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  1. 1

    Fogacho como marcador de risco cardiovascular na pós-menopausa recente: efeitos de tratamentos não hormonais

    Publicação
    por Rech, Ciciliana Maíla Zilio
    Origem: Oasisbr
    Neste ensaio clínico duplo cego, os efeitos de tratamentos não hormonais para os fogachos sobre a função endotelial, componente autonômico e pressórico da função vascular de mulheres na pós-menopausa recente foram investigados, através do uso da paroxetina na dose de 7,5 mg/dia e de placebo. Também avaliou-se os efeitos de ambos sobre sonolência diurna, qualidade do sono e percepção de estresse. Foram incluídas 142 pacientes (72 no grupo paroxetina e 70, no grupo placebo). A função endotelial foi avaliada por pletismografia de oclusão venosa (POV), o componente autonômico, por eletrocardiografia (ECG) de 10 minutos e a pressão arterial, através de monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA). Sonolência diurna, qualidade do sono e percepção de estresse foram avaliados pela Escala de Sonolência de Epworth (ESS-BR), pelo Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI-BR) e pela Escala de Estresse Percebido (PSS), respectivamente. Também foram avaliados os níveis de estradiol (E2) e sex hormone-binding globulin (SHBG). Houve redução significativa dos fogachos tanto no grupo paroxetina quanto no grupo placebo; entretanto, menores níveis de E2 (pré-tratamento no grupo paroxetina comparado ao grupo placebo; pós intervenção nos dois grupos, mais importante no grupo placebo, comparados ao basal) se refletiram em menores fluxos à hiperemia reativa, a despeito da redução dos fogachos em ambos os grupos. Ainda, o delta de E2 apresentou correlação direta significativa com os deltas absoluto e relativo do fluxo basal e com os deltas do fluxo pós-hiperemia reativa na amostra total. Após ajuste para os níveis de E2, a correlação inversa da nota dos fogachos com a média do fluxo pós hiperemia reativa na amostra total não manteve significância estatística e houve perda da correlação direta inicialmente observada entre nota de fogachos e pressão arterial sistólica (PAS) média do sono na amostra total. Houve no grupo paroxetina aumento dos componentes parassimpáticos HF e pNN50 à análise da variabilidade da frequência cardíaca e aumento da vasodilatação endotélio-independente à POV. Houve redução significativa dos sintomas psíquicos e do Índice de Kupperman-Blatt (IKB) além de melhora da qualidade do sono pelo PSQI- BR em ambos os grupos, porém aumento significativo das horas de sono ocorreu apenas no grupo placebo, à avaliação subjetiva. Aumento significativo de índice de massa corporal (IMC) ocorreu no grupo paroxetina, entretanto, não foi acompanhado de aumento na circunferência abdominal (CA). Em relação aos demais efeitos colaterais relatados, não houve diferenças significativas entre os grupos. Em conclusão, a redução dos fogachos per se não melhorou a função endotelial tornando pouco provável que o sintoma vasomotor em si seja o responsável direto pela disfunção endotelial. A redução dos fogachos pareceu ocorrer por efeito predominante no sistema nervoso central. Os níveis de E2 pareceram ser os responsáveis pela função endotelial neste estudo. Diferentemente do placebo, a paroxetina pareceu modular o sistema nervoso autônomo através do aumento do tônus parassimpático, o que pode trazer algum beneficio além da mera redução de sintomas em mulheres na pós-menopausa.
    2021 tese de doutoramento Brasil acesso aberto
  2. 2

    Frequencia e intensidade das ondas de calor em mulheres climatericas

    Publicação
    por Sa, Danielle Santos Bezerra
    Origem: Oasisbr
    Orientador: Aarão Mendes Pinto-Neto
    2005 dissertação de mestrado Brasil acesso aberto
  3. 3

    Efeitos da Morus nigra L. na síndrome climatérica: uma revisão de literatura

    Publicação
    por Silva, Eloíza Cristina da
    Outros Autores: Souza, Tainá Maria de
    Origem: Oasisbr
    Submitted by Rejaine Pereira (rejaine@ucb.br) on 2021-09-27T19:37:13Z No. of bitstreams: 1 Eloíza Cristina da SilvaTCCGraduação2021.pdf: 476008 bytes, checksum: 735056538a870c010ddfe8efb9345aa5 (MD5)
    2021 artigo Brasil acesso aberto
  4. 4

