Proporcionar o debate sobre a diversidade dos tempos e das temporalidades sociais, perspetivando, por um lado, a coexistência de múltiplas temporalidades, por outro, uma análise dos modos de intervenção institucional e política que caracterizam os universos de ação contemporâneos.
Proporcionar o debate sobre a diversidade dos tempos e das temporalidades sociais, perspetivando, por um lado, a coexistência de múltiplas temporalidades, por outro, uma análise dos modos de intervenção institucional e política que caracterizam os universos de ação contemporâneos.
O artigo investiga como surge e se desenvolve o conceito de tempo como integração da distância e da velocidade em uma amostra de 46 crianças de sete a dez anos de idade que estudavam em uma escola da rede pública de ensino. Os resultados diferem de achados anteriores porque mostram que mesmo as crianças de dez anos não utilizaram uma regra de divisão para realizar os julgamentos sobre tempo. Estes resultados apontam mais para diferenças em termos de experiência sociocultural e escolar do que para diferenças transculturais no desenvolvimento da noção de tempo como integração da distância e da velocidade.
A partir de um ensaio de Leack sobre o tempo, procura-se precisar certos conceitos conhecimentos que se tem hoje sobre caçadores-coletores e suas representações de espaço e tempo. Tentase também estabelecer a importância que têm para o surgimento de uma representação linear do tempo, o desenvolvimento tecnológico e o aparecimento de religiões salvacionistas e mostrar como, mesmo certa estrutura de representação cíclica se mantém.