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Alta Sensibilidade de Processamento Sensorial e expetativas em relação à longevidade
Publicaçãopor Borges, Mariana MartinhoOrigem: uBibliorumA alta sensibilidade de processamento sensorial, refere-se a um processamento de estímulos e informações que acontece de forma mais intensa e profunda. Num contexto de crescente envelhecimento da população é necessário analisar e compreender os fatores que estão relacionados com as expectativas para se promover a dignidade com que se envelhece e se chega ao final da vida. Esta dissertação tem como objetivos: (1) avaliar a alta sensibilidade de processamento sensorial e as expetativas em relação à longevidade; (2) averiguar se existem diferenças entre géneros nestas dimensões; (3) analisar a relação entre a alta sensibilidade de processamento sensorial e as expetativas em relação à longevidade e (4) determinar a relação preditiva entre a alta sensibilidade de processamento sensorial, idade, género e as expetativas em relação à longevidade que se define como variável dependente. Participaram no estudo 1063 participantes, 364 do género masculino e 691 do género feminino, com idades compreendidas entre 18 e 80 anos, sendo a média 29.27 (DP=12.31). Os instrumentos utilizados neste estudo foram: o Questionário Sociodemográfico, a Escala que avalia a Alta Sensibilidade de Processamento Sensorial (Aron, 2001, adap. para a população portuguesa por Pereira et. al, 2017) e o Questionário que avalia as Expetativas face à Longevidade (Kogan et. al, 2011, adap. para a população portuguesa por Ribeiro, Canedo, Cerqueira, Nascimento & Teixeira, 2017). Os resultados deste estudo indicaram valores de alta sensibilidade de processamento sensorial mais elevados para o género feminino do que para o género masculino e valores mais elevados de anti-longevidade para o género feminino do que para o género masculino. Os indivíduos mais velhos tendem a ter uma atitude pró-longevidade e os mais jovens uma atitude anti-longevidade. Os preditores idade, género e alta sensibilidade de processamento sensorial revelaram ser pouco relevantes na explicação das expetativas em relação à longevidade dos participantes. Este estudo contribui para a compreensão e reflexão sobre a importância de se compreenderem as expectativas em relação à longevidade e a alta sensibilidade de processamento sensorial, alertando assim, para a necessidade de se explorarem mais variáveis para análise desta importante problemática numa sociedade crescentemente envelhecida. -
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Perceção dos professores do ensino básico e secundário e avaliação do sentido de eficácia perante alunos portadores de deficiência
Publicaçãopor Prata, Célia Maria BorgesOrigem: uBibliorumA inclusão coaduna-se com uma educação para todos e com um ensino especializado para o aluno. Os recursos físicos, humanos e os meios materiais para a efetivação deste processo escolar, devem atuar paralelamente com o desenvolvimento de novas atitudes e formas de interação e exigir mudanças no relacionamento pessoal e social e no processo de ensino e aprendizagem. Na escola do seculo XXI, exige-se uma escola que promova a igualdade e a união social, que assegure as aprendizagens e o sucesso escolar e desenvolva uma educação equilibrada e diversi cada. O objetivo que nos propusemos alcançar nesta investigação consistiu em auscultar a perce ção dos professores do ensino básico e secundário e efetuar a avaliação do sentido de e cácia, perante os alunos portadores de de ciência. Iniciativas internacionais das Nações Unidas, da Unesco, da Unicef e de outras entidades apontam no sentido de um consenso progressivamente mais alargado de que todas as crianças tem o direito de ser educadas umas com as outras, independentemente das suas condições físicas, intelectuais, afetivas, sociais, linguísticas ou outras e que a inclusão é bené ca quer no plano educativo, quer no plano social. Para que o paradigma da inclusão seja uma realidade concreta, há a necessidade dos professores