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  1. 1

    Polimorfismo Alélico do receptor FcyRIIA na Leishmaniose Tegumentar Americana

    Publicação
    por OLIVEIRA, Cristina Rodrigues de
    Origem: Oasisbr
    The FcγRIIA, receptor for the Fc portion of IgG, expressed by macrophages, neutrophils, platelets and dendritic cells, bind to the subclasses of IgG with variable affinity, that can be influenced by the polymorphism in the gene that encodes this receptor. The substitution of the amino acid arginine (R) for histidine (H), in the 131 position, defines three allelic patterns, the homozygote H/H, R/R and the heterozygote H/R, conferring to the FcγRIIA H/H131 a greater affinity to the IgG2 and IgG3 subclasses. This can result in different responses to diverse pathogens. Studies show the importance of Fcγ receptors on the macrophage infection by amastigote forms of Leishmania sp, in addition to those for the complement (CR3) and for mannose (MR). Besides that, genetic factors related to the hosts are involved in the immune response to the leishmaniasis, among them, the FcγRs. Until this time, we haven t found studies relating the receptor FcγRIIA to the leishmaniasis in humans. This way, this work consists in analyzing the allelic polymorphism in the gene that encodes the FcRIIA in individuals with American Tegumentary Leishmaniasis (ATL), evaluate if this polymorphism would be a genetic fact of susceptibility or resistance for this disease, if this would be influencing in the development of the different clinical forms of the ATL, as well in the healing process of the lesions. The FcγRIIA H/R131 polymorphism was analyzed in 88 blood samples of individuals with leishmaniasis and in 98 samples of healthy individuals (control group), using PCR, amplifying a segment of the gene that encodes the FcRIIA, followed by allele-specific enzymatic digestion and agarose gel eletrophoresis 3%. These results showed that the genotypic and allelic distribution of the FcγRIIA H/R131 were similar in the patients with leishmaniasis and in the control group, as well in patients with different clinical forms of the ATL. Concerning the resolution time of the disease, among the patients that had their lesions healed within one month of treatment or after this period, there was a predominance of the alleles R and H, respectively, however these differences were not significant. This way, our study suggests that the allelic polymorphism of the FcγRIIA H/R131 possibly is not a genetic factor of host that is associated to the protection or pathogenesis in the American Tegumentary Leishmaniasis.
    2014 dissertação de mestrado Brasil acesso aberto
  2. 2

    Participação das células Th1, Th17 e T reguladoras no desenvolvimento da tu-berculose ativa

    Publicação
    por SILVA, Bruna Daniella de Souza
    Origem: Oasisbr
    Tuberculosis (TB) is a disease that afflicts mankind catastrophically, causing millions of new cases and deaths worldwide. It is estimated that one third of the world population is infected with the TB bacillus, Mycobacterium tuberculosis. Currently, the major challenges in TB control are the iden-tification of latent individuals, who are have increased chances to become ill, and the effective treat-ment of individuals with active disease. Understanding the immunology of this disease is of crucial importance for the development of new diagnostic tests and vaccines to combat this disease effec-tively. In order to elucidate the cellular immune response in tuberculosis, we evaluated the subpopu-lations of TCD4+ Th1, Th17 and T regulatory cells of patients with active pulmonary tuberculosis and rheumatoid arthritis against the recombinant antigen GLcB of M. tuberculosis. Peripheral blood mononuclear cells were obtained from twenty one patients with active pulmonary tuberculosis, re-cruited at Anuar Auad Hospital, twenty five patients with rheumatoid arthritis (RA), eleven individu-als with latent tuberculosis (TST+) and twelve healthy subjects (TST-). These cells were cultured, stimulated with antigen recombinant GLcB and Th1, Th17 and T regulatory subsets cells were eva-luated by flow cytometry. It was found that patients with active pulmonary tuberculosis have a high-er response of Th1 (8.21.9), Th17 (3.92.1) and T regulatory (2.81.2) antigen-specific recombi-nant GLcB when compared with individuals with latent infection (Th17=2.81.3; Treg=3.11.2) and healthy controls (Th17=1.40.8; Treg=0.60.3). Individuals with latent infection have only a signifi-cant percentage of Th1 cells specific (4.61.1) to GLcB when compared to controls (1.71.0). RA Patients that developed tuberculosis had immune response similar to those with only TB. Given these results, we conclude that the Th1 cells, Th17 and regulatory T cells are directly involved in active disease.
    2014 dissertação de mestrado Brasil acesso aberto
  3. 3

