Search Results

Publication Catalog - All

Refine Results
  1. 1

    Cardiotoxicidade induzida por fármacos

    Publication
    by Freitas, Sílvia Vanessa Spínola
    Origin: uBibliorum
    Este trabalho está dividido em três capítulos que descrevem a minha experiência profissionalizante nas vertentes de investigação, farmácia hospitalar e farmácia comunitária. O primeiro capítulo diz respeito à componente de investigação desenvolvida no âmbito de um trabalho de revisão acerca da cardiotoxicidade induzida por fármacos. A cardiotoxicidade iatrogénica pode manifestar-se através de insuficiência cardíaca, arritmias, isquemia, hipertensão arterial e tromboembolismo. Embora exista tratamento para cada uma destas condições patológicas é necessário um diagnóstico e intervenção precoces de forma a minimizar a morbilidade. A pesquisa bibliográfica foi feita essencialmente com recurso à base de dados PubMed utilizando os termos “drug-induced cardiotoxicity”, “cardiovascular toxicity” e “mechanisms of cardiotoxicity”. São várias as classes farmacológicas implicadas neste tipo de toxicidade, sendo a mais relatada a induzida pelos antineoplásicos. O segundo capítulo refere-se ao relatório de estágio em farmácia hospitalar que teve lugar nos Serviços Farmacêuticos do Centro Hospitalar Cova da Beira, EPE. Pretende-se com este descrever o funcionamento, organização e atividades desenvolvidas nos diversos setores da farmácia hospitalar. Foi um estágio que permitiu consolidar e enriquecer conhecimentos e integrar uma equipa multidisciplinar ao longo de 8 semanas. Finalmente, no terceiro e último capítulo, está descrito o estágio em farmácia comunitária que teve lugar na Farmácia Machico na ilha da Madeira. Neste capítulo descreve também o funcionamento e organização de uma farmácia comunitária e as competências adquiridas ao longo de 12 semanas.
    2015 master thesis Portugal open access
  2. 2

    Effects of physical exercise concomitant with chemotherapy on cardiac functionality of women with breast cancer

    Publication
    by Antunes, Pedro Miguel da Silva
    Origin: uBibliorum
    Anthracycline-containing chemotherapy is commonly used in the treatment of hematologic cancers and solid tumors, including breast cancer. Despite its wellrecognized clinical efficacy, the use of anthracyclines is limited by dose-dependent and cumulative cardiotoxic risk. Additionally, breast cancer treatment is often multimodal, which can further increase the cardiac damage. The cardiac toxicity poses significant challenges, influencing therapeutic decision-making and exacerbate patients’ morbidity and mortality. Longitudinal studies have shown that cardiovascular diseases are one of the leading causes of death among women with breast cancer. As a result, various international agencies, such as the American Society of Clinical Oncology and the European Society of Cardiology, emphasize the importance of implementing primary prevention interventions. Exercise training is an accessible and cost-effective intervention with well-documented benefits for overall health. Preclinical studies have shown promising results in mitigating the cardiotoxic impact of anthracyclines. However, whether this potential cardioprotective effect translates to humans is a question that remains to be clarified. The objectives of this thesis were to conduct a literature review on this topic (Study 1 and 2) and, as the core of this doctoral program, to design a single-center, randomized controlled trial with two arms (exercise group vs. usual care group) (Study 3). The main objective of this trial was to analyze the impact of a supervised exercise training program on established markers of cardiac toxicity (i.e., left ventricular ejection fraction, global longitudinal strain, and cardiac biomarkers) in women with breast cancer undergoing curative anthracycline-containing chemotherapy. Secondary objectives included analyzing the safety of exercise training and its effect on cardiorespiratory fitness, physical functionality, and health-related quality of life. The program consisted of three sessions per week of combined training (i.e., aerobic and resistance training) during each participant's chemotherapy length (approximately 5- months). Through the literature review, supported by a systematic review with metaanalysis of randomized controlled trials (Study 2), we found that evidence on the effect of physical exercise on established parameters of cardiac toxicity was limited, as only four eligible studies were identified. Most of these studies had significant limitations, including designs not specifically aimed at evaluating the efficacy of physical exercise on the parameters of interest, small sample sizes, short training programs, and brief followup periods. The results of the meta-analysis did not show a significant effect of exercise training compared to non-exercise. However, an exploratory analysis, which included studies with training programs consisting of at least 36 sessions (n=3), revealed a superior effect of exercise training on resting left ventricular ejection fraction. This suggests that the length of the exercise training programs might be associated with the effect of exercise training on cardiac function. The results of the randomized controlled trial demonstrated that exercise training did not significantly prevent the decline in established markers of cardiac toxicity compared to control (Study 4). However, it was found that exercising was safe—no serious adverse events were reported during the exercise training sessions—and it significantly prevented the decline in cardiorespiratory fitness, physical functionality, and health-related quality of life (Study 4 and 6). Additionally, we found that the response of cardiorespiratory fitness among participants randomized to the exercise group was heterogeneous, which justified the analysis of potential predictors through an exploratory study (Study 5). The results revealed that the parameters associated with the response in cardiorespiratory fitness to training were baseline body mass index and total aerobic training metabolic equivalent of task per hour (MET-hour). In summary, the results of this thesis suggest that adding exercise training to standard breast cancer care does not provide benefits on established markers of cardiac toxicity in women undergoing anthracycline-containing chemotherapy. However, the findings of experimental works indicate that implementing a supervised exercise training program during chemotherapy is safe and can be a viable and effective approach for improving cardiorespiratory fitness, preventing the decline in physical functionality and healthrelated quality of life in this challenging patient population. Additionally, our study suggests that the total energy expenditure of aerobic exercise (i.e., MET-hour) may be a predictor of cardiorespiratory response.
    2025 doctoral thesis Portugal open access
  3. 3