terem uma atitude recetiva para com as exigências e os princípios da inclusão. A inclusão requer dos professores novas competências, novas pro ciências que viabilizem mudanças no ensino e na gestão da sala de aula, já que os sentimentos de e cácia e a posterior satisfação pro ssional na relação com a inclusão, afetam os docentes mas também os alunos. O desinvestimento e a falta de motivação dos docentes contribuem para o desinteresse dos alunos e para a menor qualidade do processo de ensino-aprendizagem. Diversos estudos e investigações reconhecem que o sentido da perceção, crenças ou atitudes são essenciais e determinam o comportamento perante um determinado tipo de situação social. Deste modo é importante valorizarmos os aspetos comportamentais, afetivos e cognitivos dos protagonistas que intervêm em qualquer processo interativo com pessoas portadoras de de ciência. As atitudes dos docentes perante os alunos são um fator determinante para a inclusão com êxito no processo educativo do aluno. Visto que a investigação tem demonstrado que os professores com maior sentido de e cácia obtêm melhores resultados, devemos também conhecer o sentido de e cácia do professor perante os alunos portadores de de ciência. A investigação empírica, baseou-se na análise 1044 questionários preenchidos por professores, tendo-se adotado uma metodologia do tipo quantitativo, fundamentada nos referenciais teóricos subjacentes à metodologia de investigação adotada no domínio das ciências da educa ção. As variáveis consideradas são extraídas da Escala de Atitudes perante as Pessoas com de ciência (Verdugo, Arias & Jenaro, 1994)e da Escala de Autoe cácia para Professores (Schwarzer, Schmitz & Daytner, 1999). Os resultados desta investigação con rmaram que os professores com maior sentido de autoe cácia têm atitudes mais favoráveis à inclusão de alunos com necessidades educativas especiais, indo no sentido dos resultados de outras investigações que referem que quando os professores tem uma boa auto estima e gostam do trabalho que estão a fazer, revelam uma maior capacidade para compreender e valorizar os seus alunos. O estudo mostrou também que os professores com especialização em educação especial apresentam atitudes mais positivas tal como veri cado noutros estudos e justi cado por O’Shea, Hodes, Down & Bramley (2000) ao referir que os professores de educação especial estão mais familiarizados com os benefícios da inclusão e com as estratégias necessárias numa sala de aula inclusiva. Esta investigação também determinou que os professores do sexo masculino apresentam atitudes mais positivas, corroborando diversos autores como por exemplo, Forlin, Tait, Carroll & Jobling (2007), Rice (2009), Lebres (2010), Santos & Cesar (2010), e que o contacto com pessoas portadoras de de ciência in uencia favoravelmente as atitudes. Os resultados do estudo mostram que, as variáveis pessoais in uenciam a atitude do professor em relação aos alunos de cientes. O sexo, o grau de ensino, a especialização em Educação Especial, o contacto com alunos portadores de de ciência, a frequência, a razão desse contacto, assim como o tipo de de ciência são fatores que in uenciam as atitudes e a perceção do professor nos vários domínios, assim como a sua autoe cácia o que nos permite referir que a mudança de perceção, crenças e atitudes perante as pessoas com de ciência passa pela sensibilização nos domínios das variáveis mas também pelo conhecimento dos alunos portadores de de ciência. Com base no nosso estudo julgamos poder concluir que, de uma maneira geral, os docentes apresentam uma perceção e uma autoe cácia favorável, que se traduz em atitudes positivas em relação aos alunos portadores de de ciência. -
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Perceção, conhecimentos e atitudes sobre a menopausa, em mulheres doutoradas dos 45 aos 60 anos
