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  1. 1

    The poetry, the art, the immortality

    Publicação
    por Vaz de Carvalho, Jorge
    The recurring theme of literary immortality runs through literature since Homer. If all culture proclaims the desire to overcome our natural condition, we find in Jorge de Sena, along with the vehement nonconformity in the face of the absurdity of being born to die, an affirmation of disbelief in any kind of immortality. Hence the urgency in recognizing the merits of his incomparable work, of which he is aware, as he wants to be recognized in this world because, as he writes, he does not believe in another. But if a work is essentially a gesture of survival, that of Sena certainly fulfils the prophecy of its verse: «One day we will be delivered from death without ceasing to die».
  2. 2

    Art as spiritual development: the abstract language of Rui Chafes

    Publicação
    por Amado, Maria Teresa
    Hoje, a arte parece efémera, um pouco como a esperança. O diferente, o provocatório, o feio acomodaram o nosso quotidiano, o nosso olhar e o nosso coração. Aceitar e acolher, alargar as fronteiras, questionar valores e princípios tornaram-se fecundos caminhos de abertura à pluralidade e à riqueza da existência humana. Embora possam também convir a formas de banalização da verdade. No entanto, o espanto e a esperança são as sementes da vida e da arte; são sementes de diálogo na relacional condição humana. Este artigo reflete sobre o insubstituível papel da arte e dos artistas na sociedade e na cultura atual, tal como o foi em épocas passadas. Para isso, recorremos a textos e obras plásticas de três artistas renascentistas e modernos. Selecionámos trabalhos de Francisco de Holanda, de Amadeo de Sousa Cardozo e de Rui Chafes, por inúmeras razões: embora 500 anos medeiem a vida destes homens, todos são artistas independentes e indomáveis, de fortes convicções e valores (éticos e estéticos); trilham caminhos inovadores e autênticos; as suas obras são resultado de uma elaborada reflexão teórica, que enunciam; vivem fortes tempos de mudança, que os obrigam a acelerar processos de maturação interior e a ensaiar novas formas de linguagem e de estética. Social e culturalmente, não têm grande reconhecimento no seu país; vivem nas periferias do aceitável e da rebeldia, sem se proclamarem vedetas da diferença. Mas as suas obras foram escolhidas sobretudo porque são profundas, densas e misteriosas, poeticamente libertadoras. Trata-se de criações não realistas, abstratas, de limites indefinidos, que captam o âmago da totalidade: a vida, a morte e o para além. Mergulham nos abismos do tempo, da destruição, e do mal. Não escondem a precaridade da beleza, a carência de luz e de cor, a fragmentação da matéria e do espaço, em que, por vezes, o negro tudo absorve. Tornam-se criações eternas, pois a sua mensagem toca-nos, interpela-nos e obriga à reflexão e à ação, hoje como há 500 anos. São obras que nos enfrentam (pela sua força, autenticidade expressiva e inquietação), que nos fortalecem e impedem de recuar, humana e culturalmente, perante o banal estabelecido. São obras que fazem romper com os nossos horizontes, são obras que sondam o insondável: «Vejo um ramo de amendoeira» (Jeremias 1, 11). Revelam a verdade da arte, a eternidade da criação.
  3. 3

    Julião Sarmento:abordagens tangenciais e representação 'hardcore'

    Publicação
    por Herberto, Luís
    Origem: uBibliorum
    Julião Sarmento trabalhou com regularidade e de um modo transversal, o binómio corpo/ sexo, em praticamente toda a sua obra. Abordou esporadicamente a 'terra proibida' das representações sexualmente explícitas, movendo-se maioritariamente na temática em composições sugestivas e tangenciais ao universo 'hardcore', eficiente na sedução para o seu trabalho experimental, e deste modo, afastar-se de controvérsias demasiado acesas para o seu espaço de apresentação.
    2022 artigo Portugal acesso aberto
  4. 4

    Sob nova direção “Passarela Performática”: metodologia de projeto para design, arte e moda

    Publicação
    por Cimadevila, Antônio Carlos Rabadan
    Origem: Oasisbr
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    2021 tese de doutoramento Brasil acesso aberto
  5. 5

