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Q fever: a revision of concepts
Publicaçãopor Santos, Ana SofiaOutros Autores: Bacellar, Fátima; França, AnaQ fever is a worldwide zoonosis caused by Coxiella burnetii. The disease has a broad spectrum of clinical behaviour, ranging from a limited febrile illness to life threatening forms such as endocarditis, with severe multi-organ involvement. In Portugal, Q fever is a notifiable disease but the official data may not accurately reflect its true incidence. This article revises the most important aetiopathology, epidemiology and clinical aspects of the disease, mentioning some of the national series in a way to sensitive physicians about Q fever. -
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Hipotensão Ortostática
Publicaçãopor Azevedo, Ana Amélia Raposo da SilvaOrigem: uBibliorumIntrodução: A Hipotensão Ortostática (HO) define-se como uma redução da pressão arterial sistólica igual ou superior a 20mmHg ou uma redução da pressão diastólica igual ou superior a 10mmHg, nos 3 minutos que se seguem após a mudança da posição supina para o ortostatismo. A prevalência da HO na população varia com a idade e com o estado clínico de cada paciente. O número de medicamentos prescritos e a presença de múltiplas comorbilidades são preditores de HO, sendo mais frequentemente presente em idosos frágeis com múltiplas patologias e com a polifarmácia. O quadro clínico é dominado por sintomas ortostáticos que pode ser incapacitante e afetar a qualidade de vida. A HO pode ser responsável por um número de internamentos elevados e, com o envelhecimento da população pode aumentar significativamente, podendo constituir um grande desafio para a saúde pública, uma carga significativa para os sistemas de saúde e, uma maior carga social. Objetivos: Nesta monografia pretende-se analisar criticamente um conjunto de artigos científicos/literatura existente relativa aos mecanismos fisiopatológicos que têm vindo a ser apontados como causas de HO, suas complicações e as particularidades terapêuticas associadas a esta intercorrência. Esta análise foi orientada com o propósito de analisar os fatores de risco associados à HO; compreender a importância do grau de conhecimento da população médica no reconhecimento dos sintomas associados à HO e consequente diagnóstico atempado da HO de forma a capacitar o paciente a uma maior responsabilização pelo seu quadro, tornando-se o centro da decisão; relacionar o diagnóstico precoce com a minimização de gastos na saúde e minimização de consequências que terão impacto na qualidade de vida da população mais vulnerável; contribuir para a consciencialização de que a HO não se trata apenas de uma nova moda mas de uma condicionante da qualidade de vida nos grupos vulneráveis, constituindo uma preocupação maior principalmente nos mais idosos. Métodos: Para a realização desta revisão bibliográfica foi realizada uma vasta e extensa pesquisa utilizando as bases de dados PubMed, ScienceDirect, Up To Date. As publicações foram selecionadas de acordo com a relevância do seu conteúdo, preferenciando-se artigos mais recentes, apesar de não existir restrição relativamente à data de publicação. Foram ainda utilizadas as normas de avaliação da hipertensão arterial. Os artigos selecionados foram restringidos a quatro idiomas: português, inglês, francês e espanhol. Conclusão: A educação do paciente é importante para o tratamento precoce e eficaz da HO de forma a capacitar o paciente a ter uma maior consciencialização do seu quadro e torná-lo o centro da decisão médica. A HO não se trata apenas de uma nova moda, mas de consciencialização de que é uma condicionante na qualidade de vida nos grupos vulneráveis, constituindo uma preocupação maior principalmente nos mais idosos. -
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Epidemiology of injuries in Portuguese senior male rugby union sevens