Publicaçãopor Catalão, Inês Sofia MendesOrigem: uBibliorumIntrodução: Atualmente, com o aumento da esperança média de vida, 95% das mulheres atinge a menopausa, sendo esta um marco extremamente importante da vida feminina. Vários fatores influenciam o modo como esta é experienciada e o nível de escolaridade parece ser um deles, porém, existem poucos estudos acerca desta temática. Objetivos: Pretendemos estudar a perceção, conhecimentos e atitudes de mulheres doutoradas relativamente à menopausa e compreender se a formação académica influencia a vivência da mesma. Metodologia: Foi desenhado um estudo observacional e transversal. A amostra incluiu mulheres com idades entre 45 e 60 anos, doutoradas e com funções de ensino e/ou investigação na Universidade da Beira Interior. Após a explicação dos objetivos do estudo, as voluntárias responderam presencialmente a um questionário que foi elaborado pela Sociedade Portuguesa de Ginecologia e Gedeon Richter e que foi previamente aplicado num estudo nacional. O inquérito incluiu a caracterização demográfica, o índice de massa corporal, o tipo de dieta e exercício físico e a caracterização de aspetos da vida quotidiana e da Menopausa. Os dados foram analisados estatisticamente utilizando o Statistical Package for Social Sciences, versão 24.0. Resultados: Das 65 mulheres doutoradas, 29 encontravam-se na menopausa. A idade média à última menstruação foi aos 50,6 anos, cerca de 2 anos mais tardia comparativamente à da amostra do estudo nacional. Do total das mulheres inquiridas, 92,3% preocupava-se pouco ou nada com a menopausa e 72,3% praticava exercício físico regular, percentagens mais elevadas que as da amostra nacional. As mulheres na menopausa mostraram menor satisfação com a aparência e com a relação familiar. Os sintomas que mais surgiram aquando da menopausa foram os calores e afrontamentos, irritabilidade e dificuldade de concentração, porém 55,2% das mulheres referiu que nunca interferiram nas suas vidas. 72,4% das mulheres procurou um médico quando entrou na menopausa. As principais prescrições médicas foram exercício físico seguido da terapêutica hormonal de substituição. 57,1% das mulheres que estavam na menopausa referiu conhecer os tratamentos hormonais e 27,6% reportou já ter feito algum deles. Conclusões: A maioria das doutoradas inquiridas mostrou uma atitude positiva acerca da menopausa, porém este período da vida associou-se a uma menor satisfação com a aparência e com a vida familiar. O nível de escolaridade parece protelar o aparecimento da menopausa e melhorar a perceção das mulheres acerca da saúde e de aspetos da vida quotidiana, sendo crucial a individualização das condutas médicas para promover o bem-estar de cada mulher. -
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The role of healthcare professionals in tobacco control
Publicaçãopor Ravara, Sofia BeloOrigem: uBibliorumA epidemia tabágica é uma das principais causas de morbilidade e morte prematura e continua a expandir-se globalmente. O tabagismo é também a principal causa evitável de morte. No entanto, mudar o paradigma é possível. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a principal estratégia para travar a epidemia passa por contrariar as táticas da indústria do tabaco através da implementação de políticas para regular as atividades desta indústria. Acresce que é também crucial sensibilizar e educar a opinião pública sobre os riscos para a saúde associados ao consumo do tabaco e envolver ativamente a sociedade civil no controlo do tabagismo. A perceção dos riscos do tabaco pela população e as normas sociais relativas ao tabagismo mudam lentamente ao longo do tempo. Por tal motivo, é necessário uma liderança firme e uma ação sustentada de saúde pública. Os profissionais de saúde, educadores, decisores políticos, governos, organizações não-governamentais (ONGs), os media e a sociedade em geral devem trabalhar conjuntamente, numa parceria concertada para promover as melhores práticas de controlo de tabagismo e diminuir a aceitação social do tabaco. Entre os vários atores sociais envolvidos no ativismo político de controlo de tabaco, os profissionais de saúde têm um papel crucial a desempenhar. Todos os profissionais de saúde, e muito especialmente os médicos, devem