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  1. 1

    Formação Pós-graduada em Hospitalização Domiciliária

    Publicação
    por Duarte Ferreira, Isilda Maria
    Outros Autores: Rosa, Marta
    INTRODUÇÃO A Hospitalização Domiciliária (HD) constitui um modelo assistencial inovador que permite a prestação de cuidados de nível hospitalar no domicílio, promovendo a humanização, a proximidade e a continuidade dos cuidados de saúde. Em Portugal, a HD tem registado um crescimento significativo, impulsionado pela necessidade de respostas flexíveis e centradas na pessoa (Delerue, 2024; DGS, 2018). Contudo, a complexidade inerente a este modelo exige profissionais com competências diferenciadas, capazes de atuar em contextos de elevada exigência técnica e emocional. A formação pós-graduada surge, como um pilar essencial para garantir a qualidade, segurança e sustentabilidade deste tipo de intervenção. OBJETIVOS Evidenciar a importância da formação pós-graduada como instrumento de capacitação profissional e de melhoria contínua da qualidade dos cuidados prestados em Hospitalização Domiciliária. MATERIAL E MÉTODOS Reflexão, desenvolvida a partir da análise de programas de formação especializada e da revisão da literatura científica recente sobre HD. Foram identificadas as áreas cruciais de formação, nomeadamente a observação participativa em contextos reais de prática clínica e a consulta de documentos normativos nacionais (DGS, 2018) e internacionais (Chan, 2022). As áreas temáticas contempladas incluem: abordagens terapêuticas multidisciplinares, comunicação e trabalho em equipa, qualidade e segurança, e capacitação da pessoa e cuidador por via da literacia em saúde (Santos et al., 2021). RESULTADOS A análise revelou que a formação pós-graduada em HD promove o desenvolvimento de competências técnicas e relacionais que sustentam uma prática clínica segura, humanizada e eficiente. Verifica-se uma melhoria na articulação entre equipas multidisciplinares, uma maior normalização dos procedimentos e um aumento da capacidade das equipas em gerir casos complexos no ambiente domiciliário. O modelo formativo que integra observação participativa e aplicação prática demonstrou ser eficaz na consolidação de aprendizagens e na adaptação a contextos reais de cuidado. DISCUSSÃO Os dados obtidos corroboram a evidência existente de que a formação avançada é determinante para a qualidade assistencial em HD. Profissionais capacitados são capazes de otimizar recursos, assegurar a continuidade terapêutica e reforçar a autonomia da pessoa cuidada. Além disso, o enfoque na comunicação e na coordenação interprofissional potencia a eficácia e segurança dos cuidados prestados no domicílio, respondendo às exigências do sistema de saúde atual. CONCLUSÕES A formação pós-graduada em Hospitalização Domiciliária constitui um elemento estruturante para o sucesso e sustentabilidade deste modelo de cuidados. Permite às equipas: (1) prestar cuidados de nível hospitalar com segurança e eficácia; (2) otimizar a articulação multidisciplinar; e (3) promover a autonomia e o bem-estar da pessoa e cuidador, transformando-os em parceiros ativos do processo assistencial. O investimento contínuo nesta área formativa é fundamental para garantir a qualidade, a uniformização e a humanização da HD em Portugal. PALAVRAS-CHAVE hospitalização domiciliária; formação pós-graduada; cuidados continuados; multidisciplinaridade; segurança clínica REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Chan, S. (2022). Hospitalização Domiciliária, uma Alternativa ao Internamento Convencional. Revista Portuguesa de Medicina Interna, 29(1), 54–57. Delerue, F. (2024, junho). Presidente do 4º Congresso Nacional de Hospitalização Domiciliária. [Mensagem de boas-vindas]. Direção-Geral da Saúde (DGS). (2018). Norma n.º 012/2018: Hospitalização Domiciliária em idade adulta. DGS. Santos, J., Silva, A. M., Pereira, L., Fonseca, P., Silva, M., Príncipe, F., & Mota, L. (2021). A hospitalização domiciliária como fator facilitador no processo de transição saúde/doença. Revista de Investigação e Intervenção em Saúde, 4(2), 52–64.
    2025 póster em conferência Portugal acesso aberto
  2. 2

