Mercury-thin film electrodes coated with a thin film of poly(ester sulphonic acid) (PESA) have been investigated for application in the analysis of trace heavy metals by square wave anodic stripping voltammetry using the batch injection analysis (BIA) technique. Different polymer dispersion concentrations in water/acetone mixed solvent are investigated and are characterised by electrochemical impedance measurements on glassy carbon and on mercury film electrodes. The influence of electrolyte anion, acetate or nitrate, on polymer film properties is demonstrated, acetate buffer being shown to be preferable for stripping voltammetry applications. Although stripping currents are between 30 and 70% less at the coated than at bare mercury thin film electrodes, the influence of model surfactants on stripping response is shown to be very small. The effect of the composition of the modifier film dispersion on calibration plots is shown; however, detection limits of around 5 nM are found for all modified electrodes tested. This coated electrode is an alternative to Nafion-coated mercury thin film electrodes for the analysis of trace metals in complex matrices, particularly useful when there is a high concentration of non-ionic detergents.
Various polymer coatings have been investigated for the protection of mercury thin-film electrodes in the square wave anodic stripping voltammetry of environmental samples using batch injection analysis, with injection of untreated samples of volume 50 [mu]l directly over the sensing electrode. Polymer coatings studied include those with controlled porosity, and cation-exchange polymers based on sulphonated polymers. Of the polymers tested, films of ca. 1 [mu]m thickness made from Nafion® mixed with 5% poly(vinyl sulphonic acid) were found to give the best results in tests with the model surfactants Triton-X-100 detergent, sodium dodecyl sulphate and protein standard. The validity of the approach is demonstrated by application to real samples.
Poly(methylene blue) modified electrodes have been prepared by potential cycling from aqueous electrolyte solution containing methylene blue on glassy carbon substrates. They have been used successfully for the determination of haemoglobin via its electrooxidation at fixed potential using the batch injection analysis technique in which whole blood samples diluted with phosphate or acetate buffer are injected directly over the modified electrode immersed in inert electrolyte. Electrode response is fast, stable, and reproducible. For blood from healthy donors, a good linear correlation was found between the results from the electrochemical injection method and the conventional clinical spectrophotometric measurement after cyanidation. The blood from potentially ill donors showed deviations from the linear correlation suggesting that this may be a good method for detecting haematological problems.
O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordena??o de Aperfei?oamento de Pessoal de N?vel Superior - Brasil (CAPES) - C?digo de Financiamento 001.
O excesso de furosemida no organismo pode causar desidratação grave. Pacientes que fazem o seu uso podem apresentar hipotensão, hipomagnesemia, ototoxicidade, hiperuricemia, entre outros. Além disso, esse fármaco era utilizado indiscriminadamente por atletas para alcançar perda de peso aguda e para alterar a composição e o volume de fluidos e tecidos corporais, tornando a furosemida uma das substâncias proibidas pelo Comitê Olímpico Internacional. Como a comercialização dessa substância não exige receita médica, o fácil acesso pode representar graves riscos à saúde, fazendo-se essencial a sua determinação no organismo, através da urina, por exemplo (65% do fármaco inalterado é excretado na urina), bem como a compreensão do seu mecanismo de reação. Na literatura foram relatados métodos espectrométricos, cromatográficos e eletroquímicos para a determinação de furosemida. Dentre as técnicas eletroquímicas, poucos artigos foram reportados sobre os métodos por análise em fluxo ou em batelada. Eletrodos de baixo custo têm sido alvo de pesquisas entre a comunidade científica na busca de melhores sensores com respostas analíticas similares ou melhores que as dos eletrodos comumente comercializados. Nesse contexto, o eletrodo de papel grafitizado apresenta vantagens como boa flexibilidade, desempenho mecânico satisfatório e capacidade de se adaptar a qualquer tamanho. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho é desenvolver um método capaz de determinar furosemida em urina, com detecção voltamétrica e amperométrica, utilizando eletrodo de papel grafitizado como sensor. Foram realizadas voltametrias cíclicas e de onda quadrada com a finalidade de avaliar o comportamento eletroquímico da furosemida, incluindo cinética e transporte de massa. Estudos exploratórios foram feitos para que fosse determinado o eletrólito suporte e a faixa de potencial para a análise. Parâmetros eletroquímicos foram otimizados através da análise por injeção em batelada com detecção amperométrica, tais como: potencial de análise, velocidade de injeção e volume de injeção. Também foram definidos parâmetros analíticos de mérito como repetibilidade, faixa linear, limite de detecção, limite de quantificação e frequência analítica. O melhor eletrólito suporte foi o tampão acetato 0,1 mol L-1 (pH 5,2) e a faixa de potencial ideal para a análise voltamétrica foi de 0,8 a 1,5V. Foi verificado que a difusão é o fenômeno que rege o transporte de massa entre as moléculas de furosemida e a superfície do eletrodo. Os parâmetros definidos para a utilização do sistema de análise em batelada com detecção amperométrica foram: potencial de análise de 1,3V, velocidade de injeção de 298 µL s-1 e volume de injeção de 100 µL. A curva analítica foi linear entre as concentrações 1 e 300 µmol L-1, onde a curva crescente apresentou a equação Ip = 0,5382[FUR] – 2 x 10-6 (R2 = 0,992) e a decrescente Ip = 0,4973[FUR] – 3 x 10-6 (R2 = 0,996). Os demais parâmetros analíticos encontrados foram: limite de detecção (0,39 µmol L-1), limite de quantificação (1,29 µmol L-1) e frequência analítica (94 h-1). Todos os resultados obtidos foram comparados com a literatura, podendo ser qualificados como satisfatórios. Futuramente deseja-se aplicar a metodologia desenvolvida a amostras de urina sintética, bem como realizar testes de interferentes. Além disso, serão feitas modificações na superfície do eletrodo de trabalho e o estudo será repetido, com o intuito de obter melhores resultados
Neste trabalho, foi comparado óxido de grafeno reduzido (OGR) e nanotubos de carbono de paredes múltiplas (MWCNT) como modificadores da superfície do eletrodo de carbono vítreo para a determinação de levofloxacina. Ambos nanomateriais foram devidamente caracterizados por espectroscopia Raman, mostrando assim que de fato houve mudanças estruturais após a funcionalização. Experimentos envolvendo a voltametria cíclica, mostraram que o sensor a base de RGO apresentou maior ganho de sinal analítico para a levofloxacina em comparação com os eletrodos modificados com MWCNT (4 vezes) e sem modificação (20 vezes). O processo de oxidação da levofloxacina sobre as diferentes superfícies eletródicas foi controlado pela adsorção das espécies eletroativas e irreversível em aproximadamente + 1,0 V. Voltametria de pulso diferencial (VPD), voltametria de onda quadrada (VOQ), detecção amperométrica usando análise por injeção em fluxo (FIA-AMP) e por injeção em batelada (BIA-AMP) foram avaliadas para determinação da levofloxacina em amostras de formulações farmacêuticas, utilizando o eletrodo modificado com OGR. Os métodos desenvolvidos apresentaram limites de detecção de 1,45; 6,70; 1,90; 0,33 µmol L-1 e níveis de recuperação de 91, 106, 103 e 101 %, respectivamente. Todos os desvios padrão relativos foram inferiores a 7,0 %, indicando precisões adequadas. Os teores de levofloxacina foram concordantes com o valor estabelecido pelo fabricante do medicamento. Para análise da amostra de urina, os métodos dinâmicos FIA/BIA-AMP foram selecionados devido a elevada frequência analítica (cerca de 100 injeções por hora), sendo obtido um nível de recuperação entre 96-98%. Todos os resultados eletroquímicos foram estatisticamente comparáveis com a análise por cromatografia líquida ultra-rápida (UFLC), à um nível de 95 % de confiabilidade, demonstrando que os métodos são promissores para análises de rotina.