    Estudo dos efeitos a nível celular da exposição do Dibutil Ftalato (DBP) em materiais plásticos de uso hospitalar

    Publication
    by Quina, Sérgio Miguel Calvelhe
    Origin: uBibliorum
    Com o avanço incessante da tecnologia, os plásticos tornaram-se uma presença constante no nosso quotidiano, trazendo consigo compostos químicos que representam riscos significativos, uma vez que atuam como perigosos disruptores endócrinos (DEs). Estas substâncias comprometem silenciosamente a nossa qualidade de vida à medida que a industrialização avança. Um dos quais se destaca como particularmente preocupante é o Di-n-butil Ftalato (DBP), um composto sintético classificado como um éster de ácido ftálico de baixo peso molecular. A sua principal utilização consiste em conferir flexibilidade e maleabilidade a polímeros, nomeadamente ao cloreto de polivinilo e látex. Posto isto, o DBP destaca-se em inúmeras aplicações, incluindo produtos de puericultura, artigos de higiene pessoal, produtos cosméticos e em materiais e dispositivos médicos, imprescindíveis nos serviços de saúde. Dado o seu impacto, é urgente reavaliar a sua presença nas vertentes médicas, a fim de eliminar fontes potenciais de exposição a este agente. O DBP está inegavelmente associado a problemas de saúde graves, incluindo alterações metabólicas, dislipidemias, disfunção sexual, efeitos adversos durante a gravidez, bem como consequências negativas para a saúde de lactantes, além de apresentar um risco significativo para os sistemas hepático e urinário. O presente estudo defende a necessidade de reavaliar os danos provocados pelo DBP nos vários sistemas do organismo, com especial ênfase nos seus efeitos sobre a saúde cardiovascular e na sua associação com doenças vasculares, como a aterosclerose. Por conseguinte, desenvolveu-se uma avaliação dos mecanismos de cardiotoxicidade induzidos pelo DBP, destacando o impacto crítico que este composto provoca no desenvolvimento do sistema cardiovascular. Além disso, analisou-se e discutiu-se a acumulação de respostas tóxicas desencadeadas por este composto sintético, que comprometem gravemente a saúde cardíaca, com particular foco em pacientes que permanecem hospitalizados, ou em unidades de cuidados por longos períodos.
    2025 master thesis Portugal embargoed access
  4. 4

    Efeito das estatinas sobre a progressão da cardiomiopatia induzida por doxorrubicina