    Efeitos do Trifolium pratense nos sintomas climatéricos e sexuais na pós-menopausa

    Publicação
    por Giorno,Cecília Del
    Outros Autores: Fonseca,Angela Maggio da; Bagnoli,Vicente Renato; Assis,Joserita Serrano de; Soares Jr,José Maria; Baracat,Edmund Chada
    Origem: Oasisbr
    OBJETIVO: Avaliar os efeitos do tratamento com Trifolium pratense nos sintomas climatéricos e na satisfação sexual de mulheres na pós-menopausa. MÉTODOS: Este estudo foi prospectivo, randomizado, duplo-cego e controlado com placebo. Foram selecionadas 120 mulheres na faixa etária de 45 anos a 65 anos com sintomas climatéricos, amenorreia superior a um ano e sem tratamento nos últimos seis meses. Após a seleção, foram divididas em dois grupos: GT -receberam Trifolium pratense na dose de 40 mg, 1 capsula/dia; GP -receberam placebo (controle), contendo lactose, 1 cápsula/dia. A duração do tratamento foi de 12 meses. As pacientes foram avaliadas clinica e laboratorialmente antes do tratamento e com quatro, oito e 12 meses de tratamento. Foi empregado também o Índice Menopausal de Kupperman (IMK) e o Inventário de Satisfação Sexual Golombok Rust. No final do estudo, cada grupo tinha 50 pacientes. RESULTADOS: Houve melhora significante dos sintomas menopausais após quatro meses de tratamento pelo IMK, principalmente em relação aos fogachos, comparando os dados antes do tratamento nos dois grupos, porém, não houve diferença significante entre os grupos. Não houve melhora na sexualidade antes e após o tratamento. CONCLUSÃO: O tratamento por 12 meses com Trifolium pratense, na dose de 40mg/dia, não promoveu melhora significante dos sintomas menopausais e na satisfação sexual.
    2010 artigo Brasil acesso aberto
  5. 5

    The perception of women regarding the signs and symptoms of the climate/menopause and their relationship with the quality of life

    Publicação
    por Silva, Ingrid Möller da
    Outros Autores: Santos, Ana Maria Pujol Vieira dos; Burg, Maria Renita; Morgan Martins, Maria Isabel
    Origem: Oasisbr
    The transition from the reproductive to the non-reproductive period characterizes the climacteric/menopause, starting around the age of 35 and extending around the age of 60 years. The aim of this study is to describe the relationship between the signs and symptoms of menopause/menopause with the quality of life of women attending a Basic Health Unit. The research is descriptive and exploratory. Opinion Number: 2,634,860 and CAAE: 86378818.1.0000.5349. The population consisted of women aged between 40 and 60 years or more, with a sample of 205 women, in the city of Canoas, RS. The selection process will be a probabilistic sampling of the intentional type. There were three instruments for the collection: the characterization of the sample with sociodemographic data; the validated questionnaire, the Menopause Rating Scale (MRS), characterizes the signs and symptoms of menopause/menopause; the Brazilian Version of the Quality of Life Questionnaire-SF-36, assesses the quality of life of women in relation to their current situation, comprising four domains: Physical, Psychological, Social Relations and Environment. Menopause women present moderate to very severe signs and symptoms, when the association between the MRS and the SF-36 instrument was performed, there was a direct association with a reduction in quality of life. In view of the arguments, it was possible to see that the climacteric/menopause phase compromises the quality of life of women; build well-designed public policies so that health professionals can be prepared to identify and guide women in this period. With this, it is possible to contribute to promoting the care of women in menopause/menopause, since most of them are heads of families and need to remain productive.
    2022 artigo Brasil
  6. 6

    Efeitos da isoflavona de soja sobre os sintomas climatéricos e espessura endometrial: ensaio clínico, randomizado duplo-cego e controlado

