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  1. 1

    Do monolinguismo medieval ao bilinguismo (diglóssico) atual

    Publication
    by Vázquez Diéguez, Ignacio
    Origin: uBibliorum
    O século XIV marcou o início da irrupção da língua castelhana na Galiza como língua de cultura e da administração. Começou um processo de bilinguismo diglóssico que ainda dura até hoje (embora as duas línguas, galego e castelhano, na atualidade, gozem “oficialmente” do mesmo status social). Só foi, porém, no século XVI que o castelhano se estabeleceu definitivamente como língua oficial em todos os âmbitos cultos. Houve, no entanto, flutuação durante esses três séculos na sua aceitação como demonstra a produção escrita da época: de um lado existe uma vasta documentação burocrática que apresenta interferências linguísticas e do outro, conservam-se muitas cartas de carácter privado entre nobres que revelam afeto pela língua própria. Pretende-se neste trabalho dar a conhecer ao leitor português o processo histórico que propiciou essa situação, dispensada, felizmente, à língua portuguesa.
    2013 article Portugal open access
  2. 2

    Relatório de Estágio no Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial, Galiza e Norte de Portugal

    Publication
    by Pereira, Ana Neto
    Origin: uBibliorum
    Portugal e Espanha assumem pela questão geográfica uma longa relação histórica. A proximidade é constatada tanto a nível político, económico, social, cultural e financeiro, bem como em diversas posições conjuntas quanto à posição dos dois países na cena internacional. Outro dos fatores determinantes é a proximidade linguística, o que permite facilitar os processos de contato no contexto da Península Ibérica. De facto, se atendermos às questões económicas, a Espanha é o principal parceiro de Portugal, criando um cenário de dependência bastante considerável, o que resulta igualmente de ser o único país a fazer fronteira com o nosso país. A afirmação de uma perspetiva ibérica, na modelação do crescimento e do posicionamento dos dois países, constitui um eixo-central na presente análise. Neste contexto, salienta-se o período conjunto de ditaduras nos dois países no século XX, bem como a entrada no mesmo ano na Comunidade Económica Europeia (1986) como fatores determinantes para uma análise comparativa entre o desenvolvimento dos dois países. O presente Relatório resulta de um período de estágio no Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial, Galiza-Norte de Portugal, entidade sediada em Vigo e que constitui um importante alicerce nas relações entre os dois países. Com base no contexto da Europa das Regiões, importa analisar a forma como a região Galega e a do Norte de Portugal trabalham e procuram estreitar a respetiva relação.
    2018 master thesis Portugal open access
  3. 3

    Uma perspetiva ibérica sobre a Nouvelle Géographie Universelle de Élisée Reclus

    Publication
    by Coscurão, Ricardo
    Através da presente recensão, procura-se uma abordagem da Nouvelle Géographie Universelle, da autoria do geógrafo francês Élisée Reclus, a partir da análise de uma tradução dos capítulos referentes a Portugal e à Galiza, recém-publicada por Iago Bragado e Joseph Ghanime López. Trata-se de uma oportunidade para conhecer a visão deste conhecido geógrafo francês do século XIX relativamente a estes dois territórios da Península Ibérica, assim como uma ocasião renovada para analisar estes capítulos à luz de algumas das mais importantes características comuns a toda a obra de Reclus.
    2017 review Portugal open access
  4. 4
  5. 5

    Ocupações pleistocénicas da margem esquerda do Baixo Minho (Miño/Minho 2). Objetivos e primeiros resultados de um projeto transfronteiriço

    Publication
    by Cunha-Ribeiro, João Pedro
    Other Authors: Monteiro-Rodrigues, Sérgio; Gomes, Alberto; Méndez-Quintas, Eduardo; Meireles, José; Pérez-González, Alfredo et al.
    As mais antigas investigações arqueológicas no âmbito do Paleolítico da bacia hidrográfica do rio Minho (NW Peninsular) iniciaram-se na primeira metade do século XX. Por esta mesma altura realizaram-se também os primeiros estudos geomorfológicos na região, que permitiram correlacionar artefactos líticos com terraços fluviais. Durante a segunda metade daquele mesmo século, o estudo do Paleolítico ocorreu essencialmente na Galiza, ficando em Portugal reduzido a trabalhos pontuais e geograficamente circunscritos. A partir de 2010 assiste-se, igualmente na Galiza, ao desenvolvimento de um projecto de investigação que possibilitou não só a identificação de novos sítios arqueológicos, como também a sua datação absoluta, remetendo-os para o Plistocénico médio. A elaboração do projecto Miño-Minho, cujos primeiros resultados agora se apresentam, teve como principal objectivo dar continuidade na margem portuguesa a estes trabalhos iniciados no país vizinho.
    2017 book part Portugal open access
  6. 6

    O rural e o urbano no pensamento galeguista. Do rural como emblema identitario ao rurbano como realidade vivida

    Publication
    by Xerardo Pereiro
    Análise antropológica do pensamento e discursos do galeguismo histórico sobre as relações entre o rural e o urbano na Galiza
    2015 book part Portugal open access
  7. 7

    Novas formas de fazer turismo rural. Ecoagroturismo Arqueixal: Um exemplo de turismo responsável na Galiza

    Publication
    by Xerardo Pereiro
    Reflexão sobre novas formas de ligar a agricultura com o turismo: o ecoagroturismo
    2014 conference output Portugal open access
  8. 8