    Estudo imunológico e histopatológico da infecção experimental por Schistosoma mansoni em camundongos geneticamente selecionados para tolerância oral

    Publicação
    por Xavier, Aurelizia Maria Lemos
    Origem: Oasisbr
    A esquistossomose acomete 207 milhões de pessoas, com mais de 200 mil mortes anuais. Seu principal agente etiológico é o helminto Schistosoma e o principal modelo experimental, o camundongo. Linhagens de camundongos selecionadas geneticamente para susceptibilidade (TS) e resistência (TR) a tolerância imunológica constituem bons modelos para o estudo da resposta imunológica específica e inespecífica nas infecções. O objetivo deste trabalho foi caracterizar a infecção experimental por S. mansoni nestes camundongos, evidenciando a imunopatologia por diversos parâmetros na fase aguda da infecção. TR e TS não diferiram quanto a penetração de cercárias, recuperação de vermes adultos, fecundidade/produtividade de ovos das fêmeas de S. mansoni, mas predominaram ovos mortos em TS. Quanto maior o número de casais, maior a probabilidade de troca de casais e regressão sexual da fêmea, além de pequena redução da produtividade de ovos. Análise ultraestrutural dos parasitos machos recuperados de TS apresentaram tubérculos edemaciados, espinhos encurtados e em menor densidade que os parasitos dos TR. O tegumento dos parasitos recuperados de TS apresentou-se desorganizado, intensamente vacuolizado e com tendência a se desprender da superfície e espinhos internalizados e células vitelínicas desorganizadas. TS desenvolveram granulomas hepáticos grandes, com fibras radiais e predomínio do estágio exsudativo-produtivo com características de fase produtiva (EP/P), enquanto camundongos TR desenvolveram granulomas menores, com fibras concêntricas e predomínio de granulomas exsudativo-produtivos. TS desenvolveu hepatomegalia mais acentuada na fase aguda da infecção e exacerbada esplenomegalia na fase crônica. A aspartato aminotransferase mais elevada nos TR foi coerente com a acentuada histólise nos granulomas iniciais dos TR. É possível que a histólise menor em TS tenha contribuído para sua intensa hepatomegalia na fase aguda. Leucócitos totais séricos aumentaram em TS, nas fases aguda e crônica, mas não em TR. TS apresentaram anemia durante a fase crônica da infecção, possivelmente devido ao desvio na hematopoiese medular para a produção de leucócitos ou apoptose das hemácias. A mieloperoxidase neutrofílica hepática e no íleo foi maior em TS e a peroxidase de eosinófilos foi mais elevada no íleo do TS. Ambas as linhagens produziram IFN-γ, mas os níveis funcionais de IFN-γ foram diferentes nas duas linhagens em cultura de células. É possível que a imunopatologia hepática grave na linhagem TS possa estar relacionada aos altos títulos IFN-γ. TS produziu IL-10 em maior quantidade, entretanto esta citocina não foi capaz de regular o crescimento exacerbado dos granulomas hepáticos. Altos títulos de IL-4 na linhagem TS também são coerentes com a exacerbação dos granulomas, pois, como a IL-13, a IL-4 induz síntese de colágeno e está relacionada ao desenvolvimento da fibrose no granuloma esquistossomótico. Observamos redução do percentual relativo de células T CD4+ hepáticas de animais infectados em ambas as linhagens e redução percentual nas subpopulações de linfócitos B na medula óssea (precursores, linfócitos B imaturos, maduros e plasmócitos) mais acentuada em TS que em TR, possivelmente devido a extensa mobilização de B imaturos induzida pela inflamação ou desvio da hematopoiese para síntese de granulócitos em TS. Quantitativamente, TR não alterou suas subpopulações de linfócitos B. TS e TR são bons modelos para estudo da resposta imunológica na infecção esquistossomótica experimental. Novos estudos são necessários para confirmar nossas propostas e compreender os mecanismos envolvidos na diferença da resposta imunológica dessas linhagens na relação schistosoma-hospedeiro.
    2021 tese de doutoramento Brasil acesso aberto
  4. 4

    Estudo da supressão bystander na infecção experimental por Leishmania amazonensis em animais geneticamente selecionados para tolerância oral: estabelecimento de protocolos para uti...