ser exemplos e líderes de saúde pública, comportando-se como modelos sendo “não fumadores”; educando a população sobre os riscos do tabaco e da exposição ao fumo ambiental de tabaco (FAT) e os benefícios da cessação tabágica; promovendo a cessação; identificando sistematicamente os fumadores na prática clínica, aconselhando-os a parar de fumar e apoiando a cessação; e, por último, intervindo no processo da negociação política da implementação das medidas de controlo do tabaco, influenciando a decisão. Em Portugal, a prevalência de tabagismo, avaliada nos inquéritos nacionais de saúde e outros inquéritos à população geral, mostra que o consumo de tabaco é elevado em muitos grupos etários, além de ter aumentado substancialmente nas mulheres dos 15 aos 70 anos ao longo das últimas três décadas. Acresce que o consumo aumentou recentemente nos jovens. Além disso, apenas uma minoria dos fumadores atuais expressa o desejo de cessar de fumar ou recorre ao tratamento de cessação tabágica. Estas tendências sublinham a necessidade de uma estratégia nacional de controlo de tabagismo efectiva e sustentada. Em 2012, foi aprovado um programa nacional de prevenção e controlo de tabaco, o que é certamente uma oportunidade para avançar o controlo do tabagismo em Portugal. No entanto, sem um financiamento adequado e a participação plena da sociedade civil e sua capacitação, o plano dificilmente conseguirá alcançar os objetivos. Entre os vários atores sociais, os médicos e os profissionais de saúde portugueses deverão ser modelos como não fumadores e líderes de saúde pública e de ativismo político na prevenção e controlo do tabagismo. No entanto, é escasso o conhecimento do comportamento tabágico dos médicos portugueses e do seu envolvimento no controlo de tabagismo. Neste contexto, o projeto de investigação conduzido nesta tese teve como objetivo explorar o envolvimento no controlo do tabagismo dos profissionais de saúde portugueses e, em particular dos médicos, e a associação deste envolvimento com a mudança da norma social em relação ao tabaco, descrevendo as tendências do comportamento tabágico entre os médicos e os profissionais de saúde, assim como as suas atitudes e crenças em relação ao FAT e às políticas de espaços livres de fumo, e por último investigar a sua participação em atividades de prevenção e controlo do tabaco. Foram também investigados os fatores associados com as atitudes de controlo de tabagismo e com a participação dos médicos e profissionais de saúde em atividades de controlo do tabagismo. As atitudes e crenças em relação à exposição ao FAT e às políticas de proteção ao FAT foram estudadas como medidas indiretas robustas das normas sociais respeitantes ao tabaco. Com efeito, de acordo com a literatura científica, estas medidas estão fortemente relacionadas com o apoio às políticas de prevenção e controlo de tabagismo e com a mudança da norma social a favor da diminuição da aceitação social do tabagismo. O consumo de tabaco e a formação em tabagismo foram sistematicamente explorados como as principais variáveis independentes, uma vez que o consumo do tabaco e a falta de formação são considerados as principais barreiras que travam o envolvimento dos profissionais de saúde no controlo do tabagismo. Foi investigado se os médicos portugueses se comportam como modelos não-fumadores, fumando menos do que a população em geral, relatando uma maior motivação para cessar de fumar, ou deixando de fumar mais cedo do que a população geral. Além disso, foi investigado se os médicos portugueses atuam como líderes de saúde pública, seja relatando atitudes mais positivas e maior apoio às políticas de proteção à exposição do FAT do que a população geral ou de que outros profissionais de saúde, seja participando ativamente em atividades de controlo de tabagismo. Finalmente, foi avaliada a associação entre o envolvimento dos profissionais de saúde e dos médicos no controlo do tabagismo e a mudança da norma social em relação à exposição ao FAT. -