Publicaçãopor Ferreira, António Miguel da CruzOrigem: uBibliorumObjectives: To conduct a systematic review of the literature regarding the epidemiology of injuries in rugby sevens. To determine the incidence rate of injuries in the Portuguese senior male sevens circuit, to characterize them and identify associated factors. To present the results of the study to relevant rugby agents, make suggestions aiming at the mitigation of the problem and collect their feedback. Methodology: A systematic review of the literature was performed. Most relevant electronic databases were searched, complemented by manual searches of bibliographies and “grey literature”. A prospective cohort study recording time-loss injuries was then conducted, during the 2015/16 Portuguese circuit (two top divisions). Main outcome measures included: incidence rate, location, type and severity of injuries. Data were also collected regarding players’ training loads. Later, in June 2017, suggestions to mitigate the burden of injuries in Portuguese sevens were presented during a scientific meeting and feedback was requested. Data were then compiled, analyzed and used to make recommendations to the Board of the Portuguese Rugby Union. Results: Overall injury incidence rates in elite senior male rugby sevens tournaments ranged between 101.5 and 119.8 per 1000 player-match-hours. Mean severity was greater than 34.1 days. Lower limb and joint/ligament injuries were the most frequent injuries in elite players. The only study in amateur players revealed a lower incidence rate, and a higher proportion of muscle/tendon injuries. During our cohort study, 27 injuries were recorded (incidence rate of 133.9 injuries per 1000 player match-hours). Average severity was 22.22 days. Most injuries occurred in the lower limb and were joint/ligament or muscle/tendon types. Association between injury and lower training loads during the sevens season was identified for the second-tier (p=0.021). For the same level, an inverse relation between training hours and injury severity was also found (p=0.008). Top-tier players training sevens and fifteens simultaneously during the year presented a significant increase of injury risk (relative risk=3.2; p=0.011). Based on these findings several recommendations were presented to independent rugby agents, with 95% agreeing and 81% stating that they would implement them at their own clubs. Conclusions: We conducted the first ever systematic review of the literature on the epidemiology of injuries in rugby sevens. Data obtained confirmed their high incidence rate and severity. We also presented the first study providing benchmark values for the incidence, severity and risk factors associated with injuries in senior male Portuguese rugby sevens. Incidence rates were similar to those at elite tournaments, but severity was lower. Considering the associations between training loads and injuries in both levels of the competition, we suggest the need to customize sevens preparation. The level of acceptance of our recommendations by independent rugby agents was surprisingly high. A summary of the recommendations was submitted to the Portuguese Rugby Union, for their consideration. Authorization and official support to implement a injury surveillance program for the 2017/18 rugby season were subsequently granted. Although we agree that the real impact of our effort will only be assessed by future studies, our main goal has already been achieved: scientific evidence was used aiming at the promotion of player’s safety and welfare in Portuguese rugby sevens. -
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Estudo da prevalência da dor crónica em estudantes do 9º ano
Publicaçãopor Reigota, Rita Sofia da RochaOrigem: uBibliorumIntrodução: A dor, definida pela Associação Internacional para o Estudo da Dor como “experiência desagradável sensorial e emocional, associada a lesão tecidual, real ou potencial, ou descrita em termos de tal lesão”, é atualmente vista como um problema de saúde pública. Em Portugal, a prevalência de dor crónica na população adulta é de 36,7%. Estudos realizados noutros países apontam para uma prevalência de 15% a 25%, em crianças e adolescentes. Estando associada a diminuição da assiduidade escolar, fraco aproveitamento escolar, distúrbios de sono e apetite e problemas sociais, foi sentida a necessidade de levar a cabo um estudo da sua prevalência em Portugal, de modo a ser possível implementar-se medidas para o controlo dos seus efeitos. Objetivos: estudar a frequência da dor nos estudantes do 9.º ano nas escolas da Covilhã, caracterizá-la em relação à sua distribuição por género, meio de residência, localização, duração e medidas tomadas para a combater e comparar os resultados com outros obtidos noutros países. Métodos: foi realizado um estudo observacional retrospetivo, entre fevereiro e maio de 2015, através de um questionário de autopreenchimento numa amostra por conveniência de alunos do 9.