    Hospitalização Domiciliária ao Doente Cardíaco Crónico: Otimizando Cuidados com Formação Pós-Graduada

    Publicação
    por Duarte Ferreira, Isilda Maria
    Outros Autores: Rosa, Marta; Malaca, S.
    Este poster aborda a importância crítica da formação pós-graduada para profissionais de saúde que atuam na Hospitalização Domiciliária (HD), focando especificamente nas mais-valias para o doente com doença cardíaca crónica (DCC). A fundamentação destaca que a HD, embora benéfica (redução de infeções, maior conforto), exige equipas altamente especializadas devido à complexidade da DCC. A formação avançada é apresentada como essencial para garantir segurança e qualidade. A metodologia descreve as áreas chave da formação pós-graduada, incluindo: • Abordagens terapêuticas multidisciplinares: gestão complexa de medicação e sintomas cardíacos. • Comunicação na equipa: coordenação eficaz entre os vários especialistas. • Realidade da HD: enquadramento legal e modelos adaptados à DCC. • Normatização e gestão de sintomas: protocolos específicos para insuficiência cardíaca e dispositivos. • Orientação à pessoa e cuidador: ensino personalizado sobre sinais de alarme e autonomia. • Qualidade e segurança: prevenção de eventos adversos e gestão de emergências. • Observação participativa: experiência prática supervisionada. As conclusões sintetizam as principais mais-valias que resultam desta formação especializada: 1. Melhoria da qualidade de vida e autonomia para o doente. 2. Redução de reinternamentos e complicações. 3. Cuidados integrados e personalizados, com equipas de alta performance. Em suma, o poster defende que o investimento em formação pós-graduada é o pilar para assegurar a excelência, segurança e humanização da Hospitalização Domiciliária, otimizando os resultados para o doente cardíaco crónico e fortalecendo o sistema de saúde. Referências Bibliográficas Referências utilizadas no conteúdo do poster: 1. Chan, S. (2022). Hospitalização Domiciliária, uma Alternativa ao Internamento Convencional. Revista Portuguesa de Medicina Interna, 29(1), 54-57. 2. Direção-Geral da Saúde (DGS). (2018). Norma n.º 012/2018: Hospitalização Domiciliária em idade adulta. DGS. 3. Oliveira, J., Santos, L., & Fernandes, R. (2023). A eficácia da hospitalização domiciliária em doentes com insuficiência cardíaca crónica: Uma revisão sistemática. Revista Portuguesa de Cardiologia, 42(3), 150-162. 4. Organização Mundial de Saúde (OMS). (2021). Doenças Cardiovasculares.
    2025 póster em conferência Portugal acesso aberto
  3. 3

    Risk Communication for Decision-Making: The Role of Community-Contact, Nature-Positive Outcomes, and Risk-Perception