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Adesão das jovens alunas da Universidade da Beira Interior à vacina profilática contra o HPV
Publicaçãopor Manuel, Micaela Raquel RaúlOrigem: uBibliorumIntrodução: Sendo a infeção persistente pelo HPV de alto risco o principal fator etiológico do cancro do colo do útero, foram desenvolvidas duas vacinas profiláticas contra o HPV com o intuito de diminuir a incidência desta mesma patologia. Vários estudos foram realizados com o objetivo de compreender os motivos que levam a população-alvo a optar ou não pela vacinação, resultando que, de um modo geral, as principais causas referidas são o custo da vacina, o receio dos efeitos adversos e a falta de informação adequada sobre a vacina. O objetivo do presente estudo foi avaliar a sensibilidade de uma população de mulheres jovens, universitárias, face à vacinação profilática contra o HPV. Metodologia: Foi construído um inquérito, anónimo, que previamente foi testado e validado, aplicado então a estudantes do 1º e 2º Ciclos da Universidade da Beira Interior, com idades compreendidas entre os 18 e os 26 anos. A sua aplicação foi feita por contacto pessoal entre outubro e dezembro de 2014. As questões, de escolha múltipla, incidiram sobre a caracterização sociodemográfica, antecedentes ginecológicos e obstétricos e da vida sexual e sobre as motivações para a vacinação contra o HPV. Resultados: Foram obtidas 469 respostas. Todos os questionários recebidos eram avaliáveis. A maioria das jovens inquiridas tinha idade compreendida entre os 18 e os 21 anos (média de idades de 20.26 anos), frequentava o curso de Medicina da FCS da UBI, e eram naturais da região centro do país. Das jovens abrangidas pelo PNV, 89.3% estavam vacinadas. Das que não foram abarcadas pelo PNV, 56.4% estavam vacinadas por iniciativa própria. Nas jovens que tinham sido abrangidas pela vacinação incluída no PNV, “Cumprir o Plano Nacional de Vacinação” foi o motivo mais apontado para terem sido vacinadas (90.7%). Nas jovens que não tinham sido incluídas no PNV, os motivos mais apontados para tomarem a iniciativa de se vacinarem foram o “Receio do Cancro do Colo do Útero” (37.7%) e a “Recomendação Médica” (26.4%). Dentro das jovens não vacinadas, os motivos mais referidos para não se terem vacinado foram a falta de informação esclarecedora (51.9%), as questões económicas (32.1%) e o receio dos efeitos secundários da vacina (18.5%). Conclusão: A maioria das jovens inquiridas encontrava-se vacinada contra o HPV. Das não vacinadas, a maioria referiu que pretendia ainda vir a fazê-lo. O esclarecimento adequado e o aconselhamento médico mostraram-se fatores determinantes para a decisão das jovens sobre a vacinação, o que nos sugere a necessidade de definição de estratégias naquele sentido. -
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Conhecimento, Atitudes e Comportamento dos Universitários e as Práticas Ambientais das suas Instituições de Ensino
Publicaçãopor Lavrador, Tânia Sofia LouroOrigem: uBibliorumTem-se assistido nos últimos anos a um crescente debate em torno do atual modelo económico e na forma como este tem impacto sobre o ambiente e a capacidade de sobrevivência das gerações vindouras. Este debate fez surgir o conceito de sustentabilidade, que é hoje uma preocupação da sociedade global. Também as Instituições de Ensino Superior, sendo fontes de conhecimento e saber, começaram a integrar este conceito na sua investigação, nos campus e no curriculum. Dada a pertinência do tema pretende-se com esta investigação avaliar se o conhecimento ambiental conduz a atitudes ambientalmente amigáveis e a comportamentos mais responsáveis em relação ao meio ambiente, no contexto das Instituições de Ensino Superior. Inúmeras investigações têm surgido com vista a estudar e caracterizar o perfil do consumidor amigo do ambiente, tendo alguns autores utilizado as relações entre conhecimento, atitudes e comportamento para o fazer. Esta pesquisa, apoiando-se na Teoria da Ação Racional, procura verificar a existência de relação entre Conhecimento e Atitudes e entre Conhecimento e Comportamento ambiental de um grupo de