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Características prosódicas do tópico em PE e o uso do pronome lembrete
Publicationby Bruno Neves Rati de Melo RochaOrigin: OasisbrEsse trabalho consiste em uma análise baseada emcorporade dois aspectos da unidade informacional de Tópico: a identificação das formas entonacionais de Tópico em PE e a relação, em PB, entre a unidade informacional de Tópico e o uso do pronome lembrete. A pesquisa foi conduzida à luz da Teoria da Língua em Ato, segundo a qual o enunciado é definido como a menor unidade passível de interpretação pragmática, ou seja, um ato de fala. As fronteiras entre os enunciados e as suas unidades internas são delimitadas pela entonação. Uma das possíveis unidades internas é a unidade informacional de Tópico, a qual estabelece o âmbito de aplicação da força ilocucionária enunciado. A ilocução é realizada em uma unidade chamada de Comentário, a qual existe em todos os enunciados. Pesquisas mostram que o Tópico pode ser realizado segundo quatro formas entonacionais. Essa investigação foi conduzida em umsubcorpusde PB com 20 textos do C-ORAL-BRASIL de aproximadamente 1.500 palavras cada e em umsubcorpusde PE com 5 textos do C-ORAL-ROM com as mesmas dimensões. Para as análises prosódicas, foram usados os programas WinPitchePraat, os quais permitem identificar e manipular parâmetros como movimentos de F0, duração e intensidade. Nosubcorpusde PE, foram identificadas 72 unidades informacionais de Tópico, distribuídas entre as 4 formas entonacionais já descritas, mas apresentando novas variantes às mesmas. A forma entonacional mais frequente em PE parece ser a de tipo 4, encontrada também em PB e inexistente em Italiano. A forma de tipo 3, frequente em Italiano e usada no PB, é rara em PE. Esses dados, os quais devem ser verificados emcorporamaiores, parecem significativos para compreender as tendências de uso das formas entonacionais em PB. Com relação ao pronome lembrete, o exame dosubcorpusde PB mostrou que esse tipo de retomada pronominal ocorre exclusivamente na estrutura Tópico-Comentário, retomando no Comentário um SN do Tópico. Assim, a retomada por pronome lembrete está sujeita a restrições prosódicas e informacionais. A maior parte das ocorrências são relativas a retomada do sujeito da oração na unidade de Comentário, dando a entender que ela é usada para o preenchimento da função sintática de sujeito da unidade de Comentário. Verificou-se também que o uso do pronome lembrete não é uma estratégia majoritária no PB. Não foram encontrados pronome lembrete nosubcorpusde PE. -
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Duração dos segmentos vocálicos orais, nasais e nasalizados do português brasileiro
Publicationby Hellen de Oliveira ValentimOrigin: OasisbrEste trabalho teve o intuito de investigar a influência da qualidade vocálica, do grau de nasalidade, do modo de articulação da consoante subseqüente e do ponto de articulação da consoante subseqüente sobre a duração das vogais /a/, /i/ e /u/ orais, nasais e nasalizadas sem incluir a medida do murmúrio nasal, quando presente, e sobre o murmúrio nasal. Foi utilizada a análise espectrográfica dos sons para a obtenção dos dados. Participaram deste estudo 15 homens maiores de 18 anos de idade. Os resultados revelaram que, mesmo sem a inclusão da medida do murmúrio nasal, as vogais nasais tiveram suas durações maiores que as orais. A duração da vogal dependeu não apenas da nasalidade, mas da qualidade vocálica, do ponto de articulação da consoante subseqüente e do modo articulatório da consoante subseqüente. A presença e a duração do murmúrio nasal não dependeram da qualidade vocálica nem do ponto de articulação da consoante subseqüente. A presença do murmúrio nasal dependeu do modo articulatório da consoante subseqüente. Além disso, os achados deste estudo permitiram concluir que a inclusão do murmúrio nasal na medida de duração das vogais nasais pode ser desnecessário. -
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O papel da prosódia na expressão de atitudes do locutor em questões