º ano de escolas do concelho da Covilhã. Foram considerados válidos 182 questionários. Discussão: 87% dos adolescentes reporta dor nos últimos 3 meses e, destes, 42% reporta dor crónica, sendo mais frequente em raparigas. Localizações como a cabeça, costas e membros são as que mais incomodam. Mais de metade dos adolescentes reporta dores pelo menos uma vez por semana. A intensidade média verificada é de 5,5 ± 1,7, avaliada pela escala visual analógica. Quase um terço dos inquiridos consulta um médico, sendo que este valor é significativamente mais elevado em meio rural e nas intensidades de dor mais elevadas. O uso de medicação verifica-se em cerca de 43% dos casos, sendo significativamente mais elevado nas raparigas, nos residentes nos meios urbano e semiurbano, e na cotação de dor mais elevada. Mais de um terço dos que sofrem de dor crónica refere dor grave. O estudo revela que a dor é um problema prevalente entre os adolescentes do concelho da Covilhã. É essencial realizar estudos semelhantes em outras regiões do país, para se ter uma visão nacional do problema, abordar outras faixas etárias, avaliar a presença de fatores desencadeantes de dor e a repercussão funcional nos indivíduos afectados. -
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Helicobacter pylori e as mudanças epidemiológicas no padrão do carcinoma gástrico
Publicaçãopor Costa, Ana Margarida Correia daOrigem: uBibliorumEm todo o mundo, o cancro do estômago mata milhões de pessoas por ano, surgindo como um dos tumores malignos mais comuns. A etiologia do cancro gástrico não está bem estabelecida, no entanto, fatores nutricionais, ambientais, microbianos e genéticos têm sido sugeridos num processo multifatorial. Uma forte associação do cancro gástrico com a infeção pelo Helicobacter pylori levou à classificação desta bactéria como carcinogéneo definitivo (classe I). Apesar desta associação ter vindo a ser estabelecida, a relação das taxas de infeção pelo Helicobacter pylori com as taxas de cancro gástrico não é linear. Presume-se que a discrepância nos resultados possa advir da interação entre fatores do hospedeiro, fatores de virulência bacterianos e várias influências ambientais que modulam a resposta do hospedeiro. A idade de aquisição da infeção, o padrão da gastrite e a presença de metaplasia intestinal têm também sido considerados fatores cruciais no desenvolvimento de carcinoma gástrico. Principalmente no que diz respeito à localização e tipo histológico do carcinoma gástrico, os resultados observados têm sido discrepantes. No cancro não cárdia, uma relação consistente tem vindo a ser reportada em vários estudos, entre infeção por Helicobacter pylori e carcinogénese gástrica. Por sua vez, no cancro da cárdia, a implicação da infeção por Helicobacter pylori na sua ocorrência permanece ainda controversa. A infeção por Helicobacter pylori tem também estado maioritariamente associada a carcinomas do tipo intestinal de forma consistente e significativa. Desta forma, o que se verifica é que diferentes tendências epidemiológicas no carcinoma gástrico, sobretudo consoante o tipo histológico e a localização do carcinoma gástrico têm sido observadas em populações infetadas por Helicobacter pylori. Face a uma diminuição da infeção por Helicobacter pylori tanto nos países ocidentais como nos orientais, vários estudos têm vindo a suportar um possível aumento do cancro da cárdia e do tipo difuso nos próximos séculos. No entanto, muitos dos estudos apontam resultados contraditórios e, por isso, esta revisão bibliográfica surge com o intuito de reunir, e rever, a informação existente nesta área. Desta forma, procurou-se avançar na compreensão do modo como o Helicobacter pylori e outros fatores relacionados com a infeção podem predizer as tendências epidemiológicas futuras dos diferentes padrões do carcinoma gástrico. -
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A transversalidade do vírus Epstein-Barr e suas consequências benignas e malignas mais frequentes