    Publication
    by Lima, Daniel José Matos de Medeiros
    Origin: Oasisbr
    A cardiotoxicidade induzida por antraciclinas já vem sido documentada há décadas e ainda os mecanismos que levam a esse efeito colateral limitante são incertos. Algumas evidências apontam para um aumento do estresse oxidativo (EO) e ativação de vias apoptóticas, mas como ocorre a progressão dessa condição também pouco se sabe. Além disso, muitas estratégias terapêuticas têm sido estudadas a fim de minimizar ou evitar a toxicidade cardíaca, e uma delas são as estatinas. Nosso estudo teve como objetivo entender a progressão da cardiomiopatia induzida por doxorrubicina (DOX) e testar a rosuvastatina (ROS), uma potente estatina, como terapia adjuvante para minimizar os efeitos cardiotóxicos. Utilizamos 96 ratos sprague-dawley divididos em dois estudos; o primeiro estudo sobre a progressão da cardiomiopatia onde utilizamos uma dose de 1 mg/kg/dia de DOX durante 10 dias e os animais foram divididos em 4 grupos: controle, DOX1, DOX2 e DOX4 (sacrificados 1, 2 e 4 semana após o termino da infusão de doxorrubicina respectivamente). No segundo estudo utilizando a rosuvastatina, onde os animais foram divididos em 4 grupos: Controle, DOX (idem DOX4), ROS (receberam 20 mg/kg/dia durante e após a administração de DOX) e DOX-ROS. Foram realizados experimentos para analisas a função cardíaca (Langendorff), função vascular (banho de órgãos), analise das enzimas antioxidantes, marcadores de estresse oxidativo, microscopia ótica (MO) e eletrônica (ME). Observamos primeiramente alterações ultra estruturais como desorganização dos cardiomiócitos, alterações nucleares, vacuolização citoplasmática e mitocondrial com piora progressiva (observados na microscopia eletrônica), como também uma redução a resposta catecolaminérgica (reatividade vascular) e posteriormente ativação de vias apoptóticas (TUNEL) e perda de função (Langendorff). Ao incluirmos a rosuvastatina em um esquema terapêutico, nossos resultados demonstraram uma redução do estresse oxidativo (marcadores de EO – TBARS e gupos carbonila), deposição de fibras de colágeno no interstício cardíaco (MO), preservação da microcirculação cardíaca (imunohistoquímica) e da resposta a vasodilatadores dependentes do endotélio no leito arterial mesentérico (reatividade vascular). Com esses resultados podemos concluir que a cardiomiopatia induzida por doxorrubicina se dá de forma continua e progressiva, onde primariamente parecem ocorrer alterações morfológicas onde posteriormente modificações funcionais se tornam evidentes. O esquema terapêutico com ROS parece ser promissor, uma vez que preservou a função e estrutura vascular como também reduziu o quadro de estresse oxidativo, podendo possivelmente conferir uma cardioproteção em um regime quimioterápico.
    2022 doctoral thesis Brazil open access
  5. 5

    Efeito da radiação ionizante e quimioterapicos em tecido cardíaco e expressão do peptídeo natriurético do tipo B