    Publicação
    por Tavares, Daniel Augusto Gonçalves
    Origem: Oasisbr
    A Tolerância Oral (OT) é um método de indução de supressão imunológica periférica e tem sido considerada como uma estratégia terapêutica para doenças inflamatórias auto-imunes. Recentes resultados (Tavares et al 2006) com linhagens de camundongos selecionadas para fenótipos extremos de susceptibilidade (camundongos TS) e resistência (camundongos TR) à tolerância oral, mostraram diferenças no desenvolvimento da lesão e carga parasitária após a infecção por Leishmania amazonensis. A supressão bystander pela tolerância oral foi inicialmente descrita como um mecanismo em que células T regulatórias desencadeadas por um antígeno-específico ingerido, são capazes de suprimir a resposta a um antígeno-não-específico, quando este é administrado concomitantemente ao antígeno-específico. As linhagens TR e TS foram utilizadas para o desenvolvimento de protocolos de supressão bystander, com o objetivo de inibir a resposta inflamatória induzida pela infecção por L. amazonensis. Os camundongos receberam 1, 2, 5 ou 25 mg de OVA intragástrica (IG) durante dois dias consecutivos, e uma semana depois foram infectados com 107 promastigotas de L. amazonensis e desafiados com 50 µg OVA solúvel no mesmo sítio. Em outro protocolo, camundongos foram tratados com OVA IG e desafiados uma semana após com este mesmo antígeno seguido de antígeno de leishmania em CFA no mesmo sítio bystander. Na semana seguinte foram infectados na pata oposta. Camundongos TR tolerizados com 25 mg de OVA desenvolveram lesão inflamatória exacerbada, quando comparados com o grupo controle, enquanto os animais tolerizados com 1, 2 ou 5 mg de OVA desenvolveram uma lesão menor. O efeito bystander não modificou a carga parasitária. Independentemente do protocolo utilizado, os camundongos TS desenvolveram uma lesão menor. As citocinas IFN-y e IL-10 foram aumentadas em animais infectados de ambas as linhagens em comparação com animais não infectados. Nos grupos TR submetidos a baixa dose de OVA IG bystander (1, 2 e 5 mg) observamos diminuição de IFN-y e o aumento de IL-10 sugerindo mudança para um perfil regulatório condizente com a diminuição da lesão inflamatória nestes grupos. Nos grupos TS tolerizados observamos redução de IFN-y e aumento de IL-10, embora permaneçam mais altos que nos TR, independente da dose oral a que foram submetidos. O efeito bystander, com doses baixas ou altas, não alterou a carga parasitária mostrando a dissociação desta com a modulação da patogenia. Os níveis de IFN-y não se mostraram associados a redução da carga parasitária em TR e TS, já que na linhagem TS observou-se alta carga parasitária apesar do alto nível de IFN-y enquanto que a linhagem TR apresentou menor nível de IFN-y e baixa carga parasitária. A linhagem TS apresentou intrinsecamente uma proporção maior de células Treg (CD25+Foxp3+) que a linhagem TR, mas animais de ambas as linhagens atingiram a mesma proporção de células Treg após infectados com L. amazonensis. Uma compreensão melhor dos mecanismos regulatórios da imunidade inata e adaptativa nas fases iniciais da infecção é necessária para o desenvolvimento de protocolos capazes de limitar a inflamação e promover a eliminação dos parasitas.
    2021 tese de doutoramento Brasil acesso aberto
  5. 5

    Avaliação do potencial anti-inflamatório agudo e crônico e imunossupressor do extrato etanólico de Pterodon polygalaeflorus através de estudos in vivo e in vitro

