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    Cuidados de Enfermagem centrados na família da pessoa idosa com diabetes: estudo de caso

    Publicação
    por Frazão, Inês
    Outros Autores: Figueiredo, Maria do Carmo (preferencial); Pascoal, Dina; Jorge, Mariana; Fernandes-Jorge, Madalena
    Introdução: Na atualidade, o aumento da incidência e prevalência da diabetes a nível mundial é algo preocupante. Tem-se verificado que as pessoas com diabetes carecem, na maioria das vezes, de cuidados de enfermagem mais desafiadores e exigentes. Os cuidados tornam-se mais complexos quando a pessoa com diabetes é idosa, devido à sua vulnerabilidade. Os enfermeiros que prestam cuidados nas USF assumem, muitas das vezes, um papel privilegiado nos cuidados à pessoa idosa com diabetes e sua família. Pretende-se avaliar o impacto dos cuidados de enfermagem numa família com um membro idoso com diabetes, através da mobilização do Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar (MDAIF). Metodologia: Trata-se de um caso clínico, de uma pessoa idosa com diabetes, com abordagem familiar. Foram realizadas dez entrevistas semiestruturadas e familiares, tendo como base a grelha elaborada pela autora do MDAIF para o efeito, e analisada a informação dos aplicativos informáticos resultantes de registos do enfermeiro de família, durante o período de agosto a outubro de 2021. Com os dados obtidos foram elaborados os diagnósticos e propostas as intervenções de enfermagem, segundo o MDAIF. Resultados: Trata-se de uma família nuclear composta pelo casal idoso. Foram identificados diagnósticos de enfermagem que necessitaram de intervenção: Rendimento familiar insuficiente (dimensão estrutural); Satisfação conjugal não mantida (dimensão de desenvolvimento); e Processo familiar disfuncional (dimensão funcional). Após a intervenção verificaram-se ganhos em saúde familiar: rendimento familiar suficiente (com a intervenção da técnica de serviço social); satisfação conjugal mantida; e processo familiar não disfuncional. Estas alterações favoráveis destes diagnósticos contribuíram para o bem-estar da família e influenciaram positivamente a saúde da pessoa idosa com diabetes. Conclusões: O MDAIF, ao ser mobilizado pelo enfermeiro da USF, permitiu dar resposta aos diagnósticos familiares de enfermagem identificados. Mostrou ser sensível às necessidades da família, como unidade de cuidados, tendo contribuído para a melhoria do funcionamento familiar. Para além disso, e visto que o sistema familiar é o alvo de cuidados de enfermagem - que se focalizam tanto na família como um todo, quanto nos seus membros individualmente, respondeu, simultaneamente, às necessidades individuais da pessoa idosa com diabetes, perspetivando-se ganhos na sua saúde. Referências Bibliográficas • Figueiredo, M. H. (2009). Enfermagem de Família: Um contexto do cuidar. [Tese de Doutoramento, Universidade do Porto/Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar]. Repositório Aberto da Universidade do Porto. https://hdl.handle.net/10216/20569 • Figueiredo, M. H. (2012). Modelo dinâmico de avaliação e intervenção familiar: uma abordagem colaborativa em enfermagem de família. Lusociência. • Santos, A. R. P. D. (2019). Intervenções de Enfermagem no autocuidado da pessoa idosa com diabetes mellitus tipo II. [Tese de Mestrado, Universidade de Lisboa/Escola Superior de Enfermagem de Lisboa]. Repositório Comum. http://hdl.handle.net/10400.26/32051 • Raposo, J. F. (2020). Diabetes: Factos e Números 2016, 2017 e 2018. Revista Portuguesa de Diabetes, 15(1), 19–27.
    2022 documento de conferência Portugal acesso aberto
  2. 2

    INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM NA FAMÍLIA RIBATEJO, SEGUNDO O MODELO DINÂMICO DE AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO FAMILIAR (MDAIF) (2012)