    Publicação
    por Sena,Vera Maria Gomes de Moura
    Outros Autores: Costa,Laura Olinda Bregieiro Fernandes; Costa,Hélio de Lima Ferreira Fernandes
    Origem: Oasisbr
    OBJETIVO: avaliar o efeito da isoflavona de soja sobre os sintomas climatéricos e espessura endometrial em mulheres na pós-menopausa. MÉTODOS: ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado envolvendo 90 mulheres pós-menopausadas, entre 45 e 60 anos, com queixas de fogachos, acompanhados ou não de outros sintomas climatéricos. Foram randomizadas para receber 50 mg de isoflavona a cada 12 horas, diariamente, por 12 semanas (n=42), ou placebo (n=48), e avaliadas antes e ao final do tratamento, pelo índice menopausal de Kupperman (IK), no qual se registrava a intensidade dos sintomas climatéricos, utilizando uma escala visual analógica de 100 mm. Os fogachos foram avaliados separadamente também. Foram submetidas a uma ultra-sonografia transvaginal para a avaliação da espessura do eco endometrial. Para a análise estatística, empregaram-se o teste do chi2, ANOVA ou t de Student e Mann-Whitney, ao nível de significância de 5%. RESULTADOS: não foram observadas diferenças significantes no IK (64 versus 82, p>0,05) nem nos fogachos (20 versus 20, p>0,05), entre os grupos tratados com isoflavona ou placebo, respectivamente. Também não foram observadas diferenças significantes no IK e nos fogachos, antes e após o tratamento, quando os grupos tratados com isoflavona ou placebo foram analisados separadamente. Nenhuma diferença foi observada na espessura do endométrio após o tratamento entre os grupos tratados com isoflavona ou placebo (0,28 versus 0,26 mm, respectivamente, p>0,05). CONCLUSÕES: a isoflavona de soja, na dose de 100 mg/dia, não é mais efetiva que o placebo para a redução das ondas de calor e sintomas do hipoestrogenismo em mulheres na pós-menopausa e não apresenta efeitos sobre a espessura endometrial.
    2007 artigo Brasil acesso aberto
  7. 7

    Paullinia cupana para o controle de fogachos em pacientes com câncer de mama: um estudo piloto

    Publicação
    por Oliveira,Saulo Silva
    Outros Autores: del Giglio,Adriana Braz; Lerner,Tatiana Goberstein; Zanellato,Rebecca Melo; Tiemi,Livia; Reifur,Lucas et al.
    Origem: Oasisbr
    OBJETIVO: Avaliar se a Paullinia cupana diminui o número e a gravidade dos fogachos em mulheres após diagnóstico de câncer de mama. MÉTODOS: Estudo piloto prospectivo fase II realizado com mulheres que sobreviveram ao câncer de mama, que completaram o tratamento pelo menos 3 meses antes e que apresentavam ao menos 14 episódios de fogachos por semana. Utilizando o desenho de Simon para que a primeira etapa fosse considerada positiva, ao menos 9 de 15 mulheres deveriam ter a gravidade dos fogachos diminuída em pelo menos 50%. As pacientes receberam 50mg do extrato seco de Guaraná oralmente 2 vezes por dia por 6 semanas. Foram avaliadas, a gravidade e a frequência dos fogachos. RESULTADOS: Dezoito pacientes iniciaram o tratamento com Paullinia cupana e 15 completaram o estudo. Três pacientes deixaram o estudo imediatamente após iniciarem o tratamento em razão de dificuldade na participação e não adesão. Das 15 pacientes que completaram o estudo, 10 obtiveram diminuição de mais de 50% dos índices de gravidade de fogachos. Durante as 6 semanas de tratamento, diminuições estatisticamente significativas foram observadas tanto no número de fogachos (p=0,0009), quanto nos índices de gravidade (p<0,0001). Paullinia cupana foi bem tolerada, e não houve relato de toxicidade como causa de saída do estudo. CONCLUSÕES: Paullinia cupana pareceu promissora para o controle de fogachos. Estudos mais extensivos são necessários.
    2013 artigo Brasil acesso aberto
  8. 8

    Prevalência e fatores associados a fogachos em mulheres climatéricas e pós-climatéricas

