumenta a capacidade de oxigenação em meio aquoso.
    2018 dissertação de mestrado Portugal acesso embargado
  5. 5

    Development of membranes containing a controlled drug release system for ophthalmological applications

    Publicação
    por Pinão, Sílvia Raquel Neves
    A eficácia da administração de um fármaco depende muito da sua concentração no local a ser tratado, durante um período de tempo adequado. Hoje em dia, o método de administração de fármacos mais utilizado para muitas doenças oculares é a aplicação de colírios, embora este método seja muito ineficiente e pode levar a efeitos secundários indesejáveis. O uso de lentes de contacto como sistemas de libertação de fármacos é uma alternativa promissora, devido ao contacto prolongado com a superfície do olho, ao alto grau de conforto e à biocompatibilidade.Neste trabalho, foram desenvolvidas membranas para serem usadas como sistemas de libertação controlada de um antibiótico (moxifloxacina, MFX), partindo de quitosano e de poliacrilatos e utilizando os métodos de evaporação do solvente e de polimerização na massa, respectivamente. Três das membranas desenvolvidas foram seleccionadas para os estudos subsequentes e para carregamento de MFX: uma membrana à base de quitosano, contendo, também, gelatina, reticulada com glioxal e plastificada com poli(álcool vinílico) e poli(etileno glicol) (CBM 16) e duas membranas à base de poliacrilatos, uma preparada a partir de metacrilato de metilo (MMA), metacrilato de octadecilo (ODMA) e acrilato de 2-etil-hexilo (EHA) (ABM 4) e outra preparada a partir de MMA, ODMA, EHA e ácido metacrílico (MAA) (ABM 5). Também foi estudada a influência de uma modificação da membrana ABM 4 de três maneiras diferentes, por copolimerização enxerto utilizando radiação gama: (i) enxerto com metacrilato de 2-hidroxietilo (HEMA) empregando uma dose de radiação de 25 kGy (ABM 4.1); (ii) enxerto com metacrilato de N,N-dimetilaminoetilo (DMAEMA), empregando doses de radiação 25 e 15 kGy (ABM 4.2 e ABM 4.4, respectivamente) e (iii) enxerto com DMAEMA na presença de MFX, empregando uma dose de radiação de 15 kGy, com e sem um carregamento subsequente por soaking numa solução de MFX (ABM 4.3).Foi determinada a capacidade de inchaço, o ângulo de contacto com a água, os espectros vibracionais no infravermelho e a citotoxicidade das membranas. Os resultados mostraram que a membrana ABM 5 foi a que apresentou características mais semelhantes às de lentes de contacto comerciais.Introduziu-se MFX nas membranas mais promissoras quer por oclusão (O), quer por imersão (soaking; S), de modo a preparar sistemas de libertação controlada. Os resultados da libertação de MFX permitiram concluir que as membranas ABM 4 e ABM 5 carregadas por oclusão (ABM 4 – O; ABM 5 – O), foram as que apresentaram um maior tempo de libertação de fármaco (3 dias). Relativamente às membranas modificadas por enxerto empregando radiação gama e carregadas por imersão, concluiu-se que a membrana com o melhor resultado foi a ABM 4.4 - S, com 2 dias de libertação de fármaco e que a modificação por enxerto melhorou a libertação de fármaco quando este foi introduzido por imersão, mas piorou-a quando o fármaco foi introduzido por oclusão.
    2016 dissertação de mestrado Portugal acesso embargado
  6. 6

