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A fala e a escrita de alunos quilombolas: intersecção nos estratos da língua
Publicaçãopor Furtado, Márcia Aparecida CamposOrigem: OasisbrEsta tese se fundamenta nas teorias que propõem o estudo da língua em contexto de uso. O interesse pela temática da pesquisa resultou da evidente escassez de investigação científica sobre o universo dos alunos quilombolas, com foco na população mato-grossense, especificamente, no que tange à área da linguagem. Insere-se na área dos estudos de língua portuguesa. É centrada em três aspectos principais, que são: 1º) descrição dos usos da língua portuguesa pelos alunos da comunidade escolar quilombola de Mata Cavalo; 2) discussão quanto à modalidade oral e à modalidade escrita da língua; 3) os diferentes estratos da língua, a saber: o morfológico, o sintático e o fonológico de ambas as variantes. Na modalidade oral, quanto aos estratos morfológico lexical, serão analisadas as formas verbais no infinitivo, no gerúndio e no pretérito. No nível sintático, as análises serão focadas nas concordâncias nominal e verbal e nos marcadores discursivos; e por último, no estrato fonológico, será objeto de análise a redução de palavras, e, ainda, a descrição do rotacismo. Na modalidade escrita, no que se refere ao estrato morfossintático, será objeto de análise a concordância nominal (uso de artigo, adjetivo, pronome, numeral e substantivo), concordância verbal (sujeito/verbo), o uso de expressões coloquiais (marcas de oralidade), o apagamento da desinência marcadora de infinitivo nos verbos, e o deslocamento de sílaba tônica. No nível sintático, serão analisadas as construções dos períodos por coordenação e por subordinação, os usos dos sinais de pontuação (vírgula e ponto final), e o emprego impreciso de recursos coesivos. No nível fonológico, será analisado o apagamento equivalente à supressão de um segmento (consoante, vogal ou glide) ou de uma sílaba inteira nas palavras. A concepção de língua(gem) adotada para esta pesquisa é a sociointeracionista, na qual o texto oral ou escrito é concebido como um lugar de interação entre os sujeitos. No que se refere à metodologia, o estudo se insere na perspectiva etnográfica, de natureza qualitativa, e se caracteriza como uma pesquisa linguístico-interpretativista. Como suporte teórico, adotou-se a Linguística Textual, especialmente no que se refere à existência de um continuum entre as modalidades da fala e da escrita, com os autores Marcuschi (2005, 2007, 2008), Koch (1984, 1997, 1999, 2001, 2002, 2005) e Bakhtim (1988, 2003) no que diz respeito à linguagem como fenômeno social. Autores que discutem conceitos relacionados às práticas pedagógicas, como Molica (1998), foram, também, estudados -
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Aspectos sonoros dos anglicismos no português brasileiro
Publicaçãopor Bruno Horta LizaOrigem: OasisbrEsta pesquisa tem por objetivo investigar como se concretiza a pronúncia de determinados empréstimos lexicais (xenismos) no português brasileiro, analisando como oito aprendizes brasileiros de inglês como língua estrangeira, residentes em Belo Horizonte, gerenciam o (re)aprendizado dessas mesmas palavras em língua inglesa. Para isso, foi feito um estudo no qual xenismos selecionados por seu uso corrente, dicionarização, integração ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa e freqüência de ocorrência no português brasileiro, foram lidos por participantes de diferentes níveis de proficiência, gênero e instituição de ensino. As transcrições fonéticas das leituras dessas palavras, apoiadas por uma análise acústica, geraram dados que foram depois analisados estatisticamente, levando-se em consideração as variáveis da pesquisa.Utilizando como referenciais teóricos a Teoria de Transferência Lingüística (ODLIN, 1989) e modelos multirrepresentacionais o Modelo de Exemplares (JOHNSON; MULLENIX, 1997; PIERREHUMBERT, 2001, 2003) e a Fonologia de Uso (BYBEE, 2000, 2001) , verificou-se que a pronúncia de tais palavras ocorre de uma forma gradual e estreitamente ligada ao item lexical, e não de uma forma processual e previsível como se esperava. Se, por um lado, os dados obtidos mostram que o fator gênero não foi relevante para a pronúncia desses empréstimos, por outro lado, eles apontam para a relevância do nível de proficiência e instituição de ensino dos participantes. Além disso, a freqüência de ocorrência do item lexical, como neologismo no português brasileiro, parece não influenciar a pronúncia dos empréstimos em língua inglesa. -
