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Análise do estatuto da palavra prosódica no português brasileiro na interação entre constituintes prosódicos e morfológicos
Publicaçãopor Sofia Martins Moreira LopesOrigem: OasisbrEsta tese busca explicitar o estatuto da palavra prosódica no português brasileiro (PB). Para isso, analisamos as evidências prosódicas e morfológicas implicadas nos processo de formação de palavras nessa língua, uma vez que consideramos imprescindíveis as estruturas desses processos para a caracterização da palavra prosódica. Partimos de alguns pressupostos básicos: a palavra prosódica recebe um e apenas um acento primário; e a relação entre constituintes morfológicos e constituintes prosódicos não é isomórfica. Morfologicamente, verificamos se a noção de forma livre e fatoração são critérios para a caracterização da palavra prosódica no PB. Verificamos, também, as estruturas morfológicas da prefixação, sufixação e composição, discutindo as semelhanças entre eles e também as diferenças, a fim de identificar qual deles tem características que os identificam como palavras prosódicas. Prosodicamente, demonstramos se o acento primário pode ou não ser atribuído a prefixos, sufixos e palavras compostas e as regras fonológicas a que estão sujeitos, com o intuito de identificar aqueles elementos morfológicos que devem ou não ser considerados como palavras prosódicas. -
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Acento tonal pré-nuclear ascendente no português brasileiro: comparação com a fala disártica parkinsoniana
Publicaçãopor Marcelo Augusto da Silva VieiraOrigem: OasisbrEsta dissertação investiga a realização do acento pré-nuclear ascendente em português brasileiro. Seguindo os princípios da Teoria Métrica Autossegmental e da Fonologia Prosódica, a literatura apresenta duas representações para esse acento, L*+H e L+H*, sinalizando variação no alinhamento dos tons. Assim, objetivou-se esclarecer sua implementação fonética para, então, discutir sua representação fonológica. Além disso, procurou-se dialogar com as hipóteses de ancoragem, que propõem uma fixação dos alvos tonais à cadeia segmental. Para tanto, partindo do conceito de experimento natural, além da análise da fala de indivíduos saudáveis (CNT), analisou-se a fala de pacientes acometidos pela Doença de Parkinson (DP). Um experimento natural consiste em analisar um fenômeno num grupo que, por determinada patologia, naturalmente mostra alterações no fenômeno. Visa-se conhecer mais a respeito desse fenômeno em indivíduos saudáveis. Por suas restrições fonoarticulatórias devido à disartria, a DP pode lançar luz sobre a implementação fonética do acento pré-nuclear. Investigaram-se a distância entre os alvos tonais, as posições deles em relação às fronteiras da sílaba, suas alturas, a excursão e a taxa de variação de f0. Ademais, investigou-se a influência do ambiente entoacional precedente e da presença de fronteiras de unidades acima do nível da palavra - phrases. Observou-se que o vale se encontra nas regiões da fronteira inicial da sílaba tônica, adentrando-a quando o onset é vozeado. O pico, por sua vez, encontra-se na região final da vogal tônica, deslocando-se à direita nessa mesma condição. O alvo L é mais sensível às pressões do ambiente entoacional precedente, ficando o vale mais à direita quanto mais alto for o pico precedente. H sofre menos essas influências. A análise em DP mostrou vogais mais longas do que em CNT, e, com isso, o pico alinhava-se mais cedo. Assim, analisar DP contribuiu ao mostrar que H se realiza preferencialmente na vogal tônica quando há mais tempo (ou espaço silábico) disponível. Isso foi confirmado em CNT em contextos em que o acento pré-nuclear era sucedido por fronteiras de phrases. Nessas ocasiões, a vogal também foi mais longa e o pico foi realizado mais no interior da sílaba. De forma geral, esse estudo constatou uma maior instabilidade do alvo L e uma maior estabilidade de H. Por esses fatos, crê- se que a representação mais adequada para o acento pré-nuclear ascendente em português brasileiro é L+H*. Quanto à implementação fonética, observou-se que os alvos tonais se realizaram em regiões específicas (limites da sílaba tônica), porém sem a estabilidade rígida prevista nas versões conservadoras da hipótese de ancoragem. Além disso, viu-se que a taxa de variação de f0 é o parâmetro mais estável entre os analisados e que a altura dos alvos tonais muda com seus deslocamentos. A partir disso, interpretou-se que os falantes de português brasileiro precisam realizar um movimento de f0 que é codificado com uma dada taxa de variação, mas ajusta-o conforme as restrições temporais presentes na implementação fonética. São essas pressões temporais que farão com que o acento se desloque como um todo para a direita, podendo H ser realizado na sílaba postônica.
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