Publicaçãopor Batista, Carolina MartinsOrigem: uBibliorumO vírus Epstein-Barr (EBV) é um vírus de DNA, pertencente à família gammaherpesvirus, causador de 2% dos tumores a nível mundial. Trata-se de um vírus com tropismo para células B e células epiteliais, associando-se a patologias benignas, mais frequentemente a mononucleose infeciosa (MI), a patologias malignas, como o linfoma de Burkitt (LB), o linfoma de Hodgkin (LH), o linfoma extranodal de células NK-T (LENKT)- tipo nasal, o linfoma difuso de grandes células B (LDGCB), o carcinoma nasofaríngeo (CN) e a doenças autoimunes como a esclerose múltipla (EM). A sua descoberta deu-se em 1964, num linfoma de Burkitt de uma criança originária da África Subsariana e sabe-se que atualmente aproximadamente 90% dos adultos saudáveis são portadores deste mesmo vírus. Os programas encontrados nestes indivíduos são os mesmos que os encontrados nos indivíduos que desenvolveram tumores associados. A transmissão do vírus é mais frequentemente realizada através da saliva embora possa ocorrer através de outras vias, como transplantes e transfusões sanguíneas. A infeção primária por EBV possui dois picos de incidência, um durante a infância e outro durante a adolescência/início da idade adulta, sendo que no primeiro é habitualmente assintomática e no segundo, manifesta-se maioritariamente pelo quadro de MI. A MI é uma doença benigna que habitualmente necessita apenas de tratamento sintomático, baseado no alívio da febre e dor, da hidratação e repouso. O diagnóstico da infeção primária por EBV efetuase habitualmente pelo “teste monospot”. No entanto, em alguns casos é necessário recorrer ao teste dos anticorpos específicos contra o EBV devido a forte suspeita de infeção por EBV, apesar de um monospot ser negativo. A patologia autoimune mais associada ao EBV é a EM, e sabe-se que os indivíduos que no curso da infeção primária desenvolvem MI têm um risco 2-3 vezes superior de desenvolver EM. A presente dissertação pretende efetuar uma revisão da literatura existente, no âmbito de melhor caracterizar a epidemiologia, sintomatologia, fisiopatologia e mecanismos de ação do vírus EBV nas doenças benignas e malignas a ele mais frequentemente associadas, assim como as estratégias terapêuticas e/ou preventivas baseadas no mecanismo pelo qual o vírus se associa a cada patologia. -
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Neoplasia gástrica
Publicaçãopor Seixas, Eduarda Salomé SoaresOrigem: uBibliorumIntrodução: A neoplasia maligna gástrica tem uma taxa de incidência alta e um prognóstico adverso. Apesar da sua tendência decrescente, continua ainda com incidência elevada em certas áreas geográficas nomeadamente em Portugal e em certos países asiáticos como o Japão e a Coreia. A sobrevivência é negativamente afetada pelos sintomas por vezes inespecíficos contribuindo para um diagnóstico tardio. Objetivos: Analisar as características epidemiológicas da neoplasia gástrica e/ou displasia na população abrangida pelo Centro Hospitalar Cova da Beira, E.P.E. (CHCB); estudar a sobrevivência dos pacientes tratados neste mesmo hospital consoante as características tumorais e do paciente. Método: Estudo retrospetivo dos pacientes tratados no CHCB diagnosticados com neoplasia maligna gástrica e/ou displasia entre janeiro de 2010 e dezembro de 2012. Para a recolha de dados procedeu-se à consulta dos processos clínicos destes pacientes no SClínico. Os dados foram estatisticamente trabalhados no programa informático SPSS. Resultados: A amostra consistiu na análise de 116 pacientes. De todas as neoplasias, o adenocarcinoma é o tipo mais frequente na região em estudo e os pacientes do sexo masculino os mais afetados. Os linfomas, GIST e tumores de tipo desconhecido, constituem apenas 13,8% do total. Dos adenocarcinomas, o tipo intestinal é aquele com uma idade média de diagnóstico mais alta (76,16 anos) e o tipo difuso contém a pior sobrevida, com 13% de sobrevivência aos 4 anos. A maior parte das displasias/adenocarcinomas estavam localizadas no antro pilórico (54%). Mais de um quarto (27%) dos pacientes com adenocarcinoma tinham metástases no momento do diagnóstico. A presença de metastização acarreta um risco de morte de 3,61 vezes mais do que para aqueles pacientes sem metástases. Apenas 7,4% dos pacientes com metástases se encontravam vivos no final do estudo. Conclusões: A neoplasia gástrica continua a ter, como demostrado neste estudo, uma taxa de sobrevivência baixa. O adenocarcinoma do tipo intestinal é a neoplasia com a maior incidência nesta região, seguida pelo adenocarcinoma de tipo difuso. A sobrevida é pior no adenocarcinoma de tipo difuso. Fatores que influenciam a sobrevida são o envolvimento ganglionar, a presença de metástases, o estadiamento no momento de diagnóstico, o tipo de tratamento, a presença de outras doenças malignas e a depressão. -
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Study of the prevalence and clinical features of food allergies in adults and adolescents from Beira Interior