    Publicação
    por Silva, Dorinda
    Origem: IC-online
    Appropriate risk communication is extremely important to ensure stakeholder engagement and avoid fatigue, disengagement and inaction. Research shows that promotion of good news is likely to engage stakeholders and inspire action. Thus, to support properly informed risk communication and decision-making truer perceptions of risks and benefits are needed to enable nature-positive and community inclusivity outcomes. Environmental scientists are now tasked with promoting communication for decision making using methods that weigh harm caused against benefits delivered. Currently we face many planetary threats including from climate change as well as the influx of synthetic chemicals. Creating a nature-positive future in the face of these challenges requires positive messaging, measures, and metrics to guide, plan, assess and communicate regenerative development outcomes beyond toxicology, risk and damage assessment. As various stakeholders perceive risks differently it is of paramount importance to understand and predict how non-experts will react to risk, since the majority of this group are often not aware of the threats faced. Very often a lack of consideration is given to risk perception and behaviours across different stakeholders. Likewise contact with communities is challenging but can help to bridge the gap from scientific discovery to valuable knowledge translation into society, related to environmental risk. The session aims to clarify concepts, challenges, and innovative tools and methods for modelling, measuring, and communicating benefits weighed against risk. The session specifically focuses on accelerating restoration, climate security and preventative measures that have successfully been used to protect the environment and human health from harmful chemicals. Moreover, results of community engagement approaches will be presented allowing the possibility to discuss the associated opportunities and challenges of these communication strategies. Presentations should focus on case studies where community-engagement, nature-positive outcomes, and risk-perception are used to support risk communication for decision making, especially in the presence of limited or conflicting evidence. The session will disseminate valid policy, planning and communication tools and methods across various stakeholders including academics, NGOs, industry and policy makers and overall foster knowledge transfer across groups to deliver and manage regulatory solutions.
    2023 póster em conferência Portugal acesso aberto
  4. 4

    Comparison of cytochrome c with conventional biocatalysts in the degradation of environmental toxicants

    Publicação
    por Lagoa, Ricardo
    Outros Autores: Lopes, João M.; Rodrigues, J. Rui; Marques-da-Silva, Dorinda
    Origem: IC-online
    Peroxidases and laccases are amongst the most attractive enzymes for the degradation of concerning pollutants like polycyclic aromatic hydrocarbons (PAHs) and organic dyes. In spite of the availability of high activity enzymes, their applicability is hindered by specificity and stability limitations in real environmental conditions, so more suitable biocatalysts are demanded. Cytochrome c (Cc) is best known as a protein electron carrier at mitochondria, but it also displays (pseudo-)peroxidase activity. In this work, we aimed to evaluate the potential of Cc as biocatalyst of PAHs’ and azo dyes’ degradation and compare it with two more conventional enzymes - plant peroxidases and fungi laccases. The studies were carried out with Cc from horse heart, horseradish peroxidase (HRP) and laccase from Trametes versicolor. The enzymes were tested with two major PAHs, anthracene and benzo[a]pyrene (BaP), and with methyl orange (MO) as a model azo dye. The enzyme-catalyzed oxidation of PAHs was determined by HPLC, and MO decolorization was followed in spectrophotometric kinetic assays. Several degradation studies were performed to assess the catalytic capacity at different pH and the effect of the redox mediator ABTS (2,2′-azino-bis(3-ethylbenzothiazoline-6-sulfonate)). Peroxidase reactions of HRP and Cc were initiated with 100 μM H2O2 (in media containing 100 μM DTPA as metal chelator). In pH 5 acetate buffer, the specific ABTS-oxidizing activity of Cc was much lower than that of laccase and HRP. However, these two enzymes lost almost all activity at pH 7, while Cc exhibited catalytic activity even at pH 8 (phosphate buffer). Decolorization assays showed laccase alone to be a weak catalyst of MO degradation, although addition of ABTS to the reaction media greatly accelerated the transformation. On the contrary, both HRP and Cc directly catalyzed MO decolorization, including at neutral pH, and the redox mediator offered no advantage. As for the PAHs, HRP and laccase catalysis benefited from the presence of ABTS in the media, but again Cc oxidized anthracene and BaP directly. Indeed, 24h incubation of BaP (1 mg/L) with Cc (0.1 mg/mL) resulted in the transformation of 70±4% of the PAH and generation of major reaction products different of the BaP quinones produced by laccase- and HRP-ABTS systems. This work disclosed catalytic properties of Cc different from laccase and HRP that are relevant for the design of new enzymatic remediation processes.
    2022 póster em conferência Portugal acesso aberto
  5. 5

    Fire-resistant materials: characterization and thermal behavior of intumescent gels for fire resistant glass [Poster]