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Panorama dos estudos das vogais pretônicas no Portuguêsdo Brasil: meta-análise das pesquisas desenvolvidas de1980 a 2012
Publicaçãopor Idalena Oliveira ChavesOrigem: OasisbrEsta tese tem como objetivo descrever e analisar as pesquisas em nível de mestrado e doutorado realizadas no período de 1980 a 2012, sobre as vogais médias em posição pretônica no português brasileiro. A partir de uma revisão de toda a literatura, através de uma metodologiadenominada de Síntese de Pesquisas (Norris e Ortega, 2006) e com o recurso estatístico da meta-análise (Glass, 1977), discuto os resultados das investigações sobre o vocalismo pretônico que tiveram como suporte a teoria da variação, referenciada por Willian Labov, nas décadas de 60 e 70. Identifica-se o que há em comum em relação às análises dos fatores sociais e linguísticos considerados como favorecedores ou inibidores da alternância das vogais médiasanterior e posterior, que ora podem se realizar como [e ~ e ~ i] e [o ~ o~ u] em vários dialetos do Brasil. Observou-se que a busca pelo melhor modelo para explicar o fenômeno de variação que acomete essas vogais seguem o mesmo padrão ao longo de mais de trinta anos de pesquisa: o modelo da Sociolinguística quantitativa. Com poucas inserções em outras teorias, as 28 dissertações de mestrado e 10 teses de doutorado utilizadas como referências, contemplamquase todas as regiões brasileiras e confirmam essa abordagem. Desse material extraímos os fatores linguísticos e não-linguísticos, observados pelos pesquisadores como variáveis independentes, bem como o resultado da atuação dos mesmos na realização da pretônica. Os dados referentes aos resultados de todas as pesquisas, organizados em tabelas, nos permitiram comparar as diferenças e semelhanças entre eles, e mostrar o que ainda pode ser discutido emrelação ao vocalismo pretônico. A pesquisa realizada não encontrou nenhuma resposta para a questão da alternância pretônica. Entretanto, evidenciou uma maior influência de fatores linguísticos para sua realização. É provável que nenhuma teoria fonológica consiga explicitaro tipo de variação vocálica abordada aqui, pois, conforme Oliveira (2013), os fenômenos linguísticos estão relacionados a um sistema dinâmico da língua que envolve um conjunto de atratores internos e externos. Uma nova abordagem, como a teoria da complexidade tem muito a oferecer às pesquisas futuras sobre o vocalismo pretônico, e, talvez, possa apaziguar a inquietação dos pesquisadores sobre esse fenômeno. -
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Acentuação gráfica no português brasileiro: desafios para a escrita infantil
Publicaçãopor Amarildo Viana MarraOrigem: OasisbrEsta dissertação investiga a acentuação gráfica de palavras do português brasileiro em redações de crianças e pré-adolescentes de 6 a 12 anos da cidade de Belo Horizonte/MG, utilizando os princípios da Linguística de Corpus (BERBER SARDINHA, 2003; BERNARDINI, S; STEWART, D; ZANETTIN, F, 2003). A maioria das palavras do português não é acentuada graficamente. Há preferência para a não acentuação gráfica em dois casos: 1) quando a palavra é paroxítona terminada em vogal: casa ['kasa]; 2) quando a palavra é oxítona terminada em consoante: melhor [meh]ou em semivogal: papai [pa'pa]. Por outro lado, quando uma palavra não segue essas preferências, o acento gráfico ocorre (cf. QUEDNAU e COLLISCHONN 2006). Dessa forma, a acentuação gráfica ocorre quando a tonicidade das palavras se desvia do padrão preferencial. O acento agudo (´) indica vogal tônica aberta, o acento circunflexo (^) indica vogal tônica fechada. Desde os estudos de Gonçalves Viana (1904), a acentuação gráfica no português se baseianessas noções. Assim, o acento gráfico é aplicado para quatro princípios: 1) indicar que uma sílaba é tônica: é [' ] (verbo) e [i](conjunção); 2) indicar a posição da sílaba tônica: cará [ka'ra] cara ['kara]; 3) indicar a abertura ou o fechamento de som vocálico: cipó [si'p] capô [ka'po]; léu [l] leu [le]4) diferenciar sentidos em palavras homônimas perfeitas: pôr ['poh](verbo) por ['poh] (preposição). Esses princípios resultam em regras de acentuação gráfica que são previstas por normas baseadas em reformas e acordos ortográficos que procuram organizar, prescrever e normatizar os usos da ortografia do português. Nesta dissertação, foi analisado um corpus de 62.673 palavras procedentes de 7.892 redações de alunos de escolas localizadas em Belo Horizonte/MG, no qual foram pesquisadas as seguintes relações: palavras acentuadas graficamente x acerto, omissão, troca de diacrítico e troca de sílaba. Os