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Burnout em Profissionais de Uma Unidade de Saúde em Tempos de Pandemia
Publicaçãopor Fernandes, Maria Clarinda de AlmeidaA Síndrome de Burnout é um problema de saúde pública prejudicial à qualidade de vida e ao trabalho assistencial dos profissionais de unidades de saúde. A pandemia da COVID-19 trouxe novas exigências e um aumento da pressão sobre os sistemas de saúde em todo o mundo e, em particular, sobre os profissionais. Este estudo tem como objetivos, avaliar os níveis de burnout nos Enfermeiros e Assistentes Operacionais (AO) do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC); comparar os níveis de burnout dos enfermeiros e assistentes operacionais; identificar a influência de fatores sociodemográficos e profissionais no burnout em Enfermeiros e Assistentes Operacionais do CHUC. O questionário Copenhagen Burnout Inventory (CBI) validado para português foi enviado, com a colaboração da Direção de Enfermagem do CHUC para todos os profissionais elegíveis. Foi feita a análises descritiva (média e desvio padrão) e inferencial (Coeficiente de Correlação de Pearson, o Teste t-student, Teste ANOVA e Modelos de Regressão Linear) dos dados obtidos através do SPSS versão 25.0 para Windows. A investigação obteve parecer favorável da Comissão de Ética para a Saúde do Centro Hospitalar Universitário Coimbra e da Comissão de Ética da Unidade de Investigação em Ciência da Saúde ? Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Foi obtido um total de 453 respostas válidas (230 enfermeiros e 223 assistentes operacionais). Os resultados obtidos mostraram que as dimensões de burnout dos enfermeiros e assistentes operacionais são influenciados pelas características sociodemográficas. Ter no agregado familiar pessoa idosa ou com doença crónica contribuiu significativamente para o Burnout Pessoal (BP) e de Burnout Trabalho (BT) nos assistentes operacionais. Tempo de experiência na função e turnos noturnos tiveram um impacto negativo significativo em todas as dimensões de burnout neste mesmo grupo, enquanto que ter que sair de casa ou passar a viver sozinho/a apenas foi significativo para o BP. Ter conhecimento suficiente sobre o COVID-19 contribuiu significativamente para o BT e Burnout Utente (BU) dos enfermeiros e BP dos AO. O local de trabalho atual, turnos de 12 horas, férias nos últimos meses e ter filhos menores não tiveram impacto em ambos os grupos. Quando comparados ambos os grupos, medo de infeção e clareza nas instruções recebidas foram significativamente superiores nos AO e a sentimento de culpa pela dificuldade em conciliar o papel, as exigências e necessidades profissionais e familiares nos enfermeiros. Os enfermeiros apresentaram globalmente níveis de burnout superiores em todas as dimensões. Quando avaliada cada dimensão individualmente, apenas o BP e BT foram superiores à média e ambos os grupos apresentaram BU inferior à média. Relativamente aos enfermeiros, os principais preditores para as diferentes dimensões de burnout foram: sentimento de culpa pela dificuldade em conciliar o papel, as exigências e necessidades profissionais e familiares nos enfermeiros para o BP (21,1%); sentimento de insegurança no local de trabalho para o BT (18,7%); e sentimento de estigma e discriminação social (18,9%). Por outro lado, quando analisado o grupo dos AO, os principais preditores foram: sentimento de culpa pela dificuldade em conciliar o papel, as exigências e necessidades profissionais e familiares nos enfermeiros para o BP (16,3%) e BU (7,9%); sentimento de insegurança no local de trabalho para o BT (14%). O nosso estudo demonstra que tanto fatores profissionais/local de trabalho como pessoais contribuem para níveis aumentados de burnout tanto em enfermeiros e AO, especialmente durante o contexto pandémico. As instituições devem preconizar de forma regular a vigilância e controlo dos níveis de burnout. Protocolos e instrumentos devem ser desenvolvidos de forma a assegurar que os profissionais de saúde mantêm bons níveis de saúde mental. -
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Integração dos assistentes operacionais na segurança militar da Força Aérea
