Resultados da pesquisa

Catálogo de Publicações - Todos

Filtros
  1. 1

    Introdução

    Publicação
    por Saraiva, Luís
    Realizou-se na Escola Naval o 24º Encontro do SNHM. Houve 22 conferências, distribuídas pelos dois dias do Encontro. Tiveram lugar duas sessões temáticas, uma sobre a História da Cartografia, a outra de Homenagem a Bento de Jesus Caraça, nos 110 anos do seu nascimento. Nesta sessão a senhora Engenheira Guida Lami não pôde estar presente, sendo a sua comunicação lida por Luís Saraiva, que igualmente apresentou um curto power point da Engenheira Lami «Testemunhos fotográficos inéditos de Bento de Jesus Caraça na Serra da Estrela (1936–1940)», estruturado em torno de fotos do seu arquivo pessoal.
    2011 artigo Portugal acesso aberto
  2. 2

    Bento de Jesus Caraça e os Conceitos Fundamentais da Matemática

    Publicação
    por Lami, Guida
    Bento de Jesus Caraça apontava como um dos seus objectivos fundamentais «a criação de uma mentalidade livre e de tonalidade científica entre os cidadãos portugueses». A criação da Biblioteca Cosmos insere-se precisamente nesta linha. Havia muito «que ele acalentava a ideia de construir uma biblioteca popular a qual, sem deixar de ser científica, fosse concebida e redigida de modo a permitir ao homem vulgar, ao não especialista, tomar consciência do mundo que o rodeia e principalmente facultar àqueles que não tinham meios económicos suficientes, bons livros a baixos preços» [3, p. 26]. Os Conceitos Fundamentais da Matemática foram publicados nesta colecção, exprimindo a crença de Caraça que a matemática pode ser desfrutada por todos, desde que apresentada de modo conveniente. Ele sempre explicou a ciência de modo a evidenciá-la como um grande capítulo da vida humana e social. Em particular a matemática, tendo uma especificidade própria, não deixa de ter fundamentos que se inserem, como toda a ciência, na vida real.
    2011 artigo Portugal acesso aberto
  3. 3

    Matemática actuarial: Seu ensino nos Institutos Superiores, dos seus inícios a 1930

    Publicação
    por Ana Patrícia Martins, Ana Patrícia
    Em 1931, no recém-criado Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (ISCEF), uma das escolas que compunha a Universidade Técnica de Lisboa, surge pela primeira vez em planos de estudos de cursos de ensino superior uma cadeira com a designação «cálculo actuarial». No entanto, assuntos de actuariado eram já ensinados em escolas que antecederam esse instituto, designadamente no Instituto Superior de Comércio (ISC) e, antes desse, no Instituto Industrial e Comercial de Lisboa (IICL). A primeira vez remonta ao IICL, na 28ª cadeira Operações financeiras, integrada no curso superior de comércio, e cujo primeiro programa data de 1888. Também no Instituto Industrial e Comercial do Porto criado em 1886 se prevê o ensino dos mesmos assuntos mas nesta exposição não fazemos referência a esse estabelecimento de ensino.
    2011 artigo Portugal acesso aberto
  4. 4

    A recepção da Economia Matemática em Portugal: de Serafim de Azevedo a Bento Caraça

    Publicação
    por Bastien, Carlos
    A economia matemática tem uma tradição relativamente recente em Portugal. No decurso do século XIX existiam já na Europa, e particularmente em França, alguns desenvolvimentos nesta área. Pelo pioneirismo e pela relevância de alguns conceitos introduzidos são particularmente representativos desta corrente o matemático Antoine Cournot e sobretudo o engenheiro Jules Dupuit. O primeiro analisando a determinação dos preços a partir da procura e da oferta consideradas função do preço e o segundo, um engenheiro da École des Ponts et Chaussés, utilizando funções de procura para determinar o excedente do consumidor. Esta linha de análise microeconómica, largamente minoritária, teve alguma repercussão em Portugal, nomeadamente num estudo de Severim de Azevedo (1847–1884). Não que este engenheiro-economista tenha apresentado de forma explícita resultados teóricos mas porque baseou o cálculo das tarifas ferroviárias em perspectivas tributárias dos trabalhos daqueles engenheiros franceses ([1], [3]).
    2011 artigo Portugal acesso aberto
  5. 5

    Aspectos do ensino de Análise e Álgebra por Bento de Jesus Caraça

    Publicação
    por St. Aubyn, António
    A obra de Bento de Jesus Caraça Lições de Álgebra e Análise, publicada em 1935 e revista em 1945 exerceu forte influência sobre os universitários da época, pela clareza da exposição e pela profundidade dos conceitos apresentados. No prefácio da obra, Caraça salienta a importância de um livro da responsabilidade do professor, embora admita que possa haver o perigo de este se fixar em anos sucessivos nos mesmos temas sem se inovar e critica de forma violenta a nefasta influência da sebenta, que considera uma das razões do atraso então existente no ensino da matemática. É manifesto o paralelismo dos temas tratados nas Lições e nos Conceitos Fundamentais da Matemática, de 1941, que gerações de professores e estudantes dos países de língua portuguesa apreciaram nos primeiros contactos com as matemáticas superiores. As duas obras estão estruturadas em torno dos mesmos conceitos: números, funções e continuidade. Porém, Caraça dirige-se nas duas obras a públicos distintos. Nas Lições os temas estão desenvolvidos com a profundidade própria de uma obra universitária, nos Conceitos os temas são envolvidos por uma imensa cultura humanista, e a experiência ganha ao longo de anos como professor universitário é explorada para nos apresentar a Matemática como uma ciência viva em permanente diálogo com as outras ciências e com a própria vida.
    2011 artigo Portugal acesso aberto
  6. 6