    Do catálogo ao acervo vivo de um artista: uma experimentação pelo design estratégico

    Publicação
    por Rosa, Marina Ciravegna da
    Origem: Oasisbr
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    2022 dissertação de mestrado Brasil acesso aberto
  6. 6

    A busca de Amaranda: educomunicação, cidadania e gênero: a expressão comunicativa através da arte na coletiva Papel Mulher

    Publicação
    por Veiga, Mariluce Lopes Pedroso
    Origem: Oasisbr
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    2023 dissertação de mestrado Brasil acesso aberto
  7. 7

    Nietzsche e a arte de ensinar Filosofia como linguagem criadora para a vida

    Publicação
    por Couto, Rita de Cassia Santos
    Origem: Oasisbr
    Este trabalho tem como propósito analisar o uso da palavra como “ferramenta” para ensinar Filosofia. A escrita circula entre três caminhos inerentes a vida: pensar, sentir e agir. O tema é a arte de ensinar Filosofia. O objetivo é de refletir sobre o desafio de ensinar Filosofia por meio de uma linguagem que estimule o pensar por si, provoque “novos” pensamentos a “boas” ações diante das circunstâncias da vida. Essa linguagem representa o dizer filosófico em prol da transformação de si. Isso ocorre quando há uma tensão desse dizer entre a formalidade e a criatividade. Essa tensão representa um “jogo” no enfrentamento das forças da linguagem “prisioneira” pela razão a qualquer custo e das forças da linguagem “liberta” pela arte. A metodologia é teórica e está baseada nos escritos de Nietzsche. Bem como, a justificativa está amparada na ótica nietzschiana de que a vida se passa no universo da linguagem. O problema consiste na seguinte questão: a palavra, no momento de ensinar e aprender Filosofia, afeta e provoca um pensamento transformador, criador de si e afirmador da vida ou ela só é usada para comunicar, instruir com o objetivo de transmitir ideias formatadas? Esse problema implica numa provocação para se pensar nas seguintes questões: primeira, acerca do aprendizado da língua materna nos estabelecimentos de Ensino, sobre o cultivo de uma “língua morta” oriunda de uma tradição filosófica presa a abstrações, em detrimento da “língua viva” presente na vida concreta. Segunda, em relação a palavra como pulsão e afeto diante das circunstâncias da vida. Por fim, quanto às experiências e às vivências na prática de ensinar e aprender Filosofia. Nisso, a arte e a filosofia precisam estar unidas para exprimir sentires e pensares que se manifestam nas formas criativas e intensas no dizer a palavra no momento de ensinar e aprender Filosofia. Assim, mostrar a necessidade de dominar a língua materna e “ruminar” os textos filosóficos, priorizando nesses textos a interpretação e não a explicação em busca da verdade absoluta. Sustenta-se, portanto, a hipótese de que o dizer filosófico afeta quando ensina a pensar por si, a sentir diante das vicissitudes da vida e a agir com coragem. Logo, defende-se nesta Tese a inserção da linguagem como arte no âmago da Educação filosófica, fomentando a diferença e a criatividade em detrimento da padronização. Com isso, transmutar o modo do dizer “técnico”, padronizado, para a maneira de dizer “criativa”, provocativa no momento de ensinar e aprender Filosofia.
    2023 tese de doutoramento Brasil acesso aberto
  8. 8

