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  1. 1

    Experiências de vida positivas e negativas e perpretação de comportamentos antissociais

    Publicação
    por Magalhães, Joana Cardoso
    O presente estudo teve como objetivo verificar a relação entre as experiências negativas e positivas vividas na infância e adolescência, e a perpetração de comportamentos antissociais na idade adulta. Do estudo fez parte uma amostra de conveniência de 445 indivíduos, com idades compreendidas entre os 17 e os 63 anos, que responderam à Escala de Respostas Socialmente Desejáveis-5 (SDRS-5), Questionário de Experiências Adversas na Infância – Versão reduzida (ACE), Escala de Experiências Benevolentes na Infância (BCE), e Questionário de Autorrelato para Medição da Delinquência e do Crime (D-CRIM). De forma a corroborar as quatro hipóteses levantadas, realizou-se um test-t, testes de correlação de Pearson e analisou-se dois modelos de regressão linear múltipla. Os resultados indicam que a amostra em estudo demonstrou níveis altos de experiências positivas, no entanto, estas não apresentam uma relação negativa com a prática de comportamentos criminais., o que indica que as experiências negativas parecem ter uma maior influência na prática dos comportamentos antissociais. Não se verificaram diferenças entre grupos (sexo feminino e sexo masculino) no que diz respeito à prática de comportamentos antissociais. Por fim, verificou-se que o consumo de drogas é um preditor da prática de comportamentos antissociais nos últimos 12 meses e dos comportamentos antissociais violentos. Este estudo sugere que a intervenção nos consumos de drogas é relevante para a prevenção de padrões antissociais na idade adulta. Para este efeito, são abordadas recomendações e orientações para estudos futuros.
    2022 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  2. 2

    Valores pessoais e comportamentos anti-sociais em adolescentes em regime de internato e externato numa instituição escolar

    Publicação
    por Pinto, Liliana Ferreira
    Os comportamentos antissociais são aqueles que se desviam daquilo que é social e culturalmente esperado. Este tipo de comportamentos ocorre tipicamente durante a adolescência. Neste contexto, a identificação dos valores, enquanto guias que orientam a vida, assume uma particular importância. O principal objetivo do presente estudo foi identificar os valores pessoais e os comportamentos antissociais de um grupo de adolescentes e analisar as relações entre estas variáveis e características sociodemográficas, tais como regime de frequência numa instituição escolar, idade, nível socioecónomico e nacionalidade. Os participantes do presente estudo foram 190 alunos de uma instituição escolar, tendo respondido a um questionário sociodemográfico, ao Questionário de Condutas Antissociais e ao Questionário sobre os Valores Pessoais. Os principais resultados mostraram a prevalência de valores coletivos na presente amostra, assim como uma prevalência de comportamentos relativos a conduta contra normas e agressão. A idade foi a única variável que se associou significativamente com os comportamentos antissociais e valores pessoais. Os resultados correlacionais mostraram ainda associações entre os comportamentos antissociais e os valores pessoais, tendo-se constatado nas análises de regressão lineares que o domínio coletivo explica inversamente o envolvimento em comportamentos antissociais, enquanto o domínio hedonista, positivamente.
    2014 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  3. 3

    Programa de prevenção em transgressionalidades juvenis - à violência diz Não

    Publicação
    por Ferreira, Inês Filipa de Almeida
    A presente investigação visa a elaboração de um programa de prevenção de transgressões juvenis, nomeadamente do fenómeno da violência juvenil e escolar. Para a elaboração do mesmo utilizou-se os métodos quantitativos e qualitativos com o objetivo de uma intervenção mais eficaz e direcionada. O programa desenvolvimento tem como população-alvo jovens da Escola Secundária da Ramada, em Odivelas, com idades compreendidas entre os treze e os dezasseis anos, tendo como principal objetivo a promoção de comportamentos não violentos bem como a promoção de competências pessoais e sociais necessárias para uma vida saudável e plena.
    2014 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  4. 4