Publicaçãopor Santos, Rodolfo Francisco dosOrigem: Instituto Universitário MilitarA Segurança Militar constitui-se como um fator vital para a Força Aérea, competindo às Subunidade de Polícia Aérea, através do emprego diário de dispositivos de segurança, garantir o normal funcionamento das Unidades militares. Face à crescente diminuição do efetivo de praças da Polícia Aérea, elementos primários dos dispositivos de segurança, foi aberto um concurso para Assistentes Operacionais na área de atividade de Segurança para complemento e reforço do efetivo adstrito à Segurança Militar da Força Aérea. Sendo esta a primeira vez que a Força Aérea abre um concurso para o recrutamento de civis nesta área, constata-se que existe um vazio de doutrina sobre esta temática, tendo este trabalho como objetivo propor um conjunto de contributos para a integração dos Assistentes Operacionais na Segurança Militar da Força Aérea. Para alcançar este desiderato, foi desenvolvida uma investigação de raciocínio dedutivo, suportada numa estratégia qualitativa e no desenho de pesquisa de Estudo de Caso, sustentada na revisão documental e na realização de entrevistas semiestruturadas. Os resultados obtidos permitiram aferir a tipologia de cargos a desempenhar, as funções/tarefas que lhes estão associadas, bem como a identificação de um conjunto de normativos a edificar, de forma a facilitar o processo de integração. -
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Literacia em saúde em Assistentes Operacionais do Agrupamento de Escolas de Ermesinde
Publicaçãopor Mouta, Luís Carlos VieiraOrigem: Repositório da UTADEnquadramento: No âmbito da unidade curricular, Estágio e Relatório, 2ºano, do Curso de Mestrado em Enfermagem Comunitária da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, foi elaborado o presente relatório que tem como objetivo a reflexão crítica sobre as aprendizagens e competências adquiridas em contexto clínico, com vista à concretização das competências do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Comunitária e de Saúde Pública. O estágio decorreu na Unidade de Cuidados na Comunidade de Ermesinde e na Unidade de Saúde Pública de Maia/Valongo, que integram o Agrupamento de Centros de Saúde do Grande Porto III – Maia/Valongo, com uma duração de 400 horas, no período de dezembro a maio de 2022. Objetivo: Descrever as atividades realizadas durante o estágio que permitiram a consecução das competências do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Comunitária e de Saúde Pública; e aplicar a metodologia do planeamento em saúde, efetuando o diagnóstico de situação de saúde até elaboração de uma proposta de um projeto de intervenção no âmbito da Literacia em Saúde em Assistentes Operacionais. Metodologia: Aplicou-se a metodologia do planeamento em saúde, tendo sido elaborado uma proposta de um projeto de intervenção “+ Literacia + Saúde”. Para a elaboração do diagnóstico de situação em saúde, foi aplicado um questionário, com variáveis de caracterização sociodemográfica e profissional, e a Escala “European Health Literacy Survey”. Trata-se de um estudo de natureza quantitativa, descritivo, transversal e correlacional. No diagnóstico de situação em saúde participaram 60 assistentes operacionais de um Agrupamento de Escolas de Ermesinde. Resultados: Na amostra, 96,5% eram do género feminino, a maioria tinha mais de 45 anos (66,7%), casados ou em união de facto (65%). Quanto ao nível de escolaridade predominou o ensino secundário (56,1%), e o rendimento mensal do agregado familiar situava-se entre 500 - 800€ (42,1%). Destaca-se que 56,1% dos assistentes operacionais tinha contrato de trabalho por tempo indeterminado, e 45,6% dos assistentes operacionais trabalhavam há pelo menos 5 anos. Quanto à formação na área da saúde, 71,9% tinha formação na área da saúde, nomeadamente: Suporte Básico de Vida e Primeiros Socorros. No entanto, destacam como necessidades de formação: Saúde das Crianças e Jovens com NSE (45,6%), Prevenção de Acidentes e Primeiros Socorros (28,1%) e Diabetes e outras Doenças Crónicas (22,8%). Relativamente ao Health Literacy Survey in Portuguese (HLS-EU-PT), 24,6% dos assistentes operacionais foram classificados com “Literacia em saúde inadequada”, 57,9% com “Literacia em saúde problemática”, 15,8% com “Literacia em saúde suficiente” e 1,8% com “Literacia em saúde excelente”. A elaboração da proposta de intervenção teve em conta a classificação da Health Literacy Survey in Portuguese (HLS-EU-PT), no âmbito do diagnóstico de situação em saúde, considerando como prioridade de intervenção o nível de literacia em saúde problemática e inadequada dos assistentes operacionais. Conclusão: A realização do estágio permitiu a consolidação das competências do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Comunitária e de Saúde Pública, nomeadamente no âmbito da vigilância epidemiológica, da capacitação de grupos e comunidades e da metodologia do planeamento em saúde. A proposta de intervenção tem como objetivo habilitar os assistentes operacionais para a procura de informação em saúde em bases de dados fidedignos, para a intervenção em casos de emergência e para a interpretação das bulas dos medicamentos. -
