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Vantagens da suplementação com vitamina D na fadiga, em doentes com fibromialgia: revisão sistemática
Publicationby Sousa, Horácio Pereira deOrigin: uBibliorumA Fibromialgia (FM) é uma doença crónica caracterizada por dor difusa associada a elevados níveis de fadiga cuja intensidade é muito variável. Sintomas semelhantes são encontrados em pacientes com baixos níveis de vitamina D, uma vitamina que se comporta como uma hormona com múltiplos recetores espalhados em vários tecidos. Embora o seu papel na fisiopatologia da fibromialgia permaneça obscuro, estudos apontam para uma correlação entre a deficiência de vitamina D e a gravidade dos sintomas da fibromialgia. Portanto, realizámos uma revisão sistemática da literatura para determinar o valor da suplementação de vitamina D na fibromialgia. As bases de dados Medline, EMBASE e Cochrane foram pesquisadas, de dezembro de 2021 a janeiro de 2022, usando os descritores “Fibromialgia”, “Fadiga” e “Vitamina D”. Foram selecionados ensaios clínicos randomizados e de controle incluindo pacientes com fibromialgia nos quais a suplementação de vitamina D foi feita. Os dados incluíram descrição sociodemográfica, critérios de diagnóstico, sintomas de fibromialgia, Questionário de Impacto da Fibromialgia (FIQ), formulário curto de saúde de 36 itens (SF36) e protocolo de suplementação de vitamina D. Dos 2.480 artigos iniciais, 4 foram elegíveis para análise final. Num dos estudos não se observou nenhuma melhora significativa do FIQ com a suplementação de vitamina D. Os três restantes observaram melhorias significativas nas pontuações do SF-36 e FIQ, mas em graus diferentes. Um demonstrou apenas melhorias em componentes específicos do SF-36, demonstrando também melhorias em relação à fadiga matinal. Outro demonstra melhoria em todos os parâmetros do SF-36, exceto no nível de dor. Por fim, o último estudo observou melhoria em ambas as escalas. A nossa revisão mostra resultados dissonantes sobre o papel do uso de suplementação de vitamina D na melhoria da qualidade de vida dos doentes com fibromialgia. Estes resultados podem ser explicados por diferentes protocolos de suplementação e também por diferentes níveis basais de vitamina D para os quais se decidiu suplementar. No entanto, a suplementação de vitamina D parece ter um benefício na fadiga e qualidade de vida em pacientes com FM. Estudos maiores, com maior duração e com protocolo de suplementação mais uniforme, são necessários para confirmar os resultados desta revisão. -
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Prevalência de fibromialgia no concelho da Covilhã
Publicationby Runa, Daniela de CarvalhoOrigin: uBibliorumIntrodução: A fibromialgia é uma síndrome clínica de etiologia desconhecida, caracterizada por dor generalizada crónica, fadiga crónica e distúrbios do sono. Causa um importante impacto negativo na qualidade de vida do indivíduo, o que por si só, cria a necessidade de aumentar o conhecimento acerca desta patologia. É uma situação clínica frequente, mas a sua prevalência é desconhecida. O objectivo deste estudo é estimar a prevalência de fibromialgia no concelho da Covilhã, e relacionar a mesma com variáveis socioculturais, de modo a identificar possíveis factores de risco da doença. Métodos: De Fevereiro a Abril de 2011, a versão portuguesa do London Fibromyalgia Epidemiology Study Questionnaire (LFESSQ) foi distribuída a uma amostra de conveniência de 850 utentes de cuidados de saúde primários. Para o questionário ser considerado válido todos os campos tinham que estar necessariamente preenchidos e o inquirido apresentar idade superior a 18 anos. Os utentes foram considerados como casos positivos se, de acordo com os critérios definidos do LFESSQ: (1) preenchessem somente os quatro critérios de dor (Q-4), ou (2) preenchessem ambos os quatro critérios de dor e os dois critérios de fadiga (Q-6). A prevalência de fibromialgia na amostra foi estimada aplicando o valor preditivo positivo do LFESSQ definido previamente em Portugal para este questionário. Resultados: Dos 850 questionários distribuídos, 785 consideraram-se válidos. Foram identificados na amostra 26,6% de utentes que preencheram os requisitos de dor (Q-4) e 17,1% de dor e fadiga (Q-6). A estimativa de prevalência total de fibromialgia com os critérios Q-4 e Q-6 foi de 7,71% (IC 95%: 5,85 a 9,58) e 6,16% (IC 95%: 4,74 a 7,84), respectivamente. Verificou-se uma maior prevalência com o aumento da idade em ambos os critérios, e no sexo feminino (Q-4: 8,49% e Q-6: 6,88%) comparativamente ao sexo masculino (Q-4: 5,86% e Q-6: 4,43%). As categorias sociodemográficas (estado civil, residência, nível educacional e profissão) não revelaram estar relacionadas com a probabilidade de apresentar fibromialgia. Conclusões: Nesta amostra de utentes de cuidados de saúde primários a prevalência estimada de fibromialgia foi significativa (4,74%-9,58%), manifestando associação com as variáveis sexo feminino e envelhecimento. -