    Publicação
    por Donato, Mariana
    Outros Autores: Esteves, M. Alexandra; Capelo, Anabela; Oliveira, Fernando; Ferreira, Cristina; Alves, Isabel N. et al.
    2025 póster em conferência Portugal acesso aberto
  6. 6

    Intumescent Gels for Fire-Resistant Glass: Thermal Insulation, UV Protection, and Durability Studies [Poster]

    Publicação
    por Esteves, M. Alexandra
    Outros Autores: Capelo, Anabela; Donato, Mariana; Oliveira, Fernando; Ferreira, Cristina; Alves, Isabel N. et al.
    2025 póster em conferência Portugal acesso aberto
  7. 7

    Development of a georeferenced database as a tool to improve circular material flows in lignocellulosic waste valorization [Poster]

    Publicação
    por Silva, Tiago
    Outros Autores: Eusebio, Ana; Camocho, David; Alexandre, Jorge; Sousa Rocha, Cristina; Patinha, Pedro et al.
    ABSTRACT: The Frontsh1p project aims to accelerate the development and implementation of cross-sector circular value chains through the creation of a multi-level toolkit that includes georeferenced data. This will facilitate the identification of the different stakeholders, their levels of interaction, regional distribution, and communication pathways, as well as the planning of new circular material flows for by-products and waste streams. The region of Łódzkie in Poland was selected for the development of this toolkit to establish guidelines, methodologies and technologies, based on information at the regional economic level, that can be easily replicated in different regions across Europe.
    2024 póster em conferência Portugal acesso aberto
  8. 8

    Feasibility and acceptability of a self-management program for stroke survivors: a mixed-methods study

    Publicação
    por Pereira, Carla
    Outros Autores: Branco, Daniela; Branquinho, Inês; Dias, Teresa; Marques, António
    2026 póster em conferência Portugal acesso aberto
  9. 9

    Portugal na rede Latindex, um balanço dos últimos dois anos

    Publicação
    por Meireles, Paula
    Outros Autores: Seguro-de-Carvalho, Paula
    A Latindex é um sistema de informação que agrega informação relativa às revistas de investigação científica, técnico-profissionais e de divulgação científica e cultural editadas nos países da América Latina, Caribe, Espanha e Portugal que nasce em 1997. Portugal integra a rede em 1999 estando a gestão a cargo da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). A gestão deste projeto tem sido um desafio e passados 2 anos afigura-se importante fazer uma reflexão sobre o trabalho realizado e traçar um plano estratégico de futuro. Os últimos 2 anos de atividade já permitiram um conhecimento mais detalhado do serviço, até fazer um ponto de situação e um estado da arte e fazer uma reflexão com base em pontos fracos, fortes, ameaças e forças. Os resultados esperados são o ponto de partida para uma estratégia de atividade planeada e ponderada que permita o crescimento deste serviço em Portugal. A coleção Latindex Portugal tem, neste momento, um total de 1373 revistas no diretório das quais 1223 estão vigentes e 150 deixaram de ser editadas. Neste conjunto de revistas 318 são revistas em linha e 52 integram o catálogo 2.0.
    2023 póster em conferência Portugal acesso aberto
  10. 10

    SicELO.pt e o alinhamento com a ciência aberta

    Publicação
    por Seguro-de-Carvalho, Paula
    Outros Autores: Meireles, Paula; Lopes, Paulo; ALEXANDRE REIS MENDES MOREIRA, JOÃO
    O SciELO Portugal é um nó do SciELO Internacional um portal eletrónico cooperativo de revistas científicas que permite o acesso aos artigos completos de revistas de vários países da América Latina, da Europa (Portugal e Espanha) e ainda da Africa do Sul. A SciELO.pt tem vindo a fazer um trabalho de sensibilização da comunidade editorial no que diz respeito à adoção das Práticas de ciência aberta. O maior obstáculo a ser superado não é técnico, mas sim de adoção de novas práticas editorias assentes nos princípios da Ciência Aberta.
    2024 póster em conferência Portugal acesso aberto