    Publication
    by Campos, Vera Maria Araujo de
    Origin: Oasisbr
    A utilização de biomarcadores cardioespecíficos vem sendo recomendado como ferramenta útil na monitoração e identificação precoce de lesão cardíaca, em decorrência do potencial de cardiotoxicidade da terapêutica oncologica. O objetivo do presente estudo foi avaliar o nível plasmático do peptídeo natriurético do tipo B (BNP) e da expressão gênica do BNP e outros genes relacionados a sua síntese, a interleucina-6 (IL-6), fator β1 de transformação de crescimento (TGF-β1) e procolágeno tipo I, mediante a associação dos agentes antineoplásicos docetaxel e ciclofosfamida (TC) e da radiação ionizante (IR) no coração de ratas Wistar, 2 meses após o término do tratamento. Para isso, Ratas Wistar (3-4 meses, n=7) foram irradiadas no coração com dose única de 20Gy, em um campo ântero-posterior de 2x2cm2, em acelerador linear com feixe de energia nominal de 6 MeV; outras (n=7) foram tratadas (4 ciclos, com 7 dias de intervalo) com docetaxel (12,5 mg/Kg) e ciclofosfamida (50 mg/Kg) e irradiadas após 7 dias do tratamento quimioterápico. Como controle (n=7), animais não irradiados e não tratados com quimioterápicos. Após 2 meses do fim do tratamento, a eutanásia dos animais foi realizada. Amostras de plasma e tecido cardíaco, ventrículo esquerdo (VE), foram coletadas. Por ensaio ELISA foi quantificada a concentração plasmática de BNP; parte do tecido cardíaco foi fixado, incluído em parafina e cortado em micrótomo, para assinalar a presença de BNP no VE, avaliação qualitativa, pela técnica de imunohistoquímica (IHQ); e a outra parte para a técnica RT-qPCR, onde foram avaliados a expressão relativa de mRNA dos genes do BNP, IL-6, TGF-β1 e procolágeno tipo I. Na IHQ o grupo controle apresentou uma marcação pontual, enquanto que os grupos tratados apresentaram uma marcação mais difusa, sendo que o grupo TC+IR foi o que apresentou maior dispersão na marcação do BNP no tecido cardíaco. Embora não tenha sido observado no ensaio ELISA uma diferença significativa entre as concentrações plasmáticas de BNP dos grupos tratados em relação ao controle, nota-se uma tendência de aumento no grupo TC+IR. Na analise por RT-qPCR, a expressão relativa de BNP foi similar ao apresentado no ELISA. O grupo TC+IR foi o grupo que apresentou maior expressão gênica de BNP, porém a diferença não é significativa em relação ao controle. A única análise em que se obteve diferença na expressão gênica em relação ao controle foi a do gene IL-6 que apresentou expressão reduzida. Todos os demais genes analisados por RT-qPCR apresentaram uma expressão similar ao controle. Assim, os resultados obtidos sugerem que o BNP não se apresentou como um bom biomarcador cardioespecífico para identificação precoce de lesão cardíaca, no período a qual foi avaliado. As ratas Wistar, 2 meses após a submissão do tratamento, não apresentaram um resultado diferenciado em relação ao controle, nos genes TGF-β1 e procolágeno tipo I, sugerindo ausência de um quadro de remodelamento cardíaco. Entretanto, apresentou redução significativa do gene IL-6, no grupo TC+IR, propondo ação anti-inflamatória do BNP, que no mesmo grupo, apresentou uma tendência de aumento em sua expressão gênica.
    2021 master thesis Brazil open access
  6. 6

    Análise da função diastólica em mulheres medicadas com antraciclínicos no tratamento do câncer de mama

    Publication
    by Costa, Mauricio Pimentel
    Origin: Oasisbr
    O Câncer de mama é um dos problemas de saúde pública mais importantes em nosso país. São estimados, para 2010, 49.400 novos casos de câncer de mama no Brasil, com um risco estimado de 51 casos a cada 100 mil mulheres. A estratégia de tratamento das pacientes com tumores de mama pode passar pelo uso de quimioterapia. A doxorrubicina é uma das drogas mais ativas para o câncer de mama, pertencendo ao grupo das antraciclinas. A família das antraciclinas apresenta como efeito colateral dano ao miocárdio que pode chegar a 36% dependendo da dose utilizada. O efeito sobre o miocárdio costuma ocorrer mais comumente durante ou logo após o último ciclo de quimioterapia podendo, entretanto ocorrer após vários anos do último ciclo de quimioterapia. O objetivo deste estudo foi analisar as alterações da função diastólica ventricular esquerda em mulheres usuárias de antraciclínicos no tratamento do câncer de mama. Realizamos um estudo prospectivo, em uma coorte de mulheres entre 18 e 69 anos, com câncer de mama e indicação de quimioterapia com doxorrubicina. Acompanhamos por período não inferior a 18 meses um grupo de 38 pacientes que cumpriram os critérios de elegibilidade. A dose de doxorrubicina utilizada variou de 50 a 60 mg/m²/SC. Todos os pacientes são do sexo feminino, e portadores do tipo histológico carcinoma ductal infiltrante. Duas pacientes faleceram durante o estudo, de causa não cardíaca. Em nossa avaliação, ao final do estudo observamos que os parâmetros: dimensões do átrio esquerdo, dimensões do ventrículo esquerdo na diástole, dimensões do ventrículo esquerdo na sístole, velocidade da onda E, relação da fase de enchimento rápido pela sístole atrial, velocidade diastólica tardia do anel mitral, velocidade diastólica precoce do anel mitral, tempo de desaceleração e a relação da velocidade de enchimento rápido precoce de VE pela velocidade diastólica precoce do anel mitral demonstraram serem parâmetros de grande utilidade para seguimento da lesão cardíaca por antraciclínicos. Já o que não ocorreu com: a fração de encurtamento, fração de ejeção, volume do AE, volume do AE corrigido pela superfície corporal, velocidade diastólica tardia, tempo de relaxamento isovolumétrico, velocidade sistólica do anel mitral, que não apresentaram alterações significativas neste estudo. A análise da função diastólica utilizando o ecocardiograma mostrou ser um método eficaz, que em conjunto com a da função sistólica possibilita detectar precocemente o possível dano miocárdico, oriundo ao uso da quimioterapia com antraciclínicos, favorecendo uma intervenção terapêutica precoce e adequada.
    2021 master thesis Brazil open access
  7. 7