Publicationby Leandra Batista AntunesOrigin: OasisbrEste trabalho tem por objetivo discutir o papel da prosódia na expressão das atitudes do locutor em questões. Mais especificamente, o papel da prosódia foi estudado nas atitudes neutra, crítica, dúvida, incredulidade, indução, interesse e provocação, em questões realizadas em programas de debate e entrevista televisionados por três pequenas redes de TV de Belo Horizonte. No âmbito teórico, foi discutido o papel da prosódia na expressão da modalidade interrogativa e na expressão das atitudes do locutor. Também foi feita a discussão a respeito das questões, principalmente do ponto de vista da Teoria dos Atos de Fala, buscando caracterizar tais atos na interação verbal. Além disso, procurou-se demonstrar como as atitudes do locutor e a prosódia se relacionam às questões. Para verificar os objetivos, foram gravadas e analisadas aproximadamente novecentas questões de debates e entrevistas televisionados. Através do software Praat®, medidas de freqüência fundamental e duração foram feitas para as questões neutras, críticas, com dúvida, incrédulas, indutivas, com interesse e com provocação. Após tratamento estatístico dos dados, as características prosódicas das questões atitudinais estudadas foram descritas. Foi possível concluir que a prosódia exerce um papel importante na expressão das atitudes nas questões analisadas. A freqüência fundamental e a duração apresentam valores diferentes (muitas vezes significativamente diferentes) nas diversas atitudes estudadas. Apesar de o movimento melódico característico da interrogatividade ter permanecido o mesmo nas questões analisadas, mudanças melódicas locais, em conjunto com medidas de duração, apresentaram-se importantes na caracterização e distinção das atitudes estudadas. -
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Pragmática da entonação: a relação prosódia/ contexto em atos diretivos no Português
Publicationby Adriana Nascimento BodolayOrigin: OasisbrO presente trabalho tem por objetivo apresentar uma análise sobre a relação entre o uso de parâmetros prosódicos e os atos de fala no Português brasileiro. SPERBER & WILSON (1995), HIRST (2005), WICHMANN (2005) demonstram que a produção do sentido, no momento da enunciação, não depende do conteúdo lexical, mas sim de uma correlação entre fatores internos e externos ao ato de linguagem. De modo a demonstrar de que forma tais aspectos, informações prosódicas, informações semânticas e informações contextuais, estão interligados, propomos neste trabalho a investigar, orientados pela Teoria dos Atos de Fala (AUSTIN, 1990, SEARLE, 1981) os atos diretivos. Como recorte metodológico, e de forma a garantir a qualidade do sinal acústico, selecionamos um corpus de dados da novela Belíssima, com personagens interagindo em contextos diferenciados. Os dados foram captados por antena UHF e gravados em aparelho de DVD. Do ponto de vista da análise instrumental, optamos pela extração da curva de F0 e pela medida da duração segmental, uma vez que a literatura apresenta ambos como os correlatos acústicos que melhor representam a entonação. Os resultados demonstram uma tendência de uso dois padrões para enunciados de ordem e dois para o pedido. Em termos de duração total do enunciado, as ordens são produzidas com duração menor que os pedidos. Há uma correlação significativa, no que diz respeito ao uso de uma força ilocucionária em função do alocutário, bem como uma tendência de alinhamento do pico de F0 na parte inicial dos enunciados, tanto de ordem quanto de pedido. No que se refere às atitudes, observamos que aquelas relacionadas à polidez e cortesia são as mais recorrentes. Propomos, também, uma discussão a respeito do parâmetro pontos-alvo, que é medido na curva melódica, uma vez que apenas três pontos não representam determinados tipos de padrão entonativo. -
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Acento tonal pré-nuclear ascendente no português brasileiro: comparação com a fala disártica parkinsoniana