    Abuso sexual infantojuvenil : impacto de experiências adversas e positivas no comportamento antissocial

    Publicação
    por Gonçalves, Marta Ferreira
    Este estudo teve como objetivo compreender de que forma as experiências adversas e as experiências positivas têm impacto na perpretação de comportamentos antissociais em jovens vítimas de abusos sexuais. A amostra contou com 53 jovens internados em Centro Educativo com idades compreendidas entre os 14 e os 19 anos. Os instrumentos utilizados na recolha de dados foram: o Questionário Sociodemográfico, o Questionário da História de Adversidade na Infância (ACE), a Escala de Experiências Benevolentes na Infância (BCE), o Questionário de Autorrelato para medir a Delinquência e Crime (D-CRIM) e a Escala de Respostas Socialmente Desejáveis- 5 (SDRS-5). Os resultados mostram uma elevada prevalência de comportamentos antissociais e experiências adversas, particularmente a exposição a quatro ou mais experiências adversas. 24 jovens reportaram a vivência de abusos sexuais na infância e/ou adolescência, mas apenas um reportou a prática de um crime de índole sexual. A prevalência de experiências positivas na amostra também foi elevada. A exposição a adversidade geral e a exposição a quatro ou mais experiências adversas demonstraram estar positivamente correlacionadas com a perpetração de comportamentos antissociais e negativamente correlacionadas com as experiências positivas. Por sua vez, as experiências positivas na infância não se associaram à prática de comportamentos antissociais. Também a vitimação sexual não demonstrou associação com a prática de comportamentos antissociais, violentos ou não violentos. No entanto, a vitimação sexual evidenciou uma associação positiva com a exposição ao consumo de substâncias ilícitas em ambiente familiar e a exposição a quatro ou mais experiências adversas. Os resultados do presente estudo permitem concluir pela importância da intervenção na exposição à adversidade, particularmente ao consumo de substâncias em meio familiar, por forma a prevenir padrões desviantes e antissociais.
    2023 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  5. 5

    A estimulação magnética transcraniana em populações forenses : scoping review

    Publicação
    por Dias, Ana Carolina
    A literatura tem vindo a discutir a associação entre o comportamento criminal e a presença de disfunções no funcionamento cerebral dos indivíduos que os adotam, sublinhando a relevância de investigar as estruturas neuronais associadas ao comportamento criminal e antissocial e intervir sobre elas. Neste contexto, destaca-se a estimulação magnética transcraniana (EMT), que tem vindo a ser utilizada para explorar o funcionamento cerebral e tem demonstrado efeitos significativos na modulação de funções cognitivas e afetivas e como intervenção para diversas patologias. Esta scoping review tem como objetivo explorar de que forma a EMT tem sido utilizada em contexto forense, proporcionando uma síntese acerca dos padrões de EMT utilizados, os respetivos protocolos, e as principais conclusões originadas por estas investigações, bem como as implicações das mesmas. A pesquisa da literatura foi realizada na b-ON, EBSCO e PubMed, sendo incluídos todos os estudos desenvolvidos até à data da pesquisa, escritos em português, inglês, francês e espanhol. Foram identificados três estudos para revisão, que demonstram o potencial da EMT no rastreio e diagnóstico de défices funcionais associados a comportamentos criminais. Sublinha-se ainda o potencial inexplorado da EMT enquanto intervenção com populações forenses, bem como a necessidade de investigações com amostras mais diversificadas.
    2025 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  6. 6

    Valores de referência do Inventory of Callous-Unemotional Traits na população jovem : uma revisão sistemática da literatura