    Ação concomitante da irradiação e quimioterapia no coração de ratas Wistar

    Publication
    by Salata, Camila
    Origin: Oasisbr
    O Câncer de mama (CM) é hoje o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres, com a estimativa de 53 mil novos casos para o ano de 2013, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). É considerada uma doença de bom prognóstico, principalmente quando diagnosticada na sua fase mais precoce. A evolução no diagnóstico, e nas técnicas de tratamento para o CM, que incluem a quimioterapia e/ou radioterapia, aumentaram a expectativa de sobrevida para este tipo de câncer. Uma das complicações tardias induzidas pelo tratamento desta doença é a cardiotoxicidade. O termo cardiotoxicidade abrange uma série de efeitos colaterais, que incluem arritmias, alterações na pressão arterial, isquemia do miocárdio, trombose ou insuficiência cardíaca. É, por isso, fundamental entender os mecanismos envolvidos no desenvolvimento da toxicidade cardíaca para o sucesso do tratamento dos pacientes com CM. Este trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos cardíacos tardios induzidos pela irradiação e quimioterapia, simulando um tratamento para o CM, em ratas Wistar. Ratas Wistar, com aproximadamente 3 meses de idade, foram divididas em: grupo controle, grupo que recebeu quimioterapia + irradiação (TC+IR), e grupo que recebeu apenas irradiação (IR). A quimioterapia foi administrada em 4 ciclos, com intervalo de 1 semana entre eles. A irradiação na região do coração foi realizada em dose única, de 20Gy, em um campo de 2x2 cm2. Os ratos foram submetidos à eutanásia 5 meses após o término dos tratamentos, para que os efeitos tardios pudessem ser avaliados. Vários estudos foram conduzidos: ecocardiografia para observar as alterações funcionais do coração; PCR em tempo real para detectar alterações no nível mRNA de procolágeno tipo I, TGF-β1, angiotensinogênio, renina, ECA, AT1, VEGF e razão Bax/;bcl2, no tecido do ventrículo esquerdo (VE); Além de ensaios histológicos para avaliar o aspecto do tecido cardíaco do VE. Resultados e discussão Os resultados obtidos indicam um processo de remodelamento cardíaco após os tratamentos para o CM. Sugere-se que este remodelamento inicie-se com a diminuição de vasos no VE, causada pelos tratamentos, conforme os resultados da estereologia e do PCR para VEGF. Em seguida mostrou-se hipertrofia dos cardiomiócitos, o aumento da expressão de procolágeno e TGF-β1 e de tecido conjuntivo neste tecido. E associado a estes resultados, mostrou-se a participação dos sistema renina angiotensina cardíaco neste processo de remodelamento. Porém, apesar de todas estas alterações terem ocorrido em ambos os grupos tratados, apenas o grupo que recebeu irradiação e quimioterapia concomitantemente apresentou alteração da função cardíaca, na ecocardiografia. Sugere-se, desta forma, que a associação destas terapias seja mais lesiva ao coração, do que a irradiação aplicada exclusivamente. Conclusão Os objetivos do trabalho foram alcançados, e pode-se entender melhor as vias envolvidas na cardiotoxicidade. Este é um estudo inédito, o assunto abordado é recente, e de sumo importância para o desenvolvimento de novas estratégias de tratamento para o CM, onde sejam consideradas as complicações cardíacas tardias envolvidas.
    2021 doctoral thesis Brazil open access
  8. 8

    Deteção precoce de cardiotoxicidade induzida pela terapêutica oncológica em doentes com cancro da mama : qual a importância da deformação miocárdica?