    Precedentes histórico-teóricos dos regionalismos dos Açores e da Galiza

    Publication
    by Abrunhosa, Ângelo
    Origin: IC-online
    INTRODUÇÃO: A ciência progride com a aquisição de novas verdades ou com a reposição crítica de velhas verdades relegadas para o olvido. É hoje vulgar dissertar-se sobre centralização, desconcentração e descentralização, quase sempre na perspectiva do constituído ou do estatuído, embora com a nobre ideia democrática de preservar a Nação face ao Estado. Os três vocábulos serviriam para equacionarmos a relação Estado-Poder / Estado-Comunidade; a título exemplificativo, na centralização, os problemas dos Açores são decididos por Lisboa e os da Galiza por Madrid; na desconcentração, esses problemas são decididos in loco, mas por pessoas nomeadas, respectivamente, por Lisboa e Madrid; finalmente, na descentralização, os mesmos problemas são decididos in loco por pessoas eleitas pelos Açorianos e pelos Galegos, sem dependência ou autorização vindas de Lisboa ou de Madrid. Todavia, o nosso trabalho não será divulgar teses ou nomes que já dissertaram brilhantemente sobre circunscrições territoriais administrativas ou político-administrativas, mas sim investigar a sua causalidade profunda registada pela História. Condensaremos o nosso labor, essencialmente, nos precedentes históricoteóricos dos regionalismos dos Açores e da Galiza, a fim de demonstrarmos, com os dois exemplos, que o Estado democrático é forte quando as suas raízes são bem alicerçadas e locais. Wilson, da Pensilvânia, estava certo em 1787, quando “defendia a construção da pirâmide federal a uma altitude considerável e, por essa razão, pretendia dar-lhe uma base tão ampla quanto possível”. Um alto nível de autonomia para as localidades e os grupos no Estado é essencial para a liberdade numa democracia. Dividiremos a dissertação em oito capítulos.
    2008 doctoral thesis Portugal open access
  9. 9

    Arqueologia da imagem e arte rupestre: estudo dos originais fotográficos históricos de Ramón Sobrino Buhígas (1888-1946)

    Publication
    by Ribeiro, Kenia De Aguiar
    De caráter interdisciplinar, esta investigação é uma intersecção entre as áreas da arqueologia pré-histórica e da imagem fotográfica histórica. Nosso objeto arqueológico é constituído por uma documentação fotográfica realizada no primeiro terço do século XX sobre a arte rupestre ao ar livre da Galiza, Noroeste da Espanha. Trata-se das imagens fotográficas registradas durante dezanove anos pelo naturalista espanhol Ramón Sobrino Buhígas (1888- 1946), o qual as reuniu e as organizou no Corpus Petroglyphorum Gallaeciae, obra publicada em latim no ano 1935 em Madrid. Entretanto, o advento da Guerra Civil Espanhola, somado a outros fatores, acabou por ofuscar a difusão desta obra-prima e pioneira no gênero. No ano 2000, a publicação de uma versão fac-similada com tradução dos textos para a língua galega promoveu nova difusão do Corpus Petroglyphorum. Sem embargo, a carente reprodução das imagens impressas em suas páginas acabou por comprometer a lisibilidade da valiosa documentação e o consequente entendimento das metodologias utilizadas no processo de registro das figuras rupestres. Com o objetivo de compreender tais procedimentos metodológicos, nos deslocamos até a cidade de Pontevedra (Galiza), onde se conserva em museu um exemplar histórico do raríssimo Corpus Petroglyphorum Gallaeciae, além de autênticos originais fotográficos do autor. A evolução da investigação in loco também nos proporcionou acesso ao acervo documental familiar onde se preserva cerca de quinhentos negativos fotográficos sobre placas de vidro com as imagens produzidas por Sobrino Buhígas. Desta forma, o manancial de informações obtido graças ao material conservado em ambos acervos gráficos nos permitiu identificar e descobrir importantes elementos metodológicos empregados pelo naturalista pontevedrês em seu trabalho de campo e em laboratório, bem como os meios que utilizou para comunicar os petróglifos galaicos naquele momento histórico. O resultado deste trabalho é, portanto, uma contribuição dupla, tanto para a historiografia da arqueologia quanto para a historiografia da fotografia, além de corroborar o caráter pioneiro e vanguardista do trabalho de documentação realizado por Ramón Sobrino Buhígas.
    2020 master thesis Portugal open access
  10. 10

    Antropoloxía dos discursos sobre as identidades galegas. Galiza S.A.

    Publication
    by Amoedo Martínez, Diego
    Other Authors: Xerardo Pereiro
    Con motivo da publicación e presentación do libro de Xerardo Pereiro titulado “Galiza S.A.” o 3 de xuño de 2025 no Museo de Historia de Valga (Galicia, España), os dous coautores deste texto mantiveron un diálogo sobre este ensaio de investigación que agora traducimos ao texto dialóxico que presentamos a continuación. O texto pode servir como unha forma de revisión crítica e difusión do texto. Consideramos que non son menos importantes os antropólogos que estudan seria e criticamente a cultura e as identificacións colectivas das nosas propias comunidades. E este traballo aborda a identidade vista desde as diversas ciencias sociais, as diferentes mitoloxías da unidade nacional galaica e española, a face multifacética das políticas lingüísticas, as guerras culturais e a mercantilización da etnicidade gallega como unha forma de reinventar o étnico en contextos e tempos de globalización capitalista.
    2025 article Portugal open access