estudantes. – Para a recolha dos dados foi utilizado um questionário que visava avaliar o conhecimento ambiental geral dos respondentes, assim como as atitudes e comportamentos face à energia (poupança, consumo, interesse, etc.). Os resultados apontaram para a inexistência de relação entre conhecimento e atitudes e entre conhecimento e comportamentos; a relação entre atitudes e comportamentos revelou-se fraca. Verificou-se ainda que os homens, os alunos dos escalões etários mais elevados e das áreas de Engenharias e Ciências Sociais e Humanas são os que têm um maior nível de conhecimento ambiental. No que toca a atitudes e comportamentos são as mulheres que pareceram ter mais consciência acerca destas questões. No que toca às práticas levadas a cabo pela sua instituição de ensino, os alunos mostram desconhecimento, aparentando inclusive algum desinteresse. -
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Atitudes dos Profissionais em relação à Homossexualidade de Pessoas Idosas Institucionalizadas
Publicaçãopor Almeida, Daniela Sofia PereiraOrigem: uBibliorumAs pessoas idosas LGBT são, frequentemente, alvo de dupla discriminação. Por um lado, devido à idade e, por outro lado, devido à orientação sexual. Este tipo de atitudes e comportamentos poderão comprometer a saúde e o bem-estar e, inclusivamente, os direitos das pessoas, nomeadamente, no contexto de prestação de cuidados a idosos. Nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI’s), tende a ser mais difícil a expressão dos interesses sexuais dos residentes, principalmente, dos idosos homossexuais, uma vez que, vivem com mais desafios. A discriminação face a pessoas idosas homossexuais, poderá levar à negação da sua orientação sexual e à permanência ou regresso ao “armário”. O principal objetivo deste estudo é analisar as atitudes e comportamentos dos profissionais que trabalhem em ERPI’s em relação a pessoas idosas homossexuais institucionalizadas. Tratase de um estudo quantitativo, exploratório e transversal. Participaram no estudo 538 profissionais que trabalham em ERPI’s portuguesas. A maioria dos inquiridos são do género feminino (90%), com média de idades de 41.29 (DP=11.70), casadas ou em união de facto (61.2%), com o 12º ano de escolaridade (33.5%), auxiliares (55%) e com formação profissional em envelhecimento (37.9%). Foi utilizada a Escala de Atitudes em relação à Sexualidade de Pessoas Idosas Institucionalizadas (Villar, Celdrán, Fabà & Serrat, 2017), traduzida para a população portuguesa no âmbito deste estudo. O mesmo avalia a forma como os profissionais que trabalham em ERPI’s percecionam e vivenciam a sexualidade e a homossexualidade de pessoas idosas institucionalizadas. Os resultados revelam que quando se procede à comparação das respostas em relação a situações de relações sexuais heterossexuais e homossexuais, existem atitudes mais benevolentes, permissivas e tolerantes em relação às relações sexuais heterossexuais do que às homossexuais, principalmente se se tratarem de relações sexuais gays. Os profissionais consideram que a reação mais frequente, quando colegas se confrontam com situações de relações sexuais heterossexuais, é “Comentar o sucedido com a supervisão ou direção”, seguida de “Pedir desculpa aos utentes” e “Aconselhá-los a fazerem-no de forma mais privada”. Todavia, quando se trata de relações sexuais homossexuais, além das reações mencionadas, também, é frequente, assinalarem as opções de resposta, “Tomar ou exigir medidas para que não volte a acontecer” e “Chamá-los à atenção/ralhar-lhes”. Este estudo contribui para o conhecimento das atitudes dos profissionais de ERPI’s em relação à sexualidade dos utentes e, mais especificamente, sobre as vivências homossexuais, assinalando a necessidade de formação e apoio aos profissionais sobre estas temáticas. São necessárias práticas, atitudes e políticas sensíveis e inclusivas para que as pessoas possam desfrutar do seu direito à sexualidade e intimidade em contextos institucionais. -