resultados revelaram que: (1) a maioria das palavras do português não tem acentuação gráfica. Dentre as palavras acentuadas graficamente (tipos distintos), a maioria delas é proparoxítona, tendo as oxítonas em nível intermediário e as paroxítonas em menor número; (2) dentre todas as palavras acentuadas graficamente escritas pelas crianças nasproduções textuais, foram atestadas mais palavras oxítonas acentuadas, sendo seguidas pelas proparoxítonas e com as paroxítonas acentuadas em menores índices; (3) a taxa de acerto ortográfico em palavras acentuadas é relativamente alta na seguinte ordem: primeiro nas oxítonas, segundo nas paroxítonas e em menor número nas proparoxítonas; (4) o principal erro ortográfico cometido em palavras acentuadas é a omissão do diacrítico na seguinte ordem: primeiro nas oxítonas, segundo nas paroxítonas e por fim nasproparoxítonas; (5) a troca de diacrítico e a acentuação de sílaba trocada são erros que apresentam índices baixos; (6) um pequeno número de regras de acentuação é suficiente para acentuar corretamente um grande número de palavras encontradas no corpus analisado: a) três regras para as oxítonas, b) duas para as paroxítonas e c) duas para as proparoxítonas são responsáveis pela acentuação gráfica de 90% de todas as palavras do corpus; (7) as novas regras do Acordo Ortográfico de 1990 representam apenas 0,1% de todo o corpus pesquisado. -
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Variação das vogais médias em posição pretônica nas regiões norte e sul de Minas Gerais : uma abordagem à Luz da Teoria da Otimalidade
Publicaçãopor Rubens Vinicius Martins GuimaraesOrigem: OasisbrA presente dissertação apresenta uma análise acerca do comportamento das vogais médias, em posição pretônica, a partir de dados obtidos dos dialetos das regiões Sul e Norte de Minas Gerais. Tais regiões apresentam um interessante fenômeno de variação, que se resume basicamente nos seguintes aspectos: na região Sul, não se observa, na produção do falante, a presença da vogal média-baixa em posição pretônica, enquanto que, em determinados contextos fonológicos, a presença dessa vogal é absolutamente relevante na região Norte. Além da variação interdialetal, verificou-se também a variação intra-dialetal, que se estabelece tanto na região Sul, quanto na região Norte. As diferentes variações, bem como os processos e ambientes fonológicos que atuam determinando as escolhas dos falantes foram devidamente descritos e analisados à luz da Teoria da Otimalidade. A partir de um input sempre constituído de vogal média-alta, percebeu-se que, na região Sul, as restrições que se mostram ativas são IDENT [ATR], IDENT (HEIGHT) e *MID. Nesse dialeto, as restrições IDENT [ATR] e IDENT (HEIGHT) são responsáveis pela preservação da estrutura do input, enquanto que a restrição *MID atua determinando a redução vocálica e, conseqüentemente, o alçamento da vogal média-alta. Por outro lado, no dialeto da região Norte, além das restrições já citadas e suas respectivas funções, mostram-se ativas as restrições AGREE e *e/o. A primeira atua determinando que, a partir do processo de harmonia vocálica, a vogal média-alta torne-se vogal média-baixa. AGREE prevê que, se a vogal tônica do input for média-baixa, o traço [-ATR] deverá ser assimilado pela vogal média em posição pretônica, definindo a mudança. Por sua vez, a restrição *e/o revela a neutralização, em posição pretônica das vogais médias-altas, tornado-as vogais médias-baixas. Todos os processos foram abordados a partir da vertente clássica da Teoria da Otimalidade e pelas propostas variacionistas de Anttila & Cho (1998) e de Coetzee (2005). Ao final, ainda se apresentou uma possível abordagem a partir da proposta de Lee & Oliveira (2006). -
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Categorização Fonológica e Representação Mental: uma análise da alternância entre [Ks] e [s] à luz de modelos de uso