Publicaçãopor Lozoya Ibáñez, CarlosOrigem: uBibliorumBackground: Food allergy is an important health problem in western-style countries, and its prevalence has increased in the last three decades. Studies of the prevalence of food allergy in the general population in Portugal are scarce. Thus, the objectives of the present thesis were: a) to design and validate a food allergy study questionnaire for Portuguese adults, b) to determine the prevalence, and clinical characteristics of food allergy in a population of adolescents and adults in Beira Interior, and c) to determine the prevalence, and clinical characteristics of food allergy in the elderly population worldwide by conducting a systematic review of the bibliography and a subsequent meta-analysis of the data. Methods: A 17-item questionnaire was developed and applied by phone to a group of food allergy patients and a group of healthy individuals, with subsequent reassessment (re-test). Face and content validity, intelligibility, construct validity, and test-retest reliability (temporal stability) were analysed. This tool, once validated, was applied in two population-based individuals samples (3,168 adolescents; mean age: 14.3±1.1; 51.7% female; 1.436 adults; mean age of 47 years, median age: 45 years, 50.6% female), registered at participating Healthcare cross-sectional studies performed in various healthcare centres and secondary schools from central Portugal. All randomly selected individuals (1702 adolescents; mean age: 14.9±2.1 years; median age: 14 years; 61.9% female; 840 adults; (mean age: 48 years, median age: 46 years, 51.3% female) replied to the food allergy questionnaire by phone (adults) or in a written form (adolescents). Those who reported an adverse food reaction were invited to come to the hospital, where clinical history was taken, skin prick (SPT) and prick-prick skin (SPPT) tests were performed and food allergen-specific IgE levels (sIgE) were determined. An open oral challenge was performed in selected cases. Cases of positive clinical history of immediate (up to 2 hours after ingestion) reaction in association with positive food sIgE levels and/or skin prick tests were classified as IgE-associated probable food allergy. Cases of positive clinical history of delayed (more than 2 hours after ingestion) and negative food sIgE levels independently of positive SPT or SPPT results were classified as non-IgE associated probable food allergy. A systematic review and meta-analysis on the prevalence and risk factors for food allergy in elderly individuals were conducted. A searched of international electronic databases including MEDLINE, EMBASE, Cochrane Library, CINAHL, AMED and ISI Web of Science, as well as clinical trials databases for published, unpublished and on-going studies from 1980 to 2019. There were no restrictions on the language or geography of publication. The Critical Appraisal Skills Programme (CASP) quality assessment tool was used to appraise the methodological quality of the included studies. A descriptive summary with data tables was elaborated, and when clinically relevant and statistically adequate, a meta-analysis using random-effects modelling was carried out, given the expected clinical, methodological and statistical heterogeneity of the selected studies. The PRISMA checklist guided the reporting of the systematic review. Results: Face and content validity of the questionnaire allowed item reduction from 30 to 17 items with adequate content validity index > 0.78. Construct validity was confirmed in a group of 66 confirmed food allergic patients. Test-Retest Reliability (general temporal stability) of the test had a Spearman correlation coefficient value of 0.845 for the retest. Cohen's Kappa values for the relevant questions were greater than 0.890 for almost all items. No differences were found when sex, age and volunteers’ recruitment origin were analysed. An inverse relationship was found between reliability and retest time interval. The prevalence of probable food allergy in our sample was 1.41% in adolescents and 1% in adults, with fresh fruits and shellfish in adolescents and shellfish and fish in adults as the most frequently implicated foods. IgE-mediated probable food allergy occurred in 1.23% of adolescent and in 0.71% of adult cases, and fresh fruits and shellfish in adolescents and shellfish and peanut in adults