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O papel do assistente operacional na construção da escola inclusiva - um contributo para o esboço do seu perfil
Publicaçãopor Neves, Dina Alexandra Saraiva dasA valorização da diversidade, o respeito pela diferença, os combates à desigualdade e à exclusão são os pilares do paradigma educacional do século XXI, que preconiza uma “escola para todos”. Nesta perspetiva, a inclusão de crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE) no ensino regular assume-se como uma mudança complexa uma vez que, tendo como objetivo melhorar a vida das crianças, fez com que os estilos de vida e comportamentos dos indivíduos se alterassem. O trabalho desenvolvido procurou apresentar uma reflexão sobre as mudanças operadas na escola, incidindo na ação dos assistentes operacionais enquanto agentes educativos. Optou-se pela metodologia de Estudo de Caso para este projeto, possibilitando a recolha de informação a partir de diferentes fontes: questionários e entrevistas. Os participantes deste estudo foram as Assistentes Operacionais e o professor de Educação Especial de um agrupamento de escolas do distrito de Beja. Os dados recolhidos sugerem que nem todos os assistentes operacionais perspetivam a inclusão da mesma forma, nem todos desempenham as mesmas tarefas e que não há um conteúdo funcional suficientemente esclarecedor. Os assistentes operacionais apresentam e revelam intenção e necessidade de formação para adquirir e/ou otimizar competências nucleares às suas funções, assumindo-se como um público-alvo privilegiado para futuras oportunidades formativas. Assim, propomos um plano de ação de formação intitulado “A ação do Assistente Operacional na construção da inclusão”, que acreditamos poder assumir-se como contributo para a formação destes agentes educativos. -
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A PERCEÇÃO DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS DO 1.º CEB SOBRE O SEU PAPEL NA COMUNIDADE EDUCATIVA
Publicaçãopor Pereira, Adriana Margarida de JesusOrigem: IC-onlineCom os papéis desempenhados atualmente pelos Assistentes Operacionais (AO), e tendo por base esta realidade, identificou-se a seguinte problemática “Qual a perceção dos AO do primeiro Ciclo do Ensino Básico (1ºCEB) sobre o seu papel na comunidade educativa?”. O objetivo foi compreender melhor a perceção que os referidos profissionais têm do papel que desempenham dentro da comunidade educativa, e como seria reconhecido por essa comunidade o potencial da sua atividade profissional e o seu contributo, em todas as etapas do processo de ensino e de aprendizagem dos alunos. Para o desenvolvimento deste projeto aplicou-se um inquérito por questionário, onde se procurou conhecer a perceção dos AO em relação ao seu desempenho, competências e valorização, o qual foi respondido por alguns dos diferentes atores que integram a comunidade educativa em análise. Através da análise dos resultados obtidos, em termos quantitativos, as principais conclusões retiradas são as de que os AO revelam não estar totalmente satisfeitos com o conjunto de tarefas que executam na escola. Estes profissionais ambicionam ter um papel mais ativo e colaborante de auxílio aos professores. Por outro lado, os AO avaliam o desempenho das suas funções de forma muito positiva e percecionam que esse desempenho é reconhecido e valorizado, essencialmente, pelos alunos, professores, chefias intermédias e pela direção. Os AO revêem-se assim como “um capital humano de importância fundamental no bom funcionamento do sistema educativo” (Portaria n.