    Publicação
    por Sclowitz,Iândora Krolow Timm
    Outros Autores: Santos,Iná da Silva dos; Silveira,Mariângela Freitas da
    Origem: Oasisbr
    Com o objetivo de determinar a prevalência de fogachos e fatores associados, em mulheres entre 40 e 69 anos de idade, provenientes de uma amostra representativa da população da cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, realizou-se um estudo transversal. O processo de amostragem foi em múltiplos estágios, e a coleta de dados, realizada através de entrevista e questionário auto-aplicado. Foram incluídas 879 mulheres. A prevalência ponto e a prevalência de episódio de fogachos foram, respectivamente, de 30,1% e 53,2%. Os fatores estatisticamente associados a fogachos atuais foram a categoria menopausal de pré-menopausa (RP = 2,33) e pós-menopausa (RP = 2,66); idade de 45 a 49 anos (RP = 1,34) e de 50 a 54 anos (RP = 1,42); status sócio-econômico mais baixo (RP = 2,16); não uso de anticoncepção hormonal após os 40 anos (RP = 1,40); obesidade (RP = 1,39); sobrepeso (RP = 1,32) e viver sem companheiro (RP = 0,80). Dada a alta prevalência do sintoma, é necessário que os serviços de saúde se organizem para lidar com a mulher climatérica.
    2005 artigo Brasil acesso aberto
  9. 9

    Efeito da estimulação transcraniana de corrente contínua nos sintomas vasomotores do climatério : ensaio clínico randomizado, cego, em paralelo, controlado com placebo-sham

    Publicação
    por Bianchi, Mônia Steigleder
    Origem: Oasisbr
    Introdução: Climatério é definido como o período de tempo onde ocorre a mudança de vida reprodutiva para não reprodutiva, com extensão de duração variável. Durante esse período e após o estabelecimento da menopausa, é comum o surgimento de diversos sintomas que expressam o esgotamento dos folículos ovarianos. Dentre os sintomas, o mais comumente relatado pelas mulheres são os sintomas vasomotores ou fogachos. Além da Terapia de Reposição Hormonal (TRH), outras medicações como os Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) têm sido empregadas na tentativa de melhorá-los. Justificativa: TRH não pode ser aplicado a todas as mulheres com sintomas. As medicações não hormonais, apesar de apresentarem melhores respostas que placebo, ainda demonstram pouco impacto clínico na redução dos sintomas vasomotores. Esta lacuna permite avaliar outras alternativas terapêuticas, como a Estimulação Transcraniana por Corrente Direta (ou tDCS, do inglês transcranial direct current stimulation). O racional para estudar o efeito desta técnica neste contexto, é o seu possível efeito modulatório autonômico. O que reforça a escolha desta técnica é o fato de ter eficácia demonstrada em outras patologias como depressão, dor, doença Parkinson dentre outras. A tDCS é um método de neuromodulação transcraniana não invasivo, que se baseia na aplicação de correntes contínuas de baixa intensidade, através de eletrodos colocados sobre o escalpo, de forma simples e indolor. Objetivo: Avaliar o efeito da tDCS (tratamento ativo) comparada ao tDCS-sham (placebo) nos sintomas vasomotores de mulheres na pós- menopausa como objetivo primário; e como objetivo secundário, seus efeitos na qualidade de vida. Método: Ensaio Clínico Randomizado realizado em 30 pacientes pós-menopáusicas com queixa de pelo menos 05 episódios de fogachos/dia. Participantes foram selecionadas no ambulatório de Climatério do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e via chamamento de jornal. Estas foram randomizadas para um dos grupos: tDCS ou placebo-sham. A intervenção consistiu na aplicação de sessões diárias de estimulação com corrente elétrica de 02 mili Ampere, pelo período de 10 dias consecutivos, à exceção dos finais de semana. Por uma semana anterior à intervenção e por 30 dias após, as participantes registravam o número e intensidade dos fogachos ao dia. Responderam ao Women´s Health Questionaire (WHQ) antes e ao termino da intervenção. Resultados: A média de fogachos/dia se comportou de forma semelhante nos dois grupos havendo uma redução do número de fogachos nas três primeiras semanas após intervenção com retorno ao basal a partir da quarta semana pós-aplicação. No grupo tDCS, se observou uma tendência a uma transferência dos fogachos intensos para leves sugerindo uma melhora clínica. Os resultados, apesar de não apresentarem significância estatística, reforçam a ideia de ampliar a investigação, com maior número de pacientes e com maior tempo de duração além do caráter inovador da pesquisa.
    2016 dissertação de mestrado Brasil acesso aberto
  10. 10