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Utilidade da aplicação de um questionário baseado nos critérios modificados ACR (American College of Rheumatology) na identificação de pacientes com fibromialgia
Publicationby Lopes, Mário António MoreiraOrigin: uBibliorumIntrodução: A Fibromialgia (FM) é uma síndrome clínica de etiologia desconhecida, caracterizada pela presença de dor musculoesquelética crónica generalizada. O diagnóstico é fundamentalmente clínico, com critérios que incluem outros sintomas somáticos. Em 1990 o American College of Rheumatology (ACR) elaborou critérios de classificação que foram aceites pela comunidade científica. Estes critérios e as posteriores revisões efetuadas em 2010 e 2016 contribuíram para a homogeneização do diagnóstico impulsionando os estudos sobre FM. Estes critérios apresentam as seguintes escalas: Índice de dor generalizada (WPI), Escala de gravidade de sintomas (SSS) e Escala de severidade fibromiálgica (FSS). 0bjetivo: Avaliar a validade/utilidade da aplicação de um questionário baseado nos critérios ACR mais recentes para o diagnóstico de FM, com o intuito de considerar a sua utilização nos cuidados de saúde primários. Método: Foi realizado um estudo observacional e transversal, entre novembro de 2017 e fevereiro de 2018, através da aplicação e análise dos resultados de um questionário de autopreenchimento. Foram inquiridos 50 pacientes com diagnóstico prévio de FM realizado por um reumatologista e 100 pacientes com critérios para outras doenças reumatológicas que não FM (total de 150 doentes). Foi pedido o preenchimento de uma segunda via do questionário, a ser realizado num período máximo de 3 dias. Resultados: O questionário apresentou uma especificidade e sensibilidade de 84 e 68 por cento, respetivamente, para o diagnóstico de FM. Se for considerado, para a FSS, um cut-off igual ou superior a 12, obtém-se uma especificidade e sensibilidade de 72 e 88 por cento, respetivamente, para o diagnóstico de FM. Para um cut-off igual ou superior a 13, a especificidade e sensibilidade são de 78 e 82 por cento, respetivamente. O índice kappa de 0,65 demonstra concordância moderada entre o diagnóstico de FM estabelecido pelo questionário preenchido em consulta e o diagnóstico estabelecido pela 2ª via do questionário. Conclusão: Os resultados foram insatisfatórios no que diz respeito ao valor discriminativo entre o diagnóstico clínico de FM e outras causas de dor reumatológica crónica. Avaliar a FSS parece ser mais útil do que aplicar os limites numéricos específicos dos critérios ACR. Considera-se, no entanto, a possibilidade do questionário poder ser utilizado no rastreio de pacientes com FM nos cuidados de saúde primários, com a utilização de um ponto de corte igual ou superior a 12/13 para a FSS. A reprodutibilidade moderada obtida evidencia a vantagem do preenchimento do questionário na presença de um auxiliar, que não o clínico. -
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Fibromialgia: do mito à realidade
Publicationby Neves, João Miguel FernandesOrigin: uBibliorumA fibromialgia (FM) é uma condição de dor crónica, generalizada e de difí-cil tratamento, com importante prevalência na população em geral. A fibromialgia é mais do que um estado de dor músculo-esquelética crónica, porque a maioria destes pacientes também refere fadiga, distúrbios do sono, dor visceral, intole-rância ao exercício e queixas neurológicas. É uma síndrome caracterizada mais por sintomas, sofrimento e incapacidades do que por alterações orgânicas estru-turais demonstráveis, podendo fazer parte do grupo de síndromes funcionais. Muitas tentativas para elucidar a patogenia orgânica da FM, como pesquisas em genética, aminas biogénicas, neurotransmissores, hormonas do eixo hipotálamo-hipófise-supra-renal, stress oxidativo, mecanismos de modulação da dor, sensibi-lização central e função autonómica na FM, revelam várias anormalidades, indi-cando que múltiplos factores e mecanismos