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A Homoparentalidade na Perspetiva dos Jovens Universitários Portugueses: O Caso dos Jovens da Universidade da Beira Interior
Publicaçãopor Reis, Inês Júlio AlmeidaOrigem: uBibliorumA homoparentalidade em Portugal, assim como no resto do mundo, é um tema cada vez mais presente. Assim, a presente investigação tem como principal objetivo compreender como é que os/as estudantes da Universidade da Beira Interior encaram as pessoas homossexuais e as suas famílias, em particular, quais as atitudes dos/as jovens estudantes face à homoparentalidade. Para tal recorremos a uma metodologia de base quantitativa e usámos como técnica de recolha de dados um inquérito por questionário online, no qual participaram 163 estudantes com idades compreendidas entre os 18 e 23 anos. Algumas questões que guiaram esta pesquisa: Quais as atitudes dos jovens universitários em relação às famílias homoparentais? Será que têm uma posição favorável ou manifestam algumas atitudes negativas quanto ao facto de casais homossexuais criarem e educarem crianças? Os nossos resultados mostram que os jovens estudantes da UBI não aderem a preconceitos flagrantes e manifestam atitudes positivas face à diversidade familiar, quer quando avaliam as competências parentais de pais gays e mães lésbicas, quer quando avaliam o bem-estar dos filhos. São as raparigas, os estudantes sem religião, os que se posicionam politicamente ao centro e à esquerda, assim como os que têm contacto interpessoal com homossexuais os que têm atitudes mais positivas. -
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Perceções e atitudes sobre a terapia eletroconvulsiva antes e após visualização in loco deste procedimento
Publicaçãopor Fiuza, João António GouveiaOrigem: uBibliorumIntrodução: A terapia eletroconvulsiva é um procedimento terapêutico utilizado em psiquiatria, com mais de 80 anos, sendo muitas vezes alvo de desconfiança e ceticismo tanto junto da sociedade civil como da comunidade médica, apesar da sua eficácia. Nos dias de hoje a técnica é realizada com recurso a sedação e curarização, sob a forma de técnica modificada. O estigma é uma das principais razões do protelamento no recurso a cuidados de saúde especializados em Psiquiatria e a procedimentos como a TEC, limitando o seu acesso. A TEC não deve ser reservada apenas como uma terapia de fim de linha, sendo especialmente útil em situações clínicas urgentes, graves e resistentes à terapêutica. Consideramos importante investigar as perceções e atitudes sobre a TEC em indivíduos pré e pós-graduados de medicina, psicologia e enfermagem antes e após a visualização de TEC, dado que terão a possibilidade de formar a perceção dos utilizadores dos cuidados de saúde sobre esta técnica. Objetivo: Avaliar perceções, conhecimentos e atitudes face à TEC em indivíduos pré e pósgraduados da área da saúde, assim como perceber de que modo se modificam após visualização do procedimento in loco. Métodos: Realizámos um estudo observacional prospetivo que consistiu na aplicação de dois questionários anónimos a estudantes e profissionais de medicina, psicologia e enfermagem. O primeiro questionário foi aplicado previamente à observação de uma sessão de TEC e o segundo questionário imediatamente após. No questionário pré-TEC foram obtidas informações sociodemográficas, sobre atitudes face à psiquiatria, fontes de informação sobre a TEC, antecedentes psiquiátricos pessoais e familiares e também questões sobre perceções, atitudes e conhecimentos face à terapia eletroconvulsiva. O segundo questionário replica as questões sobre as perceções, atitudes e conhecimentos face à TEC. Resultados: A amostra é composta por 102 participantes, da área da medicina (82%), psicologia (10%) e enfermagem (8%). A principal fonte de conhecimento sobre a TEC são os filmes/séries seguida do currículo académico. Os inquiridos com 23 ou mais anos, alunos do curso de medicina e aqueles que declararam como fonte de conhecimento acerca da TEC o currículo e/ou estágio obtiveram um score médio global antes da TEC significativamente mais elevado que os restantes, traduzindo-se