    Publicação
    por Lopes, Beatriz Marques
    A psicopatia tem como caracterização a presença de um padrão de comportamento insensível, manipulador, enganoso e sem remorsos, que se tem mostrado importante para a compreensão do comportamento antissocial entre adultos. Os traços de frieza emocional têm uma relação direta com os traços psicopáticos, uma vez que estes se baseiam em características de insensibilidade emocional, falta de empatia, falta de remorso, entre outros. Estes traços desenvolvem-se sobretudo na infância e adolescência. A identificação destes traços é de extrema relevância, uma vez que são preditores de comportamentos antissociais e de um possível desenvolvimento de traços psicopáticos na vida adulta. O Inventory of Callous-Unemotional Traits (ICU) tem sido bastante utilizado para a identificação dos traços de frieza emocional nas crianças e nos adolescentes. Foi, então, realizada uma revisão sistemática da literatura para estabelecer valores de referência do ICU em crianças e adolescentes, para isso, estudos relacionados com o tema foram obtidos através de várias bases de dados e por pesquisa manual, por meio de critérios de inclusão e exclusão. Foram utilizados sobretudo artigos com metodologias empíricas e quantitativas. Um total de 876 artigos foram identificados e 272 foram retidos para esta revisão. Os resultados forneceram valores de referência por tipo de amostra e sexo, especificamente médias agrupadas, desvios padrão e variâncias. Também foram calculados valores de referência para Europa, América do Norte, Ásia e Oceânia, apresentando médias agrupadas, desvios padrão e variâncias em cada caso. Esses valores de referência podem ser úteis para a aplicação do ICU e interpretação de seus resultados, tanto na prática forense quanto em futuras pesquisas com crianças e adolescentes.
    2024 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  7. 7

    Relação entre experiências na infância e comportamento antissocial : experiências adversas e benevolentes numa amostra forense de homens e mulheres

    Publicação
    por Gomes, Rita Maria Taveira Pinto
    As experiências adversas e benevolentes, ao longo da infância e adolescência, podem ser determinantes no desenvolvimento de problemas comportamentais. O presente estudo teve como objetivo analisar a relação existente entre o comportamento antissocial e as experiências adversas e benevolentes na infância, verificando se essas experiências têm impacto positivo ou negativo na idade adulta e se contribuem para o desenvolvimento de comportamentos antissociais. A amostra foi composta por 282 reclusos do sexo masculino e feminino e com idades compreendidas entre os 20 e os 84 anos. Os participantes responderam a um protocolo de instrumentos, tendo sido apenas considerados para este estudo o Questionário Sociodemográfico, o Questionário Jurídico-Penal, o Questionário de História na Infância, a Escala de Experiências Benevolentes na Infância e a Escala de Desejabilidade Social. As hipóteses do estudo foram analisadas através de análises de correlação e testes de diferenças de médias. Os resultados demonstraram uma correlação positiva entre as experiências adversas na infância e o comportamento antissocial, bem como uma correlação negativa entre as experiências benevolentes na infância e o comportamento antissocial. Quanto à relação entre as experiências e o sexo masculino e feminino, verificou-se que não existem diferenças significativas entre as médias dos grupos. A ausência de diferenças significativas entre os sexos demonstra que as experiências na infância impactam de modo semelhante homens e mulheres. Compreender de que forma as experiências adversas e benevolentes na infância moldam o comportamento ao longo da vida, reforça a importância de crescer em ambientes positivos.
    2024 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  8. 8

    Avaliação das consequências da negligência infantil em agressores do sexo masculino

    Publicação
    por Pinto, Rita Isabel Queirós Monteiro
    Apesar da negligência infantil ser a forma mais prevalente de maus-tratos, a investigação tem privilegiado o estudo de vitimação através de abuso físico e sexual, possivelmente devido as dificuldades de definição e de medição da negligência. Estudos têm demonstrado que as consequências da negligência infantil são tao graves quanto aquelas associadas ao abuso (tanto físico como sexual), contribuindo para um maior risco de desenvolvimento de psicopatologias e de exposição a fatores de risco que prejudicam o desenvolvimento saudável da criança. Este estudo teve como objetivo analisar as consequências da negligência durante a infância numa amostra de 143 agressores do sexo masculino a cumprir pena de prisão efetiva num estabelecimento prisional. Apesar de estudos anteriores sugerirem que a negligência pode ter um impacto severo, os resultados não encontraram associações estatisticamente significativas entre a experiência de negligência na infância e comportamentos antissociais nesta amostra. Nomeadamente, não foram encontradas associações estatisticamente significativas entre a negligência, o funcionamento cognitivo e o funcionamento executivo. Em suma, a complexidade da negligência, juntamente com a natureza multifatorial dos comportamentos antissociais, sugere que outras variáveis não controladas podem estar a influenciar a relação investigada. A investigação longitudinal e a inclusão de múltiplas fontes de dados são recomendadas para explorar mais profundamente os mecanismos subjacentes a essa mesma relação.
    2025 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  9. 9