    Ritornelo: a música da terra

    Publicação
    por Oliveira, Pedro Menezes Couto de
    Origem: Oasisbr
    O problema da expressão compõe a vida com intensidades inumanas e horizontes impensáveis. Especificamente, a arte é um procedimento que torna sensível o imperceptível. Assim, a música trata das linhas de fuga e de desterritorialização que arrastam o corpo e os territórios. A terra, a Desterritorializada, é puramente musical; mesmo se os sons, indivíduos e sujeitos ainda não se constituíram. Antes da consolidação, a matéria expressiva se distribui através do plano de consistência, onde as composições estão necessariamente implicadas ao não formado. O espaço metrificado ou estriado é uma distribuição molar que não incide na topologia lisa do próprio espaço, ao contrário, a ele pertence. A expressividade é unívoca. Os termos não se excluem, eles acarretam relações infinitesimais. A diferença está posta, não desde o início; a diferença é o meio pelo qual os acontecimentos se instauram. Um corpo, uma formação ou um canto são diferenças reais perpassadas por multiplicidades virtuais. A linguagem exige o silêncio, o orgânico é produzido nas redes inorgânicas da vida, os territórios são feitos e desfeitos por vetores desterritorializantes... O pensamento não explica nada. O absolutamente infinito pode ser pensado e sentido através do relativamente infinito, que tem sua força e potência de proliferação no abstracionismo da natureza. As significações, os organismos, estruturas, rostos e jogos de poder são apenas referências para um movimento fora dos termos. A fuga é o primeiro movimento, o único que permanece além de si mesmo. A música da terra é terrivelmente bela.
    2023 dissertação de mestrado Brasil acesso aberto
  9. 9

    A ciência que vem da imaginação! Ciências e Artes - Ensino interdisciplinar

    Publicação
    por Santos, Simone Ferreira dos
    Origem: Oasisbr
    Essa Dissertação apresenta uma proposta de pesquisa que tem por objetivo discutir como a interdisciplinaridade entre Ciências e Artes pode contribuir e estimular um ensino mais crítico e investigativo no Ensino Fundamental. O domínio da leitura e da escrita é considerado de suma importância para a aprendizagem dos saberes e desta forma, muitas vezes, o ensino de Ciências apresenta-se reduzido ao uso de livros didáticos e lousa. Principalmente, nos anos iniciais, os alunos apresentam curiosidade, criatividade e sensibilidade, de forma que nada seria mais natural que trabalhar o ensino de Artes e de Ciências concomitantemente. Sendo assim, a Alfabetização Científica pela arte torna-se primordial nos anos iniciais do ensino fundamental, colaborando com um processo de ensino aprendizagem mais lúdico, com atividades práticas e tendo o aluno como protagonista capaz de argumentar, construir seus conceitos e contribuir com a sociedade. A pesquisa analisou a formação dos professores dos anos iniciais do ensino fundamental e como esta influencia na maneira de ensinar os conteúdos de Ciências em sala de aula. Ficou claro que há a necessidade de se investir mais na formação inicial e formação continuada dos futuros pedagogos para que haja um efetivo ensino de Ciências nas escolas. Além disso, este trabalho elaborou uma proposta de aplicação e análise de uma Sequência Didática de Ciências com Artes para trabalhar o tema “As Estações do Ano” com os alunos do 1º ano do ensino fundamental. A partir desta proposta piloto, foi elaborado um e-book como produto educacional composto por Sequências Didáticas de Ciências com Artes que objetivam proporcionar ao docente conhecimento e motivação para trabalhar com assuntos que não foram abordados na sua formação inicial.
    2022 dissertação de mestrado Brasil acesso aberto
  10. 10

    A face guerreira das iabás Obá, Euá e Oiá: articulação entre mito e representação

    Publicação
    por Eugenio, Naiara Paula
    Origem: Oasisbr
    A pesquisa pretende enveredar-se numa investigação da simbologia da arte sacra afro-brasileira a partir de um estudo no Ilê Omiojuaro, em Nova Iguaçu, Rio de janeiro, casa da Iálorixá Mãe Beata de Iemanjá, analisando os mitos e as formas representativas dos orixás Obá, Euá e Oiá nas artes plásticas produzidas para elas por artistas que se inspiram na mitologia para fazer suas composições. Por meio de visitas a religiosos do candomblé e auxiliado pela literatura existente, traçar um modo mitológico que possibilite a leitura dos traços guerreiros desses orixás de energia feminina, e, ao entrevistar os artistas, estabelecer uma relação simbólica entre mito e representação das obras que guardam as características bélicas desses orixás buscando entender como cada símbolo que carregam explicam seus arquétipos guerreiros, além de tentar entender a dinâmica da criação no contexto religioso e também como isso influência o comportamento para a estética das mulheres que se entendem filhas desse orixás.
    2023 dissertação de mestrado Brasil acesso aberto