em conhecimentos, perceções e atitudes mais corretas. Comparando o questionário pós e pré-TEC, observou-se uma mudança significativa em 19 dos 23 itens deste questionário, em que os participantes melhoraram significativamente os seus conhecimentos, perceções e atitudes relativamente à TEC. Discussão: Com os resultados obtidos é possível afirmar que a observação in loco da terapia eletroconvulsiva melhora significativamente as perceções, conhecimentos e atitudes dos alunos e profissionais da área da saúde. Os profissionais de saúde são preponderantes na divulgação fidedigna e desprovida de preconceito de informações em saúde. Melhorias observadas em itens como a aceitação da técnica e na possibilidade de recomendação da técnica a pacientes e familiares são de sobremaneira importantes, visto que contribuem para que um maior número de pacientes possa aceder a um tratamento que poderá ser o único e/ou melhor tratamento disponível para múltiplas patologias psiquiátricas afetivas ou psicóticas. A visualização da TEC deverá ser uma componente curricular obrigatória enquadrada na formação em Psiquiatria de profissionais de saúde. Sugerimos a continuação da investigação acerca de outras formas de exposição a TEC, tais como vídeos ou seminários que possam contribuir para uma semelhante melhoria das perceções e atitudes, bem como aumentar a dimensão da amostra em estudos subsequentes. -
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Conhecimentos e atitudes face à sexualidade dos idosos e à homossexualidade
Publicaçãopor Pires, Joana Filipa BernardoOrigem: uBibliorumA presente dissertação, encontra-se inserida no 2º ano de Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde, é constituída por um artigo, um anexo teórico e uma discussão geral. Tem como principais objetivos avaliar e comparar os conhecimentos e atitudes de jovens e idosos, relativamente à sexualidade dos idosos e à homossexualidade (lésbicas e gays), explorando assuntos que podem ser tabus para a sociedade e que se encontram a associados preconceitos e estigmas. Este trabalho visa também observar se existem diferenças nos conhecimentos e atitudes, em função do género, pelo facto do sujeito se identificar ou não com alguma religião e em função do nível escolaridade. Pretende-se ainda observar se existem correlações entre as atitudes e os conhecimentos sobre a sexualidade nos idosos e a homossexualidade. A sexualidade é fundamental ao ser humano, acompanhando as suas manifestações em todas as fases da vida, sendo vivenciada de formas diferentes, tanto na juventude como na velhice (Guacira, 2000). Visa o prazer e o bem-estar, tornando-se assim essencial à vida dos seres humanos (Francis & Vieira, 2013). O estudo é transversal, de natureza quantitativa, de tipo descritivo, inferencial e correlacional. A amostra foi obtida por conveniência, através da aplicação de um protocolo elaborado para o efeito, em formato papel. Participaram 167 sujeitos, divididos em duas faixas etárias, jovens (n=97) dos 18 anos aos 25 anos e idosos (n=70) com mais de 65 anos. Foram utilizados como instrumentos, um questionário socio demográfico para a caracterização da amostra, a escala traduzida para a população portuguesa Aging Sexual Knowledge and Attitudes Scale (ASKAS) (Senra, 2013) e procedeu-se à tradução das escalas Knowledge about Homosexuality Questionnaire (KHQ) (Corrêa-ribeiro, Iglesias, & Camargos, 2018) e Attitudes Toward Lesbians and Gay Men Scale (ATLG) (Cárdenas & Barrientos, 2008). Conclui-se com o presente estudo que os jovens demonstram atitudes mais positivas face à sexualidade na terceira idade e face à homossexualidade em comparação com os idosos. No que diz respeito aos conhecimentos, permitiu verificar que não existe diferenças entre os jovens e os idosos perante os conhecimentos sobre a sexualidade na terceira idade, mas que os jovens revelam maior conhecimento sobre a homossexualidade. Adicionalmente, verificouse que quanto maior for o conhecimento menores serão as atitudes negativas.
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