    Publicação
    por Leal, Nathália Regina Felizardo
    Origem: Oasisbr
    O gênero Pterodon pertence à família das Papilonaceas e inclui cinco espécies nativas do Brasil: P. pubescens Benth., P. emarginatus Vog., P. apparicioi Pedersoli e P. abruptus Benth., sendo a espécie objeto deste estudo a P. polygalaeflorus Benth.. Seus frutos são livremente comercializados em mercados da flora medicinal e utilizados pela medicina popular devido a propriedades anti-reumática, analgésica, antiinflamatória, dentre outros efeitos associados a esses frutos. O principal uso popular está relacionado ao efeito antiartrítico que parece se encontrar na fração oleosa do fruto. O objetivo deste trabalho foi avaliar o extrato etanólico de Pterodon polygalaeflorus (EEPpg) quanto ao seu potencial antiinflamatório crônico através do modelo de artrite induzida por colágeno (CIA) e seu efeito sobre os linfócitos in vitro, bem como sobre a expansão de células MAC-1+ induzida por adjuvante completo de Freund (AFC). A caracterização química do EEPpg foi realizada por cromatografia em camada delgada (TLC), cromatografia líquida de alta performance (HPLC) e cromatografia gasosa acoplada a espectrômetro de massa (GC-MS), através dos quais uma gama de compostos, incluindo terpenóides de polaridades variadas e flavonóides, foram observados. No modelo de CIA, o EEPpg reduziu significativamente parâmetros associados ao desenvolvimento e progressão da doença e à severidade da doença , inibindo em até 99% o seu desenvolvimento e levando a ausência de sinais clínicos evidentes após tratamento com as menores doses do extrato (0,01 mg/kg e 0,001 mg/kg). O tratamento com EEPpg também reduziu características histopatológicas típicas de articulações de animais com CIA, que também são observadas na artrite reumatóide. O EEPpg reduziu significativamente o peso dos linfonodos dos camundongos, bem como o número absoluto de segmentados, monócitos e linfócitos no sangue. In vitro, O EEPpg mostrou uma atividade anti-proliferativa dos esplenócitos estimulados com concanavalina A (Con A) ou lipopolissacarídeo (LPS) analisada através do ensaio de redução do sal de tetrazólio MTT, corroborada pelo seu efeito sobre o ciclo celular de linfócitos estimulados com Con A, onde o EEPpg nas concentrações de 5, 10 e 20 μg/mL reduziu significativamente, de maneira concentração-dependente, o número de células nas fases S+G2/M e aumentou na fase G0/G1 do ciclo celular. O efeito anti-proliferativo do EEPpg parece também estar associado ao aumento da apoptose dos linfócitos após estimulação com Con A, com aumento estatisticamente significativo no percentual de células mortas por apoptose nas maiores concentrações . O EEPpg inibiu a expansão de células Mac-1+ induzida por AFC no baço, porém não no peritônio. Esse resultado sugere um efeito inibidor do EEPpg sobre a migração celular para as articulações artríticas. Esses resultados contribuem para a validação do uso popular de P. polygalaeflorus contra doenças relacionadas a processos inflamatórios e imunes, sobretudo na artrite reumatóide, antes nunca demonstrado.
    2021 dissertação de mestrado Brasil acesso aberto
  6. 6

    Avaliação de diferentes subtipos de linfócitos T produtores de IL-17 e de células T reguladoras em pacientes cronicamente infectados pelo vírus da hepatite C