were the foodstuffs mainly involved. Cutaneous symptoms were most frequently reported and prevalence values and food types were discrepant between self-reported and probable food allergies in both populations. The prevalence of food allergy in the elderly was 6.46% for self-report, slightly lower than that of SR + food-specific IgE levels (6.95%) and SR + SPT (1.30%). In addition, it was lower than that in non-elderly adults, but higher than in children assessed by self-report outcomes. Finally, it was lower when compared with the other age groups when self-report symptoms were combined with in vitro or in vivo outcome assessment. No results were obtained regarding time and geographical trends, predominant foods, risk and prognostic factors, and clinical manifestations of food allergy in the elderly. There was great heterogeneity both in the systematic review and the meta-analysis, which was lowest for shellfish (I2=0.000%) and highest for fruits (I2=98.205%). Conclusions: Due to the quick and easy implementation, confirmation of face, content and construct validity as well as high temporal reproducibility, the screening questionnaire was a useful study tool for an initial approach to detection of food allergies in adults. The prevalence of probable food allergies in Portuguese adolescents and adults was low, mostly related to fresh fruits, shellfish, nuts and peanut in the former, and to shellfish, fish, peanut and nuts in the latter. Most cases frequently involved cutaneous symptoms. The systematic review allowed us to draw up-to-date estimates of the prevalence of adverse food reactions in elderly individuals, worldwide. However, most of the studies were not focused on the population over 60 years of age, which resulted in an evident lack of information and biases that might affect exposure and outcomes. This fact conditioned the knowledge of the clinical characteristics, implicated foods, evolution and diagnosis of food allergy in these individuals, as well as the development of possible preventative measures focused specifically on the elderly population. -
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Estudo da epidemiologia da infeção por Citomegalovírus em crianças da Beira Interior
Publicaçãopor Duarte, Alice Abrantes LealOrigem: uBibliorumEsta dissertação está dividida em três capítulos que descrevem a experiência profissionalizante em investigação, Farmácia Hospitalar e Farmácia Comunitária. O primeiro capítulo é relativo à investigação desenvolvida no âmbito do estudo da epidemiologia da infeção por Citomegalovírus em crianças da Beira Interior. Este herpervírus é atualmente o principal agente de infeção congénita, afetando cerca de 0,2 a 2% de todos os recém-nascidos. As crianças pequenas, como excretam o vírus pela urina e pela saliva, são uma fonte frequente de transmissão horizontal do CMV, o que representa um risco para as grávidas que podem posteriormente transmitir o vírus ao feto. Com o intuito de estudar a excreção viral de CMV em crianças da Beira Interior e relacioná-la com a frequência de creches, recolheram-se 151 amostras de saliva de crianças até aos 36 meses e detetou-se a presença de DNA viral por PCR em tempo real. Foram obtidos 21 resultados positivos, o que representa uma excreção viral de 13,91%. As crianças que excretaram o vírus têm maioritariamente 12 a 23 meses (22,64%), são do sexo masculino (20,51%), os pais têm apenas a 4ª classe ou nunca estudaram (28,57%) e têm pelo menos um irmão (14,68%) com idades predominantemente entre os 2 e os 5 anos (23,08%), o que está de acordo com a literatura. Em relação à comparação dos resultados com a frequência de creches, os pais têm predominantemente habilitações literárias superiores (15,38%) e os irmãos têm maioritariamente entre 2 e 5 anos (23,81%). Comparativamente, os pais das crianças que ficam em casa têm maioritariamente habilitações literárias inferiores ao 4º ano (33,33%) e os irmãos costumam têm predominantemente mais de 11 anos (28,57%) Em ambos os locais, as crianças excretaram mais o vírus durante o primeiro ano de idade e são do sexo masculino. Ao contrário do esperado, não se verificou que a frequência de creches aumenta a excreção viral devido à reduzida representação de crianças que ficam em casa na amostra e pela constatação que os seus pais têm poucas habilitações literárias. No entanto, as elevadas excreções virais encontradas neste estudo enfatizam a necessidade de ter mais atenção