O conceito F-Tool tem como objetivo estimular o interesse e participação dos alunos na apropriação e consolidação de conceitos nas áreas do Pré-Cálculo e do Cálculo Diferencial. A sua utilização adequada conduz a um contexto de ensino-aprendizagem onde discentes e docentes são igualmente convidados a contribuir. Neste artigo pretende- se exemplificar como a utilização do software educacional F-Tool pode ser utilizado como ferramenta de avaliação.
O sucesso no Ensino Superior, em qualquer área de conhecimento, passa pelo comprometimento do aluno no processo de aprendizagem e pela visão do professor como agente facilitador e conhecedor do processo de ensino e de aprendizagem. Neste trabalho descreve-se uma estratégia pedagógica usada no Ensino Superior, na Unidade Curricular (UC) de Cálculo I, norteada pelo conceito de aprendizagem ativa centrada no aluno. Dos 48 alunos inscritos na UC, 30 alunos participaram em atividades realizadas em sala de aula, reconhecidamente associadas ao modelo metodológico de aprendizagem ativa, destacando-se o uso de software educativo e a resolução de problemas, efetuada individualmente e/ou em grupo, com partilha e reflexão acerca das estratégias de resolução. As formas de avaliação foram adequadas ao modelo e a monitorização da satisfação dos alunos foi feita através de um questionário. Realça-se a adequação do conceito F-Tool ao conceito de aprendizagem ativa, em virtude de permitir, em sala de aula, uma abordagem dinâmica e interativa de diversos conceitos relacionados com o estudo de funções e de promover novas formas de raciocinar/pensar, avaliar, ensinar e aprender. As estratégias associadas às atividades realizadas em sala de aula, motivaram a aprendizagem num contexto de comunicação colaborativa onde todos foram intervenientes. Estas ações convidaram ao pensamento reflexivo e criativo, essenciais para a construção de novos conhecimentos. A aprovação na UC dos alunos abrangidos pela estratégia pedagógica esteve próxima dos 100%. Os aspetos que os estudantes mais evidenciaram nas respostas ao questionário foram a autorregulação do estudo e a autoconfiança na aprendizagem.