    Soft contact lenses with improved oxygen capacity

    Publicação
    por Pinho, Rui Miguel Abrantes
    A oxigenação apropriada em tecidos biológicos é um elemento fundamental à sua sobrevivência. Mais concretamente, quando se tratam de tecidos oculares, a hipóxia tem sido uma questão extremamente importante na área médica e científica, podendo por vezes originar doenças graves e irreversíveis, como a cegueira. Um dos principais motivos para o aparecimento ao longo do tempo da hipóxia ocular prende-se com a utilização de lentes de contacto no dia a dia. Devido à ausência de vascularização da córnea, grande parte do oxigénio absorvido pelo olho é captado diretamente do ar atmosférico, sendo este transporte limitado durante a utilização de lentes de contacto. Para resolver este problema, algumas soluções já foram desenvolvidas, como gotas, pomadas e lentes com ligeiros melhoramentos de permeabilidade ao oxigénio. No entanto, nenhuma dessas soluções é ainda ideal, uma vez que não permitem que pacientes com baixa oxigenação ocular utilizem lentes de contacto sem correrem sérios riscos de danificar a visão. Este projeto interdisciplinar visa resolver este problema, desenvolvendo de raiz um novo tipo lentes de contacto gelatinosas com elevada capacidade de oxigenação, não só para os utilizadores de lentes em geral, mas também para pacientes com doenças específicas relacionadas com o défice de oxigénio, tais como o síndrome do “olho seco” ou queratite bacteriana. Com recurso a várias técnicas laboratoriais, uma solução inovadora foi desenvolvida, utilizando biomateriais para sorção, armazenamento e libertação de O2. Ao incorporar esta solução inovadora nas lentes aquando da sua polimerização, a lente final permitirá uma elevada captura de O2 da atmosfera, mantendo um ambiente altamente oxigenado junto à córnea. Os resultados deste estudo revelam-se coerentes com a ideia inicialmente proposta. Apesar de certos resultados necessitarem de ser aprimorados, existem evidências de que as lentes finais possuem propriedades de oxigenação substancialmente melhoradas em relação a lentes de contacto convencionais.
    2015 dissertação de mestrado Portugal acesso embargado
  7. 7

    Biocompatibilidade e tolerância de lentes de contacto de uso humano em animais de companhia : a propósito de 21 casos clínicos

    Publicação
    por Gonçalves,Márcia Raquel Abreu
    O uso de lentes de contacto (LC) representa uma abordagem terapêutica complementar em oftalmologia veterinária, promovendo a proteção da superfície ocular, alívio de dor e cicatrização corneana. Contudo, os dados sobre biocompatibilidade e tolerância das LC desenvolvidas para uso humano em animais de companhia são ainda escassos. Este estudo prospetivo e não cego visou avaliar a biofuncionalidade das LC humanas e a sua tolerância em animais de companhia com doenças corneanas, contribuindo para o conhecimento das indicações, vantagens e eventuais limitações do seu uso terapêutico. Foram ainda analisadas correlações oculares, diferenças raciais e a perceção dos detentores quanto ao conforto dos animais. Foram incluídos 21 animais (16 cães, 4 gatos e 1 coelho) que receberam uma LC de hidrogel de silicone de utilização mensal ou quinzenal. No total, utilizaram-se quatro tipos diferentes de lentes, que diferiam nas dioptrias (D) (0, -0.5 e -0.75) e nos raios de curvatura base (8.5 mm, 8.6 mm e 8.8 mm). As avaliações oftalmológicas realizaram-se nos dias 1 (D1), momento no qual se mediu também a fissura palpebral e o diâmetro corneano, 7 (D7) e 14 (D14). A biofuncionalidade foi avaliada pelo tempo de retenção das lentes, e a tolerância com base num score clínico de inflamação ocular. A perceção dos detentores foi avaliada pelas respostas a um questionário específico. A mediana do tempo de retenção das LC (n=14) foi de 3,5 dias (IQR: 2,0-7,0 dias), com uma taxa de retenção aos 7 dias de 23,8%. O teste de Schirmer não sofreu alterações estatisticamente significativas (p=0,922). A tolerância foi elevada, não se tendo observado sinais de inflamação ou desconforto. A fissura palpebral apresentou uma mediana de 22,0 mm (IQR: 20,0-25,0) nos cães e 20,0 mm (IQR: 20,0-21,3) nos gatos e o diâmetro corneano correspondeu a 17,0 mm (IQR: 16,0-18,5) nos cães e 20,0 mm (IQR: 19,0-20,0) nos gatos. Não se verificaram associações significativas entre a biofuncionalidade e os parâmetros biométricos, score clínico inicial, braquicefalia ou espécie. A perceção dos detentores foi positiva, com 75% a reportar diminuição do desconforto ocular. A ausência de efeitos adversos, bem como a manutenção da produção lacrimal aquosa durante a utilização das LC humanas demonstraram uma elevada tolerância destas no curto prazo. Pelo contrário, a biofuncionalidade foi baixa, possivelmente devido a diferenças anatómicas entre espécies e inadequação dos parâmetros biométricos. As limitações metodológicas apontam para a necessidade de estudos adicionais com amostras mais amplas e homogéneas
    2025 dissertação de mestrado Portugal acesso embargado
  8. 8