    Publication
    by Paiva, Mariana Sousa
    Introdução: A cardiotoxicidade (CTX) induzida por quimioterapia (QT) e/ou quimioterapia e radioterapia (QT+RT) pode ter efeitos diretos sobre o miocárdio, traduzir-se por disfunção sistólica com fração de ejeção diminuída (<50%) e ser avaliada por ecocardiografia. Todavia, estas alterações representam uma fase avançada e, geralmente, irreversível. Impõe-se assim utilizar outros biomarcadores, como a deformação miocárdica, que apresentam o potencial de detetar lesão subclínica, i.e., ainda com função do ventrículo esquerdo (VE) normal. Objetivo: Identificar marcadores ecocardiográficos precoces de CTX em dts com diagnóstico de neoplasia da mama (NM), submetidas a terapêuticas oncológicas: QT ou QT+RT. Métodos: Estudo prospetivo unicêntrico de dts com diagnóstico de NM, sem doença cardíaca prévia conhecida e com eletrocardiograma e ecocardiograma basais normais submetidas a QT e QT+RT. Fez-se a avaliação clínica, eletrocardiográfica, bioquímica e ecocardiográfica, incluindo estudo Doppler e deformação miocárdica com análise do Strain Longitudinal Global (SLG) basal e aos 1, 3, 6, 9, 12 e 24 meses. Definiu-se CTX como redução da Fej para valores <55% (endpoint primário-EPP) ou redução da Fej>5%, Fej <55% (endpoint secundário composto-EPSC) e SLG < -16%. A análise estatística foi feita com o teste de Mann-Whitney e análise de receiver operator curve (ROC). Resultados: Incluíram-se 122 dts. Todas fizeram QT e 43% RT+QT. Sete dts atingiram o EPP e cinco o EPSC. O valor de SLG mínimo foi significativamente inferior nos dts que atingiram o EPSC [-15,9 vs -18,2]. Pela análise de curva ROC identificou-se que o valor de SLG mínimo com maior acuidade diagnóstica foi de -17,65% (AUC: 0,803), associando-se de forma significativa a CTX (X2 = 6,7; P = 0,01). Conclusão: O SLG foi significativamente inferior nos doentes que manifestaram CTX, pelo que a sua monitorização poderá ajudar a detetar CTX subclínica e introduzir precocemente terapêutica anti-remodelling ventricular.
    2018 master thesis Portugal restricted access
  9. 9