    Publicação
    por Cachem, Fabio Christiane de Oliveira Felix
    Origem: Oasisbr
    A hepatite C crônica (HCC) é frequentemente associada à fibrose hepática, o que pode levar a cirrose e ao carcinoma hepatocelular. Muitos estudos têm sugerido que a atividade imunológica em resposta aos antígenos do HCV está fortemente relacionada à fibrose hepática. O papel de diferentes células T CD4+ (Th17) e CD8+ (Tc17) secretoras da IL-17 na HCC não está completamente esclarecido. Em nosso estudo, níveis plasmáticos elevados de IL-1β, IL-6 e IL-17 foram positivamente correlacionados com a fibrose e também com as taxas de alanina transaminase (ALT) nos pacientes com HCC. Além disso, essas citocinas, secretadas por culturas de células mononucleares do sangue periférico (PBMC) em resposta ao antígeno core viral, também foram correlacionadas à lesão hepática avançada. Enquanto a percentagem de células Th17/Tc17 produtoras de IL-17 em associação com o IFN-γ ou com IL-21 foi maior nos pacientes com menor dano hepático, acúmulo desses linfócitos capazes de produzir apenas IL-17 foi correlacionada à fibrose do fígado. De forma interessante, a proteína core favoreceu a expansão de subtipos de células Th17/Tc17 relacionadas ao avanço da doença, identificadas pela produção apenas de IL-17 ou IL-17 em associação com IL-6. Ademais, apesar do percentual das células Tregs (CD4+FoxP3+CD25+) ter sido maior nos pacientes HCC mais avançada, as proporções tanto dos subtipos TregsCD39+ou Treg17 (IL-17+IL-10+) foram significativamente inferiores nesses indivíduos. A adição da proteína core do HCV às culturas de PBMC elevou a percentagem das células Tregs CD39-. Ademais, uma maior percentagem de células T exauridas (PD-1+CD28+) e senescentes (CD28- CD57+) não apenas foram maiores nos pacientes com fibrose hepática acentuada, como também a proporção desses linfócitos foram elevados após adição do antígeno core. Finalmente, acreditamos que a presença de um estado inflamatório persistente e pró-fibrótico é facilitado pela maior translocação bacteriana, desde que, nos presentes estudos, os níveis plasmáticos de sCD14 não apenas foram maiores nos pacientes com pior prognóstico, como também suas concentrações foram diretamente correlacionadas aos níveis sistêmicos de IL-1β, IL-6 e IL-17, assim como ao percentual de células Th17/Tc17 negativas para IL-21 e IFN-γ. Em resumo, apesar de preliminares, nossos resultados sugerem que a expansão de diferentes subtipos de células Th17/Tc17 e de Tregs pode influenciar a evolução da doença hepática nos pacientes com HCC, e revela que o antígeno core pode exercer efeitos adversos por amplificar o desequilíbrio entre esses diferentes subtipos de células T. Ademais, eventos inflamatórios que favorecem a expansão de subtipos de células Th17/Tc17 implicados na fibrose hepática podem ser favorecidos pela maior translocação microbiana intestinal.
    2021 tese de doutoramento Brasil acesso aberto
  7. 7

    Influência das alterações imunes em gestantes infectadas pelo HIV-1 no perfil funcional das células T de neonatos não infectados

    Publicação
    por Machado, Joana Hygino da Silva
    Origem: Oasisbr
    O número de mulheres jovens infectadas pelo HIV-1 vem crescendo desde o início da epidemia da aids, principalmente nos países em desenvolvimento, onde a frequência de gravidez é elevada. O desenvolvimento de estratégias para evitar a transmissão vertical tem aumentado o número de recém-nascidos não infectados nascidos de gestantes portadora do vírus. O objetivo da presente tese foi avaliar, in vivo e in vitro, o perfil de citocinas de neonatos não infectados, porém nascidos de mulheres infectadas pelo HIV-1. Os resultados demonstraram elevados níveis de citocinas pró-inflamatórias relacionadas ao fenótipo Th17, associadas à baixa produção de IL-10, tanto nos plasmas quanto nos sobrenadantes das culturas de células T ativadas obtidas do sangue do cordão umbilical de neonatos nascidos de gestantes infectadas pelo HIV-1 com cargas virais plasmáticas(PVL) detectáveis. De modo interessante, um perfil similar pró-inflamatório foi observado em amostras de sangue periférico de suas respectivas mães. Por outro lado, níveis elevados de IL-10, associados à reduzida produção de citocinas inflamatórias, foram dosados no sangue e nos sobrenadantes das culturas de células T ativadas de gestantes que controlavam a PVL, assim como de seus neonatos. Com relação à caracterização fenotípica das células T maternas produtoras de IL-10, a análise por citometria de fluxo demonstrou que essa citocina é majoritariamente produzida por células T CD4+Foxp3-. Curiosamente, a replicação viral in vitro do HIV-1 foi inferior nas culturas das gestantes infectadas pelo HIV-1 e foi relacionada aos efeitos inibitórios da IL-10 sobre a produção de TNF-α. Por fim, os neonatos não infectados expostosin utero à terapia antirretroviral (ART) apresentaram um menor peso ao nascer, e este achado foi inversamente correlacionado com os níveis periféricos maternos de TNF-α. Em conclusão, nossos achados sugerem que gestantes que conseguem controlar a PVL, e o incremento na produção de IL-10 materna possam favorecer a expansão das células Tr-1, as quais podem auxiliar em reduzir o risco de transmissão vertical do HIV-1 por reduzir a taxa de replicação viral. Por outro lado, outros resultados também apresentados aqui, apesar de preliminares, revelaram efeitos adversos da replicação viral e da ART em gestantes infectadas pelo HIV-1 no desenvolvimento funcional das células T de neonatos não infectados. Esses dados podem ajudar a explicar por que algumas dessas crianças apresentam elevado risco à morbidade e mortalidade devido a um estado basal de hipersensibilidade patológica.
    2021 tese de doutoramento Brasil acesso aberto
  8. 8