    Bento Caraça e Amoroso Costa A Matemática como cultura

    Publicação
    por Amaral, João Tomas do
    A Matemática como Cultura será abordada em sua dimensão histórica segundo as concepções filosóficas emanadas pelo matemático, pedagogo e filósofo português Bento de Jesus Caraça e pelo matemático, pedagogo e filósofo brasileiro Manuel Amoroso Costa. Essas concepções estão contidas no livro «As Ideias Fundamentais da Matemática», de autoria de Manuel Amoroso Costa, cuja primeira edição data de 1929 e no livro «Conceitos Fundamentais da Matemática», de autoria de Bento de Jesus Caraça, cuja primeira edição data de 1941, que se constituem em marco importante para o ensino de Matemática no Brasil. Bento Caraça (1901-1948) e Amoroso Costa (1885-1928) têm carreiras semelhantes em vários aspectos — divulgação científica e cultural, atuação no ensino superior e no campo político –, em épocas relativamente distintas e supostamente sem qualquer tipo de contato — correspondência ou pessoal –, o que indica independência de ações e convergência de convicções. As respectivas trajetórias por meio dos vários pontos de contato da vida e da obra estão devidamente aprofundadas na representatividade e na significância das suas obras no ensino de Matemática em terras brasileiras. Desde suas publicações iniciais — Conceitos Fundamentais da Matemática e As Ideias Fundamentais da Matemática – seguem, ainda em nossos dias, a sua trajetória histórica e referencial no Brasil.
    2011 artigo Portugal acesso aberto
  7. 7

    Ponto de fantasia, ponto de esquadria e cartografia náutica no tempo das descobertas

    Publicação
    por Alves Gaspar, Joaquim
    Durante o período dos descobrimentos e expansão marítima europeia a posição do navio no mar era determinada recorrendo a dois métodos: o método do ponto de fantasia, desenvolvido durante o século XIII no Mediterrâneo e baseado nas direcções indicadas pela agulha de marear e nas distâncias estimadas pelos pilotos; e o método do ponto de esquadria, introduzido pelos portugueses durante o século XV, e baseado na determinação da latitude por métodos astronómicos. Na ausência de quaisquer erros na medição dos rumos, distâncias e latitudes, as duas posições são teoricamente coincidentes. Contudo, e devido ao facto de, no ponto de esquadria, a latitude observada prevalecer sempre sobre os outros elementos de informação, essa coincidência não se verifica na presença da declinação magnética. Enquanto no ponto de fantasia o efeito da declinação magnética se reflecte tanto em latitude como em longitude, no ponto de esquadria só a longitude é afectada.
    2011 artigo Portugal acesso aberto
  8. 8

    Proposta cartográfica de Pedro Nunes em 1566

    Publicação
    por Queiró, João Filipe
    Uma questão que tem interessado os historiadores da náutica é a de saber em que medida Pedro Nunes precedeu — se não mesmo influenciou — Mercator na concepção da sua carta ad usum navigantium de 1569. A análise é em geral feita a partir dos dois tratados sobre náutica incluídos no Tratado da Sphera de 1537, o «Tratado sobre certas dúvidas da navegação» e o «Tratado em defensam da carta de marear». Estes tratados aparecem em versão latina nas Petri Nonii Salaciensis Opera publicadas em 1566 em Basileia («De duobus problematis circa nauigandi artem» e «De regulis & instrumentis, ad uarias rerum tam maritimarum quam & coelestium apparentias deprehendendas, ex Mathematicis disciplinis»), mas não se trata de simples traduções, sobretudo no segundo caso, em que se tem obra muito mais extensa e desenvolvida. A intenção deste breve texto é revisitar a questão histórica referida no início à luz do texto noniano de 1566, agora de acesso facilitado com a publicação do Volume IV das «Obras» de Pedro Nunes [3], que contém os referidos tratados latinos.
    2011 artigo Portugal acesso aberto
  9. 9

    A Matemática na Academia de Ciências de Lisboa

    Publicação
    por Dias Agudo, Fernando Roldão
    Referido, de forma breve, o nascimento das academias científicas da era moderna, em particular da Academia das Ciências de Lisboa, em 1779, e o impacto que esta teve, entre nós, na alteração da cultura tradicional da época, toda voltada para as belas letras, passaram a ser indicadas as memórias mais notáveis dos académicos matemáticos publicadas pela Academia no primeiro século da sua existência.
    2011 artigo Portugal acesso aberto
  10. 10

    A Faculdade de Mathematica da Universidade de Coimbra (1772–1820): Um ensaio estatístico

    Publicação
    por Figueiredo, Fernando
    A Reforma da Universidade de Coimbra (1772) é a concretização de um plano intentado por um grupo de homens que, sob a égide e comando do Marquês de Pombal (1699–1782), tinha como finalidade sintonizar Portugal com as ideias iluminadas da Europa e encaminhá-lo na direcção do progresso e das ciências. Com a Reforma Pombalina da Universidade, vê-se criado, em Portugal, o ensino das chamadas ciências exactas em moldes completamente novos. São criadas de raiz as novas Faculdades de Matemática e de Filosofia Natural e reformada radicalmente a Faculdade de Medicina (os Estatutos Pombalinos dedicam o seu 3º vol. a estas 3 Faculdades de «Sciencias Naturaes»). Pretendemos aqui dar a conhecer uma série de indicadores estatísticos no diz respeito ao corpo discente e docente, durante os primeiros 50 anos de vida da «Faculdade de Mathematica» (1772–1820).
    2011 artigo Portugal acesso aberto