    Publicação
    por Caseiro, M. Inês
    Outros Autores: Varanda, Isabel; Santos, Irene; Luz, Elisabete
    Introdução: No âmbito da Unidade Curricular Estágio VII – Enfermagem de Saúde Familiar e Comunitária, como objetivo do mesmo, existiu o aprofundamento e intervenção de enfermagem numa família selecionada, com base no MDAIF. Objetivos: Avaliação da família Ribatejo na dimensão estrutural, de desenvolvimento e funcional, com o intuito de sustentar diagnósticos de enfermagem para posterior intervenção familiar, que resulte em empoderamento familiar. Metodologia: Estudo de Caso, com os participantes da Família Ribatejo (Sr. José Jorge, genro da D. Lúcia) e a cuidadora formal. Os dados foram colhidos, através do Guião de Colheita de dados adaptado MDAIF, numa entrevista aos participantes numa visita domiciliária à residência desta família, na qual também estava presente a enfermeira cooperante. Posteriormente, os dados foram analisados, e como método expositivo da avaliação familiar e da intervenção de enfermagem, elaborei um PowerPoint para apresentação à professora orientadora do estágio. Resultados e Discussão: Concluiu-se que a filha da D. Lúcia não desempenha o seu papel familiar (esposa e filha) devido a uma depressão presente. A fim de potenciar a independência da D. Lúcia, e evitar um potencial stress de prestador de cuidados ao genro, realizou-se o pedido de entrada na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), para um programa de reabilitação com as enfermeiras especialistas da Equipa de Cuidados Continuados Integrados (ECCI), para ganho em saúde para a D. Lúcia mas também a manutenção da funcionalidade familiar. Conclusões: O MDAIF foi uma base teórica-conceptual que permitiu uma incisiva identificação das reais necessidades de cuidados de enfermagem nesta família, e de guia para uma intervenção familiar objetiva e com capacidade de potenciar as forças internas desta família.
    2022 palestra Portugal acesso aberto
  3. 3

    A família no papel de prestadora de cuidados e influência do género

    Publicação
    por Santos, Sara
    Outros Autores: Vicente, Dulce; Godinho, Celeste; Rosa, Paulino
    Introdução No âmbito da Unidade Curricular Estágio VII – Enfermagem de Saúde Familiar e Comunitária, desenvolveu-se o estudo de uma família, tendo como base o Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar - MDAIF de Figueiredo (2012).. Os dados disponíveis apontam para algumas alterações no perfil do cuidador informal, assistindo-se a um aumento notável de cuidadores do gênero masculino (Moherdaui, Fernandes & Soares, 2019). Estudos relatam serem os cuidadores masculinos a registarem níveis de otimismo mais elevados no desempenho deste papel, e simultaneamente expressam uma perspetiva de reconhecimento social e retorno positivo face aos mesmo (Cabanita, 2019). Objetivos Avaliar a família no papel de prestadora de cuidados, analisando-se a influencia do género relativa ao mesmo. Estabelecer um plano de intervenção mobilizando os conhecimentos relacionados com as diferenças de género. Metodologia Estudo caso, sendo os dados colhidos com recurso à entrevista semiestruturada, com base no MDAIF. Foram ainda construídos com a família os instrumentos de avaliação familiar: Genograma, Ecomapa e Escala de Graffar adaptada. Resultados e Discussão Foi possível identificar as necessidades da família inerentes à dimensão do papel de prestadora de cuidados, relacionadas nomeadamente com o consenso, o conflito e a saturação. Procurou-se mobilizar no planeamento da intervenção o aprofundamento do conhecimento acerca das relações entre género, motivação e sobrecarga, definindo-se estratégias promotoras de forças e recursos na família. Conclusões A utilização dos instrumentos de avaliação familiar favorecem a comunicação terapêutica e possibilitam a compreensão da funcionalidade familiar. A análise dos dados permite ao enfermeiro, formular diagnósticos de Enfermagem congruentes com os problemas sentidos pela família, direcionando as intervenções necessárias para a promoção da sua qualidade de vida. Referências Bibliográficas Figueiredo, M. (2012). Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar: Uma abordagem colaborativa em Enfermagem de Família. Lisboa: Lusociência. Yin, R. (2005). Estudo de Caso. Planejamento e Métodos. Porto Alegre: Bookman Rodrigues, J.; Borrego, C.; Ruivo, P.; Sobreiro, P.; Catela, D.; Amendoeira, J. & Matos, R. (2020). Conceptual Framework for the Research on Quality of Life, Sustainability 2020, 12, 4911; doi:10.3390/su12124911 Moherdaui, J.; Fernandes, C. & Soares, K. (2019). O que leva homens a se tornar cuidadores informais: um estudo qualitativo. Revista Brasileira Medicina Familiara e Comunidade. Rio de Janeiro, Jan-Dez; 14(41):1907 Cabanita, M. (2019). O Cuidador Informal de Idosos - Contribuições para o estudo das suas Necessidades, Sobrecarga, Resiliência e Otimismo. Universidade do Algarve: Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Psicologia da Educação.
    2022 palestra Portugal acesso aberto
  4. 4