    Efeito de ExoU e papel de PAFR na expressão de citocinas relacionadas à inflamação em modelo murino de pneumonia aguda por Pseudomonas aeruginosa

    Publicação
    por Flores, Vinícius Ribeiro
    Origem: Oasisbr
    Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria Gram negativa oportunista de grande importância em infecções respiratórias adquiridas em ambiente hospitalar. ExoU é uma proteína bacteriana injetada no citosol de células hospedeiras pelo sistema de secreção do tipo III que está relacionada ao agravamento de infecções agudas. A ação de ExoU é decorrente da sua atividade tipo fosfolipase A2, que leva à liberação de ácido araquidônico e lisofosfolipídeos das membranas das células hospedeiras e posterior síntese de potentes mediadores da resposta inflamatória, como eicosanóides e o fator de ativação plaquetária (PAF). ExoU também é capaz de ativar NF-B, um fator transcricional que regula a síntese de moléculas implicadas na indução da resposta inflamatória. No presente estudo, a expressão de citocinas que participam da resposta inflamatória foi avaliada no pulmão de camundongos infectados com uma cepa produtora de ExoU (PA103) ou com sua mutante isogênica deficiente em ExoU (PA103∆exoU). Para isso, camundongos C57/BL6 foram tratados com o antagonista de PAF, WEB 2086, ou com o veículo e inoculados por via intratraqueal com P. aeruginosa ou salina. Após 24 horas, o RNA total dos pulmões foi purificado e convertido em cDNA para análise da expressão do mRNA de algumas citocinas por RT-PCR em tempo real. Nossos resultados mostraram um aumento significativo dos níveis de mRNA de todas as citocinas em resposta a ExoU, embora tenha sido observada uma grande variação dos níveis de expressão entre as moléculas. Além disso, o tratamento com WEB 2086 reduziu significativamente a expressão do mRNA de TNFα, IL-10, IL-6, IL-1β e IL-27 induzida por ExoU. Esses dados contribuem para a compreensão do papel de ExoU na patogênese e confirmam a importância do PAF como regulador da resposta inflamatória durante a pneumonia por P. aeruginosa
    2021 dissertação de mestrado Brasil acesso aberto
  9. 9

    Avaliação da resposta imune de neonatos não infectados pelo HIV-1 nascidos de gestantes soropositivas

    Publicação
    por Machado, Joana Hygino da Silva
    Origem: Oasisbr
    A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), é uma das mais destrutivas epidemias do mundo, e a infecção pelo HIV em mulheres jovens vem aumentando rapidamente nos dias atuais. Esse fato tem um impacto importante na transmissão vertical do vírus. Apesar da grande maioria dos casos de aids pediátrica em todo mundo resultar da transmissão vertical, aproximadamente dois terços das crianças expostas ao HIV durante a vida fetal não são infectadas pelo vírus. Muitos trabalhos sugerem que durante a gestação doenças infecciosas maternas podem ter consequências complexas para o desenvolvimento do feto, e poucos trabalhos têm explorado o impacto da exposição ao HIV sobre a responsividade imunológica de crianças não infectadas a diferentes estímulos, particularmente na era das drogas antirretrovirais. Portanto, esse trabalho teve como objetivo avaliar eventos imunes em neonatos não-infectados expostos ao HIV-1 nascidos de gestantes que controlam (G1) ou não (G2) a carga viral plasmática, usando neonatos não expostos como controle. Para tanto, sangue do cordão umbilical de cada neonato foi coletado, plasma e células mononucleares foram separados e a linfoproliferação e o perfil de citocinas foram avaliados. Os resultados demonstraram que a linfoproliferação in vitro induzido por ativadores policlonais foi maior nos neonatos do G2. Entretanto, nenhuma cultura de célula respondeu a um conjunto de peptídeos sintéticos do envelope do HIV-1. A dosagem de citocinas no plasma e nos sobrenadantes das culturas ativadas policlonalmente demonstrou que, enquanto a IL-4 e IL-10 foram as citocinas dominantes produzidas nos grupos G1 e controle, a secreção de IFN-γ, IL-1, Il-6, IL-17 e TNF-α foi significativamente superior nos neonatos G2. Níveis sistêmicos de IL-10 observados dentre os neonatos G1 foram maiores naqueles nascidos de mães tratadas com drogas inibidoras da transcriptase reversa do vírus. Por outro lado, níveis superiores de citocinas inflamatórias foram observados dentre estes nascidos de gestantes tratadas com terapia antirretroviral de alta eficácia. Em resumo, nossos resultados indicam uma responsividade imune alterada em neonatos expostos in utero ao HIV-1 e reforça o papel do tratamento materno anti-viral com drogas menos potentes em atenuar tais distúrbios.
    2021 dissertação de mestrado Brasil acesso aberto
  10. 10