º 29 de 2015). Traçado este panorama, quisemos ir mais fundo, tendo realizado algumas entrevistas a alguns AO, à Direção do Agrupamento e à Coordenadora de Estabelecimento, a fim de identificar eventuais contrastes de perspetivas, geradoras de novas pistas de investigação. Nas entrevistas verificamos a existência de uma unanimidade na atribuição da importância, do papel desempenhado pelos AO, enquanto elementos fundamentais na dinâmica e funcionamento da escola. O maior contraste ficou sublinhado na relação entre pares, AO com AO, que no inquérito foi identificado como um relacionamento menos positivo e, em entrevista, verificou-se que esta perceção era contraditória. A causa apontada para esta dualidade na perceção seria o stress causado pela sobrecarga de trabalho a que estes estão sujeitos devido à por falta de recursos humanos. Com a escassez de estudos sobre estes atores educativos, comparativamente aos restantes elementos da comunidade escolar, consideramos que seria interessante estudar esta problemática dos AO nos diferentes ciclos de estudo e a nível nacional, a fim de caracterizar e recolher informação de forma mais alargada e concreta nas diferentes escolas, que nos permitisse fazer inferências para melhor caraterizar e compreender esta classe profissional. -
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Formação Inicial e Formação Contínua de Assistentes Operacionais de Agrupamentos de Escolas e Escolas Não Agrupadas: Luz ou Penumbra?
Publicaçãopor Sousa, Olga Maria PaçôA formação inicial e a formação contínua de assistentes operacionais que trabalham em agrupamentos de escolas e em escolas não agrupadas, tuteladas pelo Ministério da Educação em Portugal, assumem centralidade em diversos suportes legislativos, realidade que contrasta com a inexistência de formação inicial e com a escassa oferta de formação contínua para estes profissionais, proporcionada pelas diversas entidades com responsabilidade nesta área. É também pouco expressiva a investigação científica sobre esta temática, desconhecendo-se estudos recentes que tenham tido como objetivo analisar o que pensam os assistentes operacionais sobre as condições de exercício da sua profissão e o seu próprio desenvolvimento profissional.De acordo com este enquadramento, neste trabalho pretendemos perceber como é que é perspetivada a formação, seja a inicial, seja a contínua, de assistentes operacionais de agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, a partir da perspetiva dos próprios profissionais e de professores.O presente trabalho de investigação foi desenvolvido de acordo com um design metodológico misto, com dois estudos interdependentes, envolvendo uma amostra de 229 assistentes operacionais e de 312 professores de agrupamentos de escolas com 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e/ou com ensino secundário e escolas não agrupadas com 3.º ciclo do ensino básico e/ou com ensino secundário, de um distrito da região centro de Portugal (estudo 1) e nove diretores de Centros de Formação de Associação de Escolas, de quatro distritos desta região (estudo 2). Com o objetivo de conhecer as perceções de assistentes operacionais e de professores sobre a formação inicial e contínua daqueles profissionais, realizámos um estudo quantitativo, a partir do qual foi possível constatar as diferenças, bem como os pontos de vista comuns por parte dos dois grupos profissionais, no que respeita às necessidades gerais de formação geral e técnica especializada e de formação, concernente à relação e comunicação com a comunidade educativa. Este primeiro estudo exigiu que se fizesse estudo piloto, que serviu para validar os questionários construídos. O instrumento sobre as necessidades de formação era comum aos dois grupos de participantes, com as devidas adaptações na ficha de dados sociodemográficos. Houve um segundo questionário, destinado apenas a assistentes operacionais, também objeto de estudo piloto prévio, que teve como objetivo conhecer a sua autoperceção enquanto aprendizes adultos e, por inerência, o valor que atribuíam à aprendizagem para o desempenho das funções profissionais. A partir deste instrumento, foi possível concluir que os assistentes operacionais, apesar de algumas dificuldades de acesso à formação, apresentam alguma recetividade à frequência de ações que contribuam para o seu desenvolvimento profissional. Para refletirmos sobre os resultados do estudo quantitativo, optámos pela realização de um estudo qualitativo de menor dimensão, que envolveu a realização de uma entrevista focalizada de grupo, por meios remotos, com nove diretores de Centros de Formação de Associação de Escolas de quatro distritos da região