    SOBRECARGA DO CUIDADOR FAMILIAR: ESTUDO DE CASO À LUZ DO MODELO DINÂMICO DE AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO FAMILIAR

    Publicação
    por Anacleto, Catarina
    Outros Autores: Seriz, Carmén; Luz, Elisabete; Godinho, Celeste
    Introdução O Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar (MDAIF) de Figueiredo (2012) é um referencial teórico e operativo que pretende dar resposta à necessidade de avaliação sistémica da família, efetivando os cuidados de enfermagem centrados na família. O papel de prestador de cuidados é definido como o padrão estabelecido na família que visa dar apoio a um dos seus membros que se encontra dependente no autocuidado, por razões que emergem da situação de doença (Figueiredo, 2012). Apesar de essencial, o desempenho deste papel é desgastante, acarretando progressivamente um aumento da sobrecarga, que expõe o cuidador a fatores de stress em diferentes domínios, tanto físico como emocional (Melo, Rua e Santos, 2014). Objetivos Avaliar a família segundo o MDAIF; identificar as necessidades de intervenção em cada dimensão e estabelecer planos de intervenção. Metodologia A metodologia utilizada foi o estudo de caso, tendo como referencial teórico o MDAIF. O estudo centrou-se no processo de avaliação e intervenção familiar com uma familia em contexto domiciliário, no âmbito de uma Unidade de Saúde Familiar em Lisboa, tendo sido realizadas entrevistas para colheita de dados e aplicados instrumentos de avaliação familiar: Genograma, Ecomapa, Escala de Graffar adaptada, FACES II e APGAR Familiar de Smilkstein. Resultados e Discussão Trata-se de uma família com disfunção acentuada (APGAR, 2), de classe alta (Graffar, 9), composta pelo casal “Família com filhos adultos”, (Relvas, 1996), com idades compreendidas entre os 70 e 72 anos. Vivem sozinhos, insatisfeitos com a relação que mantêm com o filho e os netos. Identificamos os diagnósticos de enfermagem a necessitar de intervenção: satisfação conjugal não mantida; processo familiar disfuncional e saturação de papel (Figueiredo, 2012). Conclusões Este estudo possibilitou a identificação das necessidades da família, visando intervenções promotoras de mudança. Verificámos a efetividade das intervenções implementadas no âmbito do Papel de Prestador de Cuidados no que concerne à saturação de papel. A utilização do MDAIF permitiu orientar e sistematizar os cuidados de enfermagem com a família, contribuindo para a melhoria da sua qualidade de vida.
    2022 documento de conferência Portugal acesso aberto
  5. 5

    Práticas de cuidados às famílias, estudo de caso

    Publicação
    por Vitor, Carlos Miguel
    Outros Autores: Murteiro, Ana Margarida; Figueiredo, Maria Henriqueta de Jesus Silva; Silva, Margarida Alexandra Nunes Carramanho Gomes Martins Moreira da; Ferreira, Maria Manuela Henriques Pereira; Lebreiro, Marlene
    Introdução: O Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar (MDAIF), referencial teórico para a enfermagem de saúde da família em Portugal, pretende ser orientador da tomada de decisão clínica dos enfermeiros no que se reporta aos cuidados às famílias. Objetivos: Identificar as necessidades de cuidados de enfermagem da família; explorar os ganhos em saúde que decorrem das intervenções do enfermeiro. Metodologia: Estudo de caso qualitativo realizado numa Unidade de Saúde Familiar e centrado no processo de intervenção familiar, desenvolvido pela enfermeira de família. Foram efetuadas quatorze visitas domiciliárias entre janeiro e abril de 2019. Foi realizada análise documental a partir dos registos elaborados pela enfermeira, tendo como suporte a matriz operativa do MDAIF. Resultados: A família nuclear em estudo é composta por um casal idoso. O elemento masculino do casal está acamado e dependente das atividades de vida, sendo a esposa a cuidadora. Os dados colhidos revelaram a necessidade de intervenção nas dimensões estrutural e funcional. A área de atenção "Precaução de Segurança" foi ajuizada como não demonstrada, pela falta de conhecimento sobre estratégias de adaptação às barreiras arquitetónicas. O "Papel de prestador de cuidados" foi também considerado não adequado motivado pela saturação do papel. As intervenções permitiram melhorar as competências familiares para a manutenção de um ambiente seguro e para capacitação de papel de cuidador. Conclusões: A avaliação integrativa de todos os domínios do referencial teórico, sugere a interligação das caraterísticas específicas da família em estudo e, assim o planeamento e execução de intervenções adequadas, às especificidades do sistema familiar. O uso do MDAIF permitiu direcionar e estruturar as práticas de enfermagem com a família, contribuindo para a sustentabilidade do funcionamento familiar. A implementação como apoio à tomada de decisão do enfermeiro de família produzirá novos conhecimentos que possibilitarão novas práticas e introduzirão processos de inovação nas interações com as famílias
    2021 outro Portugal acesso aberto
  6. 6

    Supervisão em ensino clínico de enfermagem de saúde familiar: vivências significativas dos enfermeiros supervisores

    Publicação
    por Branco, Ana Laura Mendonça de Aviz
    O Ensino Clínico constitui-se como um importante componente na formação em Enfermagem, sendo fundamental para o desenvolvimento de competências do futuro enfermeiro, assim como para um primeiro contacto com a realidade da prática. A supervisão clínica apresenta, então, um papel de relevo neste processo, servindo para orientar, acompanhar e apoiar o estudante, tendo como principal objetivo a facilitação da aprendizagem e a promoção do seu desenvolvimento profissional e pessoal. O presente estudo tem como objetivo analisar as perceções e introspeções de enfermeiros supervisores especializados em contexto da enfermagem de saúde familiar, sobre a supervisão em ensino clínico tendo em conta as suas vivências significativas. Recorreu-se a uma metodologia qualitativa, desenvolvendo-se um estudo exploratório-descritivo, com o objetivo de explorar e descrever o fenómeno da supervisão clínica em Enfermagem. Para tal realizaram-se entrevistas a 10 enfermeiros supervisores especializados em saúde familiar. Os dados obtidos foram analisados recorrendo à técnica de análise de conteúdo de Bardin. Como resultados a supervisão clínica tem como objetivo principal a orientação e acompanhamento dos estudantes de enfermagem, proporcionando o contacto com a prática clínica real de enfermagem. Para a supervisão clínica é muito importante o desenvolvimento da prática reflexiva assim como de uma relação positiva entre o supervisor e o estudante. Para ser responsável pela supervisão, o enfermeiro especialista tem de possuir certas características tais como: conhecimentos técnicos e científicos atualizados, capacidade de relação interpessoal, empatia e promover a prática reflexiva. As vivências significativas são muito importantes para o desenvolvimento da prática clínica funcionando como marcos de aprendizagem, que permitem o avanço do saber dentro da enfermagem. As conclusões obtidas vão no sentido da grande importância da implementação da supervisão clínica para um desenvolvimento profissional eficaz, para que melhores enfermeiros sejam formados, melhorando assim a qualidade dos serviços de saúde, uma melhor organização das unidades clínicas e um aumento da satisfação dos enfermeiros.
    2019 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  7. 7

    Empowerment counselling in nursing well-child visits for healthy family lifestyles

    Publicação
    por Borges Rodrigues, Sónia
    Background: Empowerment counselling has long been assumed to improve people’s health and is encouraged to be adopted in routine healthcare. However, the questions as to whether empowerment reliably benefits preschool children and families’ health and whether it is being addressed in nursing well-child visits for healthy family lifestyles are yet to be addressed. The overall purpose of this thesis is to contribute toward the clarification and advance of empowerment counselling in nursing well-child visits for healthy family lifestyles. This thesis consisted of three studies. Aims: To synthesize the existing evidence on health interventions using the empowerment concept with preschool-age children and families (sub-study 1). To develop a Portuguese translation and adaptation of the Empowering Speech Practices Scale and investigate its construct validity and reliability (sub-study 2). To describe and compare nurses’ and families’perceptions regarding the degree of empowerment counselling in well-child visits for healthy family lifestyles and explore its associations with nurses’ and families’ sociodemographic and nutritional characteristics (sub-study 3). Design and Methods: We conducted a systematic literature review (sub-study 1), and an observational cross-sectional survey study (sub-study 2 and 3) with 82 families attending a 5-year-old well-child visit and 25 nurses from 12 health functional units situated in Portugal’s Central Region and the Metropolitan Area of Lisbon. Results: In sub-study 1, only ten intervention studies met the criteria for inclusion, with 50% showing positive effects. Children’s participation was scarce. Overall, studies provided limited details on theory application. Sixteen promising behaviour change techniques were identified. Findings from sub-study 2 supported the Portuguese Empowering Speech Practices Scale internal reliability and construct validity, suggesting it has potential usefulness as a measure of empowerment counselling in 5-year-old well-child visits. Sub-study 3 showed that both nurses and families perceived empowerment had been practised to a high degree in the nursing well-child visits. Still, the domain of participatory practices of empowerment counselling can be expanded. The family’s limited familiarity with the health system, having children with overweight, and the well-child visits being conducted in Customized Health Care Units were associated with lower empowerment counselling scores. Conclusions: The findings of the studies give valuable insights to plan further work needed to prove the effectiveness and meaningfulness of using empowerment counselling in well-child visits.
    2022 tese de doutoramento Portugal acesso aberto
  8. 8

    The family dynamics of elder elderly in the context of Porto, Portugal

    Publicação
    por Gonçalves, Lucia Hisako Takase
    Outros Autores: Costa, Maria Arminda Mendes; Martins, Maria Manoela; Nassar, Silvia Modesto; Zunino, Roberta
    Origem: Oasisbr
    Descriptive study aiming to understand the family dynamics of elderly people aged 80 years or older, receiving family care at home. Caregivers and elderly, registered at the family health unit of Greater Porto, comprised a sample of 107 pairs. Data were collected between 09/2009 and 03/2010. The following instruments were applied: family APGAR, quality of life and lifestyle scale. The results that stand out are: increase in male partners serving as caregivers for dependent partners; substantial inclusion in the list of family caregivers: grandchildren, nieces, nephews, siblings. The caregiver lifestyle was considered regular, as well as the caregiver and elderly’s quality of life, although the family dynamics showed to work well. Limitations prevent further generalizations, but offer relevant support for the development of the family health and family nursing program.
    2011 artigo Brasil acesso aberto
  9. 9

    O VALOR DA ENTREVISTA FAMILIAR SISTÉMICA À FAMÍLIA COM CRIANÇA A INICIAR O ENSINO BÁSICO

    Publicação
    por Sílvia Ferreira Dias
    A transição para o 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB) constitui uma etapa crítica no ciclo vital familiar, que exige adaptações ao nível das responsabilidades parentais, da literacia familiar e do envolvimento escolar. A evidência recente mostra que intervenções sistémicas, centradas na família, potenciam competências parentais e favorecem processos de transição desenvolvimental. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre os ganhos em saúde com a implementação da EFS à família e a intervenção comummente implementada nas Consultas de Saúde Infantil e Juvenil (CSIJ), nomeadamente a consulta dos 5 anos, preconizada pela DGS, com criança a iniciar o 1º CEB. Desenvolveu-se um estudo quase-experimental, com amostragem em conglomerados selecionada por conveniência, envolvendo 14 famílias acompanhadas numa Unidade de Saúde Familiar da Região Norte de Portugal. A recolha de dados recorreu a instrumentos de avaliação da responsabilidade parental, do envolvimento escolar, da autoeficácia parental e da literacia familiar. A análise estatística incluiu testes de normalidade (Shapiro-Wilk) e testes não paramétricos como o teste Mann-Whitney, para amostras independentes e o teste de Wilcoxon, para amostras emparelhadas. Os resultados evidenciaram que a EFS promoveu, no grupo experimental, ganhos significativos em todas as dimensões avaliadas, com destaque para o aumento da perceção de responsabilidade parental e das práticas de envolvimento escolar, bem como para o reforço da autoeficácia parental e da literacia familiar. Conclui-se que a EFS mostrou ser uma intervenção eficaz para apoiar famílias em transições desenvolvimentais, ao proporcionar um espaço estruturado de comunicação e reflexão que facilita a clarificação de papéis parentais, o fortalecimento das competências familiares e a construção de pontes colaborativas entre família, escola e serviços de saúde.
    2025 texto Portugal acesso aberto
  10. 10

    Aleitamento materno em mulheres trabalhadoras: contributos para a intervenção do enfermeiro de família

    Publicação
    por Silva, Diana
    Outros Autores: Rua, Marília; Loureiro, Helena
    Introdução. A manutenção do Aleitamento Materno (AM) é frequentemente comprometida com o regresso da mulher ao trabalho. Na sua intervenção, o Enfermeiro deve considerar fatores facilitadores e dificultadores do AM, bem como conhecer as medidas legais de apoio e promoção da parentalidade e da amamentação. Objetivos. Identificar os fatores relacionados com a manutenção do AM, após o regresso ao trabalho, em mulheres trabalhadoras inscritas numa Unidade de Saúde Familiar, da Administração Regional de Saúde do Centro, Portugal. Metodologia. Estudo descritivo-correlacional realizado numa amostra de trabalhadoras (n=183) que tiveram filhos entre janeiro de 2015 e junho de 2020 e com experiência de AM, após o regresso ao trabalho. Colheita de dados por via eletrónica (Google forms) e análise pelo programa IBM SPSS® 27.0. Cumpridos todos os pressupostos éticos e legais. Resultados e Discussão. 32,3% das participantes manteve o AM entre 6 e 12 meses e 55,7% adotou-o exclusivamente até aos 6 meses. Os fatores facilitadores mais referidos foram: “dispensa de amamentação” (49,7%), “duração da licença de parentalidade” (45,9%), “flexibilidade de horário” (43,2%) e “apoio familiar/ social” (43,2%), corroborando a evidência1, 2, 3, 4. Os principais motivos de desmame foram: “diminuição da quantidade de leite” (37,7%) e “idade do bebé” (20,8%), como na literatura2, 3, 5. Os “motivos relacionados com o trabalho” e “cansaço” não tiveram expressão significativa (3,8% e 12%), sugerindo que as participantes não reconheceram a sua relevância. Conclusões. Na promoção do AM em mulheres trabalhadoras, os enfermeiros devem considerar o seu contexto familiar, social e laboral, as suas crenças, valores e recursos. Devem avaliar os fatores que possam interferir no sucesso do AM e investir na capacitação das famílias mais vulneráveis, empoderando-as para os seus direitos.
    2021 artigo Portugal acesso aberto