Publicaçãopor Maria Mendes CantoniOrigem: OasisbrEste estudo tem como objetivo avaliar a variação de seqüências sonoras no português brasileiro atual. Enfoca-se a alternância observada entre a seqüência [ks] e o som [s], em palavras como sintaxe [si)ÈtaksI] ~ [si)ÈtasI]. Foram identificados três grupos de palavras: (1) aquelas em que [ks] e [s] alternam e (2) aquelas em que ocorre apenas [ks] ou (3) apenas [s], sem alternância. Buscou-se avaliar as relações estabelecidas entre as palavras de cada grupo no léxico, tendo como pano de fundo uma discussão mais ampla sobre a representação mental e a dinâmica de armazenagem e processamento dos sons das línguas. Outra questão abordada neste estudo é se [ks] pode ser mais bem caracterizado como uma seqüência de sons ou como um único som. Os estudos sobre o sistema sonoro do português brasileiro, de base formalista, assumem que [ks] seria um encontro consonantal, mas nenhum deles considera a existência de alternância entre [ks] e [s] em algumas palavras. Demonstra-se que os modelos formalistas, unirrepresentacionais, não oferecem uma análise satisfatória do fenômeno em estudo, por não conseguirem lidar com o condicionamento lexical que opera na alternância [ks]~[s], com as interações funcionais que se dão entre [ks] e os outros sons da língua e com as motivações da alternância. Defende-se que os modelos representacionais desenvolvidos pela Gramática Cognitiva (LANGACKER, 1987), pela Fonologia de Uso (BYBEE, 2001) e pelo Modelo de Exemplares de Pierrehumbert (2000) podem oferecer uma análise mais completa da alternância [ks]~[s]. Promove-se uma comparação de [ks] com os encontros consonantais heterossilábicos do português brasileiro não desfeitos por epêntese, de um lado, e, de outro, com as consoantes complexas da língua. Verificou-se que [ks], ao contrário dos encontros consonantais heterossilábicos, (1) pode ocorrer em coda final, posição em que tem, inclusive, se tornado muito produtivo nos últimos anos; (2) não é suscetível a epêntese, que não foi atestada no experimento. Verificou-se a assimilação de vozeamento de [s] em palavras com [ks] referente a estrutura CVC, mas não em palavras com [ks] referente a estrutura CC. Das palavras contendo [ks], apenas algumas apresentaram possibilidade de alternância com [s], apontando para um quadro de difusão lexical. São apresentadas, com base nos resultados dos experimentos realizados, análises multirrepresentacionais da alternância [ks]~[s]. Defende-se que a alternância [ks]~[s] seria um caso em que estruturas análogas apresentam representações mentais diferentes. Os resultados dos experimentos comprovaram alguns pressupostos dos modelos de uso, como (1) a freqüência de ocorrência exerce impacto sobre a mudança sonora (palavras mais freqüentes são afetadas primeiro por mudanças redutivas); (2) o detalhe fonético é relevante para as representações mentais; (3) o uso lingüístico promove a alteração imediata das representações, que são dinâmicas; (4) o gerenciamento das gramáticas é específico e individual. -
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Um estudo variacionista e fonológico sobre o alçamento das vogais médias pretônicas na fala uberlandense
Publicaçãopor Felice, Ana Carolina Garcia LimaOrigem: OasisbrCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior -
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Estatuto da forma cê: clítico ou palavra?
Publicaçãopor Liliane Pereira BarbosaOrigem: OasisbrO fato de cê ser considerado um clítico pronominal sintático em investigações anteriores e a constatação da possibilidade desta forma aparecer em posições em que um clítico não aparece fazem-nos questionar sobre o seu verdadeiro caráter. Fundamentando-se na Teoria da Cliticização e através de seus testes fonológicos, morfológicos e sintáticos propostos para identificar clíticos, constata-se que cê se comporta não como clítico, mas como palavra plena. Esta constatação é ratificada, segundo o quadro teórico da Fonologia Prosódica. Propõe-se, respaldados pela Fonologia Prosódica, que a atonicidade percebida em cê está no nível da frase e não na palavra. Justifica-se esta sua ausência de tonicidade através da possibilidade de alternância de proeminência acentual no constituinte prosódico frase entoacional. Por relacionar-se a aspectos semânticos, sintáticos e de desempenho do falante, este constituinte determina nó forte ou fraco a cê, ou seja, sua posição forte ou fraca na sentença. -
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Seqüências de (oclusiva alveolar + sibilante alveolar) como um padrão inovador no português de Belo Horizonte