    Nanopartículas de albumina e ácido hialurónico carregadas de 5-FU em lentes de contacto para aplicações terapêuticas

    Publicação
    por Senra, Sara Filipa Miranda
    O tratamento atual do melanoma uveal metastático é limitado pela falta de uma terapia sistémica eficaz. Neste trabalho, foi desenvolvida uma formulação terapêutica baseada em nanopartículas de albumina do soro bovino (BSA) e ácido hialurónico (HA) para o transporte e libertação de um fármaco ativo para o melanoma, o 5-Fluorouracil (5-FU). As nanopartículas (NPs) de BSA/HA foram sintetizadas através do método de desolvatação e foram caracterizadas quanto ao tamanho e forma (por DLS e STEM), estabilidade (usando espetroscopias de absorção e fluorescência), eficiência de encapsulamento do fármaco e perfil de libertação. Foi testada a possibilidade de incorporar as nanoformulações em lentes de contacto (LC) de silicone-hidrogel (Si-Hi) Senofilcon A (substituição diária) e Lehfilcon A (substituição mensal). A incorporação das NPs e do fármaco nas LC foi realizada através do método de imersão durante seis dias. O índice de refração (IR), a transmitância no UV/visível (%T) e o conteúdo em água (CA) das LC foram determinados antes e depois da incorporação das NPs-BSA/HA carregadas com o fármaco, tendo-se ainda realizado uma caracterização química por FTIR. Todos os ensaios foram efetuados em triplicado. As nanopartículas de BSA/HA apresentam um diâmetro hidrodinâmico de 212 ± 5 nm (a pH 6,4), baixa polidispersividade, carga superficial negativa e estabilidade de, pelo menos, 30 dias. O fármaco 5-FU apresentou uma eficiência de encapsulamento de 18% ± 3%, tendo-se ainda verificado uma eficiência de adsorção de NPs de 28% ± 2% e de 31% ± 11% nas LC de Si-Hi de substituição diária e mensal, respetivamente. Os perfis de libertação revelam uma libertação sustentada de 5-FU em condições fisiológicas miméticas. As LC Senofilcon A, apresentaram uma libertação cumulativa de 5% após 24 horas e as LC Lehfilcon A, apresentaram uma libertação cumulativa de 5-FU de 10%. Após a imersão, o índice de refração das LC e o conteúdo em água não se alteraram significativamente (p > 0,05). Também não foram detetadas variações na transmitância UV/visível, com %T sempre acima de 85% na região do visível, e não foram encontradas alterações na estrutura química das LC utilizadas. Neste trabalho, foi possível concluir que as nanopartículas de BSA/HA são adequadas para uma libertação sustentada de 5-FU a partir de LC de Si-Hi. Ambas as LC diária e mensal mostraram que têm potencial de serem usadas para esta finalidade. Os resultados obtidos são promissores para futuros avanços no desenvolvimento e utilização de LC com nanopartículas integradas para aplicações terapêuticas, nomeadamente no melanoma uveal.
    2024 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  9. 9