    Avaliação da cardiotoxicidade da doxorrubicina em cães : estudo prospetivo

    Publication
    by Luzia, Mariana Ramos da Silva
    A doxorrubicina (DOX) é um citostático com um espectro antitumoral muito amplo. É usada como fármaco único ou como parte de protocolos múltiplos para vários tumores, como o linfoma canino e felino, o osteossarcoma e para a maioria das neoplasias de origem mesenquimatosa (sarcoma) e epitelial (carcinoma). A DOX apresenta uma toxicidade cumulativa que pode resultar no desenvolvimento de cardiomiopatia dilatada com insuficiência cardíaca congestiva. Em cães, a incidência relatada de cardiomiopatia induzida por exposição à doxorrubicina, com subsequente insuficiência cardíaca congestiva, é de 2,3–8,6%. Esta cardiotoxicidade condiciona a sua utilização terapêutica em oncologia. O mecanismo preciso da cardiotoxicidade ainda não é claro, mas a maioria dos estudos defende que um aumento do stress oxidativo causado por aumentos nos níveis de radicais livres de oxigénio (RLO) e a uma diminuição de antioxidantes endógenos desempenham um papel chave na patogénese da cardiomiopatia. O estudo prospetivo apresentado teve como objetivo avaliar a cardiotoxicidade associada à utilização terapêutica da doxorrubicina em 12 cães, ao longo das sessões de quimioterapia, através da medição da concentração plasmática do biomarcador cardíaco troponina I (TpnI) e do controlo ecocardiográfico de dois parâmetros, a fração de encurtamento (FS) e a fração de ejeção (FE) cardíaca. Apenas dois pacientes (C2 e C3) mostraram sinais suspeitos de lesão miocárdica, havendo por isso suspeita de cardiotoxicidade, mas a mesma teria que ser confirmada através de uma análise histopatológica. Entre FE e FS, obteve-se uma correlação estatística positiva e forte (Rho=0,9373; p=<.0001), entre FS e TpnI obteve-se uma correlação negativa desprezível, sem significado estatístico (Rho= -0,0416; p=0,8698) e entre FE e TpnI obteve-se uma correlação negativa fraca (Rho= -0,3914; p=0,2983). O tamanho reduzido da amostra, consequente às perdas de seguimento, dificultou a interpretação dos resultados obtidos e consequentemente as conclusões retiradas dos mesmos. Conclui-se que é importante fazer controlos frequentes durante um protocolo terapêutico com doxorrubicina, de forma a prevenir e a detetar de forma precoce a eventual cardiotoxicidade e a diagnosticar outros tipos de patologia cardíaca oculta, que podem aumentar o risco do paciente.
    2022 master thesis Portugal open access
  10. 10

    Cardiotoxicidade induzida pela doxorrubicina em cães

    Publication
    by Pereira, Helena Maria Moutinho
    A doxorrubicina é um agente antineoplásico bastante utilizado em Medicina Veterinária, integrando a escolha no tratamento de uma série de tumores sólidos e hematopoiéticos. Contudo, está descrito que o seu uso poderá estar associado ao desenvolvimento de cardiotoxicidade em cães, que pode ser classificada como aguda ou crónica, diferindo entre si pela apresentação clínica e prognóstico. Em cães, são vários os estudos que relatam o desenvolvimento de cardiomiopatia secundária ao uso do fármaco, que é em tudo semelhante a cardiomiopatia dilatada canina. A cardiotoxicidade crónica é considerada dose dependente e surge, mais comumente, quando é atingida a dose cumulativa de 240 mg/m2, contudo já foi descrita com dose de apenas 90mg/m2. O prognóstico é considerado grave, dado que a progressão poderá induzir insuficiência cardíaca congestiva refratária e/ou arritmias fatais. Desta forma, o objetivo deste trabalho incidiu na avaliação das implicações da doxorrubicina a nível cardíaco, avaliando uma série de parâmetros no decorrer do protocolo de quimioterapia, por forma a permitir o diagnóstico precoce de cardiotoxicidade, otimizando o uso do fármaco, antes do desenvolvimento de disfunção cardíaca. No trabalho prático foram avaliados 5 casos clínicos (1 prospetivo e 4 retrospetivos) de cães submetidos a tratamento simples ou combinado com doxorrubicina no Hospital Veterinário do Porto. A dose cumulativa máxima atingida no trabalho foi de 120mg/m2 e a mínima de 30mg/m2. Apenas 2 dos 5 cães manifestaram alterações consideradas significativas e sugestivas de cardiotoxicidade induzida pela doxorrubicina. Neste trabalho foi possível depreender que a cardiotoxicidade pode iniciar a sua manifestação em fases muito precoces do tratamento, com dose cumulativa de apenas 30 mg/m2. Curiosamente, os animais que foram submetidos a dose cumulativa menor manifestaram alterações mais significativas, quando comparados com os animais que receberam dose mais elevada. Não foi verificada maior predisposição dos animais com doença cardíaca pré-existente para desenvolvimento de cardiotoxicidade. Da mesma forma, não foi denotado desenvolvimento de alterações de condução ou ritmo, sugestivas de cardiotoxicidade aguda. Este trabalho demonstrou que a monitorização dos cães, com recurso à associação de ecocardiografia e biomarcadores cardíacos, tornou possível a deteção precoce de alterações cardíacas, sugestivas de cardiotoxicidade induzida pela doxorrubicina.
    2017 master thesis Portugal open access