    Psychopathy in community : social status, professional occupation, and antisocial behavior

    Publicação
    por Pinto, Ana Moutinho
    Outros Autores: Cruz, Ana Rita; Sousa, Cláudia; Cunha, Olga
    The concepts of psychopathy and antisocial behavior have long been subjects of study within the scientific community, with a predominant focus on forensic samples. To address this gap, the present study aimed to examine the relationship between psychopathy, its facets, and antisocial behaviors in a community sample, as well as their associations with socioeconomic status (SES) and professional occupation. The sample comprised 254 participants (74.7% female), aged between 18 and 60 years. Data were collected online using a Sociodemographic Questionnaire, the Self-Report Psychopathy Scale – Short Form, the D-CRIM, and the Socially Desirable Response Scale-5. Results revealed that the Lifestyle facet of psychopathy had the highest scores, while the Antisocial facet had the lowest scores. Significant positive correlations were observed between criminal behaviors and psychopathy total scores, as well as the Interpersonal and Lifestyle facets. High SES was associated with lower scores on psychopathy total scores and the Interpersonal and Lifestyle facets, whereas less qualified professional occupations were linked to higher scores on psychopathy total scores and the Affective and Lifestyle facets, and lower scores on the Antisocial facet. These findings highlight the importance of considering SES and professional occupation when examining psychopathy in community samples and suggest that the relationship between psychopathy facets and these variables differs. Implications for the practice will be further discussed.
    2026 artigo Portugal acesso aberto
  10. 10

    Refining the link between psychopathy, antisocial behavior, and empathy : A meta-analytical approach across different conceptual frameworks

    Publicação
    por Campos, Carlos
    Outros Autores: Ferreira, Joana Rita Paison; Azeredo, Andreia; Ramião, Eduarda Zenaida Gomes; Mazer, Prune; Macedo, Inês et al.
    The current meta-analysis includes 477 records (N = 142,692) and comprehensively explores the complex interplay between psychopathy, antisocial behavior, and empathy. First, empathy domains (cognitive and affective) were used to dissociate antisocial behavior from psychopathy. Cognitive empathy was more impaired in antisocial groups (gcognitive = -0.43; gaffective = -0.11), while samples scoring higher in psychopathy displayed larger deficits in affective empathy (gaffective = -0.40; gcognitive = -0.22). Secondly, the specific associations between empathy domains and psychopathy dimensions were evaluated. Most effect sizes pertaining to psychopathy traits closely related to antisocial behavior were mild for both empathy domains (r = -0.03 to -0.21). Callous-affective traits were largely correlated with affective empathy (r = -0.34 to -0.46) and moderately correlated to cognitive empathy (r = -0.26 to -0.27). Diverging results were found for the interpersonal dimension, as boldness-adaptive manifestations were unrelated to cognitive empathy (r = 0.03), while non-adaptive interpersonal traits were negatively associated with both empathy domains (rcognitive = -0.16; raffective = -0.25). Overall, these findings suggest that: (1) psychopathy and antisocial behavior display distinct empathic profiles; (2) psychopathy dimensions are differentially associated with cognitive and affective empathy; (3) the interaction between interpersonal traits and empathy domains is different across the conceptual models of psychopathy. Keywords: psychopathy; personality; antisocial; empathy; theory of mind; social cognition
    2022 recensão Portugal