    Avaliação de modelo de menopausa em ratas : parâmetros fisiológicos, comportamentais, bioquímicos e novas estratégias terapêuticas

    Publicação
    por Moreira, Sônia Fátima da Silva
    Origem: Oasisbr
    Introdução: Os sintomas psíquicos e vasomotores são altamente prevalentes na transição menopáusica e na pós-menopausa, e estão relacionados ao hipoestrogenismo decorrente da falência ovariana que ocorre na mulher na meiaidade. Sua exata fisiopatogenia é desconhecida, porém alterações de neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina, parecem estar relacionados ao aparecimento dessa sintomatologia. A terapia estrogênica geralmente é efetiva em aliviar esses sintomas, no entanto muitas mulheres não podem ou não desejam este tipo de tratamento, por isso, diversas alternativas têm sido estudadas. Objetivos: esta tese teve como objetivo avaliar, em um modelo experimental de climatério em ratas, parâmetros fisiológicos, comportamentais e bioquímicos, visando testar duas novas terapias: a cetamina, um antagonista não competitivo do receptor N-metil-D-aspartato (NMDA) e a eletroestimulação transcraniana de corrente contínua (ETCC) respectivamente, para o comportamento do tipo depressivo e a disfunção termorregulatória. Métodos: Ratos Wistar fêmeas adultas (200 a 250 g) foram randomizadas pelo peso e submetidas a modelo de menopausa por meio de ovariectomia bilateral ou a procedimento sham (falsa cirurgia). No primeiro experimento, os animais foram submetidos ao teste do nado forçado para avaliar comportamento do tipo depressivo e posteriormente receberam uma dose de cetamina 10mg/kg de peso intraperitoneal. No segundo experimento, os animais foram avaliados quanto à disfunção termorregulatória e tratados com ETCC catódica. Resultados: No primeiro experimento, as ratas em estado hipoestrogênico apresentaram comportamento do tipo depressivo que foi revertido pela cetamina. As ratas sham apresentaram um quadro de menopausa precoce indexado por citologia vaginal, provavelmente decorrente da manipulação de anexos. Além disso, as ratas ovariectomizadas apresentaram comportamento tipo ansioso. No entanto, não houve alteração da atividade locomotora e exploratória entre os grupos. No segundo experimento, as ratas ovariectomizadas apresentaram aumento da temperatura retal que foi parcialmente revertido pela eletroestimulação transcraniana de corrente contínua; as ratas ovariectomizadas apresentaram níveis elevados de interleucina 8 no soro, em relação às não ovariectomizadas, sem diferença nos níveis hipotalâmicos; houve aumento dos níveis séricos e diminuição dos níveis hipotalâmicos de BDNF nas ratas ovariectomizadas e interação do modelo com a ETCC em relação aos níveis corticais de BDNF. Nos testes nociceptivos, as ratas ovariectomizadas apresentaram diminuição do tempo de latência de resposta no teste da placa quente e alodinia mecânica no teste Von Frey, parcialmente revertida pela ETCC, no entanto, não houve diferença entre os grupos no teste tail flick. Conclusão: Nossos estudos demonstram que o modelo de ovariectomia utilizado foi eficaz em reproduzir os sintomas apresentados no período perimenopausa tendo, portanto, potencial translacional. Adicionalmente, sugerem que, além dos sistemas serotoninérgico e noradrenérgico, outros sistemas parecem estar associados ao aparecimento de sintomas na transição menopáusica como, por exemplo, o sistema glutamatérgico. Demonstram ainda que a cetamina e a ETCC podem ser eficazes como adjuvantes no tratamento dos sintomas do climatério, respectivamente, farmacológico (nos sintomas depressivos) e não farmacológico (nos “fogachos”).
    2014 tese de doutoramento Brasil acesso aberto