    Towards non-invasive glucose monitoring on contact lenses

    Publicação
    por Abreu, Tiago dos Santos
    Diabetes mellitus, uma doença metabólica prevalente que afeta centenas de milhões de pessoas em todo o mundo, exige uma monitorização contínua da glicose para uma gestão eficaz. Os métodos atuais de monitorização da glicemia, como os glicosímetros comerciais, embora precisos, são invasivos e desconfortáveis, realçando a necessidade de alternativas não invasivas e ultrassensíveis. Os biomarcadores presentes no sangue foram encontrados em menor quantidade nas lágrimas, abrindo a possibilidade de usar o olho para monitorização não invasiva. As lentes de contacto surgem como potenciais candidatas para uma plataforma de biossensores, uma vez que mantêm contacto direto com o filme lacrimal. Aqui, apresentamos uma plataforma de deteção de glicose utilizando transístores de efeito de campo de grafeno controlados por eletrólitos (EG-GFETs) funcionalizados com enzimas glicose oxidase. A caracterização detalhada do material por espectroscopia Raman e fotoeletrônica de raios-X confirma a imobilização bem-sucedida da enzima, com um aumento acentuado do conteúdo de azoto de 0,9% para 7,6% de concentração atómica na superfície do grafeno, indicando cobertura com glicose oxidase. Os EG-GFET demonstram um limite de deteção ultrabaixo de 1 attomolar, com uma mudança consistente de voltagem do ponto de Dirac de +26 ± 4 mV e uma resposta linear a seis ordens de grandeza (até 1 picomolar, com uma sensibilidade de 10, 6 mV/década). O sensor mantém uma elevada seletividade na presença de interferentes e em lágrimas artificiais (com um limite de deteção de 100 attomolar). Com base neste conhecimento, desenvolvemos ainda uma estratégia dedicada à potencial integração de uma plataforma de deteção de glicose baseada em lentes de contacto revestidas de grafeno. Estas lentes com grafeno foram caracterizadas minuciosamente através de diversas técnicas para avaliar a sua qualidade, incluindo a morfologia, continuidade e uniformidade das camadas. O método de transferência de grafeno foi otimizado para superar desafios anteriores, como a rutura do filme e a cobertura irregular, incorporando um suporte impresso em 3D, permitindo a melhoria do processo de transferência. Foi desenvolvido um protocolo para funcionalizar o grafeno para deteção de glicose, integrando um modelo personalizado impresso em 3D que garantiu a imersão controlada e a proteção da lente durante a funcionalização. A espectroscopia Raman e as medições do ângulo de contacto foram empregues para monitorizar as modificações causadas no grafeno em cada etapa de funcionalização. Além disso, a espectroscopia ultravioleta-visível confirmou a interação bem-sucedida entre a glicose e a enzima imobilizada, com evidências de produção de peróxido de hidrogénio.
    2025 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  10. 10

    Lentes de contacto em crianças e adolescentes

    Publicação
    por Silva , Andreia Filipa de Sousa e
    O uso de lentes de contacto em crianças a adolescentes é cada vez mais frequente, proporcionando diversos benefícios para além da inerente compensação visual. Diversos estudos têm demonstrado as vantagens e oportunidades do uso de lentes de contacto nestas faixas etárias, mas esta prática é ainda residual em Portugal. Os objetivos deste estudo são conhecer a frequência e caraterísticas de uso de lentes de contacto em crianças e adolescentes numa rede de quatro consultórios de Optometria no Norte de Portugal. Um objetivo secundário do estudo é conhecer as vantagens e eventuais dificuldades que crianças e pais notam perante o uso de lentes de contacto e propor estratégias para minimizar as barreiras que dificultem o seu uso. No estudo retrospetivo foram utilizadas 4 bases de dados de consultórios para identificar a percentagem de crianças e adolescentes que usavam lentes de contacto entre 2016 e 2021. Na segunda parte, foi feito um estudo prospetivo em que crianças e adolescentes foram propostas a usar lentes de contacto pela primeira vez com um acompanhamento de 2 meses. Para o estudo retrospetivo obteve-se um total de 288 crianças e adolescentes, 173 do género feminino e 115 do género masculino, com uma idade média de 15,23±1,63 anos. Obteve-se para o olho direito um equivalente esférico médio de -2,31±2,10D e para o olho esquerdo -2,24±2,10D. Ao longo dos 5 anos consecutivos o número de adaptações diminuiu. Na segunda parte, obteve-se um total de 26 participantes com uma idade média de 14,92±2,31 anos. Apenas metade da amostra continuou a usar as lentes de contacto. Os sintomas característicos à adaptação foram questionados. Destes, 91,7% tem preferência pelo uso das lentes de contacto. A restante amostra descontinuou o seu uso e as razões mais frequentes foram a preferência aos óculos e o custo elevado. Os resultados do estudo fornecem a primeira caracterização dos jovens utilizadores de lentes de contacto no Norte de Portugal, sugerindo que as crianças que experimentaram lentes de contacto não as utilizam a médio prazo porque preferem usar óculos ou porque eles ou os seus pais têm medo do manuseamento e cuidado destes dispositivos.
    2023 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto