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Adverse vascular effects of phthalates: Possible contribution to hypertension in pregnancy
Publicationby Mariana, Melissa RodriguesOrigin: uBibliorumPhthalates are chemical compounds used as plasticizers to increase flexibility and elasticity of rigid polymers and as non-plasticizers as solvents and additives in cosmetics and personal care products. These compounds have low water solubility and since they are not covalently bound to the polymer they are easily released into the environment and absorbed by the human body. Afterwards, phthalates are rapidly metabolized into their respective monoesters being already detected in different biological samples, including blood, urine, saliva, amniotic fluid, umbilical cord blood and breast milk. In addition, phthalates can disrupt the endocrine system by binding to molecular targets and interfering with hormonal homeostasis, thus being classified as endocrine-disrupting compounds (EDCs). Due to these properties and their adverse effects, phthalates were classified as priority environmental pollutants by the United States Environmental Protection Agency (US EPA). Alongside this increase in exposure to phthalates, the incidence of cardiovascular diseases (CVD) has also increased over the years, with the occurrence of hypertensive disorders in pregnancy (HDP) being one of the main causes of maternal and foetal morbidity and mortality. There are several risk factors that influence the development of HDP, including exposure to EDCs, but the mechanisms involved are not yet known. Several studies have also suggested an association with phthalates, in rats they seem to promote changes in the vascular function, to affect the expression of proteins involved in cardiac function, to contribute to increased blood pressure, changes in lipid metabolism, and atherosclerosis. Thus, the aim of this thesis was to investigate how phthalates’ exposure affects the cardiovascular health, focusing on HDP. For that, studies were carried out on rat aorta and the human umbilical artery to evaluate the effects of di(2-ethylhexyl) phthalate (DEHP) and diethyl phthalate (DEP) in the vascular function. In the first study, rat aorta devoid of endothelium was contracted with noradrenaline and potassium chloride (KCl) and then subjected to different concentrations of DEHP (0.001-100 μM) to assess the vascular reactivity. Besides, since Ca2+ levels are the main determinant of contraction and relaxation, DEHP effects on Ca2+ currents were also analysed using the A7r5 cells. The data obtained showed that DEHP caused a concentration-dependent vasorelaxation after contraction with KCl, and, at the highest concentrations, it inhibited both the basal and the BAY K8644-stimulated calcium currents. These results suggest that DEHP induces vasorelaxation of the rat aorta by inhibiting the L-type Ca2+ channels (LTCC). Then, the genomic and non-genomic effects of DEP on the rat aorta were analysed. Using the organ bath technique, DEP (0.001-1000 μM) was analysed after contraction of the arteries with noradrenaline and KCl. Similarly, to understand the possible mechanisms involved, the effects of DEP were analysed on the relaxing effect of nifedipine (NIF - specific calcium channel blocker) and sodium nitroprusside (SNP - soluble guanylate cyclase activator). Besides, through electrophysiology studies the non-genomic (occurring within a few minutes) and genomic (occurring after 24h of exposure) effects of DEP on the Ca2+ currents of the A7r5 cells were investigated. These showed that both the rapid and 24h effects of DEP exposure led to a decrease in LTCC currents, being in agreement with the vasorelaxation obtained through the organ bath experiments. For the first time, the vascular electrophysiological properties of an EDC were analysed after long-term exposure, concluding that DEP promotes an inhibition of the calcium current in the rat aorta, which may be responsible for electrical disturbances such as arrhythmias. To evaluate the effect of phthalates on maternal health, the last experimental work of this thesis analysed the contribution of DEP (0.001-1000 μM) in the development of gestational hypertension. Therefore, human umbilical arteries (HUA) were collected from normotensive and hypertensive pregnant women. To assess the non-genomic vascular effects, the HUA were pre-contracted with serotonin, histamine and KCl and then subjected to DEP, resulting in a vasorelaxation by interfering with Ca2+ channels and serotonin and histamine receptors. On the other hand, to assess the genomic effects, the arteries were incubated with DEP for 24h, and then the effects of NIF and SNP were analysed. The results showed that DEP seemed to act through the NO/sGC/cGMP/PKG signalling pathway, and to interfere with LTCC. In addition, primary culture of HUA smooth muscle cells was also performed for cell viability essays, showing that DEP has no toxic effect on these cells. Overall, this experimental work showed that DEP affects the HUA vascular resistance through disturbances in hormone and calcium homeostasis, suggesting that the development of hypertension in pregnancy may be a consequence of exposure to phthalates. In general, the results obtained show that phthalates modify the vascular homeostasis in both animals and humans, promoting vasorelaxation mainly through the inhibition of Ca2+ channels. This is the first time that an experimental study has been able to establish the link between exposure to DEP and gestational hypertension. We are beginning to unravel the mechanistic pathways involved in the vascular effects of phthalates that explain the pathological functional alterations of hypertension in pregnancy. However, more experimental studies are needed to understand how different classes and mixtures of phthalates affect the cardiovascular health during pregnancy and in future generations. -
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Testes eletrofisiológicos complementares ao diagnóstico do transtorno do processamento auditivo central: revisão de literatura
Publicationby Simião, Pamela CristinaOrigin: OasisbrIntrodução: O Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC) pode ser considerado quando há presença de falhas no processamento da informação dos sinais auditivos com acuidade auditiva e cognição dentro da normalidade. O diagnóstico de indícios de risco para o TPAC pode ser feito através de exames eletrofisiológicos, a fim de avaliar a resposta do sistema auditivo, via medidas elétricas para monitoramento das mudanças funcionais do Sistema Nervoso Auditivo Central (SNAC), sendo utilizados nos casos em que não é possível se obter respostas com os testes comportamentais. Objetivos: Realizar revisão integrativa de literatura em exames eletrofisiológicos como complementares ao diagnóstico do TPAC, verificando-se a eficácia dos exames, aqueles de maior uso e quais alterações funcionais encontradas. Métodos: O presente estudo consiste em uma revisão integrativa de literatura, em que foram selecionados e analisados artigos científicos originais, publicados na íntegra, entre os anos de 2010 e 2019, que passaram por teste de relevância, para atendimento a critérios de inclusão. Resultados: Os exames eletrofisiológicos trazem informações complementares para o diagnóstico diferencial das alterações do Sistema Nervoso Auditivo Central, sendo assim, testes importantes para complementar à avaliação do TPAC. Tais testes fazem a análise das atividades corticais, demonstrando o local de alteração, podendo ser ela no tálamo, córtex e/ou hemisférios cerebrais. Também foi observado que o Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência (PEALL) foi apontado como o principal e mais utilizado exame para o diagnóstico complementar das alterações do TPAC. As alterações funcionais mais encontradas estão relacionadas a atividades corticais relativas às habilidades de atenção, memória, cognição e discriminação. Portanto, os exames eletrofisiológicos são essenciais na avaliação do SNAC e complementar o diagnóstico do TPAC, já que mostram as alterações do SNAC através da modificação da amplitude e latência das ondas dos testes utilizados. Conclusão: A avaliação do SNAC através dos exames eletrofisiológicos se mostrou eficaz e precisa no diagnóstico complementar do TPAC em casos em que não se tem os resultados esperados através dos exames comportamentais. -
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Estudo do mecanismo de ação não-genômico da tiroxina e da 1a,25(OH)2- vitamina D3 em sistemas de membrana plasmática: transporte de aminoácidos e fluxo iônico em testículos de rato...
Publicationby Menegaz, DanusaOrigin: OasisbrTese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Farmácia, Florianópolis, 2009. -
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Dissociando anedonia de outros sintomas da depressão na doença de Parkinson em um modelo experimental em ratos: papel do estriado dorsolateral e do córtex pré-frontal
Publicationby Matheus, Filipe CarvalhoOrigin: OasisbrTese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia, Florianópolis, 2015. -
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Oxytocin’s role in facial emotion recognition in distinct psychopathy dimensions : a systematic review of behavioral, central and peripheral nervous system correlates
Publicationby Ferreira, Sara LopesIntrodução: A psicopatia envolve limitações sociais e comportamentos que podem comprometer a vida em sociedade. ‘Interpessoal-afetiva’ e ‘Estilo de vida-Antissocial’ são duas dimensões que parecem envolver diferentes traços e neurocorrelatos, incluindo ao nível da saliência social e do sistema da oxitocina (OT) – crucial para o funcionamento social. No entanto, revisões anteriores focam-se nas dimensões da psicopatia ou nos efeitos da OT separadamente, sem considerar a atividade autónoma. Objetivos: Este projeto pretende rever sistematicamente estudos acerca das dimensões da psicopatia em termos de correlatos comportamentais, e do sistema nervoso central e periférico, do reconhecimento de emoções faciais, tal como a sua relação com a OT. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática nas bases de dados PubMed (NLM), Web of Science Core Collection (Clarivate) e PsycINFO (EBSCOhost), sem limites cronológicos. Foram incluídos 61 artigos publicados entre 2004-2020. Resultados: Quanto às dimensões da psicopatia, foram encontradas evidências para: (i) resultados distintos no reconhecimento emocional; e (ii) atividade neural oposta, medida com neuroimagem, eletrofisiologia, eye-tracking e pupilometria, em resposta a emoções faciais. Traços interpessoais-afetivos apresentaram atividade central e periférica diminuída perante emoções negativas e baixos níveis de OT endógena. Traços estilo de vida-antissociais mostraram hiperreatividade a emoções faciais, principalmente de valência negativa. Desempenho comportamental com algumas inconsistências, no entanto, traços interpessoais-afetivos tendem a associar-se a pior reconhecimento emocional de emoções negativas, e estilo de vida-antissociais a pior reconhecimento independentemente da emoção. Foram encontrados efeitos positivos/compensatórios sugestivos na saliência social com OT: (i) melhoria no reconhecimento de emoções, aumento da dilatação da pupila e direção do olhar para faces emocionais; e (ii) diminuição da ativação cerebral para emoções negativas. Conclusão: Estes resultados suportam a pertinência do desenvolvimento de biomarcadores de diagnóstico específicos para cada dimensão (comportamentais e, em particular, psicofisiológicos) e intervenções (incluindo baseadas em OT) – apoiando assim um diagnóstico rigoroso da psicopatia. -
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Mésures psychophysiques et electrophysiologiques de la fonction visuelle de l'enfant en bas âge: une revue
Publicationby Costa, Marcelo Fernandes daOther Authors: Oliveira, André Gustavo Fernandes; Bergamasco, Niélsy Helena Puglia; Ventura, Dora FixOrigin: OasisbrLe système visuel présente, à la naissance, de nombreuses fonctions, dont le processus de maturation se fait en des temps divers. Dans ce travail nous montrons d'abord comment la psycophysique et l'électrophysiologie visuelles ont contribué à la mensuration et à l'étude du développement de trois fonctions visuelles: acuité visuelle, sensibilité au contraste et vision des couleurs. Dans un deuxième temps, nous pondérons comment la mesure et le développement de ces fonctions peuvent être compromis dans les cas de pathologies qui afectent le système visuel, telles que naissance prématurée et paralisie cérébrale. -
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Eletrofisiologia em neurologia de animais de companhia
Publicationby Soares, Cláudia Raquel EstevesOrigin: Repositório da UTADO sistema nervoso é especializado na transmissão de alterações do potencial de membrana das suas células. A gravação destas alterações de potencial através de equipamento especializado constitui a base fisiológica dos exames de eletrodiagnóstico. Estes permitem obter informação imediata e objetiva para localizar e caraterizar disfunções do sistema nervoso periférico. Atualmente, a avaliação eletrofisiológica é considerada elemento fundamental no exame diagnóstico de animais com alterações dos nervos periféricos, músculos ou junção neuromuscular. Foram estudados 8 casos clínicos selecionados com base na história, sinais clínicos e aproximação diagnóstica, incluindo-se casos em que se recorreu a exames eletrofisiológicos. O recurso a estes exames revelou-se bastante útil em todos os casos descritos. Foi possível observar atividade elétrica espontânea em todos eles, a qual é, regra geral, indicadora de uma neuropatia ou miopatia. Por outro lado, a análise dos resultados com o intuito de localizar a lesão, permitiu diferenciar doenças focais (3 casos de tumor) de uma doença generalizada (polineuropatia ou polimiopatia). Foi possível detetar um decréscimo na velocidade de condução num dos 6 casos em que se realizou este tipo de estudo e ausência completa de condução noutros 2, situações compatíveis com uma alteração na mielina. A análise da amplitude dos potenciais obtidos nestes casos permitiu identificar 2 situações de axonopatia associada a desmielinização. No que concerne a avaliação da junção neuromuscular, aplicou-se a técnica de estimulação nervosa repetitiva em 2 casos, a qual, por não revelar alterações, permitiu descartar hipóteses diagnósticas como miastenia gravis ou botulismo. Por último, foi possível testemunhar a aplicabilidade das ondas F na identificação de desmielinização do nervo motor proximal e raiz nervosa dorsal, assim como na localização da lesão. -
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Inhibitory Synaptic Alterations in Neuroimmune Insults Mediated by IL-4
Publicationby Ferreira, Maria do Rosário OliveiraThe cerebellum is known for regulating motor behavior, and to play a role in cognition and affection. Alterations in cerebellar development disrupt the maturation of neocortical circuits and is linked to autism spectrum disorders (ASD), schizophrenia, and Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD). The adult cerebellar cortex comprises three distinct layers: the molecular layer, the Purkinje cell layer, and the granule cell layer. In the molecular layer, the dendrites of Purkinje cells (PCs) receive excitatory inputs from climbing fibers (axons from inferior olive neurons) and parallel fibers (axons of granule cells). In this layer, inhibitory interneurons (stellate and basket cells) exert inhibitory control of PCs. PCs send inhibitory outputs to the deep cerebellar nuclei (DCN) and DCN neurons then send outputs to other brain regions, including the ventral tegmental area (VTA). Interestingly, the cerebellum develops mostly in the postnatal period, where it undergoes a profound remodeling, during which both excitatory and inhibitory inputs of PCs are established.Previous work has studied the connectivity between granule cells and PCs in the context of early-life allergies, a risk factor for ADHD. Elevation of IL-4 via peripheral injection of this cytokine in the second postnatal week, modeling early-life allergies, induced an excess number of granule cells that escape pruning by microglia. This increased connectivity between the parallel fibers and PCs was seen by an increased frequency of mini-excitatory postsynaptic currents (mEPSCs). These animals displayed an ADHD-like phenotype, including hyperkinesis and impulsivity. Using optogenetics coupled with electrophysiology, we also observed that IL-4 induced a presynaptic dysfunction in the DCN-VTA circuit. This change could underlie dysfunction in the dopaminergic tonus of the prefrontal cortex (PFC), an important feature in ADHD.My thesis aims to assess how postnatal IL-4 injection may further alter the inhibitory tonus within the cerebellar cortex and alter the final output activity from the DCN-VTA connection. First, to validate the existence of a disynaptic circuit covering DCN-VTA-PFC, we performed tracing experiments. We injected AAV9-hSyn-EGFP virus in the DCN nuclei,AAV9-hSyn-turboRFP in the Infralimbic area (IL) of the Pre-Frontal Cortex (PFC) and we evaluated colocalization of projections from the DCN and from the IL onto TH-positive neurons in the VTA. A second objective part of my thesis focused on evaluating the functionality of the circuit inside the cerebellum, namely the recordings from Purkinje cells and inhibitory interneurons from the molecular layer.This thesis allowed usto gain new insights into the role of early-life allergies in cerebellar development while also starting to understand how these changes impinge on ADHD-related dopaminergic dysfunction. -
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Cortico-hippocampal interactions as a neural substrate for the retrieval of contextual memories in choice behavior
Publicationby Ferreira-Fernandes, EmanuelSpatial working memory, the retention and use of behaviorally relevant spatial cues on a timescale of seconds, depends on complex, finely tuned interactions between hippocampus and the cortical regions anterior cingulate (ACC) and retrosplenial cortices (RSC), together hereby named medial mesocortex (MMC). In this circuit, the processing of hippocampal contextual information is hypothesized to follow a directional stream, from hippocampus to cortex, providing depolarizing drive to MMC neurons. The functional circuitry underlying these interactions and the necessity of such interactions for spatial working memory have not been established. Using retrograde and anterograde tracings, we reported the existence of a HIPP-MMC monosynaptic connection, and we characterized its topographic organization along the MMC. ACC is mainly targeted by the stratum pyramidale of dorso-intermediate HIPP (diHIPP), whereas RSC is targeted by pyramidal and non-pyramidal strata of diHIPP. In RSC, the hippocampal projection includes long-range GABAergic cells located at the border between stratum radiatum and stratum lacunosum-moleculare. Glutamatergic axons arising from diHIPP show sparse distribution and do not show preference for specific layers in the ACC. Contrarily, the glutamatergic axons arising from diHIPP project heavily to the superficial layers of RSC, particularly to layers 3 and 4, whereas the long-range GABAergic cells targeting RSC project mainly to layer 1. Using optogenetics, in vitro electrophysiology and sequential pharmacology, we showed that such hippocampal projections establish bona fide synapses throughout MMC cortical layers, and their differential targeting of ACC and RSC translates into a functional dichotomy at the microcircuit level. Specifically, the diffuse and excitatory hippocampal inputs to ACC evoke stronger potentials around layer 5, known for harboring large pyramids projecting descending axons to the basal ganglia, whereas the excitatory and inhibitory hippocampal inputs to RSC evoke stronger potentials in superficial layers (L1-3), where RSC sends and receives most corticocortical connections. By using in vivo multi site recordings, we further showed that the spontaneous activity patterns in the HIPP and MMC of the awake behaving rat follow what would be expected from the above described connectivity. First, epochs of increased spiking from HIPP are accompanied by short term increases in MMC areas, with increased levels generally preceding and following the trigger point, which is indicative of complex time--dependent cross--talk between these regions. Second, such increases are somewhat clearer in the anteriormost regions of MMC, implying that the presence of inhibitory in parallel with excitatory HIPP inputs to RSC modulates the cortical response in vivo in ways yet unexplored. Our data also showed that MMC spiking responses to HIPP have an oscillatory component, favoring frequencies known to play a significant role in hippocampal--cortical functions, and the strength of the oscillatory alignment to the HIPP rhythms increases as we move caudally along the MMC divisions, with the posteriormost RSC regions significantly more engaged to the hippocampal oscillations, under general wakefulness conditions. Our findings established the functional circuitry supporting HIPP--MMC interactions, and uncovered an underlying gradient of hippocampal inputs to the MMC. The intimate connection between RSC and HIPP, whereupon RSC receives inputs from all HIPP layers, excitatory and inhibitory, and shows increased hippocampal entrainment, is consistent with the known functional similarity of RSC and HIPP. ACC, on the other hand, receives diffuse, sparse and exclusively excitatory input from HIPP and the stronger potentials are evoked in layer 5, known to project to the basal ganglia, consistent with its role in behavior control. -
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CB1-dependent neuromodulation in the nucleus accumbens core
Publicationby Emídio, Inês Filipa DinisA Canábis tem sido utilizada pelas populações ao longo dos milénios, tanto para fins medicinais, como para fins recreativos. Apesar da nossa relação de longa data com a planta, os seus efeitos fisiológicos e mecanismos moleculares só foram estudados nas últimas décadas, havendo ainda muito por desvendar. A primeira grande descoberta neste campo foi na década de 1930 com o isolamento de Canabinol (o primeiro derivado da planta), que despoletou o aumento do interesse da comunidade científica pelo potencial medicinal da Canábis. Nos anos noventa, descobriram-se recetores canabinóides do tipo 1 em humanos e pouco depois, o tipo 2 foi também caracterizado. Durante a primeira década dos anos dois mil, a descoberta do primeiro antagonista seletivo do CB1 (Rimonabant) e a produção de ratinhos CB1 knock-out permitiram-nos começar a entender alguns dos efeitos e mecanismos destes recetores. Hoje, sabe-se que ambos os recetores canabinóides podem estar patologicamente expressos em variadíssimos tipos de doenças, como neurológicas (Alzheimer e Esclerose múltipla), psiquiátricas (depressão e esquizofrenia), cardiovascular (Arteriosclerose) e também gastrointestinal (cirrose). Tanto o facto do sistema endocanabinóide estar relacionado com inúmeras patologias, como a descriminalização da Canábis ajudaram a atenuar alguma desconfiança na planta e consequentemente, descobriu-se um novo mundo de possíveis terapias associadas a canabinóides. O sistema endocanabinóide é composto por endocanabinóides, proteínas recetoras e enzimas para a síntese e degradação de endocanabinóides. No cérebro, a sinalização endocanabinóide implica a ativação de CB1, que exerce um importante papel em funções neuronais relacionadas com memória e aprendizagem, controlo motor, sono, entre outros. Em neurónios, CB1 estão acoplados a proteínas Gi/o e encontram-se maioritariamente expressos em membranas pré-sinápticas, particularmente de sinapses Glutamatérgicas. Nestas, a ativação de CB1 e Gi/o medeiam a sinalização retrógrada de endocanabinóides, através da supressão da atividade da enzima Adenil Ciclase que por consequência leva não só à diminuição de cAMP mas como também à inativação de PKA. Desta forma, ocorre o influxo pré-sináptico de Ca2+ e a inibição da libertação de neurotransmissores. Para além da sua expressão em neurónios, os CB1 também estão expressos em astrócitos, onde se encontram acoplados a Gq. A sua ativação leva à cascata MAPK/ERK e regula a excitabilidade neuronal, a transmissão sináptica e plasticidade, ao estimular a libertação de Glutamato. Apesar do mecanismo pré-sináptico da sinalização de endocanabinóides já ter sido extensivamente estudado, alterações pós-sinápticas também podem ocorrer, já que os CB1 conseguem modular a transmissão sináptica mediada através de recetores AMPA e NMDA. É de interesse perceber a relação entre recetores AMPA, NMDA e CB1 pois são essenciais, não só para a transmissão sináptica mas também na plasticidade sináptica. Os recetores AMPA são recetores ionótrópicos de glutamato e estão localizados em terminais pós sinápticos, mais especificamente na densidade pós-sináptica. Quando ativos, contribuem para a abertura de canais iónicos, induzindo assim a despolarização membranar e sendo por isso essenciais para a plasticidade sináptica, aprendizagem e memória. AMPARs são tetraméricos, estando organizados em dois dímeros, cujas subunidades podem variar entre GluA1 – GluA4. Para além de serem permeáveis a Na+, AMPARs sem a subunidade GluA2 são permeáveis a Ca2+, o que possibilita a ativação de cascatas dependentes de Ca2+. Estas cascatas de eventos levam ao trafficking de AMPARs nas membranas pós-sinápticas, processo essencial para a plasticidade sináptica. O aumento de Ca2+ pode também contribuir para a ativação de NMDARs e cascatas MAPK/ERK. Os recetores de NMDA são ionotrópicos e ativados por Glutamato, sendo essenciais para a neurotransmissão excitatória rápida. Tal como AMPARs, as funções de NMDARs nas sinapses são extremamente complexas e diferem entre áreas do cérebro. Esta complexidade é o que permite mecanismos de plasticidade sináptica, não só a iniciação mas também a sua manutenção. NMDARs são tetrâmeros que contêm obrigatoriamente duas subunidades GluN1 e duas subunidades reguladoras, GluN2 ou GluN3. Para além de serem permeáveis a Na+, NMDARs com a subunidade GluN2A têm alta sensibilidade a bloqueios por Mg2+, o que contribui para o influxo de Ca2+. Para além disto, esta subunidade é responsável por controlar os estados aberto/fechado dos canais de NMDAR, o que induz cascatas de CamKII. Estas têm a capacidade de regular o tráfego de NMDARs nas membranas, contribuindo também para a iniciação de cascatas MAPK/ERK. O NAc é um dos principais componentes da via mesocorticolímbica, sendo constituído por duas partes que diferem em morfologia e função – um core e uma shell. Esta zona é responsável não só por emoções como desejo e motivação, mas também emoções associadas ao prazer, como a felicidade e a euforia. Mais especificamente, o core do NAc é responsável pelo processamento cognitivo de funções motoras relacionadas com reforço e recompensa, sendo também responsável pelo vício de Anfetaminas e Cocaína. Para além disto, o NAc está também envolvido em doenças psiquiátricas como a esquizofrenia e a depressão. O NAc é composto por 90% de medium spiny neurons GABAérgicos e o restante corresponde a medium spiny neurons Glutamatérgicos e interneurónios Colinérgicos. Recebe inputs glutamatérgicos do Córtex Pré-frontal, do Hipocampo e da Área Tegmental Ventral, enquanto que os neurónios do output enviam projeções axonais para a Área Tegmental Ventral, a Hipocampo, o Córtex Pré-frontal, entre outros. Os circuitos e neurotransmissores do NAc já foram extensivamente estudados, contudo ainda existem muitas questões quanto à influência do CB1, recetor que já mostrou ser abundante nesta região, particularmente em terminais glutamatérgicos de corpos celulares GABAérgicos. Para além disto, já foi mostrado que a ativação farmacológica de CB1 diminui a transmissão glutamatérgica evocada, sugerindo que estes têm um papel fisiológico fundamental na excitabilidade do NAc. Os mecanismos pré-sinápticos já foram estudados, contudo, alterações pós-sinápticas também são possíveis já que os CB1 podem modular AMPARs e NMDARs. É importante perceber a relação entre CB1, AMPARs e NMDARs já que estes recetores são essenciais para a transmissão e plasticidade sináptica, afetando os outcomes comportamentais. De forma a investigar se a ausência crónica de CB1 afeta a transmissão glutamatérgica no núcleo do NAc, foi utilizada eletrofisiologia whole-cell patch clamp ex vivo combinada com farmacologia e linhas de ratinho transgénicas. Primeiro, verificou-se que a deleção total de CB1 afeta a transmissão sináptica espontânea ao aumentar a frequência de eventos sinápticos. Estes resultados sugerem que CB1 são essencias para controlar a libertação e clearence de Glutamato. De seguida, verificou-se que os endocanabinóides não são tónicamente libertados no core do NAc, sugerindo que os resultados anteriormente são causados pela falta crónica de CB1. Em terceiro, verificamos que não existem alterações no ratio de AMPA/NMDA, sugerindo que podem existir alterações nas subunidades de recetores AMPA e NMDA. Depois, verificou-se que a deleção total de CB1 prejudica a atividade de AMPARs permeáveis a Ca2+ em medium spiny neurons no core do NAc, sugerindo que os mecanismos de tráfego podem estar afetados. Por último verificou-se que a deleção total de CB1 aumenta a presença da subunidade GluN2A em NMDARs no core do NAc, sugerindo que pode estar a compensar a falta de CB1. Para além disto, pode também haver um aumento crónico de PKA, PKC ou CaMkII. Com este projeto podemos então concluir que a ausência de CB1 induz alterações na atividade sináptica que permitem o aumento da libertação de glutamato. A ausência de CB1 também causa alterações pós-sinápticas ao modificar o tipo de subunidades presente nos recetores AMPA e NMDA. Seria interessante perceber se estas alterações são diretamente causadas pela ausência de CB1 ou por outro mecanismo. Para além disto, devemos também tentar perceber como é que estas alterações afetam a maturação sináptica e os mecanismos de plasticidade.
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