Publicaçãopor Camila Tavares LeiteOrigem: OasisbrO presente trabalho avalia a ocorrência de seqüências de (oclusiva alveolar + sibilante alveolar não vozeada) - ts, ds - em contextos concorrentes com as seqüências de (africada alveopalatal + vogal i + sibilante alveolar não vozeada) - tis, dis - no português falado na cidade de Belo Horizonte. Esta dissertação utiliza como base teórica as teorias do Modelo de Exemplares, da Fonologia de Uso e da Fonologia Articulatória. O corpus utilizado para análise é constituído de dados de 16 informantes universitários 4 do sexo masculino e 4 do sexo feminino com idade até 25 anos, 4 do sexo masculino e 4 do sexofeminino com idade acima de 35 anos. Os dados foram submetidos à análise estatística no programa Minitab versão 14. Os resultados da análise estatística com relação aos fatores estruturais apontam para uma maior tendência à ocorrência da variante inovadora quando aoclusiva alveolar é não vozeada, isto é, t, e quando a seqüência avaliada encontra-se nas bordas da palavra. Os resultados referentes ao fator freqüência corroboram a proposta da Fonologia de Uso de que em casos de mudança foneticamente graduais, as palavras maisfreqüentes mudam primeiro. A análise do fator palavra mostrou que, embora o fator freqüência seja importante, ele não garante a realização do padrão inovador. O comportamento individual das palavras indica que a mudança é lexicalmente gradual apresentando diferentes taxas de variação dentro de um mesmo grupo de palavras, sejamfreqüentes ou infreqüentes. Quanto aos fatores não estruturais, observou-se que o fator sexo influencia a realização do padrão inovador: as mulheres tendem a ser mais conservadoras no que diz respeito à variação em questão. Os resultados referentes ao fator idadeapresentam indícios de que pode se tratar de uma mudança em progresso: os participantes mais jovens têm uma maior taxa de realização da forma inovadora que os participantes mais velhos. A análise do fator indivíduo também é realizada e mostra que o comportamento individual é mais homogêneo que o comportamento do grupo. Os dados foram ainda submetidos à análise acústica no programa Praat. Os resultados obtidos mostram que há gradualidade fonética entre a realização das variantes plenas tis, dis e a realização das variantes inovadoras ts, ds, o que condiz com a proposta da Fonologia de Uso e da Fonologia Articulatória. Os resultados também apontam para a importância da variabilidade na fala e da incorporação do detalhe fonético na análise lingüística, um dos pontos do Modelo de Exemplares. -
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Análise do estatuto da palavra prosódica no português brasileiro na interação entre constituintes prosódicos e morfológicos
Publicaçãopor Sofia Martins Moreira LopesOrigem: OasisbrEsta tese busca explicitar o estatuto da palavra prosódica no português brasileiro (PB). Para isso, analisamos as evidências prosódicas e morfológicas implicadas nos processo de formação de palavras nessa língua, uma vez que consideramos imprescindíveis as estruturas desses processos para a caracterização da palavra prosódica. Partimos de alguns pressupostos básicos: a palavra prosódica recebe um e apenas um acento primário; e a relação entre constituintes morfológicos e constituintes prosódicos não é isomórfica. Morfologicamente, verificamos se a noção de forma livre e fatoração são critérios para a caracterização da palavra prosódica no PB. Verificamos, também, as estruturas morfológicas da prefixação, sufixação e composição, discutindo as semelhanças entre eles e também as diferenças, a fim de identificar qual deles tem características que os identificam como palavras prosódicas. Prosodicamente, demonstramos se o acento primário pode ou não ser atribuído a prefixos, sufixos e palavras compostas e as regras fonológicas a que estão sujeitos, com o intuito de identificar aqueles elementos morfológicos que devem ou não ser considerados como palavras prosódicas.
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- Alan Jardel de Oliveira 1 results 1
- Alessandra Mara de Assis 1 results 1
- Aline Alves Fonseca 1 results 1
- Amarildo Viana Marra 1 results 1
- Bruno Horta Liza 1 results 1
- Camila Tavares Leite 1 results 1
- Carla Aparecida de Vasconcelos 1 results 1
- Cecilia Valle Souza Toledo 1 results 1
- Crysna Bomjardim da Silva Carmo 1 results 1
- Daniela Mara Lima Oliveira Guimaraes 1 results 1
- Evilazia Ferreira Martins 1 results 1
- Fabiana Andrade Penido 1 results 1
- Felice, Ana Carolina Garcia Lima 1 results 1
- Furtado, Márcia Aparecida Campos 1 results 1
- Idalena Oliveira Chaves 1 results 1
- Iiris Emilia Rennicke 1 results 1
- Izabel Cristina Campolinba Miranda 1 results 1
- Jamila Viegas Rodrigues 1 results 1
- Luciano Cesar Alves de Deus 1 results 1
- Macilene Vilma Gonçalves 1 results 1
- Marcelo Augusto da Silva Vieira 1 results 1
- Maria Helena Soares Paes 1 results 1
- Maria Mendes Cantoni 1 results 1
- Marisa de Sousa Viana Jesus 1 results 1
- Marlucia Maria Alves 1 results 1
- Matheus Freitas Gomes 1 results 1
- Neffer Luiza de Aguiar Pinheiro 1 results 1
- Nivia Aniele Oliveira 1 results 1
- Ricardo Fernandes Napoleao de Souza 1 results 1
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