    Avaliação da resposta imunológica após imunização de indivíduos adultos saudáveis com a vacina conjugada contra Neisseria meningitidis-CRM197 sorogrupo C: proliferação celular e pr...

    Publicação
    por Lacerda, Aline Werneck
    Origem: Oasisbr
    A meningite ainda é um grave problema de saúde pública provocando de 50 mil a 135 mil mortes anualmente por todo o mundo. No Brasil, o principal micro-organismo causador desta doença é Neisseria meningitidis sorogrupo C. A introdução de vacinas conjugadas contra essa infecção possibilitou uma nova ferramenta na prevenção e controle das epidemias. O efeito dessas vacinas está bem elucidado, porém, pouco se sabe sobre a resposta imunológica induzida por seus carreadores. O objetivo desse trabalho foi avaliar a resposta de anticorpos bactericidas induzida pela vacina anti-meningite sorogrupo C conjugada à proteína CRM197 (anti-MenC-CRM197) e a proteção cruzada contra a difteria inferida pela presença do carreador CRM197. Oito voluntários adultos sadios tiveram amostras de sangue coletadas antes e após 14 e 56 dias de uma e duas doses da vacina anti-MenC-CRM197. Foram dosados anticorpos bactericidas frente a cepa N753/00 de N. meningitidis utilizando uma fonte de complemento humano. A resposta proliferativa de linfócitos T CD4+ foi avaliada através da diluição do CFSE. Em seguida, verificou-se a proteção cruzada contra toxina diftérica analisada através de ensaio de neutralização com células VERO. Foi verificado um aumento na concentração de anticorpos bactericidas em 37,5% dos voluntários após a primeira dose e um aumento ainda maior e significativo (87,5%) quando administrada a segunda dose (p < 0,01). Houve uma tendência ao aumento na resposta proliferativa de linfócitos T CD4 após a primeira dose, embora não significativo. Os anticorpos neutralizantes dosados indicaram um aumento significativo após primeira imunização, fazendo com que 100% dos voluntários atingissem proteção completa contra difteria (títulos superiores ou iguais a 0,1 UI/mL). Após a segunda dose, não observamos aumento na concentração de anticorpos neutralizantes e os níveis de proteção se mantiveram. As correlações entre os parâmetros dosados apresentaram-se não significativas, possivelmente pelo pequeno número amostral. Com os dados apresentados conclui-se que a vacina anti-MenC-CRM197 induziu a proteção num baixo percentual de voluntários (37,5%) quanto à indução de anticorpos bactericidas e houve um aumento percentual (87,5%) após a segunda dose. Houve uma tendência ao aumento da proliferação de linfócitos T CD4+, porém não significativa. Também foi observado aumento da produção de anticorpos neutralizantes anti-toxina diftérica e este se mostrou significativo quando relacionado aos períodos antes e após a imunização (p < 0,01 para 14 e 56 dias após a primeira dose e 14 dias após a dose reforço, e p < 0,05 para 56 dias após a dose reforço). Observou-se uma correlação positiva, porém não significativa, na entre os níveis de anticorpos bactericidas e a ativação de linfócitos T CD4+, 14 dias após a primeira dose da vacina. Sendo assim, a vacina anti-MenC-CRM197 é capaz de induzir uma resposta de anticorpos tanto contra sua porção polissacarídica quanto contra sua porção proteica (carreador CRM197).
    2021 dissertação de mestrado Brasil acesso aberto