às medidas de higiene para evitar a disseminação do CMV, que representam a única forma de prevenir a transmissão do CMV, particularmente neste contexto. O segundo capítulo reflete a experiência profissionalizante nos Serviços Farmacêuticos do Centro Hospitalar da Cova da Beira. O estágio em Farmácia Hospitalar representa não só uma possibilidade para fortalecer conhecimentos, mas ainda um contacto com terapêuticas mais específicas e com a integração do Farmacêutico numa equipa de saúde multidisciplinar. A oportunidade de estagiar num serviço exigente e que se rege por objetivos e indicadores de qualidade fez com que ficasse mais alerta para a necessidade de melhoria contínua no quotidiano profissional, assim como me fez ficar ainda mais orgulhosa da missão que os Farmacêuticos Hospitalares desempenham: garantir que o medicamento certo chega ao doente certo, à hora certa e é administrado de forma certa. O terceiro capítulo descreve as competências adquiridas no estágio curricular que realizei na Farmácia Vitória Fundanense no Fundão. O estágio em Farmácia Comunitária representa um complemento à formação académica e, para além de permitir constatar o papel fulcral que o Farmacêutico desempenha na educação e promoção da saúde junto da comunidade, também permite ter contacto com a realidade prática do quotidiano de uma farmácia de oficina. Para mim, foi um estágio muito gratificante e que aumentou a minha vontade de fazer sempre mais e melhor pelo utente e pela nossa classe. -
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Doença de Dupuytren em doentes diabéticos: um estudo de prevalência
Publicaçãopor Madeira, Nathalie Marie de AlmeidaOrigem: uBibliorumINTRODUÇÃO: A etiopatogenia da Doença de Dupuytren permanece pouco entendida, tendo sido associada a vários fatores, nomeadamente diabetes mellitus. A prevalência desta patologia é inconsistente entre os países estudados, variando entre 0,2% e 56%, e mais especificamente entre 16% e 42% para doentes diabéticos, justificando a necessidade de estudos nacionais. Até à data, ainda nenhum estudo publicado revela a prevalência desta patologia em Portugal. O objetivo principal deste estudo consistiu em determinar a prevalência de Doença de Dupuytren numa população portuguesa de diabéticos. Secundariamente pretendeu-se relacionar a Doença e a sua gravidade com a diabetes mellitus. MÉTODOS: Através de um estudo epidemiológico observacional transversal, foram entrevistados 190 diabéticos, de modo oportunista, durante consultas de seguimento previamente agendadas pela Medicina Interna. Para cada participante foram obtidos dados relativos à história clínica e realizou-se a observação clínica das mãos dos doentes pelo autor do projeto. Nos casos diagnosticados foi medido o Défice de Extensão Passiva Total com recurso a um goniómetro e foi pedido o preenchimento do questionário Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand, validado para português. Os restantes dados foram recolhidos após consulta do processo clínico. Consideraram-se os resultados significativos para p inferior a 0,05. RESULTADOS: A amostra foi composta por 190 diabéticos, 43,2% do sexo masculino e 56,8% do sexo feminino. A média das idades foi de 65,56 anos (DP=13,397). A prevalência de Doença de Dupuytren foi de 34,2% (IC-95%: 27,5%-40,9%). A prevalência foi de 39,0% nos homens e de 30,6% nas mulheres, mas estas diferenças não foram estatisticamente significativas. As diferenças na prevalência entre as classes etárias foram estatisticamente significativas, tendo sido apenas diagnosticados casos a partir dos 50 anos. A Doença foi frequentemente bilateral. Os raios mais afetados foram o 4º e o 3º. A prevalência foi significativamente superior nos doentes com história familiar para a Doença, nos doentes com pelo menos 10 anos de duração da diabetes, nos diabéticos tipo 2, nos doentes com neuropatia, nos hipertensos e nos doentes com doença vascular periférica. Relativamente à gravidade da Doença, verificou-se que os doentes com história familiar de diabetes apresentaram maior disfunção do membro superior e que os doentes tratados com insulina apresentaram um Défice de Extensão Passiva Total menos severo. CONCLUSÃO: A prevalência de Doença de Dupuytren nesta amostra foi concordante com os resultados do norte da Europa. Seria interessante explorar o possível efeito protetor da insulina na gravidade sugerido neste estudo.
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