centro de Portugal. Da análise dos discursos dos participantes emergiram preocupações relativas aos constrangimentos de acesso à frequência de formação contínua dos assistentes operacionais e contributos sobre os domínios a incluir na formação inicial e contínua destes profissionais. No seguimento dos resultados obtidos nos estudos efetuados, embora conscientes do alcance limitado da amostra e de outras limitações metodológicas, considerámos urgente posicionar a formação inicial e a formação contínua de assistentes operacionais no cerne das políticas públicas de formação para pessoal não docente. Além disso, entendemos que a formação inicial e contínua deve ser encarada, por parte dos diretores dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, dos Centros de Formação de Associação de Escolas e das autarquias, como uma estratégia crucial para o desenvolvimento profissional daqueles profissionais. A promoção de uma escola de qualidade e o desenvolvimento dos projetos educativos dos agrupamentos de escolas e das escolas não agrupadas não pode conseguir-se com êxito sem ter em conta que estas pessoas adultas, muitas vezes com baixas qualificações e pouco crentes na sua capacidade para aprender e crescer como profissionais, são elementos-chave da comunidade escolar. -
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Os assistentes operacionais em situações de bullying escolar: saberes e práticas
Publicaçãopor Moura, Inês Filipa CardosoOrigem: Biblioteca Digital da UPBO estudo intitulado “Os assistentes operacionais em situações de bullying escolar: saberes e práticas” visa dar resposta à seguinte questão-problema “Como atuam e o que sabem os assistentes operacionais sobre o bullying no contexto escolar?”. Estipularam-se como objetivos (i) analisar os conhecimentos dos(as) assistentes operacionais sobre o bullying no contexto escolar; (ii) identificar as estratégias adotadas pelos assistentes operacionais quando confrontados com situações de bullying em contexto escolar; (iii) delinear propostas de intervenção direcionadas aos assistentes operacionais. Adotou-se uma metodologia mista, recorrendo-se a um inquérito por questionário composto por questões abertas e fechadas aplicada a um grupo de participantes composto por 82 assistentes operacionais, de ambos os sexos, de escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico ao Ensino Secundário, situadas numa cidade do norte e interior de Portugal. Destaca-se deste estudo que os assistentes operacionais autoavaliam muito favoravelmente os seus conhecimentos sobre o bullying, ainda que a grande maioria apresente uma noção genérica deste conceito, não consagrando as dimensões essenciais na sua operacionalização. A maioria indica também atuar em situações de bullying, não divergindo a sua intervenção em função do sexo, da idade, do estado civil ou do facto de ter frequentado alguma ação de formação/sensibilização sobre o bullying. Também, ainda que a maioria dos participantes indique sentir-se capaz para intervir em situações de bullying, destaca-se a disparidade de procedimentos e a inexistência de uma intervenção padronizada face a estas situações. A maioria dos participantes indica ser pertinente a realização de ações de formação no âmbito do bullying e expressa, igualmente, o desejo de fazer parte dessa formação. Quanto às propostas de intervenção é imperioso o reforço da vigilância e a aposta na capacitação destes profissionais para melhorar a supervisão dos espaços escolares. Concluiu-se deste estudo que os participantes estão conscientes do impacto do bullying, contudo, a grande maioria não apresenta um conhecimento claro deste conceito, o que pode obstaculizar a sinalização e atuação perante estas situações. É ainda de sublinhar o potencial contributo do Educador Social no processo de capacitação destes profissionais. -
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Bullying: perceções dos assistentes operacionais