Publicationby Marcelo Augusto da Silva VieiraOrigin: OasisbrEsta dissertação investiga a realização do acento pré-nuclear ascendente em português brasileiro. Seguindo os princípios da Teoria Métrica Autossegmental e da Fonologia Prosódica, a literatura apresenta duas representações para esse acento, L*+H e L+H*, sinalizando variação no alinhamento dos tons. Assim, objetivou-se esclarecer sua implementação fonética para, então, discutir sua representação fonológica. Além disso, procurou-se dialogar com as hipóteses de ancoragem, que propõem uma fixação dos alvos tonais à cadeia segmental. Para tanto, partindo do conceito de experimento natural, além da análise da fala de indivíduos saudáveis (CNT), analisou-se a fala de pacientes acometidos pela Doença de Parkinson (DP). Um experimento natural consiste em analisar um fenômeno num grupo que, por determinada patologia, naturalmente mostra alterações no fenômeno. Visa-se conhecer mais a respeito desse fenômeno em indivíduos saudáveis. Por suas restrições fonoarticulatórias devido à disartria, a DP pode lançar luz sobre a implementação fonética do acento pré-nuclear. Investigaram-se a distância entre os alvos tonais, as posições deles em relação às fronteiras da sílaba, suas alturas, a excursão e a taxa de variação de f0. Ademais, investigou-se a influência do ambiente entoacional precedente e da presença de fronteiras de unidades acima do nível da palavra - phrases. Observou-se que o vale se encontra nas regiões da fronteira inicial da sílaba tônica, adentrando-a quando o onset é vozeado. O pico, por sua vez, encontra-se na região final da vogal tônica, deslocando-se à direita nessa mesma condição. O alvo L é mais sensível às pressões do ambiente entoacional precedente, ficando o vale mais à direita quanto mais alto for o pico precedente. H sofre menos essas influências. A análise em DP mostrou vogais mais longas do que em CNT, e, com isso, o pico alinhava-se mais cedo. Assim, analisar DP contribuiu ao mostrar que H se realiza preferencialmente na vogal tônica quando há mais tempo (ou espaço silábico) disponível. Isso foi confirmado em CNT em contextos em que o acento pré-nuclear era sucedido por fronteiras de phrases. Nessas ocasiões, a vogal também foi mais longa e o pico foi realizado mais no interior da sílaba. De forma geral, esse estudo constatou uma maior instabilidade do alvo L e uma maior estabilidade de H. Por esses fatos, crê- se que a representação mais adequada para o acento pré-nuclear ascendente em português brasileiro é L+H*. Quanto à implementação fonética, observou-se que os alvos tonais se realizaram em regiões específicas (limites da sílaba tônica), porém sem a estabilidade rígida prevista nas versões conservadoras da hipótese de ancoragem. Além disso, viu-se que a taxa de variação de f0 é o parâmetro mais estável entre os analisados e que a altura dos alvos tonais muda com seus deslocamentos. A partir disso, interpretou-se que os falantes de português brasileiro precisam realizar um movimento de f0 que é codificado com uma dada taxa de variação, mas ajusta-o conforme as restrições temporais presentes na implementação fonética. São essas pressões temporais que farão com que o acento se desloque como um todo para a direita, podendo H ser realizado na sílaba postônica. -
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A prosódia no comando militar
Publicationby Lidiane Michelle Coelho de SouzaOrigin: OasisbrEste trabalho representa uma pequena contribuição em relação a alguns aspectos prosódicos do comando militar, considerando parâmetros como intensidade, freqüência fundamental, organização temporal, e algumas considerações sobre duração. Reflete sobre a questão metodológica, examinando dados de uma situaçãosimulada e de uma situação ordinária. Fazemos, ainda, algumas considerações sobre a expressão da atitude no comando.Encontramos características marcantes no comando militar como: a longa duração da primeira sílaba átona da palavra, que se encontrava fora da posição tônica, em alguns trechos do comando; aumento do registro e da tessitura; alta intensidade, que se mantém estável durante a execução do comando; enfraquecimento ou apagamento dasílaba pós-tônica e em outros momentos destaque da sílaba pós-tônica. Tais características prosódicas podem ainda veicular a expressão de autoridade no comando. Pudemos observar diferenças prosódicas nos diferentes dados de análise que compunham a situação simulada e a situação de avaliação, isto se dá graças à plasticidade prosódica que permite sua adaptação às diferentes situações, o que nos leva a concluir que dados de uma situação ordinária permitem resultados mais fiéis à situação que eles representam.
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