podem estar envolvidos na sua pato-génese. A fibromialgia continua a ser um conceito controverso em medicina. Esta revisão crítica considera importantes contributos para as “guerras da fibromialgia”, ao longo da história mais recente, sublinhando alguns dados relevantes da inves-tigação biológica, psicológica e social. Não obstante os putativos mecanismos fisiopatológicos que determinam a sua génese ou acompanham a sua evolução temporal, a fibromialgia pode ser compreendida à luz de fenómenos psicológicos e sociais que caracterizam os processos de somatização e comportamentos de doença, como um idioma de mal-estar ou sofrimento que desafia as conjecturas comuns da nossa prática clínica. O tratamento da FM consiste em medidas edu-cacionais, exercício aeróbico, terapia cognitivo-comportamental e tratamento farmacológico (antidepressivos, analgésicos). -
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Fibromialgia: o desafio do diagnóstico
Publicationby Braga, Beatriz PavãoOrigin: uBibliorumIntrodução: A Fibromialgia é definida como uma síndrome dolorosa crónica, que se manifesta no sistema músculo-esquelético através de dor generalizada e com múltiplos pontos anatómicos dolorosos detetáveis ao exame físico. Está muitas vezes associada a sono não reparador, fadiga, perturbações cognitivas e alterações do humor. A sua prevalência situa-se em 3,6% na população portuguesa, podendo muitos casos estar subdiagnosticados, e muitos dos doentes permanecem numa incerteza diagnóstica durante vários meses ou anos. Objetivos: Com o presente estudo pretende-se caracterizar as dificuldades sentidas no diagnóstico da Fibromialgia, quantificar a demora ocorrida na definição do diagnóstico e conhecer o procedimento seguido após o diagnóstico, pelos médicos de Medicina Geral e Familiar. Métodos: Durante os meses de Janeiro de 2010 a Fevereiro de 2012 foi aplicado um questionário a médicos de Medicina Geral e Familiar, num universo de 257 médicos, com questões que abordavam: variáveis destinadas à caracterização da amostra; variáveis destinadas a apreender o conhecimento sobre a patologia, bem como a sua dificuldade diagnóstica; variáveis destinadas à avaliação da demora na definição do diagnóstico da Fibromialgia; variáveis relativas ao procedimento após a definição do diagnóstico (tratamento e/ou referenciação). Foram distribuídos 100 formulários, dos quais 56 foram preenchidos tendo sido todos contabilizados. Resultados: A perceção de que a Fibromialgia representa uma entidade nosológica difícil de definir foi referida por 91% da amostra; 81% dos médicos sentiram dificuldades no diagnóstico, sendo que 28.2% salientaram a dificuldade no diagnóstico diferencial. A demora média do diagnóstico foi de 12,3 meses. Relativamente ao procedimento médico após o diagnóstico verificou-se que 39% dos inquiridos tratam e/ou referenciam os doentes para outras especialidades; 22% tratam os utentes; 39% apenas referenciam para outras especialidades, sendo a Reumatologia a especialidade de maior referência (63%). Conclusão: A demora média do diagnóstico foi de 12,3 meses, com desvio padrão de 4,943. Os inquiridos reconhecem que deveria haver maior celeridade no diagnóstico apontando como sugestões: maior facilidade na referenciação para especialidade; desenvolvimento de programas de formação para os profissionais de saúde, nomeadamente os médicos de Medicina Geral e Familiar. -
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Os efeitos do exercício físico em indivíduos com fibromialgia
Publicationby Albuquerque, Maria Luiza Laurentino deOrigin: uBibliorumA fibromialgia é uma condição neurológica crónica que provoca alterações essenciais ao nível dos aspetos sensoriais e no aumento da dor muscular. Como uma forma de tratamento não farmacológico, o exercício físico tem se destacado. No entanto, a informação é pouco clara relativamente às práticas mais adequadas, no que se refere ao tipo de exercício, duração e intensidade do mesmo. Assim, o presente estudo teve por objetivo sintetizar e analisar os estudos relacionadas com o efeito da prática do exercício físico em indivíduos com diagnósticos com fibromialgia, por forma a fornecer algumas recomendações práticas que possam ajudar os praticantes e os profissionais do exercício físico na sua intervenção junto da população. Para isto, realizou-se uma pesquisa nas bases de dados Web of Science, PubMed e Scopus em busca de ensaios clínicos randomizados (ECR) escritos na língua inglesa. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 17 artigos tornaram-se elegíveis para uma avaliação qualitativa. Realizou-se uma análise metodológica destes artigos para se avaliar o risco de viés e uma análise dos efeitos encontrados em cada intervenção dos estudos avaliados. Destacam-se os programas de exercício em meio aquático, combinando o desenvolvimento da aptidão aeróbia com o reforço muscular, com período entre 16 e 20 semanas. Programas com estas características apresentaram melhores efeitos à sintomatologia nos pacientes com fibromialgia. Independente do tipo de treino a intensidade deverá ser controlada progressivamente. Com a presente revisão, ficou claro a importância da prática regular de exercício físico na diminuição da sintomatologia associada a fibromialgia, assim como a necessidade de priorizar protocolos com maiores efeitos benéficos diante dos sintomas que acometem esta população ou que mais se encaixem diante da necessidade de cada indivíduo. -
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Fibromyalgia-Related fatigue and the quality of life, depression, anxiety, self-esteem, life satisfaction and physical activity in patients with Fibromyalgia
Publicationby Alvarez, Marcos de CarvalhoOrigin: uBibliorumFibromyalgia (FM) is a chronic and persistent condition that causes physical and sensory changes. Its pathophysiology is still debated, but it is believed that the increase in symptoms is related to an imbalance of neurotransmitters or hyperexcitability of the central nervous system. Currently, 2% to 6% of the world's population has FM, with Portugal having 3% and Brazil having 2.5%. FM presents a variety of symptoms, including generalized muscle pain, excessive fatigue, anxiety and depression, reduced psychological components, and sleep problems. Due to its complexity, patients with FM often present a significant decrease in psychological components, leading to social isolation and avoidance of work responsibilities and physical activities. Therefore, this study aimed to analyze the relationship between FM-related fatigue and quality of life, anxiety, depression, self-esteem, and satisfaction with life and physical activity. The thesis was divided into three scientific studies, where the first investigated the potential role of physical activity as a mediator in the relationship between Fatigue and quality of life, and the second analyzed the direct and indirect relationships between Fatigue, anxiety, depression, self-esteem, and satisfaction with life. life and levels of physical activity and possible differences in these associations between two different cultures among patients, and the third was a comparison of symptom perceptions between two different cultures. The results of the three scientific studies included in this doctoral thesis show that: i) Although physical activity plays an extremely important role, it does not act as a mediator of the relationship between FM-related fatigue and the quality of life of its patients; ii) All associations proved to be significantly relevant, where there was also an absence of differences in terms of associations between these proposed variables in both cultures studied; iii) There were no significant differences in the perception of Fatigue, depression, anxiety, quality of life, self-esteem, satisfaction with life and physical activity between Brazilian and Portuguese patients. Combining these three studies, FM-related fatigue is an extremely relevant symptom that directly affects the psychological component of its patients, in which physical activity can have an important role in reducing and controlling negative symptoms and in increasing positive components (quality of life, self-esteem and satisfaction with life). -
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Fibromialgia
Publicationby Costa, Ângela Almeida eOrigin: uBibliorumIntrodução: A Fibromialgia é uma síndrome dolorosa crónica, definida pela presença de dor generalizada e hipersensibilidade em pontos anatomicamente determinados. Associa-se frequentemente a fadiga, cefaleias, sono não reparador, perturbações cognitivas e alterações do humor. Estima-se que afecte 3,6% da população adulta portuguesa e discute-se a actual preparação dos clínicos gerais na sua orientação. Pretende-se com este estudo caracterizar percepções, conhecimentos e práticas clínicas dos médicos de medicina geral e familiar em relação a esta síndrome, e estimar a sua incidência nos cuidados de saúde primários. Métodos: De Janeiro a Maio de 2010, foram distribuídos 116 questionários a clínicos gerais, com 24 questões, que solicitavam dados demográficos e profissionais; percepções sobre a natureza e definição da FM; conhecimentos sobre critérios de diagnóstico, prognóstico, manifestações clínicas e eficácia de fármacos; práticas diagnósticas e terapêuticas utilizadas e comportamentos de referenciação. Resultados: 55 questionários foram devolvidos e 51 validados para análise. Estimou-se uma incidência de fibromialgia de 0,14%. Todos os médicos reconheceram-na como entidade nosológica, 78,4% definiu-a como síndrome e 58,8% atribuiu-lhe natureza psicossomática. Cerca de 80% dos inquiridos refere conhecer os critérios ACR e a localização dos pontos dolorosos, e aproximadamente metade diz aplicá-los na clínica. A dor à digito-pressão de 18 pontos, foi a manifestação avaliada como mais sugestiva de fibromialgia (p<0.001). Apenas 11,8% dos médicos aplica sistematicamente a escala visual da dor. São requisitados uma média de 11 exames face a uma hipótese de fibromialgia, sendo os mais solicitados o doseamento da VS/PCR (94,1%), factores reumatóides (90,2%) e hemograma (84,3%). A maioria dos médicos referencia ≥25% dos pacientes para diagnóstico e <25% dos doentes para tratamento, sendo a reumatologia o principal destino. Praticamente todos (98%) consideram que o tratamento deve ser multimodal. Os opiáceos fortes, relaxantes musculares, ciclobenzaprina, amitriptilina, fluoxetina, duloxetina e pregabalina foram os fármacos considerados mais eficazes. A menor eficácia (p<0.05) foi atribuída aos corticosteróides. O paracetamol e a educação do paciente são duas das medidas terapêuticas mais utilizadas. O milnaciprano, corticosteróides, ciclobenzaprina e opióides, são os medicamentos menos receitados (p<0.05). Conclusões: Verificaram-se bons conhecimentos na definição de fibromialgia, critérios de diagnóstico e razoáveis práticas de prescrição terapêutica. Registaram-se algumas lacunas a nível do prognóstico da fibromialgia e eficácia de alguns fármacos. Verificou-se um sub-diagnóstico desta síndrome, uma excessiva requisição de exames complementares e de referenciação para confirmação diagnóstica, que pode reflectir eventuais inseguranças diagnósticas. Admite-se a necessidade de programas de formação. -
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Qualidade de vida, saúde e autocuidado de pessoas que vivem com fibromialgia no contexto da pandemia COVID-19
Publicationby Dantas, Maria Eunice AmaralOrigin: OasisbrDevido à grande instabilidade em todo o mundo em função da pandemia da COVID-19, as mudanças ocorridas comprometem a saúde das pessoas, principalmente aquelas que vivem com fibromialgia e possuem comorbidades, uma vez que a infecção pelo coronavírus deixa as pessoas que possuem doença crônica, em risco para o desenvolvimento da forma grave da doença. Questão de pesquisa: As pessoas que vivem com fibromialgia e passaram pelas oficinas de educação em saúde, com o grupo terapêutico de cuidado conseguiram ressignificar suas vidas e se mantiveram saudáveis no período de transição da pandemia COVID-19? Objetivo geral: Analisar a saúde das pessoas que vivem com fibromialgia, participantes do grupo terapêutico interdisciplinar em relação a qualidade de vida, saúde e do autocuidado no período de transição da pandemia COVID-19. Objetivos Específicos: Identificar os aspectos da qualidade de vida e saúde das pessoas que participaram do grupo terapêutico interdisciplinar antes da pandemia COVID-19; Descrever como as pessoas com fibromialgia egressas do grupo terapêutico interdisciplinar desenvolvem o autocuidado, no período de transição, da pandemia COVID-19 e Discutir as expectativas e efeitos na vida dessas pessoas em tempos de pandemia COVID-19. O Referencial teórico provém da Teoria das Transições de Afaf Ibrahim Meleis. Metodologia: Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, desenvolvido em 2020, com 21 mulheres que vivem com fibromialgia, participantes do grupo terapêutico interdisciplinar, no Laboratório de Fisiologia Aplicada à Educação Física, do Instituto de Educação Física e Desportos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAFISAEF-IEFD/UERJ). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da UERJ sob o Protocolo n° 41883220.4.0000.5282. Os dados foram produzidos a partir de análise dos prontuários e entrevista semiestruturada realizada por videochamada. Em seguida, os dados foram organizados, analisados e categorizados seguindo o método de análise de conteúdo, segundo Bardin. A partir da organização dos dados emergiram três categorias: “Qualidade de vida, saúde de pessoas com fibromialgia e o conviver antes da pandemia”; “A pluralidade de sentimentos e sensações no viver em tempos de transição da COVID-19”; e, “Resiliência e Transição da Saúde em tempos de pandemia”. Conclusão: As Oficinas de educação em saúde realizadas com o grupo terapêutico interdisciplinar oportunizou as participantes a criação de novas competências, habilidades e estímulos para mudança de comportamentos a favor da qualidade de vida e saúde, apreendendo o autocuidado e adaptando-se ao momento atual. As mudanças rápidas na vida das participantes com o início da pandemia, diminuiu o ritmo e a qualidade de vida das pessoas, retratada com o aumento do quadro álgico, cercado por dúvidas, incertezas, inquietações, medo, insônia, ansiedade e depressão. E com o decorrer da pandemia ocorreu renovação e ressignificação da vida, buscando novas maneiras de viver e agir durante a pandemia. A transição saudável ocorrerá na passagem das pessoas que vivem com fibromialgia pelo processo de mudanças instituídas com a pandemia, pela adaptação as novas rotinas diárias e com enfrentamento das dificuldades e da realidade da pandemia COVID-19. -
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Estilos de vida e necessidades de cuidado de pessoas com fibromialgia em tempos de pandemia do Coronavírus
Publicationby Albuquerque, Nadja Maria Queiroz deOrigin: OasisbrA fibromialgia é considerada uma doença reumatológica que envolve processos psicopatológicos em que as pessoas precisam ser acompanhadas durante toda sua vida, através de equipes interdisciplinares, em seus diferentes aspectos, com diferentes olhares e conhecimento. Principalmente no momento especial de pandemia do novo coronavírus, em que a sintomatologia desses pacientes pode ser intensificada. Objetivo geral: conhecer os estilos de vida e as necessidades humanas das pessoas com fibromialgia; os aspectos clínicos e a dimensão de cuidados em tempos de pandemia pelo coronavírus, atendidas no ambulatório de reumatologia de um Hospital Público Universitário do Rio de Janeiro. Objetivos específicos: 1. Identificar os estilos de vida das pessoas com fibromialgia atendidas no ambulatório de reumatologia; 2. Descrever as necessidades humanas em saúde com a chegada da pandemia do coronavírus; 3. Analisar as dimensões do cuidado que emergiram dos depoimentos das pessoas com fibromialgia em tempos de pandemia pelo coronavírus. Metodologia: trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, de abordagem participativa. Os participantes foram selecionados a partir dos critérios de inclusão: possuir diagnóstico FM, em tratamento ambulatorial, maiores de 18 anos, independente do sexo, etnia e crença religiosa, com capacidade de compreensão e autonomia para responder as perguntas. Como critérios de exclusão: pessoas que não possuíam contato telefônico e acesso à internet, considerando que, devido a pandemia do novo Coronavírus, a busca ativa desses participantes via contato telefônico se fez necessário. A dissertação atende ao disposto da Resolução CNS 466/2012, que trata das questões éticas e legais da pesquisa envolvendo seres humanos. A coleta dos dados foi através da entrevista semiestruturada via chamada de vídeo pelo whatsApp. A técnica de análise de conteúdo segundo Bardin com tratamento dos dados com auxílio do software NVIVO® 12. Resultados: emergiram 3 categorias intituladas: estilo de vida do ponto de vista das participantes; repercussões das necessidades humanas com a chegada da pandemia do coronavírus e dimensões do cuidado na perspectiva das participantes no período de transição da pandemia pelo coronavírus. Conclusão: o entendimento das dimensões em um período de transição entre uma situação de saúde já existente e o novo vírus modificou hábitos, rotinas e necessidades das mulheres com fibromialgia. Identificou-se que as necessidades fisiológicas, de segurança, sociais e de estima foram afetadas neste período. Assim como as dimensões de cuidados que mais repercutiram devido a pandemia do novo coronavírus foram, a dimensão física ou biológica, a dimensão espiritual, a dimensão psicológica ou emocional e a dimensão social. Este estudo contribuirá para despertar no leitor novas ideias e modos de cuidar, bem como as pessoas que vivenciam a fibromialgia.
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