Publicaçãopor Moura, Inês Filipa CardosoOutros Autores: Novo, Rosa; Prada, Ana Raquel RussoOrigem: Biblioteca Digital da UPBAdotando uma perspetiva bioecológica, o bullying é considerado como um fenómeno relacional influenciado por diversos sistemas. Centrando-nos no contexto escolar, assiste-se a um interesse crescente pelo estudo das perceções sobre o bullying considerando a perspetiva dos profissionais de ensino, em particular, dos professores. Competindo aos assistentes operacionais a vigilância dos espaços escolares onde habitualmente ocorrem manifestações de bullying, estes profissionais desempenham um papel fulcral na identificação destas situações. Reconhecendo a sua importância no contexto escolar e tendo em conta a parca investigação existente com este público-alvo, este estudo tem como objetivo analisar os conhecimentos dos assistentes operacionais sobre o bullying no contexto escolar. Neste âmbito justifica-se a opção por uma investigação de natureza mista, transversal e exploratória, tendo sido utilizado o inquérito por questionário como técnica de recolha de dados. Participaram 82 assistentes operacionais, de ambos os sexos, de escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico ao Ensino Secundário, situadas numa cidade do norte e interior de Portugal. Os dados recolhidos comprovaram que os assistentes operacionais autoavaliaram muito favoravelmente os seus conhecimentos sobre o bullying, ainda que a maioria apresentasse uma noção genérica deste conceito, não consagrando as dimensões essenciais na sua operacionalização. Concluiu-se que, embora estivessem conscientes do impacto do bullying, a maioria não evidenciou um conhecimento das dimensões incluídas, o que pode obstaculizar a sinalização e atuação perante esta forma de violência escolar -
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BURNOUT EM ENFERMEIROS E ASSISTENTES OPERACIONAIS NUM HOSPITAL CENTRAL EM TEMPO DE PANDEMIA COVID 19
Publicaçãopor Fernandes,COutros Autores: Queirós,POrigem: SciELO PortugalRESUMO Enquadramento A pandemia Covid 19 trouxe para os profissionais novos desafios, causando Exaustão profissional, ocorrendo com alguma frequência situações de Burnout. Objetivos Avaliar os níveis de Burnout nos Enfermeiros e Assistentes Operacionais de um Hospital Central; identificar a influência de fatores sociodemográficos e profissionais no Burnout em Enfermeiros e Assistentes Operacionais. Método Estudo quantitativo, transversal, descritivo-correlacional, por questionário e interpretação de dados com análise descritiva e inferencial. Resultados Os enfermeiros e assistentes operacionais que trabalham num Hospital Central em tempos de pandemia, apresentam níveis elevados de Burnout nas dimensões pessoal, trabalho e utentes, relacionado com fatores profissionais, de contexto e pessoais. Conclusão Perante níveis elevados de Burnout, é fundamental que as instituições organizem e promovam a vigilância e controlo dos seus profissionais. Protocolos e instrumentos devem ser desenvolvidos de forma a assegurar que os profissionais de saúde mantêm bons níveis de saúde física e mental. -
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Bullying: perceptions of operational assistants
Publicaçãopor Moura, InêsOutros Autores: Novo, Rosa; Prada, Ana RaquelOrigem: EduSerAdopting a bio-ecological perspective, bullying is considered a relational phenomenon influenced by several systems. Focusing on the school context, there is a growing interest in studying perceptions of bullying from the perspective of teaching professionals, particularly teachers. As operational assistants are responsible for the surveillance of school spaces where bullying events usually occur, these professionals play a key role in the identification of these situations. Recognizing their importance in the school context and considering the scarce existing research with this target audience, this study aims to analyze the knowledge of operational assistants about bullying in the school context. In this context, a mixed, cross-sectional, and exploratory research was adopted, using the questionnaire survey as data collection. This study included a total of 82 operational assistants of both genders, working in primary to secondary schools, located in a city in the north and interior of Portugal. It is worth highlighting from this study that the operational assistants gave a very favorable self-assessment of their knowledge about bullying, even though the vast majority had a generic notion of this concept, not establishing the essential dimensions in its operationalization. Although participants were aware of the impact of bullying, the great majority did not express a clear knowledge of the included dimensions, which may obstruct the identification and action when faced with this type of school violence.
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